Ministra da Cultura diz não ter pressa na integração dos teatros nacionais no Opart

27-12-2010
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Canavilhas admite recuar na decisão se lhe provarem que as reduções de custos previstas não são viáveis

A ministra da Cultura afirmou ontem no Parlamento que não tem pressa na integração dos teatros nacionais D. Maria II e São João no Opart, adiantando que esta dificilmente ocorrerá no primeiro semestre de 2011. Gabriela Canavilhas garantiu mesmo não excluir a possibilidade de repensar a sua decisão, caso lhe demonstrem que as poupanças que estima conseguir através desta fusão não são concretizáveis. Mas continua convicta de que o seu plano é exequível e lembra que qualquer recuo teria sempre de ter o acordo do Ministério das Finanças.

A ministra respondia à comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura, à qual se deslocou, a pedido do PSD, para prestar esclarecimentos sobre a anunciada integração do Teatro Nacional de S. João (TNSJ) no Opart. Canavilhas apresentou um estudo que prevê que a concentração dos teatros nacionais no Opart, que já agrega o São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado (CNB), resultará, ao fim de três anos, numa poupança superior a sete milhões de euros, que permitiria aguentar os cortes decorrentes do Orçamento e ainda libertar três milhões para programação. A redução do número de administradores e a possível dispensa de pessoal em sectores como a tesouraria ou o marketing, a somar a outras poupanças em custos fixos, argumentou a ministra, seriam o bastante para se conseguir, já em 2011, uma poupança de mais de 1,8 milhões de euros, que saltaria para 2,65 milhões em 2012 e 2013.

Os vários deputados da oposição observaram que lhes parecia contraditório que a ministra elogiasse sem reservas as virtudes da integração dos teatros nacionais e, ao mesmo tempo, afirmasse não ter pressa em a concretizar. Canavilhas argumentou querer dispor do tempo que for necessário para persuadir as direcções financeiras do S. João e do D. Maria II, cujas resistências ao projecto reconheceu, de que a redução de custos que propõe é mesmo viável. Mas garantiu que, caso venham a ser estas a convencê-la do contrário, será "a primeira" a rever a sua posição.

Socorrendo-se das conclusões de um recente relatório do Tribunal de Contas, o comunista João Oliveira e a deputada Catarina Martins, do BE, lembraram o historial de má gestão do Opart, que teria acumulado um défice de sete milhões de euros. E Pedro Duarte, do PSD, afirmou que o TNSJ foi sempre reconhecidamente mais bem gerido do que o Opart, pelo que, tal como os deputados do PCP e do BE, não vê vantagens na integração. Tanto João Oliveira como Catarina Martins alargaram as suas críticas ao desinteresse do Governo pela cultura, com a segunda a notar que se estão a "discutir poupanças de dois milhões, quando acabou de ser anunciada a injecção de mais 500 milhões no BPN".

Canavilhas admite recuar na decisão se lhe provarem que as reduções de custos previstas não são viáveis

A ministra da Cultura afirmou ontem no Parlamento que não tem pressa na integração dos teatros nacionais D. Maria II e São João no Opart, adiantando que esta dificilmente ocorrerá no primeiro semestre de 2011. Gabriela Canavilhas garantiu mesmo não excluir a possibilidade de repensar a sua decisão, caso lhe demonstrem que as poupanças que estima conseguir através desta fusão não são concretizáveis. Mas continua convicta de que o seu plano é exequível e lembra que qualquer recuo teria sempre de ter o acordo do Ministério das Finanças.

A ministra respondia à comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura, à qual se deslocou, a pedido do PSD, para prestar esclarecimentos sobre a anunciada integração do Teatro Nacional de S. João (TNSJ) no Opart. Canavilhas apresentou um estudo que prevê que a concentração dos teatros nacionais no Opart, que já agrega o São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado (CNB), resultará, ao fim de três anos, numa poupança superior a sete milhões de euros, que permitiria aguentar os cortes decorrentes do Orçamento e ainda libertar três milhões para programação. A redução do número de administradores e a possível dispensa de pessoal em sectores como a tesouraria ou o marketing, a somar a outras poupanças em custos fixos, argumentou a ministra, seriam o bastante para se conseguir, já em 2011, uma poupança de mais de 1,8 milhões de euros, que saltaria para 2,65 milhões em 2012 e 2013.

Os vários deputados da oposição observaram que lhes parecia contraditório que a ministra elogiasse sem reservas as virtudes da integração dos teatros nacionais e, ao mesmo tempo, afirmasse não ter pressa em a concretizar. Canavilhas argumentou querer dispor do tempo que for necessário para persuadir as direcções financeiras do S. João e do D. Maria II, cujas resistências ao projecto reconheceu, de que a redução de custos que propõe é mesmo viável. Mas garantiu que, caso venham a ser estas a convencê-la do contrário, será "a primeira" a rever a sua posição.

Socorrendo-se das conclusões de um recente relatório do Tribunal de Contas, o comunista João Oliveira e a deputada Catarina Martins, do BE, lembraram o historial de má gestão do Opart, que teria acumulado um défice de sete milhões de euros. E Pedro Duarte, do PSD, afirmou que o TNSJ foi sempre reconhecidamente mais bem gerido do que o Opart, pelo que, tal como os deputados do PCP e do BE, não vê vantagens na integração. Tanto João Oliveira como Catarina Martins alargaram as suas críticas ao desinteresse do Governo pela cultura, com a segunda a notar que se estão a "discutir poupanças de dois milhões, quando acabou de ser anunciada a injecção de mais 500 milhões no BPN".

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