Os novos projectos que estão a reanimar Vilamoura

21-01-2011
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O ex-líbris do Algarve, famoso pelas casas e hotéis de cinco estrelas, não escapou à crise. Mas nem por isso desistiu de fazer promoção às novas moradias e apartamentos que estão a reanimar Vilamoura.

Os produtos de qualidade e de luxo são os que melhor se vendem em épocas de crise. A ideia não é original, mas foi a motivação do empresário André Jordan para, na última semana, relançar um dos seus mais recentes empreendimentos no Algarve. O ‘The Residences at Tivoli Victoria', em Vilamoura - que já só tem 30% dos apartamentos para venda -, é uma espécie de clube privado, onde "tudo foi pensado para proporcionar a toda a família um estilo de vida distinto e cómodo", explica o promotor. Exclusividade é, aliás, uma palavra-chave deste empreendimento de 145 apartamentos, inaugurado há um ano, e cuja operação turística está nas mãos do Tivoli. Isto significa que cada residente tem acesso aos serviços típicos de um hotel de cinco estrelas. Além disso, os apartamentos contam com piscina aquecida, garagem, segurança durante 24 horas e ainda áreas generosas - os apartamentos T2, por exemplo, cujos preços variam entre 510 mil e 700 mil euros, têm 129 metros quadrados. E os T3, que custam entre 535 mil e 815 mil euros, têm 150 metros quadrados.

O relançamento deste projecto de André Jordan, uma figura de referência do turismo e do imobiliário no Algarve, é apenas um exemplo do que os promotores estão a fazer para reanimar a zona de Vilamoura. Apesar de ser conhecida como a zona de luxo do Algarve, a crise também a atingiu e, por isso, defendem alguns investidores, é preciso apostar na contínua promoção dos projectos. Foi por isso que o empreendimento Pine Cliffs, ancorado pelo hotel Sheraton, em plena praia da Falésia, acabou de relançar a venda das últimas quatro ‘villas' disponíveis em todo o ‘resort'. Estas moradias isoladas, com piscina e ‘jacuzzi', estão concluídas há quase um ano e são das casas mais caras de Portugal: custam 5,5 milhões de euros e uma delas já está reservada.

O presidente da Associação de Turismo do Algarve (ATA), Nuno Aires, diz que, apesar da crise, Vilamoura tem mantido o estatuto de "ex-libris do Algarve". Não só porque é lá que estão os principais empreendimentos e hotéis de cinco estrelas do Algarve, mas também porque existe uma vontade concertada entre todos para não baixar os preços e assim manter o estatuto. Tanto no valor das casas, como nos preços cobrados por noite no hotel. "O Pine Cliffs não baixou os preços dos seus produtos imobiliários, de modo a não comprometer o crescimento quando os mercados recuperarem e voltarem aos níveis normais", disse fonte da United Investments, empresa de capital árabe que promove este ‘resort', ao Diário Económico.

Promotores adiam comercialização

A empresa britânica que promove o empreendimento The Keys, na Quinta do Lago, já vendeu 38 das 160 moradias nos primeiros meses do ano. Agora optou por não dar continuidade à campanha que tinha prevista para o início do Verão, devido à situação económica que se vive na Europa. Em Vale do Lobo, as vendas continuam em ritmo moderado. Neste ‘resort' estão em construção mais de 500 novas casas, distribuídas por quatro empreendimentos, todos eles em diferentes fases de comercialização. Por fim, o Conrad Hilton, que deveria ficar pronto este ano, também está a avançar lentamente e muitos agentes do sector não acreditam que cumpra os prazos estabelecidos.

Imobiliário com mais dificuldades

O Diário Económico apurou junto de alguns responsáveis do mercado que não quiseram ser citados, que as vendas de casas no Algarve, incluindo Vilamoura, pararam nos últimos meses - e nem a esperança da retoma sentida no início do ano se concretizou. Nuno Aires não confirma, mas repara que se "a hotelaria está melhor agora, o imobiliário continua em dificuldades, como em 2009". A única vantagem é que "o Algarve não tem o excesso de oferta que tem o sul de Espanha", reforçou o líder da ATA.

Para este responsável, os ‘resorts' têm estado a apostar no turismo de negócios, sobretudo congressos. "Vilamoura tem-se posicionado no segmento dos congressos e um hotel arrasta outros. O Tivoli tem capacidade para congressos acima das mil pessoas, mas depois não tem espaço para colocar todas as pessoas, que acabam por ir para outros hotéis da zona", referiu. Além disso, Nuno Aires diz estar confiante nos benefícios da recém-inaugurada base da companhia ‘low cost' Ryanair em Faro, que permitirá angariar novos mercados - como os Países Baixos ou Escandinávia. "Faltava-nos essa diversificação e agora temos 17 novas rotas", rematou.

As novas ‘fronteiras' de Vilamoura

A delimitação geográfica de Vilamoura já excede em muito a da vila que lhe dá o nome. Hoje, os empreendimentos que ficam em Vilamoura estendem-se desde Quarteira até à chamada nova zona de Vilamoura, conhecida como Jardins Victoria, e onde está previsto construir-se a Cidade Lacustre. Para André Jordan, assim que este projecto estiver fechado, Vilamoura fica também concluída. Nuno Aires, presidente da Associação de Turismo do Algarve, concorda com esta visão, mas está apreensivo em relação ao futuro incerto do projecto. "É pena que tenha conhecido todas as aprovações numa má altura", disse, recordando que os espanhóis da Lusort - a empresa que estava a investir no empreendimento - colocaram o projecto à venda por falta de fundos. Ainda assim, Nuno Aires não tem dúvidas: a Cidade Lacustre "é o que falta a Vilamoura para consolidar asua oferta internacional. Depois disso, não faz sentido colocar mais imobiliário".

O ex-líbris do Algarve, famoso pelas casas e hotéis de cinco estrelas, não escapou à crise. Mas nem por isso desistiu de fazer promoção às novas moradias e apartamentos que estão a reanimar Vilamoura.

Os produtos de qualidade e de luxo são os que melhor se vendem em épocas de crise. A ideia não é original, mas foi a motivação do empresário André Jordan para, na última semana, relançar um dos seus mais recentes empreendimentos no Algarve. O ‘The Residences at Tivoli Victoria', em Vilamoura - que já só tem 30% dos apartamentos para venda -, é uma espécie de clube privado, onde "tudo foi pensado para proporcionar a toda a família um estilo de vida distinto e cómodo", explica o promotor. Exclusividade é, aliás, uma palavra-chave deste empreendimento de 145 apartamentos, inaugurado há um ano, e cuja operação turística está nas mãos do Tivoli. Isto significa que cada residente tem acesso aos serviços típicos de um hotel de cinco estrelas. Além disso, os apartamentos contam com piscina aquecida, garagem, segurança durante 24 horas e ainda áreas generosas - os apartamentos T2, por exemplo, cujos preços variam entre 510 mil e 700 mil euros, têm 129 metros quadrados. E os T3, que custam entre 535 mil e 815 mil euros, têm 150 metros quadrados.

O relançamento deste projecto de André Jordan, uma figura de referência do turismo e do imobiliário no Algarve, é apenas um exemplo do que os promotores estão a fazer para reanimar a zona de Vilamoura. Apesar de ser conhecida como a zona de luxo do Algarve, a crise também a atingiu e, por isso, defendem alguns investidores, é preciso apostar na contínua promoção dos projectos. Foi por isso que o empreendimento Pine Cliffs, ancorado pelo hotel Sheraton, em plena praia da Falésia, acabou de relançar a venda das últimas quatro ‘villas' disponíveis em todo o ‘resort'. Estas moradias isoladas, com piscina e ‘jacuzzi', estão concluídas há quase um ano e são das casas mais caras de Portugal: custam 5,5 milhões de euros e uma delas já está reservada.

O presidente da Associação de Turismo do Algarve (ATA), Nuno Aires, diz que, apesar da crise, Vilamoura tem mantido o estatuto de "ex-libris do Algarve". Não só porque é lá que estão os principais empreendimentos e hotéis de cinco estrelas do Algarve, mas também porque existe uma vontade concertada entre todos para não baixar os preços e assim manter o estatuto. Tanto no valor das casas, como nos preços cobrados por noite no hotel. "O Pine Cliffs não baixou os preços dos seus produtos imobiliários, de modo a não comprometer o crescimento quando os mercados recuperarem e voltarem aos níveis normais", disse fonte da United Investments, empresa de capital árabe que promove este ‘resort', ao Diário Económico.

Promotores adiam comercialização

A empresa britânica que promove o empreendimento The Keys, na Quinta do Lago, já vendeu 38 das 160 moradias nos primeiros meses do ano. Agora optou por não dar continuidade à campanha que tinha prevista para o início do Verão, devido à situação económica que se vive na Europa. Em Vale do Lobo, as vendas continuam em ritmo moderado. Neste ‘resort' estão em construção mais de 500 novas casas, distribuídas por quatro empreendimentos, todos eles em diferentes fases de comercialização. Por fim, o Conrad Hilton, que deveria ficar pronto este ano, também está a avançar lentamente e muitos agentes do sector não acreditam que cumpra os prazos estabelecidos.

Imobiliário com mais dificuldades

O Diário Económico apurou junto de alguns responsáveis do mercado que não quiseram ser citados, que as vendas de casas no Algarve, incluindo Vilamoura, pararam nos últimos meses - e nem a esperança da retoma sentida no início do ano se concretizou. Nuno Aires não confirma, mas repara que se "a hotelaria está melhor agora, o imobiliário continua em dificuldades, como em 2009". A única vantagem é que "o Algarve não tem o excesso de oferta que tem o sul de Espanha", reforçou o líder da ATA.

Para este responsável, os ‘resorts' têm estado a apostar no turismo de negócios, sobretudo congressos. "Vilamoura tem-se posicionado no segmento dos congressos e um hotel arrasta outros. O Tivoli tem capacidade para congressos acima das mil pessoas, mas depois não tem espaço para colocar todas as pessoas, que acabam por ir para outros hotéis da zona", referiu. Além disso, Nuno Aires diz estar confiante nos benefícios da recém-inaugurada base da companhia ‘low cost' Ryanair em Faro, que permitirá angariar novos mercados - como os Países Baixos ou Escandinávia. "Faltava-nos essa diversificação e agora temos 17 novas rotas", rematou.

As novas ‘fronteiras' de Vilamoura

A delimitação geográfica de Vilamoura já excede em muito a da vila que lhe dá o nome. Hoje, os empreendimentos que ficam em Vilamoura estendem-se desde Quarteira até à chamada nova zona de Vilamoura, conhecida como Jardins Victoria, e onde está previsto construir-se a Cidade Lacustre. Para André Jordan, assim que este projecto estiver fechado, Vilamoura fica também concluída. Nuno Aires, presidente da Associação de Turismo do Algarve, concorda com esta visão, mas está apreensivo em relação ao futuro incerto do projecto. "É pena que tenha conhecido todas as aprovações numa má altura", disse, recordando que os espanhóis da Lusort - a empresa que estava a investir no empreendimento - colocaram o projecto à venda por falta de fundos. Ainda assim, Nuno Aires não tem dúvidas: a Cidade Lacustre "é o que falta a Vilamoura para consolidar asua oferta internacional. Depois disso, não faz sentido colocar mais imobiliário".

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