Após uma retirada das mais vergonhosas na política portuguesa, está de volta o politico da direita que vai para as feiras e mercados à conquista dos votos da esquerda, de quem se poderia dizer o ceifeiro em seara alheia.Teve um percurso escolar quase exemplar, a que não foi alheio o colégio que frequentou, o mesmo em que estudaram os filhos do General Norton de Matos, que lá foram colegas do autor destas linhas. Pela sua fluência, conhecimentos didácticos, boa formação, boa educação, alta inteligência e boa família, Paulo Portas é sem dúvida um dos políticos mais aptos e que melhor sabe nadar nas águas turvas da pocilga da política portuguesa.Paulo Portas sabe falar e expressar-se melhor do que a maioria dos seus confrades, sem mostrar a arrogância demasiada nem o desprezo que se notam ou subentendem dos discursos dos seus colegas, a seu lado pobres rascas. Sabe dar explicações plausíveis e dá-as. Sabe apresentar as suas ideias, fazer com que os seus ouvintes lhe dêem ouvidos e despertar neles interesse. Tem carácter simultaneamente de play-boy e de bom-vivant. Tem um espírito de verdadeiro leader e sabe sê-lo porque tem todas as qualidades e requisitos necessários e apropriados, com distinção.Paulo Portas teria indubitável capacidade para se distinguir em qualquer parido e para qualquer deles seria um trunfo apreciável e garantido. Sabe usar as suas competências, esmerando os seus esforços e capacidades bem pensados e bem treinados.Apesar de todos estes atributos, nunca se leu ou ouviu que Satanás fosse estúpido, incapaz, burro ou desmiolado.Quando a insegurança aumenta, Paulo Portas brada por todo o lado que é preciso pôr mais agentes de polícia na rua. Dá mais nas vistas, satisfaz e ilude uma população parvalhona. Pelo que dá mais votos, mas é como querer curar a gangrena com medicamentos para as dores, ou um tumor no cérebro com aspirina. Tratar um sintoma em lugar da doença. As medidas que ele apregoou não resolvem a causa da insegurança, a qual – ele sabe-o bem – a exemplo dos resultados obtidos em países democráticos e civilizados, foi obtida pela eliminação da miséria, pela instrução, pela educação, por uma justa divisão da riqueza e por civilizar toda a gente. Ou seja, com a justiça social, coisa desconhecida em Portugal. De facto, é até de assombrar que a insegurança no país nem seja pior, vistas as circunstâncias em que se vive, criadas por uma corrupção geral que corre a todo o vapor.Paulo Portas sabe, pois, impor as suas ideias, sejam elas convenientes ou não à maioria da população. As ideias políticas que ele defende são as que definem o bem de alguns (os mais ricos) à custa do mal dos outros (os mais pobres). Dado o seu poder de persuasão face ao embrutecimento geral, ele é de facto a maior ameaça existente contra um progresso social no bom sentido. Com ele à frente de qualquer partido, o caminho só pode ser para trás. Todos os malditos lhe ficam aquém. A sua escolha política não é apenas uma perda para a nação. Devido à iniquidade da maioria dos políticos e à mentalidade dos eleitores pode vir a transformar-se numa autêntica calamidade. Se ele aparenta menor corrupção, o oportunismo é a sua arma.Paulo Partas sabe apresentar um caminho que conduz à desgraça dos mais desprovidos como se da sua salvação se tratasse. Todavia, em Portugal, a maioria da população é iletrada (são muito mais os iletrados de hoje que os iletrados e os analfabetos de há 35 anos juntos). É também profundamente iletrada e incauta no que respeita à política, tanto mais quanto acredita que é conhecedora. Facto bem patenteado em eleições. Em circunstâncias semelhantes, Paulo Portas é de veras um enorme perigo, é o lobo no redil. É andar para trás no tempo. É um reforço ao sistema oligárquico. Porque se o que ele diz soa tão bem aos ouvidos dos iletrados políticos, é precisamente por serem iletrados que não compreendem; e apoiando o seu próprio mal, arranjam lenha para a fogueira em que vão arder.Bem-vindo ao redil, Paulo Portas!
Categorias
Entidades
Após uma retirada das mais vergonhosas na política portuguesa, está de volta o politico da direita que vai para as feiras e mercados à conquista dos votos da esquerda, de quem se poderia dizer o ceifeiro em seara alheia.Teve um percurso escolar quase exemplar, a que não foi alheio o colégio que frequentou, o mesmo em que estudaram os filhos do General Norton de Matos, que lá foram colegas do autor destas linhas. Pela sua fluência, conhecimentos didácticos, boa formação, boa educação, alta inteligência e boa família, Paulo Portas é sem dúvida um dos políticos mais aptos e que melhor sabe nadar nas águas turvas da pocilga da política portuguesa.Paulo Portas sabe falar e expressar-se melhor do que a maioria dos seus confrades, sem mostrar a arrogância demasiada nem o desprezo que se notam ou subentendem dos discursos dos seus colegas, a seu lado pobres rascas. Sabe dar explicações plausíveis e dá-as. Sabe apresentar as suas ideias, fazer com que os seus ouvintes lhe dêem ouvidos e despertar neles interesse. Tem carácter simultaneamente de play-boy e de bom-vivant. Tem um espírito de verdadeiro leader e sabe sê-lo porque tem todas as qualidades e requisitos necessários e apropriados, com distinção.Paulo Portas teria indubitável capacidade para se distinguir em qualquer parido e para qualquer deles seria um trunfo apreciável e garantido. Sabe usar as suas competências, esmerando os seus esforços e capacidades bem pensados e bem treinados.Apesar de todos estes atributos, nunca se leu ou ouviu que Satanás fosse estúpido, incapaz, burro ou desmiolado.Quando a insegurança aumenta, Paulo Portas brada por todo o lado que é preciso pôr mais agentes de polícia na rua. Dá mais nas vistas, satisfaz e ilude uma população parvalhona. Pelo que dá mais votos, mas é como querer curar a gangrena com medicamentos para as dores, ou um tumor no cérebro com aspirina. Tratar um sintoma em lugar da doença. As medidas que ele apregoou não resolvem a causa da insegurança, a qual – ele sabe-o bem – a exemplo dos resultados obtidos em países democráticos e civilizados, foi obtida pela eliminação da miséria, pela instrução, pela educação, por uma justa divisão da riqueza e por civilizar toda a gente. Ou seja, com a justiça social, coisa desconhecida em Portugal. De facto, é até de assombrar que a insegurança no país nem seja pior, vistas as circunstâncias em que se vive, criadas por uma corrupção geral que corre a todo o vapor.Paulo Portas sabe, pois, impor as suas ideias, sejam elas convenientes ou não à maioria da população. As ideias políticas que ele defende são as que definem o bem de alguns (os mais ricos) à custa do mal dos outros (os mais pobres). Dado o seu poder de persuasão face ao embrutecimento geral, ele é de facto a maior ameaça existente contra um progresso social no bom sentido. Com ele à frente de qualquer partido, o caminho só pode ser para trás. Todos os malditos lhe ficam aquém. A sua escolha política não é apenas uma perda para a nação. Devido à iniquidade da maioria dos políticos e à mentalidade dos eleitores pode vir a transformar-se numa autêntica calamidade. Se ele aparenta menor corrupção, o oportunismo é a sua arma.Paulo Partas sabe apresentar um caminho que conduz à desgraça dos mais desprovidos como se da sua salvação se tratasse. Todavia, em Portugal, a maioria da população é iletrada (são muito mais os iletrados de hoje que os iletrados e os analfabetos de há 35 anos juntos). É também profundamente iletrada e incauta no que respeita à política, tanto mais quanto acredita que é conhecedora. Facto bem patenteado em eleições. Em circunstâncias semelhantes, Paulo Portas é de veras um enorme perigo, é o lobo no redil. É andar para trás no tempo. É um reforço ao sistema oligárquico. Porque se o que ele diz soa tão bem aos ouvidos dos iletrados políticos, é precisamente por serem iletrados que não compreendem; e apoiando o seu próprio mal, arranjam lenha para a fogueira em que vão arder.Bem-vindo ao redil, Paulo Portas!