Defensor Moura defende mandato presidencial único

31-07-2010
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Um mandato presidencial único, com duração entre cinco e sete anos, é o que defende Defensor Moura, que ontem apresentou oficialmente sua candidatura à Presidência da República.

"Reprovo com veemência a flexibilidade táctica do final dos primeiros mandatos, que privilegia a garantia da reeleição do titular em desfavor do exercício cabal das competências presidenciais, numa postura especialmente maléfica em períodos de crise como o que vivemos", afirmou o deputado do PS em Viana do Castelo, perante mais de uma centena de apoiantes. Para o ex-autarca, que liderou a câmara da capital do Alto Minho entre 1994 e 2009, o chefe de Estado não pode ser "um comentador político, a mandar recados ao governo".

Com o lema "Contra a resignação", a candidatura de Moura considera que "a vulgarização da Presidência e a incontinência mediática têm sido factores de descredibilização do cargo, que agravam a conflitualidade interinstitucional, em vez de contribuírem para a unidade do Estado e para o regular funcionamento das instituições democráticas". Nesse sentido prometeu que não será "um espectador, nem comentador da vida social e política".

Perante a "inevitabilidade" do apoio do PS a candidatura de Manuel Alegre - da qual sempre discordou -, "extremada" pelo apoio do Bloco de Esquerda, Moura decidiu entrar na corrida presidencial para conquistar "o eleitorado do centro que habitualmente vota no PS". Garantiu que vai até ao fim e elegeu a regionalização e a luta contra o clientelismo como prioridades.

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"Não me resigno com o centralismo e o desperdício da administração pública", afirmou, adiantando que "a regionalização não é a mais dispendiosa, porque os custos das estruturas regionais não diferem substancialmente dos encargos com a manutenção das actuais comissões de coordenação e desenvolvimento regional e dos múltiplos serviços ditos desconcentrados do Estado".

Disse também que irá lutar "contra o clientelismo, que está a fazer uma ocupação ilegítima do aparelho do Estado e do sector empresarial do Estado e que desvirtua completamente a valorização do mérito e da transparência na gestão do património comum". Em relação à campanha, garantiu que não vai instalar cartazes fixos, não só por economia de meios, mas também com o "pedagógico objectivo" de defender a paisagem urbana".

Um mandato presidencial único, com duração entre cinco e sete anos, é o que defende Defensor Moura, que ontem apresentou oficialmente sua candidatura à Presidência da República.

"Reprovo com veemência a flexibilidade táctica do final dos primeiros mandatos, que privilegia a garantia da reeleição do titular em desfavor do exercício cabal das competências presidenciais, numa postura especialmente maléfica em períodos de crise como o que vivemos", afirmou o deputado do PS em Viana do Castelo, perante mais de uma centena de apoiantes. Para o ex-autarca, que liderou a câmara da capital do Alto Minho entre 1994 e 2009, o chefe de Estado não pode ser "um comentador político, a mandar recados ao governo".

Com o lema "Contra a resignação", a candidatura de Moura considera que "a vulgarização da Presidência e a incontinência mediática têm sido factores de descredibilização do cargo, que agravam a conflitualidade interinstitucional, em vez de contribuírem para a unidade do Estado e para o regular funcionamento das instituições democráticas". Nesse sentido prometeu que não será "um espectador, nem comentador da vida social e política".

Perante a "inevitabilidade" do apoio do PS a candidatura de Manuel Alegre - da qual sempre discordou -, "extremada" pelo apoio do Bloco de Esquerda, Moura decidiu entrar na corrida presidencial para conquistar "o eleitorado do centro que habitualmente vota no PS". Garantiu que vai até ao fim e elegeu a regionalização e a luta contra o clientelismo como prioridades.

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"Não me resigno com o centralismo e o desperdício da administração pública", afirmou, adiantando que "a regionalização não é a mais dispendiosa, porque os custos das estruturas regionais não diferem substancialmente dos encargos com a manutenção das actuais comissões de coordenação e desenvolvimento regional e dos múltiplos serviços ditos desconcentrados do Estado".

Disse também que irá lutar "contra o clientelismo, que está a fazer uma ocupação ilegítima do aparelho do Estado e do sector empresarial do Estado e que desvirtua completamente a valorização do mérito e da transparência na gestão do património comum". Em relação à campanha, garantiu que não vai instalar cartazes fixos, não só por economia de meios, mas também com o "pedagógico objectivo" de defender a paisagem urbana".

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