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In Sol, 15/01/2010
À medida que os protagonistas da assinatura do Acordo de Princípios escarafuncham as condições da aceitação do mesmo, vai-se confirmando que a grande preocupação dos sindicatos-assinantes foi trocar a parte mais significativa das reivindicações dos professores, a saber, fim da divisão na carreira (não para a substituir por dois estrangulamentos e pela aceitação de quotas - que nenhum partido da oposição defende, insista-se) e fim deste modelo de avaliação, pela continuidade ou viabilidade imediata do diálogo que lhes permitisse assegurar a negociação de "outras questões".
O problema é que esta luta histórica dos professores apenas os mandatou para resolverem estes dois problemas prementes, porque foi o modelo de avaliação e a divisão na carreira (daqui para a frente haverá várias castas de professores em resultado de uma avaliação fantoche) que esteve na origem do levantamento cívico dos professores e, por mais que custe aos sindicatos e a alguns de nós, não foi mais nada.
Acredito que haja outras questões importantes para serem resolvidas, como acredito que os sindicatos já tivessem fome de protagonismo negocial, mas não podem aceitar um mecanismo cego e opaco de quotas, um sistema administrativo de vagas e um modelo de avaliação disfuncional, em nome de outra coisa qualquer, seja ela o que for. A isto também se chama oportunismo sindical.
Se querem trazer outras questões para cima da mesa negocial, pois façam pela vida e mobilizem os professores para tal, mas não se aproveitem da mobilização encetada pelos próprios professores e pelas escolas em torno deste modelo de avaliação e de uma carreira sem quotas para a trivializarem e a sacrificarem à agenda sindical.
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In Sol, 15/01/2010
À medida que os protagonistas da assinatura do Acordo de Princípios escarafuncham as condições da aceitação do mesmo, vai-se confirmando que a grande preocupação dos sindicatos-assinantes foi trocar a parte mais significativa das reivindicações dos professores, a saber, fim da divisão na carreira (não para a substituir por dois estrangulamentos e pela aceitação de quotas - que nenhum partido da oposição defende, insista-se) e fim deste modelo de avaliação, pela continuidade ou viabilidade imediata do diálogo que lhes permitisse assegurar a negociação de "outras questões".
O problema é que esta luta histórica dos professores apenas os mandatou para resolverem estes dois problemas prementes, porque foi o modelo de avaliação e a divisão na carreira (daqui para a frente haverá várias castas de professores em resultado de uma avaliação fantoche) que esteve na origem do levantamento cívico dos professores e, por mais que custe aos sindicatos e a alguns de nós, não foi mais nada.
Acredito que haja outras questões importantes para serem resolvidas, como acredito que os sindicatos já tivessem fome de protagonismo negocial, mas não podem aceitar um mecanismo cego e opaco de quotas, um sistema administrativo de vagas e um modelo de avaliação disfuncional, em nome de outra coisa qualquer, seja ela o que for. A isto também se chama oportunismo sindical.
Se querem trazer outras questões para cima da mesa negocial, pois façam pela vida e mobilizem os professores para tal, mas não se aproveitem da mobilização encetada pelos próprios professores e pelas escolas em torno deste modelo de avaliação e de uma carreira sem quotas para a trivializarem e a sacrificarem à agenda sindical.