TeK > Opinião > "Vemos agora resultados claros da joint venture entre a Sony e a Ericsson"

10-04-2011
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http://tek.sapo.pt/opiniao/vemos_agora_resultados_claros_da_joint_ventu_884284.html

Num mercado cada vez mais competitivo, a Sony Ericsson apresentou há duas semanas resultados positivos pelo quinto trimestre consecutivo, com crescimentos de vendas, lucros e quota de mercado. Em Portugal o crescimento da empresa é também elevado, sendo de esperar a duplicação das vendas no ano de 2004.Na nova oferta de produtos para o último trimestre a Sony Ericsson continua a apostar nos, com funcionalidades de câmara fotográfica e de vídeo mais acançadas que são fruto da participação da Sony na. Raul Ortiz Gonzalez, director-geral da Sony Ericsson para o mercado Ibérico, falou ao TeK das vantagens da fusão das duas empresas, dos resultados da Sony Ericsson e do mercado português.Em Portugal, a Sony Ericsson está a crescer a uma taxa muito elevada. No ano de 2003 vendemos 180 mil unidades e agora estamos já muito perto desse número apenas no primeiro semestre.Mas no que diz respeito ao mercado português o crescimento já não é tão elevado. O mercado português está estabilizado à volta dos 2,7 a 3 milhões e penso que isso acontece porque o mercado não é subsidiado pelos operadores. O utilizador final tem de pagar quase todo o custo dos terminais. Essa é para mim a principal razão para esta estabilização das vendas. Noutros países os operadores usam outras tácticas para acelerar o mercado.Sim, essa é a razão principal. Mas eu continuo optimista em relação ao mercado português porque as novas tecnologias vão acelerar a mudança dos telefones baseados em voz para os novos equipamentos.É mais ou menos o mesmo mas tradicionalmente Portugal é um mercado muito inovador e acredito que os utilizadores finais são mais exigentes do que noutros países, embora estejam preocupados com o preço, sabem avaliar as funcionalidades de uma forma diferente dos outros países.Como eu já referi antes, vemos agora resultados claros daentre a Sony e a Ericsson. No início havia algumas dúvidas no mercado, mas agora esta estratégia deprovou claramente que é um sucesso e foi desde o seu planeamento no início. Por isso agora vai ser uma vantagem competitiva para a nossa estratégia de futuro e vemos que estamos, felizmente para nós porque fomos bem sucedidos na fase de planeamento, a ser reconhecidos no mercado pelos produtos deÉ óbvio que a Sony nos forneceu imenso conhecimento, pelo que os nossos produtos são claramente identificados com o conceito de telemóveis dee o S700 é um claro exemplo disso e muitas vezes é difícil de distingui-lo de outras câmaras fotográficas.Estamos a melhorar muito as funcionalidades de, já estamos a trabalhar na área de, que será uma tecnologia de sucesso para o futuro e onde estamos muito à frente do resto dos fabricantes de telemóveis, devido ao investimento em investigação mas também obviamente por causa da liderança da Sony na área de câmaras digitais.Os componentes de câmaras são ainda muito caros e tornam os telemóveis muito dispendiosos. Parece-lhe que existe uma tendência para reduzir rapidamente esses custos?Sim, há espaço para reduções nessa área mas a Sony Ericsson está posicionada como um fabricante de topo, reputado na qualidade. O que quero dizer é que – e também fruto da minha experiência passada no negócio de câmaras fotográficas – se pode sempre encontrar componentes mais baratos, até incrivelmente baratos, mas se quer ter uma boa imagem há componentes cruciais, especialmente as lentes. Por isso vamos assistir a reduções mas se não queremos perder o enfoque na qualidade da imagem temos de ter muito cuidado. E uma coisa é certa, a Sony Ericsson terá de comunicar aos utilizadores finais a questão da qualidade. Certamente outros fabricantes vão lançar telemóveis com câmara mais baratos mas não têm acesso à tecnologia da Sony.Absolutamente. Tivemos muito boas experiências em todos os operadores com os nossos terminais T610 e T630, que estão a definir o padrão no mercado em termos de qualidade deNão posso comentar as decisões da Nokia por razões óbvias, mas o que penso é que da perspectiva da Sony Ericsson desde o início – mostrámos demos é 2002 – percebemos que a videochamada é uma aplicação chave do 3G, mesmo que não lhe queiramos chamar uma. Esta é a posição da empresa. A videochamada faz parte das funcionalidades do nosso terminal 3G e estará integrado nos futuros telefones da Sony Ericsson.Haverá várias. Uma delas será a videoconferência, obviamente, mas também o desenvolvimento de uma forma mais fácil e rápida de navegar na Internet, sendo esta talvez a mais importante.Existem sempre os dois pontos de vista. É positivo porque se aprende coisas, mas há quem prefira esperar e aprender com as experiências dos outros. O que penso é que o lançamento do UMTS em Portugal é o resultado de uma estratégia muito bem pensada.Num mercado onde Portugal foi sempre muito inovador, e em muitos casos pioneiro, acho que é bom. Os operadores vão aprender e reconhecer as vantagens muito mais cedo do que os outros e acho que isso sempre compensa.Sim, com o Z1010. Posso dizer-lhe que 100 por cento dos operadores a lançar o UMTS usa os nossos terminais.Em todas as áreas de produtos vamos ter novidades em 2005, mas ainda acreditamos que o Z1010 é um óptimo produto e que tem ainda muito tempo de vida no mercado.Na verdade o que baixou foi o preço médio de venda, o que é resultado de um alargamento da linha de produtos com equipamentos mais baratos. Aumentámos muito neste trimestre o volume de vendas, mas nestas existe uma variedade de produtos, com a expansão aos produtos de gama de entrada depois de termos estado mais focados nas gamas média/alta. O preço médio é por isso o resultado dode produtos. Ao mesmo tempo que lançamos novos produtos no mercado de entrada, os resultados com as vendas dos topo de gama permitiram manter os lucros elevados.Não tenho muitos dados para comentar, mas o que posso dizer é que se for uma plataforma aberta é bem vinda e que a Sony Ericsson vai fazer todos os esforços para harmonizar as iniciativas.

http://tek.sapo.pt/opiniao/vemos_agora_resultados_claros_da_joint_ventu_884284.html

Num mercado cada vez mais competitivo, a Sony Ericsson apresentou há duas semanas resultados positivos pelo quinto trimestre consecutivo, com crescimentos de vendas, lucros e quota de mercado. Em Portugal o crescimento da empresa é também elevado, sendo de esperar a duplicação das vendas no ano de 2004.Na nova oferta de produtos para o último trimestre a Sony Ericsson continua a apostar nos, com funcionalidades de câmara fotográfica e de vídeo mais acançadas que são fruto da participação da Sony na. Raul Ortiz Gonzalez, director-geral da Sony Ericsson para o mercado Ibérico, falou ao TeK das vantagens da fusão das duas empresas, dos resultados da Sony Ericsson e do mercado português.Em Portugal, a Sony Ericsson está a crescer a uma taxa muito elevada. No ano de 2003 vendemos 180 mil unidades e agora estamos já muito perto desse número apenas no primeiro semestre.Mas no que diz respeito ao mercado português o crescimento já não é tão elevado. O mercado português está estabilizado à volta dos 2,7 a 3 milhões e penso que isso acontece porque o mercado não é subsidiado pelos operadores. O utilizador final tem de pagar quase todo o custo dos terminais. Essa é para mim a principal razão para esta estabilização das vendas. Noutros países os operadores usam outras tácticas para acelerar o mercado.Sim, essa é a razão principal. Mas eu continuo optimista em relação ao mercado português porque as novas tecnologias vão acelerar a mudança dos telefones baseados em voz para os novos equipamentos.É mais ou menos o mesmo mas tradicionalmente Portugal é um mercado muito inovador e acredito que os utilizadores finais são mais exigentes do que noutros países, embora estejam preocupados com o preço, sabem avaliar as funcionalidades de uma forma diferente dos outros países.Como eu já referi antes, vemos agora resultados claros daentre a Sony e a Ericsson. No início havia algumas dúvidas no mercado, mas agora esta estratégia deprovou claramente que é um sucesso e foi desde o seu planeamento no início. Por isso agora vai ser uma vantagem competitiva para a nossa estratégia de futuro e vemos que estamos, felizmente para nós porque fomos bem sucedidos na fase de planeamento, a ser reconhecidos no mercado pelos produtos deÉ óbvio que a Sony nos forneceu imenso conhecimento, pelo que os nossos produtos são claramente identificados com o conceito de telemóveis dee o S700 é um claro exemplo disso e muitas vezes é difícil de distingui-lo de outras câmaras fotográficas.Estamos a melhorar muito as funcionalidades de, já estamos a trabalhar na área de, que será uma tecnologia de sucesso para o futuro e onde estamos muito à frente do resto dos fabricantes de telemóveis, devido ao investimento em investigação mas também obviamente por causa da liderança da Sony na área de câmaras digitais.Os componentes de câmaras são ainda muito caros e tornam os telemóveis muito dispendiosos. Parece-lhe que existe uma tendência para reduzir rapidamente esses custos?Sim, há espaço para reduções nessa área mas a Sony Ericsson está posicionada como um fabricante de topo, reputado na qualidade. O que quero dizer é que – e também fruto da minha experiência passada no negócio de câmaras fotográficas – se pode sempre encontrar componentes mais baratos, até incrivelmente baratos, mas se quer ter uma boa imagem há componentes cruciais, especialmente as lentes. Por isso vamos assistir a reduções mas se não queremos perder o enfoque na qualidade da imagem temos de ter muito cuidado. E uma coisa é certa, a Sony Ericsson terá de comunicar aos utilizadores finais a questão da qualidade. Certamente outros fabricantes vão lançar telemóveis com câmara mais baratos mas não têm acesso à tecnologia da Sony.Absolutamente. Tivemos muito boas experiências em todos os operadores com os nossos terminais T610 e T630, que estão a definir o padrão no mercado em termos de qualidade deNão posso comentar as decisões da Nokia por razões óbvias, mas o que penso é que da perspectiva da Sony Ericsson desde o início – mostrámos demos é 2002 – percebemos que a videochamada é uma aplicação chave do 3G, mesmo que não lhe queiramos chamar uma. Esta é a posição da empresa. A videochamada faz parte das funcionalidades do nosso terminal 3G e estará integrado nos futuros telefones da Sony Ericsson.Haverá várias. Uma delas será a videoconferência, obviamente, mas também o desenvolvimento de uma forma mais fácil e rápida de navegar na Internet, sendo esta talvez a mais importante.Existem sempre os dois pontos de vista. É positivo porque se aprende coisas, mas há quem prefira esperar e aprender com as experiências dos outros. O que penso é que o lançamento do UMTS em Portugal é o resultado de uma estratégia muito bem pensada.Num mercado onde Portugal foi sempre muito inovador, e em muitos casos pioneiro, acho que é bom. Os operadores vão aprender e reconhecer as vantagens muito mais cedo do que os outros e acho que isso sempre compensa.Sim, com o Z1010. Posso dizer-lhe que 100 por cento dos operadores a lançar o UMTS usa os nossos terminais.Em todas as áreas de produtos vamos ter novidades em 2005, mas ainda acreditamos que o Z1010 é um óptimo produto e que tem ainda muito tempo de vida no mercado.Na verdade o que baixou foi o preço médio de venda, o que é resultado de um alargamento da linha de produtos com equipamentos mais baratos. Aumentámos muito neste trimestre o volume de vendas, mas nestas existe uma variedade de produtos, com a expansão aos produtos de gama de entrada depois de termos estado mais focados nas gamas média/alta. O preço médio é por isso o resultado dode produtos. Ao mesmo tempo que lançamos novos produtos no mercado de entrada, os resultados com as vendas dos topo de gama permitiram manter os lucros elevados.Não tenho muitos dados para comentar, mas o que posso dizer é que se for uma plataforma aberta é bem vinda e que a Sony Ericsson vai fazer todos os esforços para harmonizar as iniciativas.

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