ÍNDICE DO SITUACIONISMO (88) : COMO SE FAZEM AS COISAS
A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração.
E, nalguns casos, de respiração assistida.
Como se cria um "facto" que não existe? Está nesta notícia do
TÍTULO: Governo / PSD disponível para acordo com o PS
Manuela Ferreira Leite abriu hoje a porta a um entendimento com o PS na próxima legislatura.
"Sentir-me-ia confortável com qualquer solução em que acredite que a conjugação de esforços seja coincidente, no sentido daquilo que melhor sirva os interesses do país", disse a líder do PSD à SIC.
Contudo, Manuela Ferreira Leite disse à Lusa, na sequência da entrevista à SIC, que a hipótese de admitir um Bloco Central é "uma interpretação abusiva" das suas palavras.
"É uma interpretação abusiva porque como é sabido sempre recusei a hipótese de um governo de Bloco Central", afirmou a presidente do PSD.
ADENDA: A facilidade com que os jornalistas alimentam uma interpretação, e uma "notícia" baseada nessa interpretação, que sabem ser falsa, insisto, QUE SABEM SER FALSA, ou que, pelo menos, justificava uma pergunta de esclarecimento suplementar, é um dos mecanismos que revelam não só a mediocridade do jornalismo político actual, como a sua agenda. Não é segredo para ninguém que uma das etiquetas que sempre se quis colar a Manuela Ferreira Leite e ao PSD é a do "bloco central", no mesmo exacto sentido pejorativo que o Bloco de Esquerda dá a essa expressão. Diga o que disser, basta a mais pequena possibilidade de se fazer uma "interpretação forçada" e viciada, e lá vai tudo pela interpretação atrás para criar um "caso". A patrulha nos jornais e nos blogues seguirá o rebanho, igualmente a dizer "eu sempre disse que..." Pois disse, só que Manuela Ferreira Leite nunca o disse e tem-no sempre negado com vigor. Mas com ela há sempre uma fábrica de "casos", não há jornalismo. Como se cria um "facto" que não existe? Está nesta notícia do Diário Económico que se desdiz a si mesma, com um título contraditório com o conteúdo:ADENDA: A facilidade com que os jornalistas alimentam uma interpretação, e uma "notícia" baseada nessa interpretação, que sabem ser falsa, insisto, QUE SABEM SER FALSA, ou que, pelo menos, justificava uma pergunta de esclarecimento suplementar, é um dos mecanismos que revelam não só a mediocridade do jornalismo político actual, como a sua agenda. Não é segredo para ninguém que uma das etiquetas que sempre se quis colar a Manuela Ferreira Leite e ao PSD é a do "bloco central", no mesmo exacto sentido pejorativo que o Bloco de Esquerda dá a essa expressão. Diga o que disser, basta a mais pequena possibilidade de se fazer uma "interpretação forçada" e viciada, e lá vai tudo pela interpretação atrás para criar um "caso". A patrulha nos jornais e nos blogues seguirá o rebanho, igualmente a dizer "eu sempre disse que..." Pois disse, só que Manuela Ferreira Leite nunca o disse e tem-no sempre negado com vigor. Mas com ela há sempre uma fábrica de "casos", não há jornalismo.
(url) © José Pacheco Pereira
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ÍNDICE DO SITUACIONISMO (88) : COMO SE FAZEM AS COISAS
A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração.
E, nalguns casos, de respiração assistida.
Como se cria um "facto" que não existe? Está nesta notícia do
TÍTULO: Governo / PSD disponível para acordo com o PS
Manuela Ferreira Leite abriu hoje a porta a um entendimento com o PS na próxima legislatura.
"Sentir-me-ia confortável com qualquer solução em que acredite que a conjugação de esforços seja coincidente, no sentido daquilo que melhor sirva os interesses do país", disse a líder do PSD à SIC.
Contudo, Manuela Ferreira Leite disse à Lusa, na sequência da entrevista à SIC, que a hipótese de admitir um Bloco Central é "uma interpretação abusiva" das suas palavras.
"É uma interpretação abusiva porque como é sabido sempre recusei a hipótese de um governo de Bloco Central", afirmou a presidente do PSD.
ADENDA: A facilidade com que os jornalistas alimentam uma interpretação, e uma "notícia" baseada nessa interpretação, que sabem ser falsa, insisto, QUE SABEM SER FALSA, ou que, pelo menos, justificava uma pergunta de esclarecimento suplementar, é um dos mecanismos que revelam não só a mediocridade do jornalismo político actual, como a sua agenda. Não é segredo para ninguém que uma das etiquetas que sempre se quis colar a Manuela Ferreira Leite e ao PSD é a do "bloco central", no mesmo exacto sentido pejorativo que o Bloco de Esquerda dá a essa expressão. Diga o que disser, basta a mais pequena possibilidade de se fazer uma "interpretação forçada" e viciada, e lá vai tudo pela interpretação atrás para criar um "caso". A patrulha nos jornais e nos blogues seguirá o rebanho, igualmente a dizer "eu sempre disse que..." Pois disse, só que Manuela Ferreira Leite nunca o disse e tem-no sempre negado com vigor. Mas com ela há sempre uma fábrica de "casos", não há jornalismo. Como se cria um "facto" que não existe? Está nesta notícia do Diário Económico que se desdiz a si mesma, com um título contraditório com o conteúdo:ADENDA: A facilidade com que os jornalistas alimentam uma interpretação, e uma "notícia" baseada nessa interpretação, que sabem ser falsa, insisto, QUE SABEM SER FALSA, ou que, pelo menos, justificava uma pergunta de esclarecimento suplementar, é um dos mecanismos que revelam não só a mediocridade do jornalismo político actual, como a sua agenda. Não é segredo para ninguém que uma das etiquetas que sempre se quis colar a Manuela Ferreira Leite e ao PSD é a do "bloco central", no mesmo exacto sentido pejorativo que o Bloco de Esquerda dá a essa expressão. Diga o que disser, basta a mais pequena possibilidade de se fazer uma "interpretação forçada" e viciada, e lá vai tudo pela interpretação atrás para criar um "caso". A patrulha nos jornais e nos blogues seguirá o rebanho, igualmente a dizer "eu sempre disse que..." Pois disse, só que Manuela Ferreira Leite nunca o disse e tem-no sempre negado com vigor. Mas com ela há sempre uma fábrica de "casos", não há jornalismo.
(url) © José Pacheco Pereira