Bispo Carlos Azevedo pediu que políticos cristãos cedam 20 por cento do salário para apoiar necessitados
O candidato presidencial Manuel Alegre manifestou-se ontem disponível para corresponder ao apelo feito pelo bispo auxiliar de Lisboa, Carlos Azevedo, no sentido de ceder 20 por cento do salário para criar um fundo social destinado aos sectores mais pobres da população. Falando aos jornalistas à margem de uma visita a um jardim-de-infância na Amadora, Alegre afirmou: "Ouvi o bispo D. Carlos Azevedo fazer um apelo às pessoas para a solidariedade. Dirigiu-se aos cristãos, mas todos têm essa responsabilidade de ajudar os outros num momento de crise".
Sobre a proposta do bispo auxiliar de Lisboa, Manuel Alegre interpretou que Carlos Azevedo "não falou apenas dos políticos" e disse estar disposto a corresponder ao apelo.
O ministro Pedro Silva Pereira reagiu também ao desafio dizendo que se pode "apelar aos portugueses no sentido de serem mais generosos neste momento", mas que tal não deve ser tema de "propaganda e popularidade fácil". Na véspera, o bispo afirmou que todos devem dar o seu contributo. "Era bom que os políticos cristãos dissessem "eu cedo do ordenado 20 por cento para um fundo social"." Silva Pereira retorquiu: "Quando participo em acções de caridade nunca faço propaganda disso - é aliás um princípio evangélico".
Na TSF, a deputada independente pelo PS Teresa Venda, contestou o bispo dizendo que "os pobres precisam de soluções e não de paliativos" e dizendo que os políticos também não ganham assim tanto; Assunção Cristas, do CDS-PP, considerou o apelo importante, não só para os políticos, e Maria José Morgado, do PSD, disse entender o apelo. PÚBLICO/Lusa
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Bispo Carlos Azevedo pediu que políticos cristãos cedam 20 por cento do salário para apoiar necessitados
O candidato presidencial Manuel Alegre manifestou-se ontem disponível para corresponder ao apelo feito pelo bispo auxiliar de Lisboa, Carlos Azevedo, no sentido de ceder 20 por cento do salário para criar um fundo social destinado aos sectores mais pobres da população. Falando aos jornalistas à margem de uma visita a um jardim-de-infância na Amadora, Alegre afirmou: "Ouvi o bispo D. Carlos Azevedo fazer um apelo às pessoas para a solidariedade. Dirigiu-se aos cristãos, mas todos têm essa responsabilidade de ajudar os outros num momento de crise".
Sobre a proposta do bispo auxiliar de Lisboa, Manuel Alegre interpretou que Carlos Azevedo "não falou apenas dos políticos" e disse estar disposto a corresponder ao apelo.
O ministro Pedro Silva Pereira reagiu também ao desafio dizendo que se pode "apelar aos portugueses no sentido de serem mais generosos neste momento", mas que tal não deve ser tema de "propaganda e popularidade fácil". Na véspera, o bispo afirmou que todos devem dar o seu contributo. "Era bom que os políticos cristãos dissessem "eu cedo do ordenado 20 por cento para um fundo social"." Silva Pereira retorquiu: "Quando participo em acções de caridade nunca faço propaganda disso - é aliás um princípio evangélico".
Na TSF, a deputada independente pelo PS Teresa Venda, contestou o bispo dizendo que "os pobres precisam de soluções e não de paliativos" e dizendo que os políticos também não ganham assim tanto; Assunção Cristas, do CDS-PP, considerou o apelo importante, não só para os políticos, e Maria José Morgado, do PSD, disse entender o apelo. PÚBLICO/Lusa