Afinal, a Urgência de Mirandela vai manter o estatuto de médico-cirúrgica. Duas semanas depois da transferência para Bragança do cirurgião que prestava serviço em regime de prevenção das 14h00 às 24h00 na Urgência de Mirandela, inviabilizando, na prática, que esta mantivesse o estatuto com que foi criada em 2006, a administração do Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) voltou atrás, cedendo à pressão de José Silvano, o presidente da câmara eleito pelo PSD.
Perante a notícia, confirmada pelo autarca, fica sem efeito a manifestação convocada por Silvano para o dia 24."Ficaram de me enviar um documento escrito e assinado com essa decisão, mas já há acordo verbal", sublinhou o autarca, que quer ver cumpridas algumas condições: a manutenção "de dois médicos em permanência 24 horas por dia; e condições para as restantes especialidades "que uma urgência médico-cirúrgica deve ter", como traumatologia ou ortopedia, explicou.
Recorde-se que a urgência médico-cirúrgica de Mirandela foi criada devido "às excepcionais dificuldades nas acessibilidades da região", como se lê no Despacho n.º 5414/2008. No entanto, há cerca de duas semanas, a administração do CHNE tinha decidido a transferência de um cirurgião que estava de prevenção em Mirandela para um regime de presença física na Urgência de Bragança.
Antes disso, havia apenas dois cirurgiões em permanência em Mirandela, um deles em regime de prevenção das 14h00 às 24h00. Uma situação que o Conselho de Cirurgia da Ordem dos Médicos considera que "faz pressupor a intenção de violar de forma grave as regras já definidas, com risco inaceitável para a segurança dos doentes". O director da Cirurgia do CHNE, António Ferrão, tinha dito, em declarações ao PÚBLICO há duas semanas, que a falta de recursos humanos tornava as duas urgências "más" e que, apesar do cirurgião de prevenção, Mirandela "legalmente não tem uma urgência médico-cirúrgica", devido à falta de outras especialidades. Ferrão considerou mesmo ser um "acto criminoso" manter aquele serviço como médico-cirúrgico nas condições em que estava. A.G.R.
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Afinal, a Urgência de Mirandela vai manter o estatuto de médico-cirúrgica. Duas semanas depois da transferência para Bragança do cirurgião que prestava serviço em regime de prevenção das 14h00 às 24h00 na Urgência de Mirandela, inviabilizando, na prática, que esta mantivesse o estatuto com que foi criada em 2006, a administração do Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) voltou atrás, cedendo à pressão de José Silvano, o presidente da câmara eleito pelo PSD.
Perante a notícia, confirmada pelo autarca, fica sem efeito a manifestação convocada por Silvano para o dia 24."Ficaram de me enviar um documento escrito e assinado com essa decisão, mas já há acordo verbal", sublinhou o autarca, que quer ver cumpridas algumas condições: a manutenção "de dois médicos em permanência 24 horas por dia; e condições para as restantes especialidades "que uma urgência médico-cirúrgica deve ter", como traumatologia ou ortopedia, explicou.
Recorde-se que a urgência médico-cirúrgica de Mirandela foi criada devido "às excepcionais dificuldades nas acessibilidades da região", como se lê no Despacho n.º 5414/2008. No entanto, há cerca de duas semanas, a administração do CHNE tinha decidido a transferência de um cirurgião que estava de prevenção em Mirandela para um regime de presença física na Urgência de Bragança.
Antes disso, havia apenas dois cirurgiões em permanência em Mirandela, um deles em regime de prevenção das 14h00 às 24h00. Uma situação que o Conselho de Cirurgia da Ordem dos Médicos considera que "faz pressupor a intenção de violar de forma grave as regras já definidas, com risco inaceitável para a segurança dos doentes". O director da Cirurgia do CHNE, António Ferrão, tinha dito, em declarações ao PÚBLICO há duas semanas, que a falta de recursos humanos tornava as duas urgências "más" e que, apesar do cirurgião de prevenção, Mirandela "legalmente não tem uma urgência médico-cirúrgica", devido à falta de outras especialidades. Ferrão considerou mesmo ser um "acto criminoso" manter aquele serviço como médico-cirúrgico nas condições em que estava. A.G.R.