O fenómeno dos sem-abrigo não é novo e, em Cascais, "no tal Concelho de eleição" que o actual presidente da Câmara se esforça em propagandear, não fugimo à regra.É verdade que não poderemos assacar mais esta responsabilidade à actual crise. Contudo, a extensão e a profundidade da crise financeira mundial tem implicações directas no crescimento dos fenómenos de exclusão social.Em Carcavelos, as autoridades convivem com esta realidade há alguns anos. A Junta de Freguesia de Carcavelos e a Câmara Municipal de Cascais pouco parecem querer fazer neste domínio. Evoco apenas duas situações que são do conhecimento público. Uma perto do Café S. Jorge e a outra mesmo perto às instalações da própria Junta de Freguesia, que devido a alguns desacatos a polícia de Segurança Pública tem sido recorrentemente chamada a intervevir.No entanto, nem tudo é assim tão árido como a ausência de intrevenção da Junta e da Câmara Municipal. Com efeito, no dia 14 de Abril foi apresentada pelo actual Governo a Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas Sem-Abrigo, que tem como um dos seus principais objectivos assegurar que ninguém tenha de permanecer na rua por falta de alternativas.Com um orçamento de 75 milhões de euros, esta iniciativa que conta com a participação de inúmeras organizações públicas e privadas, aposta na prevenção, intervenção e acompanhamento, permitindo ainda a coordenação de todos os recursos disponíveis.A intervenção netse domínio não se esgota nas respostas tradicionais de emergência, sejam estas de fornecer refeições ou alojamentos temporários. É necessário construir um projecto de vida que se inicia na capacidade de fazer renascer a confiança e a esperança de um futuro melhor.Esperamos que esta estratégia tenha também aplicação prática em Cascais, tornando melhor a vida daqueles que na maior parte dos casos tudo perderam e que convivem com os olhares indiferentes dos que por eles passam.Rui Estevâo AlexandreMembro-Fundador do Clube de Reflexão Política A LinhaEste artigo foi publicado no Jornal de Cascais de 7 de Abril, na secção "Correio do Leitor"
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O fenómeno dos sem-abrigo não é novo e, em Cascais, "no tal Concelho de eleição" que o actual presidente da Câmara se esforça em propagandear, não fugimo à regra.É verdade que não poderemos assacar mais esta responsabilidade à actual crise. Contudo, a extensão e a profundidade da crise financeira mundial tem implicações directas no crescimento dos fenómenos de exclusão social.Em Carcavelos, as autoridades convivem com esta realidade há alguns anos. A Junta de Freguesia de Carcavelos e a Câmara Municipal de Cascais pouco parecem querer fazer neste domínio. Evoco apenas duas situações que são do conhecimento público. Uma perto do Café S. Jorge e a outra mesmo perto às instalações da própria Junta de Freguesia, que devido a alguns desacatos a polícia de Segurança Pública tem sido recorrentemente chamada a intervevir.No entanto, nem tudo é assim tão árido como a ausência de intrevenção da Junta e da Câmara Municipal. Com efeito, no dia 14 de Abril foi apresentada pelo actual Governo a Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas Sem-Abrigo, que tem como um dos seus principais objectivos assegurar que ninguém tenha de permanecer na rua por falta de alternativas.Com um orçamento de 75 milhões de euros, esta iniciativa que conta com a participação de inúmeras organizações públicas e privadas, aposta na prevenção, intervenção e acompanhamento, permitindo ainda a coordenação de todos os recursos disponíveis.A intervenção netse domínio não se esgota nas respostas tradicionais de emergência, sejam estas de fornecer refeições ou alojamentos temporários. É necessário construir um projecto de vida que se inicia na capacidade de fazer renascer a confiança e a esperança de um futuro melhor.Esperamos que esta estratégia tenha também aplicação prática em Cascais, tornando melhor a vida daqueles que na maior parte dos casos tudo perderam e que convivem com os olhares indiferentes dos que por eles passam.Rui Estevâo AlexandreMembro-Fundador do Clube de Reflexão Política A LinhaEste artigo foi publicado no Jornal de Cascais de 7 de Abril, na secção "Correio do Leitor"