blogue do não: A RESOLUÇÃO

26-12-2009
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Helena Roseta propôs no Congresso do PS um golpe de Estado: mesmo que no referendo do aborto o não voltasse a ganhar e não votassem os eleitores suficientes para o tornar vinculativo, o PS deveria aprovar a lei que o povo recusara. Já hoje, afirmou que está há 23 anos à espera que o problema se resolva.

Este súbito ataque de bloquismo merece dois comentários. O primeiro é o de há uma esquerda anti-democrática que está à espera da melhor oportunidade para trair o voto popular, sempre que o voto popular não fôr do seu agrado. O segundo tem a ver com a resolução. Resolver o problema para a esquerda anti-democrática é só a resposta sim. Pelas cabeças iluminadas desta esquerda ou se resolve a bem ou se resolve a mal. Mas resolver é liberalizar o aborto.

Enquanto não conseguirem não desarmam. Daí que eu faça já uma proposta. Se acaso o sim ganhar, que se constitua um movimento para lutar por um novo referendo daqui a oito anos, para resolver outro problema. Será este o problema da violação da vida humana que resultará da eventual liberalização. Há sempre problemas por resolver. Mas há uns mais importantes que outros.

Helena Roseta propôs no Congresso do PS um golpe de Estado: mesmo que no referendo do aborto o não voltasse a ganhar e não votassem os eleitores suficientes para o tornar vinculativo, o PS deveria aprovar a lei que o povo recusara. Já hoje, afirmou que está há 23 anos à espera que o problema se resolva.

Este súbito ataque de bloquismo merece dois comentários. O primeiro é o de há uma esquerda anti-democrática que está à espera da melhor oportunidade para trair o voto popular, sempre que o voto popular não fôr do seu agrado. O segundo tem a ver com a resolução. Resolver o problema para a esquerda anti-democrática é só a resposta sim. Pelas cabeças iluminadas desta esquerda ou se resolve a bem ou se resolve a mal. Mas resolver é liberalizar o aborto.

Enquanto não conseguirem não desarmam. Daí que eu faça já uma proposta. Se acaso o sim ganhar, que se constitua um movimento para lutar por um novo referendo daqui a oito anos, para resolver outro problema. Será este o problema da violação da vida humana que resultará da eventual liberalização. Há sempre problemas por resolver. Mas há uns mais importantes que outros.

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