PSD quer "apimentar" relatório da liberdade de imprensa

18-05-2010
marcar artigo

O PSD quer que as conclusões do relatório parlamentar sobre liberdade de expressão apontem para o "condicionamento" e a "discriminação política e financeira" a "diversos órgãos de comunicação social". As propostas de alteração ao relatório das audições realizadas na comissão de Ética visam tornar mais notória a ligação de Armando Vara ao Sol e a relação do primeiro-ministro com o fim do Jornal de Sexta.

Nas conclusões do relatório de 26 páginas, que é votado na próxima semana, o PSD quer acrescentar mais uma: "Diversos órgãos de comunicação social foram objecto de acções de condicionamento, senão mesmo de discriminação política e, também, financeira. Exemplo paradigmático desse tipo de actuação foi o que passou com o semanário Sol", lê-se na proposta de alteração.

No caso do Sol, o PSD - tal como tinha avançado o deputado Agostinho Branquinho - pretende incluir as declarações do director daquele semanário quando disse ter a certeza absoluta de que o ex-administrador do BCP Armando Vara "coordenou directamente" as negociações para a venda da participação que o banco tinha no jornal. A bancada social-democrata também propõe que seja acrescentado o corte de uma campanha publicitária do Turismo de Portugal à TVI e ao PÚBLICO. O texto refere-se ainda à "política de selectividade para a presença de jornalistas na cobertura de alguns eventos públicos, de iniciativa governamental", mas sem referir quais os órgãos afectados. Em relação ao fim do Jornal de Sexta - matéria que está a ser tratada na Comissão de Inquérito ao negócio PT/TVI -, o PSD quer incluir no relatório as afirmações do ex-administrador da TVI, Bernardo Bairrão, em que discorda da decisão de acabar com o noticiário por ser incómodo. A citação visada é quando faz a ligação entre o fim do jornal e as críticas públicas de Sócrates num congresso do PS: ""Associei a decisão às declarações do primeiro-ministro. Não podia deixar de o fazer.""

O PSD propõe ainda que sejam incluídas no relatório as afirmações de Manuela Moura Guedes, que apresentava o Jornal de Sexta, em que relata várias pressões para pôr fim ao noticiário e em que denunciou haver documentos na redacção da TVI sobre o Freeport que envolviam o primeiro-ministro e que não eram divulgados.

O PSD quer que as conclusões do relatório parlamentar sobre liberdade de expressão apontem para o "condicionamento" e a "discriminação política e financeira" a "diversos órgãos de comunicação social". As propostas de alteração ao relatório das audições realizadas na comissão de Ética visam tornar mais notória a ligação de Armando Vara ao Sol e a relação do primeiro-ministro com o fim do Jornal de Sexta.

Nas conclusões do relatório de 26 páginas, que é votado na próxima semana, o PSD quer acrescentar mais uma: "Diversos órgãos de comunicação social foram objecto de acções de condicionamento, senão mesmo de discriminação política e, também, financeira. Exemplo paradigmático desse tipo de actuação foi o que passou com o semanário Sol", lê-se na proposta de alteração.

No caso do Sol, o PSD - tal como tinha avançado o deputado Agostinho Branquinho - pretende incluir as declarações do director daquele semanário quando disse ter a certeza absoluta de que o ex-administrador do BCP Armando Vara "coordenou directamente" as negociações para a venda da participação que o banco tinha no jornal. A bancada social-democrata também propõe que seja acrescentado o corte de uma campanha publicitária do Turismo de Portugal à TVI e ao PÚBLICO. O texto refere-se ainda à "política de selectividade para a presença de jornalistas na cobertura de alguns eventos públicos, de iniciativa governamental", mas sem referir quais os órgãos afectados. Em relação ao fim do Jornal de Sexta - matéria que está a ser tratada na Comissão de Inquérito ao negócio PT/TVI -, o PSD quer incluir no relatório as afirmações do ex-administrador da TVI, Bernardo Bairrão, em que discorda da decisão de acabar com o noticiário por ser incómodo. A citação visada é quando faz a ligação entre o fim do jornal e as críticas públicas de Sócrates num congresso do PS: ""Associei a decisão às declarações do primeiro-ministro. Não podia deixar de o fazer.""

O PSD propõe ainda que sejam incluídas no relatório as afirmações de Manuela Moura Guedes, que apresentava o Jornal de Sexta, em que relata várias pressões para pôr fim ao noticiário e em que denunciou haver documentos na redacção da TVI sobre o Freeport que envolviam o primeiro-ministro e que não eram divulgados.

marcar artigo