"O Governo foi negando", mas afinal o BPN teve impacto nas contas, refere CDS

31-03-2011
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"Sempre dissemos que os crimes cometidos no BPN e a falta de supervisão em relação ao BPN iam ter reflexos nas contas públicas. O Governo foi negando. Agora temos aqui um reflexo de 1,8 mil milhões de euros e vemos como o défice é atingido de uma forma muito considerável pelo impacto das contas do BPN", declarou Assunção Cristas aos jornalistas, no Parlamento.

Por outro lado, perante os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Assunção Cristas pediu explicações ao Governo sobre o aumento do peso da dívida pública no Produto Interno Bruto (PIB).

"Em 2010 aquilo que estava previsto de dívida era 82 por cento do PIB e passa agora para 92 por cento do PIB. E em 2011 passa de 87,9 por cento do PIB agora para 97 por cento do PIB, portanto, praticamente 100 por cento do PIB", apontou.

"Sobre este aspecto era bom que o Governo também se explicasse e explicasse com é que, de repente, temos um aumento de 10 pontos percentuais no peso da dívida pública no PIB. É muito grave", acrescentou.

Nos dados hoje divulgados, o INE reviu em alta o défice para 2010 de 6,8 por cento para 8,6 por cento. Esta alteração deveu-se à incorporação nas contas nacionais das imparidades com o Banco Português de Negócios (BPN), que acrescentam um ponto percentual ao défice de 2010, 0,5 pontos percentuais provenientes das empresas de transporte e 0,3 pontos percentuais relativas ao Banco Privado Português (BPP).

A nova metodologia, aplicada em diversos países, leva assim no caso de Portugal a uma revisão do défice em 1,8 pontos percentuais.

"Sempre dissemos que os crimes cometidos no BPN e a falta de supervisão em relação ao BPN iam ter reflexos nas contas públicas. O Governo foi negando. Agora temos aqui um reflexo de 1,8 mil milhões de euros e vemos como o défice é atingido de uma forma muito considerável pelo impacto das contas do BPN", declarou Assunção Cristas aos jornalistas, no Parlamento.

Por outro lado, perante os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Assunção Cristas pediu explicações ao Governo sobre o aumento do peso da dívida pública no Produto Interno Bruto (PIB).

"Em 2010 aquilo que estava previsto de dívida era 82 por cento do PIB e passa agora para 92 por cento do PIB. E em 2011 passa de 87,9 por cento do PIB agora para 97 por cento do PIB, portanto, praticamente 100 por cento do PIB", apontou.

"Sobre este aspecto era bom que o Governo também se explicasse e explicasse com é que, de repente, temos um aumento de 10 pontos percentuais no peso da dívida pública no PIB. É muito grave", acrescentou.

Nos dados hoje divulgados, o INE reviu em alta o défice para 2010 de 6,8 por cento para 8,6 por cento. Esta alteração deveu-se à incorporação nas contas nacionais das imparidades com o Banco Português de Negócios (BPN), que acrescentam um ponto percentual ao défice de 2010, 0,5 pontos percentuais provenientes das empresas de transporte e 0,3 pontos percentuais relativas ao Banco Privado Português (BPP).

A nova metodologia, aplicada em diversos países, leva assim no caso de Portugal a uma revisão do défice em 1,8 pontos percentuais.

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