Paulo Portas e Santana Lopes já sabem bem o que vão fazer nas eleições legislativas. Neste momento, não me atrevo a lançar qualquer prognóstico. Nenhuma das soluções me surpreenderá. Como disse Rui Oliveira e Costa no último “Expresso da Meia-Noite”, na SIC Notícias, a coligação pode aproveitar melhor as “sobras” do PP nos distritos onde este não elege deputados, mas a ida a eleições em separado pode cativar mais eleitores para qualquer dos partidos, o que poderia levar a uma situação de “ela por ela”. No entanto, a indefinição tem apenas um objectivo: distrair os portugueses e permitir que as atenções da comunicação social incidam sobre o assunto durante o máximo tempo possível. Encontra-se, assim, algo que encubra as trapalhadas e asneiradas do primeiro-ministro, a demissão do governo e as mais do que pertinentes críticas do Presidente da República. Ao mesmo tempo, consegue-se que Sócrates não ocupe todo o palco mediático da campanha. Enquanto jornais já especulam sobre a composição de um eventual executivo socialista e sobre os cabeças de lista do PS, a fasquia está muito baixa para a coligação. Esta não tem novidades a apresentar, não tem caras novas para dar a conhecer. Resta-lhe prolongar um falso tabu, dado que por detrás deste não há nada.
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Paulo Portas e Santana Lopes já sabem bem o que vão fazer nas eleições legislativas. Neste momento, não me atrevo a lançar qualquer prognóstico. Nenhuma das soluções me surpreenderá. Como disse Rui Oliveira e Costa no último “Expresso da Meia-Noite”, na SIC Notícias, a coligação pode aproveitar melhor as “sobras” do PP nos distritos onde este não elege deputados, mas a ida a eleições em separado pode cativar mais eleitores para qualquer dos partidos, o que poderia levar a uma situação de “ela por ela”. No entanto, a indefinição tem apenas um objectivo: distrair os portugueses e permitir que as atenções da comunicação social incidam sobre o assunto durante o máximo tempo possível. Encontra-se, assim, algo que encubra as trapalhadas e asneiradas do primeiro-ministro, a demissão do governo e as mais do que pertinentes críticas do Presidente da República. Ao mesmo tempo, consegue-se que Sócrates não ocupe todo o palco mediático da campanha. Enquanto jornais já especulam sobre a composição de um eventual executivo socialista e sobre os cabeças de lista do PS, a fasquia está muito baixa para a coligação. Esta não tem novidades a apresentar, não tem caras novas para dar a conhecer. Resta-lhe prolongar um falso tabu, dado que por detrás deste não há nada.