PCP: «compromissos» após eleições não > Política > TVI24

22-04-2011
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Jerónimo de Sousa considera «profundamente ilegítimo» que o Governo assuma «compromissos» a longo prazo com as entidades externas, uma vez que haverá eleições a 5 de Junho.

«Será profundamente ilegítimo que se assumam compromissos mais ou menos duradouros à revelia do povo português. Seria uma injustiça», afirmou o líder do PCP aos jornalistas, à saída de um encontro com o primeiro-ministro, em São Bento.

«O povo português vai ser consultado a 5 de Junho e seria sempre à sua revelia que tais medidas pudessem ser prolongadas no tempo. Quer se queira, quer não, a soberania não reside no FMI, mas continua a residir no povo português», acrescentou.

Jerónimo admitiu que «não foi possível recolher informação objectiva do que o Governo vai fazer» nas negociações, mas deixou o aviso: «Quanto mais se ceder à chantagem, mais agressiva será a acção do chantagista.»

O PCP foi dizer a Sócrates que «recusa um pacto de submissão» e que «não é esta negociação que resolve o problema de extorsão do país». E foiainda sublinhar as suas propostas: «Necessidade de renegociação da dívida, das parcerias público-privadas, procura de diversificação das fontes de financiamento e relações comerciais e a convergência entre países alvo do mesmo saque.»

«Só produzindo mais é que devemos menos», frisou.

O líder comunista exigiu ainda que o Governo explique «quais as condições desta perspectiva de capitulação da soberania nacional».

Jerónimo de Sousa considera «profundamente ilegítimo» que o Governo assuma «compromissos» a longo prazo com as entidades externas, uma vez que haverá eleições a 5 de Junho.

«Será profundamente ilegítimo que se assumam compromissos mais ou menos duradouros à revelia do povo português. Seria uma injustiça», afirmou o líder do PCP aos jornalistas, à saída de um encontro com o primeiro-ministro, em São Bento.

«O povo português vai ser consultado a 5 de Junho e seria sempre à sua revelia que tais medidas pudessem ser prolongadas no tempo. Quer se queira, quer não, a soberania não reside no FMI, mas continua a residir no povo português», acrescentou.

Jerónimo admitiu que «não foi possível recolher informação objectiva do que o Governo vai fazer» nas negociações, mas deixou o aviso: «Quanto mais se ceder à chantagem, mais agressiva será a acção do chantagista.»

O PCP foi dizer a Sócrates que «recusa um pacto de submissão» e que «não é esta negociação que resolve o problema de extorsão do país». E foiainda sublinhar as suas propostas: «Necessidade de renegociação da dívida, das parcerias público-privadas, procura de diversificação das fontes de financiamento e relações comerciais e a convergência entre países alvo do mesmo saque.»

«Só produzindo mais é que devemos menos», frisou.

O líder comunista exigiu ainda que o Governo explique «quais as condições desta perspectiva de capitulação da soberania nacional».

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