Socialistas acusam líder do PSD de estar a preparar os portugueses para uma crise política e exigem provas das acusações de interferências na justiça
O PS e o Governo foram rápidos a reagir ao discurso de Pedro Passos Coelho de sábado à noite, em Quarteira. Vitalino Canas, em nome dos socialistas, acusou o PSD de "irresponsabilidade total" e de querer criar uma crise política ao sugerir a possibilidade de eleições legislativas antecipadas. Já o ministro da Justiça exigiu a Passos Coelho que prove de que forma há interferência política na justiça.
"O que nós queremos saber é se vai ou não haver aumento de impostos no Orçamento do Estado de 2011 e de que forma vai o Governo cortar na despesa. Continuamos à espera", respondeu Miguel Relvas, secretário-geral do PSD.
Passos Coelho acusou o Governo de ser "responsável pelo maior descalabro na justiça de que há memória em Portugal" e defendeu que o procurador-geral da República "não reúne condições para inspirar confiança" ao Ministério Público. Afirmou ainda, num discurso que terminou às 00h30 de domingo, que "nunca houve tanta interferência política na área da justiça, e má interferência política".
Pelas 4h20 da madrugada, a agência Lusa divulgava um comunicado do Ministério da Justiça em que eram refutadas as acusações do líder do PSD e em que se lhe exigia que apresentasse provas: "Tal acusação sem provas, abrangente e susceptível de atingir vários órgãos de soberania, é inteiramente inaceitável, sendo exigível que o líder do PSD esclareça sem demoras que actos teve em mente, quem os teria praticado e quando."
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Já na tarde de ontem, Alberto Martins reafirmou à TSF o que era dito no comunicado e acusou Passos Coelho de fazer afirmações "com um carácter gratuito e sem provas".
A resposta à face política do discurso ficou para Vitalino Canas. O líder do PSD desafiou o Governo a "devolver a palavra aos portugueses" até 9 de Setembro, enquanto o Presidente da República tem "os seus poderes intactos". Vitalino classificou a declaração como uma "irresponsabilidade total" e acusou os sociais-democratas de, "pela primeira vez e de forma cristalina", estarem a "tentar preparar os portugueses para uma crise política."
Miguel Relvas não quis responder directamente às acusações dos socialistas, no entanto insistiu que a apresentação da data de 9 de Setembro não é um ultimato nem uma ameaça, mas sim "um aviso" ao PS e ao Governo para que "definam as suas posições" e "não venham mais uma vez vitimizar-se". E acrescentou que o PSD continua à espera dos esclarecimentos que Passos Coelho pediu aos socialistas na festa do Pontal.
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Socialistas acusam líder do PSD de estar a preparar os portugueses para uma crise política e exigem provas das acusações de interferências na justiça
O PS e o Governo foram rápidos a reagir ao discurso de Pedro Passos Coelho de sábado à noite, em Quarteira. Vitalino Canas, em nome dos socialistas, acusou o PSD de "irresponsabilidade total" e de querer criar uma crise política ao sugerir a possibilidade de eleições legislativas antecipadas. Já o ministro da Justiça exigiu a Passos Coelho que prove de que forma há interferência política na justiça.
"O que nós queremos saber é se vai ou não haver aumento de impostos no Orçamento do Estado de 2011 e de que forma vai o Governo cortar na despesa. Continuamos à espera", respondeu Miguel Relvas, secretário-geral do PSD.
Passos Coelho acusou o Governo de ser "responsável pelo maior descalabro na justiça de que há memória em Portugal" e defendeu que o procurador-geral da República "não reúne condições para inspirar confiança" ao Ministério Público. Afirmou ainda, num discurso que terminou às 00h30 de domingo, que "nunca houve tanta interferência política na área da justiça, e má interferência política".
Pelas 4h20 da madrugada, a agência Lusa divulgava um comunicado do Ministério da Justiça em que eram refutadas as acusações do líder do PSD e em que se lhe exigia que apresentasse provas: "Tal acusação sem provas, abrangente e susceptível de atingir vários órgãos de soberania, é inteiramente inaceitável, sendo exigível que o líder do PSD esclareça sem demoras que actos teve em mente, quem os teria praticado e quando."
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Já na tarde de ontem, Alberto Martins reafirmou à TSF o que era dito no comunicado e acusou Passos Coelho de fazer afirmações "com um carácter gratuito e sem provas".
A resposta à face política do discurso ficou para Vitalino Canas. O líder do PSD desafiou o Governo a "devolver a palavra aos portugueses" até 9 de Setembro, enquanto o Presidente da República tem "os seus poderes intactos". Vitalino classificou a declaração como uma "irresponsabilidade total" e acusou os sociais-democratas de, "pela primeira vez e de forma cristalina", estarem a "tentar preparar os portugueses para uma crise política."
Miguel Relvas não quis responder directamente às acusações dos socialistas, no entanto insistiu que a apresentação da data de 9 de Setembro não é um ultimato nem uma ameaça, mas sim "um aviso" ao PS e ao Governo para que "definam as suas posições" e "não venham mais uma vez vitimizar-se". E acrescentou que o PSD continua à espera dos esclarecimentos que Passos Coelho pediu aos socialistas na festa do Pontal.