Guilherme de Oliveira Martins (PS) disse hoje - na TSF - que, provavelmente (ou seja, de certeza), os referendos da despenalização do aborto e da constituição europeia só irão ser realizados em 2006. Logo de seguida, Francisco Louçã (BE) e Bernardino Soares (PCP) responderam, dizendo o primeiro que era uma "falta de coragem" e o segundo que se devia, então, mudar a lei do aborto no parlamento. Ora, isto até me deu vontade de desligar o rádio. Sempre se falou no assunto do aborto com base num sufrágio universal, já que se trata de um assunto que envolve valores morais. Mas à primeira oportunidade, o PCP "descai-se" logo e deixa perceber que a luta que tem travado por um referendo era apenas hipocrisia, já que não havia uma maioria de esquerda no parlamento. Agora já não é necessário referendo nenhum... Por esta ordem de ideias, a maioria PSD/CDS-PP deveria ter aprovado no parlamento uma lei ainda mais penalizante sobre o aborto. É nestas alturas que dá para perceber o radicalismo da esquerda portuguesa. Ainda hoje a Assembleia da República inciou a sua actividade e já se começa a perceber o que teremos nos próximos tempos.-Luís Soares
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Guilherme de Oliveira Martins (PS) disse hoje - na TSF - que, provavelmente (ou seja, de certeza), os referendos da despenalização do aborto e da constituição europeia só irão ser realizados em 2006. Logo de seguida, Francisco Louçã (BE) e Bernardino Soares (PCP) responderam, dizendo o primeiro que era uma "falta de coragem" e o segundo que se devia, então, mudar a lei do aborto no parlamento. Ora, isto até me deu vontade de desligar o rádio. Sempre se falou no assunto do aborto com base num sufrágio universal, já que se trata de um assunto que envolve valores morais. Mas à primeira oportunidade, o PCP "descai-se" logo e deixa perceber que a luta que tem travado por um referendo era apenas hipocrisia, já que não havia uma maioria de esquerda no parlamento. Agora já não é necessário referendo nenhum... Por esta ordem de ideias, a maioria PSD/CDS-PP deveria ter aprovado no parlamento uma lei ainda mais penalizante sobre o aborto. É nestas alturas que dá para perceber o radicalismo da esquerda portuguesa. Ainda hoje a Assembleia da República inciou a sua actividade e já se começa a perceber o que teremos nos próximos tempos.-Luís Soares