CIDADANIA LX: Mais electricos para Lisboa

30-05-2010
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Um dos maiores problemas da cidade de Lisboa «prende-se com a mobilidade» e é esse drama que o vereador independente eleito pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, pretende ajudar a resolver. A principal solução prende-se com uma rede de eléctricos modernos na capital, composta por quatro linhas. «É muito mais barato do que uma linha de metropolitano e pode ser desenvolvido com fundos europeus», explica Sá Fernandes.As linhas propostas são: «Alcântara-Santa Apolónia»; «Algés-Gare do Oriente»; «Gare do Oriente-CF de Benfica» e «Charneca do Lumiar-Jerónimos». Veja as linhas «Há cidades que apostaram numa rede moderna de eléctricos e foram bem sucedidas», argumenta. Do estudo que desenvolveu, Sá Fernandes refere, por exemplo, os diferentes custos entre o metropolitano e o eléctrico: «São dez milhões de euros por km para o eléctrico e 50 milhões de euros por km para o metro», revela. As quatro linhas apresentadas custariam, no total, «500 milhões de euros».O vereador recorda que «recentemente foi apresentada a Linha da Colina (do metropolitano de Lisboa) como uma ajuda para a mobilidade, mas o custo daquela linha pagava a totalidade desta rede que serve toda a cidade».O vereador defende que falar sobre mobilidade «sem discutir os transportes» é um erro. «Não basta alterar as linhas da Carris ou aumentar as medidas avulsas de estacionamento. É preciso uma discussão de fundo», argumenta.Boa altura para debater problema Para a revisão do Plano Director Municipal (PDM), que será apresentada até ao fim do ano, «não foram estudados os transportes públicos». Para uma maior mobilidade «estudou-se estradas e entradas na cidade, mas não o mais importante», explica Sá Fernandes.Segundo o vereador é uma boa altura para debater o problema, «falei com a Carris, o Metro, o departamento de tráfego, o departamento responsável pela organização dos transportes da autarquia e percebi que há um consenso para debater o tema».Para a eficácia dos transportes públicos Sá Fernandes lembra que estes devem ser complementares e actuar «como um todo» e que a sua proposta faz essa ligação, ao Metro e à Carris. Das quatro linhas que apresentou, o vereador começaria o projecto pela «linha ribeirinha, que iria aproveitar e complementar o percurso do eléctrico 15 em Lisboa».Para José Sá Fernandes não se pode reduzir o número de automóveis dentro da cidade, sem antes dar aos cidadãos uma rede de transportes eficaz, de qualidade e com conforto. «Só depois podemos falar em reduzir veículos» e lembra que «as cidades com portagens têm excelentes transportes».Os fundos europeus Mas há outra vantagem nesta rede de eléctricos: «Ainda existem verbas comunitárias para transportes amigos do ambiente, que é o caso, e a que Lisboa pode recorrer», afirma o vereador. O estudo agora apresentado será levado à próxima reunião de Câmara e Sá Fernandes espera, pelo menos, que o assunto comece a ser discutido.Mas além destas «quatro linhas», o vereador propõe a criação de um «bilhete único, que sirva todos os transportes, num determinado período de tempo, e esteja associado ao estacionamento». Pretende também, que seja reclamado junto dos operadores de transportes critérios de padrões mínimos (o tempo de espera máximo, em hora de ponta, não pode exceder sete minutos). E finalmente, reclama mais pressão sobre o actual Governo para que seja criada a Autoridade Metropolitana de Transportes em Lisboa.


Um dos maiores problemas da cidade de Lisboa «prende-se com a mobilidade» e é esse drama que o vereador independente eleito pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, pretende ajudar a resolver. A principal solução prende-se com uma rede de eléctricos modernos na capital, composta por quatro linhas. «É muito mais barato do que uma linha de metropolitano e pode ser desenvolvido com fundos europeus», explica Sá Fernandes.As linhas propostas são: «Alcântara-Santa Apolónia»; «Algés-Gare do Oriente»; «Gare do Oriente-CF de Benfica» e «Charneca do Lumiar-Jerónimos». Veja as linhas «Há cidades que apostaram numa rede moderna de eléctricos e foram bem sucedidas», argumenta. Do estudo que desenvolveu, Sá Fernandes refere, por exemplo, os diferentes custos entre o metropolitano e o eléctrico: «São dez milhões de euros por km para o eléctrico e 50 milhões de euros por km para o metro», revela. As quatro linhas apresentadas custariam, no total, «500 milhões de euros».O vereador recorda que «recentemente foi apresentada a Linha da Colina (do metropolitano de Lisboa) como uma ajuda para a mobilidade, mas o custo daquela linha pagava a totalidade desta rede que serve toda a cidade».O vereador defende que falar sobre mobilidade «sem discutir os transportes» é um erro. «Não basta alterar as linhas da Carris ou aumentar as medidas avulsas de estacionamento. É preciso uma discussão de fundo», argumenta.Boa altura para debater problema Para a revisão do Plano Director Municipal (PDM), que será apresentada até ao fim do ano, «não foram estudados os transportes públicos». Para uma maior mobilidade «estudou-se estradas e entradas na cidade, mas não o mais importante», explica Sá Fernandes.Segundo o vereador é uma boa altura para debater o problema, «falei com a Carris, o Metro, o departamento de tráfego, o departamento responsável pela organização dos transportes da autarquia e percebi que há um consenso para debater o tema».Para a eficácia dos transportes públicos Sá Fernandes lembra que estes devem ser complementares e actuar «como um todo» e que a sua proposta faz essa ligação, ao Metro e à Carris. Das quatro linhas que apresentou, o vereador começaria o projecto pela «linha ribeirinha, que iria aproveitar e complementar o percurso do eléctrico 15 em Lisboa».Para José Sá Fernandes não se pode reduzir o número de automóveis dentro da cidade, sem antes dar aos cidadãos uma rede de transportes eficaz, de qualidade e com conforto. «Só depois podemos falar em reduzir veículos» e lembra que «as cidades com portagens têm excelentes transportes».Os fundos europeus Mas há outra vantagem nesta rede de eléctricos: «Ainda existem verbas comunitárias para transportes amigos do ambiente, que é o caso, e a que Lisboa pode recorrer», afirma o vereador. O estudo agora apresentado será levado à próxima reunião de Câmara e Sá Fernandes espera, pelo menos, que o assunto comece a ser discutido.Mas além destas «quatro linhas», o vereador propõe a criação de um «bilhete único, que sirva todos os transportes, num determinado período de tempo, e esteja associado ao estacionamento». Pretende também, que seja reclamado junto dos operadores de transportes critérios de padrões mínimos (o tempo de espera máximo, em hora de ponta, não pode exceder sete minutos). E finalmente, reclama mais pressão sobre o actual Governo para que seja criada a Autoridade Metropolitana de Transportes em Lisboa.

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