O montante foi comunicado na semana passada à Comissão Europeia, em reunião em que participaram os 27 Estados-membros, mas ainda nem todos fizeram o levantamento das quebras de receita. Do lado português, o secretário de Estado do Turismo manifesta a esperança de virem a ser desencadeados mecanismos de "solidariedade" para com os países afectados.
Bernardo Trindade falava, ontem, em Faro, à margem da apresentação do programa Allgarve - um conjunto de 90 eventos na área cultural e de animação destinados a consolidar e captar novos visitantes. Segundo a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), a ocupação média por quarto na região caiu 13,5 por cento no mês de Abril, em relação ao período homólogo do ano passado, situando-se nos 42,1 por cento.
O secretário de Estado reconheceu as dificuldades que o sector atravessa. Nesse sentido, o programa Allgarve foi apresentado como um contributo para "ultrapassar a difícil situação" das empresas turísticas. O encerramento do espaço aéreo, exemplificou, causou prejuízos em Espanha na ordem dos 240 milhões de euros, e a Itália reclama quebras de receita de 300 milhões. Bernardo Trindade, na conferência em participou por telefone com o vice-presidente da Comissão Europeia, diz ter feito sentir a necessidade de uma ajuda a curto prazo.
A estimativa dos danos em Portugal teve por base as informações "que foram chegando pelas várias regiões turísticas". As perdas, precisou, não se traduziram apenas no cancelamento dos voos, mas também nas receitas provenientes da "despesa que o turista habitualmente faz, uma vez chegado ao nosso país".
O eventual auxílio que possa vir a surgir no quadro alargado da União Europeia está dependente da avaliação que ainda está ser feita, uma vez que os países do Norte da Europa ainda não fizeram o levantamento. "A seu tempo, quando essa questão se colocar, Portugal já disse o que pensava, as necessidades e o seu ponto de vista", enfatizou Bernardo Trindade, acrescentando que espera "sinais de solidariedade" da União Europeia e da Comissão Europeia.
Sobre as inquietações manifestadas pelo deputado algarvio Mendes Bota para a assinatura de um contrato de exploração petrolífera no Algarve, Bernardo Trindade considera tratar-se de uma "questão lateral", salientando que as prioridades do Governo estão centradas nas energias renováveis.
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O montante foi comunicado na semana passada à Comissão Europeia, em reunião em que participaram os 27 Estados-membros, mas ainda nem todos fizeram o levantamento das quebras de receita. Do lado português, o secretário de Estado do Turismo manifesta a esperança de virem a ser desencadeados mecanismos de "solidariedade" para com os países afectados.
Bernardo Trindade falava, ontem, em Faro, à margem da apresentação do programa Allgarve - um conjunto de 90 eventos na área cultural e de animação destinados a consolidar e captar novos visitantes. Segundo a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), a ocupação média por quarto na região caiu 13,5 por cento no mês de Abril, em relação ao período homólogo do ano passado, situando-se nos 42,1 por cento.
O secretário de Estado reconheceu as dificuldades que o sector atravessa. Nesse sentido, o programa Allgarve foi apresentado como um contributo para "ultrapassar a difícil situação" das empresas turísticas. O encerramento do espaço aéreo, exemplificou, causou prejuízos em Espanha na ordem dos 240 milhões de euros, e a Itália reclama quebras de receita de 300 milhões. Bernardo Trindade, na conferência em participou por telefone com o vice-presidente da Comissão Europeia, diz ter feito sentir a necessidade de uma ajuda a curto prazo.
A estimativa dos danos em Portugal teve por base as informações "que foram chegando pelas várias regiões turísticas". As perdas, precisou, não se traduziram apenas no cancelamento dos voos, mas também nas receitas provenientes da "despesa que o turista habitualmente faz, uma vez chegado ao nosso país".
O eventual auxílio que possa vir a surgir no quadro alargado da União Europeia está dependente da avaliação que ainda está ser feita, uma vez que os países do Norte da Europa ainda não fizeram o levantamento. "A seu tempo, quando essa questão se colocar, Portugal já disse o que pensava, as necessidades e o seu ponto de vista", enfatizou Bernardo Trindade, acrescentando que espera "sinais de solidariedade" da União Europeia e da Comissão Europeia.
Sobre as inquietações manifestadas pelo deputado algarvio Mendes Bota para a assinatura de um contrato de exploração petrolífera no Algarve, Bernardo Trindade considera tratar-se de uma "questão lateral", salientando que as prioridades do Governo estão centradas nas energias renováveis.