Concordo muitas vezes com Helena Matos , mas não hoje. Diz ela ao DN que o facto de haver quinze movimentos pelo "não" e apenas cinco pelo "sim" é uma repetição da velha táctica do PCP de "clonar" organizações-satélites, de modo a dar maior visibilidade ao frentismo.Não lhe ocorrem duas coisas. Primeiro, que os comunistas estão do seu lado. Se há suspeitos de "clonagem" de movimentos, deve procurá-los mais perto. E, depois, que os quinze movimentos pelo "não" correspondem a uma real cobertura de todo o país que o "sim" não tem. Basta lembrar o mapa eleitoral do último referendo: o "sim" ganhou nos maiores distritos do litoral (Porto, Coimbra e Lisboa) e no Sul (Setúbal, Portalegre, Évora, Beja e Faro). Ou seja, nas grandes cidades e onde o PCP, justamente, ainda conserva alguma força. O "não" ganhou no resto do país. O mesmo resto do país em que agora nasceram muitos dos quinze movimentos pelo "não"Em suma, antes de fazer alusões deslocadas, Helena Matos devia lembrar-se que não são só as pessoas que conhece que vão votar no referendo. E que, da última vez, a "estratégia" até deu resultados. Só não foram aqueles que ela queria...
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Concordo muitas vezes com Helena Matos , mas não hoje. Diz ela ao DN que o facto de haver quinze movimentos pelo "não" e apenas cinco pelo "sim" é uma repetição da velha táctica do PCP de "clonar" organizações-satélites, de modo a dar maior visibilidade ao frentismo.Não lhe ocorrem duas coisas. Primeiro, que os comunistas estão do seu lado. Se há suspeitos de "clonagem" de movimentos, deve procurá-los mais perto. E, depois, que os quinze movimentos pelo "não" correspondem a uma real cobertura de todo o país que o "sim" não tem. Basta lembrar o mapa eleitoral do último referendo: o "sim" ganhou nos maiores distritos do litoral (Porto, Coimbra e Lisboa) e no Sul (Setúbal, Portalegre, Évora, Beja e Faro). Ou seja, nas grandes cidades e onde o PCP, justamente, ainda conserva alguma força. O "não" ganhou no resto do país. O mesmo resto do país em que agora nasceram muitos dos quinze movimentos pelo "não"Em suma, antes de fazer alusões deslocadas, Helena Matos devia lembrar-se que não são só as pessoas que conhece que vão votar no referendo. E que, da última vez, a "estratégia" até deu resultados. Só não foram aqueles que ela queria...