Passos Coelho escolhe apoiante de Aguiar-Branco para transição

05-04-2010
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O deputado Agostinho Branquinho lidera hoje o debate quinzenal com o primeiro-ministro

É Agostinho Branquinho, actual vice-presidente da bancada do PSD, que faz o debate de hoje com o primeiro-ministro, nesta fase de transição da liderança do grupo parlamentar. As eleições para a direcção da bancada deverão acontecer depois do congresso de Abril. Entre os sete vice-presidentes da bancada foi Agostinho Branquinho o escolhido para substituir o ainda líder do grupo Aguiar-Branco (que está ausente do país), uma decisão tomada em articulação com o novo líder do partido, Passos Coelho. Agostinho Branquinho foi apoiante da candidatura de Aguiar-Branco nas directas da passada sexta-feira mas esteve ao lado de Passos Coelho nas anteriores eleições para a liderança do partido.

Os sociais-democratas marcaram uma interpelação ao Governo para dia 21 de Abril que marcará o início da nova liderança de Pedro Passos Coelho, revelou Agostinho Branquinho, depois da conferência de líderes. A iniciativa da bancada acontece depois do Congresso, marcado para ao segundo fim-de-semana de Abril, onde serão eleitos os órgãos sociais. Só nas duas semanas seguintes - dia 15 ou 22 (ambas quintas-feiras, dia de reunião do grupo) - a direcção de Passos Coelho no partido deverá ficar completa com a eleição da direcção da bancada.

Um dia depois de ser divulgado o Boletim da Primavera do Banco de Portugal, em que só as previsões das exportações para este ano e para 2011 escapam aos cenários negativos, o Governo escolhe como tema precisamente economia e exportações.

O conjunto de privatizações previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) será uma das medidas a que o Governo terá de responder a 29 de Abril numa interpelação agendada ontem pelo PCP. "O que pretendemos é confrontar o Governo com a gravidade das intenções que anuncia, de vender ao desbarato património que é de todos os portugueses, em áreas essenciais para a nossa economia e para termos bons serviços públicos, como os CTT, a REN, as empresas no sector da energia", justificou Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP, depois da conferência de líderes, onde foi feito o agendamento.

Na mesma reunião, os comunistas aproveitaram para questionar o ministro dos Assuntos Parlamentares sobre a ausência do primeiro-ministro no início das interpelações ao Governo. A presença do chefe do executivo não é obrigatória à luz do regimento da assembleia mas é uma prática desde 1995. Em resposta à questão, Jorge Lacão afirmou que o Governo tem feito uma "gestão parcimoniosa" das presenças de Sócrates, dada a "sobrecarga" de interpelações. Bernardino Soares considera que estas ausências têm um "significado político" e lembra que as interpelações são a única figura parlamentar regimental prevista na Constituição, à excepção das moções de censura e de confiança.

O deputado Agostinho Branquinho lidera hoje o debate quinzenal com o primeiro-ministro

É Agostinho Branquinho, actual vice-presidente da bancada do PSD, que faz o debate de hoje com o primeiro-ministro, nesta fase de transição da liderança do grupo parlamentar. As eleições para a direcção da bancada deverão acontecer depois do congresso de Abril. Entre os sete vice-presidentes da bancada foi Agostinho Branquinho o escolhido para substituir o ainda líder do grupo Aguiar-Branco (que está ausente do país), uma decisão tomada em articulação com o novo líder do partido, Passos Coelho. Agostinho Branquinho foi apoiante da candidatura de Aguiar-Branco nas directas da passada sexta-feira mas esteve ao lado de Passos Coelho nas anteriores eleições para a liderança do partido.

Os sociais-democratas marcaram uma interpelação ao Governo para dia 21 de Abril que marcará o início da nova liderança de Pedro Passos Coelho, revelou Agostinho Branquinho, depois da conferência de líderes. A iniciativa da bancada acontece depois do Congresso, marcado para ao segundo fim-de-semana de Abril, onde serão eleitos os órgãos sociais. Só nas duas semanas seguintes - dia 15 ou 22 (ambas quintas-feiras, dia de reunião do grupo) - a direcção de Passos Coelho no partido deverá ficar completa com a eleição da direcção da bancada.

Um dia depois de ser divulgado o Boletim da Primavera do Banco de Portugal, em que só as previsões das exportações para este ano e para 2011 escapam aos cenários negativos, o Governo escolhe como tema precisamente economia e exportações.

O conjunto de privatizações previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) será uma das medidas a que o Governo terá de responder a 29 de Abril numa interpelação agendada ontem pelo PCP. "O que pretendemos é confrontar o Governo com a gravidade das intenções que anuncia, de vender ao desbarato património que é de todos os portugueses, em áreas essenciais para a nossa economia e para termos bons serviços públicos, como os CTT, a REN, as empresas no sector da energia", justificou Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP, depois da conferência de líderes, onde foi feito o agendamento.

Na mesma reunião, os comunistas aproveitaram para questionar o ministro dos Assuntos Parlamentares sobre a ausência do primeiro-ministro no início das interpelações ao Governo. A presença do chefe do executivo não é obrigatória à luz do regimento da assembleia mas é uma prática desde 1995. Em resposta à questão, Jorge Lacão afirmou que o Governo tem feito uma "gestão parcimoniosa" das presenças de Sócrates, dada a "sobrecarga" de interpelações. Bernardino Soares considera que estas ausências têm um "significado político" e lembra que as interpelações são a única figura parlamentar regimental prevista na Constituição, à excepção das moções de censura e de confiança.

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