O Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira voltará a marcar presença no cartaz cultural do município em 2011. A suspensão temporária da iniciativa, que este ano assinalou dez anos, estava a ser equacionada pela câmara, no âmbito da análise do orçamento municipal para 2011. Ontem, o presidente da autarquia, Alfredo Henriques, garantiu que o evento será realizado, mas com menos dinheiro. "Contactámos algumas empresas e alguns dos responsáveis por levarem a efeito o Imaginarius e chegámos à conclusão de que, com um esforço financeiro bastante inferior ao que tinha sido feito pela câmara nos anos anteriores, é possível realizá-lo no próximo ano", revelou o autarca. Alfredo Henriques sublinhou que a construção do CCTAR não implicaria a realização do Imaginarius, mas que uma suspensão poderia causar estranheza, nomeadamente nos responsáveis pela apreciação da candidatura da obra dos dois pólos artísticos. "Uma coisa não exige a outra, mas parece-nos que avançar com a obra e, ao mesmo tempo, cancelar o Imaginarius, nem que fosse por um ano, poderia causar perplexidade em algumas pessoas", referiu.
O Imaginarius e a Viagem Medieval manter-se-ão em 2011. Os restantes eventos culturais, como o Festival Para Gente Sentada ou o Festival da Juventude, dependerão da ginástica financeira que a empresa municipal Feira Viva conseguir fazer. Isto porque a câmara vai reduzir as transferências para a empresa em 50 por cento. "Em princípio, todos os eventos poderão ser feitos, mas em todos eles terá de haver uma grande poupança", adiantou Alfredo Henriques. Entretanto, a câmara prepara uma candidatura, que será feita directamente em Bruxelas, que poderá significar uma verba de 100 mil euros para o próximo Imaginarius. Uma das contrapartidas desse apoio é a presença de sete companhias de Teatro de Rua da Europa no próximo programa.
A eventual suspensão do Imaginarius chegou a ser contestada por um movimento de cidadãos que se reuniu no Facebook. Um grupo com mais de 1200 pessoas e que chegou a sugerir a contratação de menos companhias estrangeiras e a cobrança de bilhetes em alguns espectáculos. S.D.O.
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O Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira voltará a marcar presença no cartaz cultural do município em 2011. A suspensão temporária da iniciativa, que este ano assinalou dez anos, estava a ser equacionada pela câmara, no âmbito da análise do orçamento municipal para 2011. Ontem, o presidente da autarquia, Alfredo Henriques, garantiu que o evento será realizado, mas com menos dinheiro. "Contactámos algumas empresas e alguns dos responsáveis por levarem a efeito o Imaginarius e chegámos à conclusão de que, com um esforço financeiro bastante inferior ao que tinha sido feito pela câmara nos anos anteriores, é possível realizá-lo no próximo ano", revelou o autarca. Alfredo Henriques sublinhou que a construção do CCTAR não implicaria a realização do Imaginarius, mas que uma suspensão poderia causar estranheza, nomeadamente nos responsáveis pela apreciação da candidatura da obra dos dois pólos artísticos. "Uma coisa não exige a outra, mas parece-nos que avançar com a obra e, ao mesmo tempo, cancelar o Imaginarius, nem que fosse por um ano, poderia causar perplexidade em algumas pessoas", referiu.
O Imaginarius e a Viagem Medieval manter-se-ão em 2011. Os restantes eventos culturais, como o Festival Para Gente Sentada ou o Festival da Juventude, dependerão da ginástica financeira que a empresa municipal Feira Viva conseguir fazer. Isto porque a câmara vai reduzir as transferências para a empresa em 50 por cento. "Em princípio, todos os eventos poderão ser feitos, mas em todos eles terá de haver uma grande poupança", adiantou Alfredo Henriques. Entretanto, a câmara prepara uma candidatura, que será feita directamente em Bruxelas, que poderá significar uma verba de 100 mil euros para o próximo Imaginarius. Uma das contrapartidas desse apoio é a presença de sete companhias de Teatro de Rua da Europa no próximo programa.
A eventual suspensão do Imaginarius chegou a ser contestada por um movimento de cidadãos que se reuniu no Facebook. Um grupo com mais de 1200 pessoas e que chegou a sugerir a contratação de menos companhias estrangeiras e a cobrança de bilhetes em alguns espectáculos. S.D.O.