A poupança e o dia depois da crise Posted: 16 Jul 2009 04:41 AM PDT.
“(…) Para quem tenha o seu emprego ameaçado ou já perdido, os equilíbrios que a economia portuguesa precisa de recuperar a médio e longo prazo terão muito pouco significado. Mas as projecções que traçam um futuro próximo cheio de dificuldades, também revelam que o comportamento das famílias perante a crise pode ser a base de partida para um “modelo” de crescimento diferente daquele que condenou o país a uma década de taxas de crescimento frustrantes e de afastamento do rendimento médio dos parceiros europeus..
O endividamento acumulado pela economia portuguesa representa já um valor mais elevado do que o do rendimento gerado anualmente. Em parte, trata-se da consequência inevitável do recurso ao crédito para satisfazer a necessidade básica de habitação, mas também para realizar sonhos de consumo dirigidos a bens e serviços importados. Uma forte queda nas importações, tal como está prevista, reflecte um abrandamento no ritmo de contracção de nova dívida, muitas vezes contratada junto de entidades externas. A “desalavancagem” da economia nacional está em curso e recomenda-se..
Poupar mais e recorrer menos a empréstimos pode quebrar as ilusões de melhoria do padrão de vida. Mas tem a vantagem de recuperar realismo nas expectativas. “.
Editorial de João Candido Silva, hoje no Jornal de Negócios. Related posts: 1. Pacote Anti-Crise Alemão: 50 mil milhões Se a memória não me falha, estamos perante um plano... 2. Nem tudo é mau (nem todos estão mal), no meio da crise Se pertence à imensa minoria que tem mais do que... 3. Contra a crise: a solidariedade e a competência Não é fácil encontrar pessoas especiais, de qualidade que procuram... Related posts brought to you by Yet Another Related Posts Plugin.
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A poupança e o dia depois da crise Posted: 16 Jul 2009 04:41 AM PDT.
“(…) Para quem tenha o seu emprego ameaçado ou já perdido, os equilíbrios que a economia portuguesa precisa de recuperar a médio e longo prazo terão muito pouco significado. Mas as projecções que traçam um futuro próximo cheio de dificuldades, também revelam que o comportamento das famílias perante a crise pode ser a base de partida para um “modelo” de crescimento diferente daquele que condenou o país a uma década de taxas de crescimento frustrantes e de afastamento do rendimento médio dos parceiros europeus..
O endividamento acumulado pela economia portuguesa representa já um valor mais elevado do que o do rendimento gerado anualmente. Em parte, trata-se da consequência inevitável do recurso ao crédito para satisfazer a necessidade básica de habitação, mas também para realizar sonhos de consumo dirigidos a bens e serviços importados. Uma forte queda nas importações, tal como está prevista, reflecte um abrandamento no ritmo de contracção de nova dívida, muitas vezes contratada junto de entidades externas. A “desalavancagem” da economia nacional está em curso e recomenda-se..
Poupar mais e recorrer menos a empréstimos pode quebrar as ilusões de melhoria do padrão de vida. Mas tem a vantagem de recuperar realismo nas expectativas. “.
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