Standard & Poors baixa rating de Portugal

20-01-2011
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O rating (notação) de longo termo foi revisto em baixa, de A para A-, ao passo que o rating a curto prazo desceu de A-1 para A-2.

De acordo com a Standard & Poor’s (S&P), esta revisão em baixa justifica-se com “as fraquezas estruturais económicas e fiscais” que, na opinião da agência, deixam a República portuguesa “numa posição frágil para lidar com a deterioração significativa das suas finanças públicas e as perspectivas de crescimento económicos ténues no médio prazo”.

Negativo mantém-se também o outlook (perspectiva), o que indicia que o rating possa vir a baixar mais num curto prazo (geralmente entre seis meses e dois anos). Segundo a S&P, uma nova descida é possível se o esforço de consolidação fiscal ficar abaixo das expectativas ou se aumentarem as preocupações sobre a liquidez do Estado.

O rating é uma avaliação feita por uma agência independente que traduz a capacidade de uma determinada entidade – no caso, um Governo – cumprir com as obrigações financeiras assumidas e, em última instância, o seu risco de default, ou seja, de falência. Assim sendo, tem um grande impacto nas taxas de juro associadas ao financiamento externo dos Governos.

Dívida pública chegará aos 95 por cento do PIB em 2013

“A redução do rating a dois níveis reflecte a nossa visão dos riscos financeiros amplificados que Portugal enfrenta”, diz o analista da S&P, Kai Stukenbrock, em comunicado.

A agência espera que a actividade económica nacional estagne este ano e alerta que o potencial de crescimento da economia permanece ténue, prejudicado por uma competitividade internacional fraca, baixos ganhos de produtividade, uma estagnação do investimento, um mercado de crédito interno enfraquecido e uma dificuldade por parte do sector privado de reduzir os seus altos níveis de endividamento.

A S&P considera ainda que a rigidez do mercado laboral e industrial português poderá travar as perspectivas de crescimento no país, adiando o ajustamento de salários e preços que a agência considera essenciais para o país voltar a ganhar competitividade lá fora.

Segundo a agência, a consolidação fiscal deverá progredir a um ritmo mais lento do que o Governo prevê e o défice deverá chegar a 4,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013. A S&P defende que há um risco de implementação no programa anunciado pelo Governo, sobretudo devido ao facto de ser um Governo minoritário, que precisará da aprovação da oposição.

Além disso, a agência considera que as previsões de crescimento do Governo são “optimistas”.

A dívida pública deverá, por isso, continua a aumentar rapidamente, fixando-se nos 95 por cento do PIB em 2013, face aos 66 por cento em 2008, prevê a S&P.

Notícia actualizada às 16h45

O rating (notação) de longo termo foi revisto em baixa, de A para A-, ao passo que o rating a curto prazo desceu de A-1 para A-2.

De acordo com a Standard & Poor’s (S&P), esta revisão em baixa justifica-se com “as fraquezas estruturais económicas e fiscais” que, na opinião da agência, deixam a República portuguesa “numa posição frágil para lidar com a deterioração significativa das suas finanças públicas e as perspectivas de crescimento económicos ténues no médio prazo”.

Negativo mantém-se também o outlook (perspectiva), o que indicia que o rating possa vir a baixar mais num curto prazo (geralmente entre seis meses e dois anos). Segundo a S&P, uma nova descida é possível se o esforço de consolidação fiscal ficar abaixo das expectativas ou se aumentarem as preocupações sobre a liquidez do Estado.

O rating é uma avaliação feita por uma agência independente que traduz a capacidade de uma determinada entidade – no caso, um Governo – cumprir com as obrigações financeiras assumidas e, em última instância, o seu risco de default, ou seja, de falência. Assim sendo, tem um grande impacto nas taxas de juro associadas ao financiamento externo dos Governos.

Dívida pública chegará aos 95 por cento do PIB em 2013

“A redução do rating a dois níveis reflecte a nossa visão dos riscos financeiros amplificados que Portugal enfrenta”, diz o analista da S&P, Kai Stukenbrock, em comunicado.

A agência espera que a actividade económica nacional estagne este ano e alerta que o potencial de crescimento da economia permanece ténue, prejudicado por uma competitividade internacional fraca, baixos ganhos de produtividade, uma estagnação do investimento, um mercado de crédito interno enfraquecido e uma dificuldade por parte do sector privado de reduzir os seus altos níveis de endividamento.

A S&P considera ainda que a rigidez do mercado laboral e industrial português poderá travar as perspectivas de crescimento no país, adiando o ajustamento de salários e preços que a agência considera essenciais para o país voltar a ganhar competitividade lá fora.

Segundo a agência, a consolidação fiscal deverá progredir a um ritmo mais lento do que o Governo prevê e o défice deverá chegar a 4,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013. A S&P defende que há um risco de implementação no programa anunciado pelo Governo, sobretudo devido ao facto de ser um Governo minoritário, que precisará da aprovação da oposição.

Além disso, a agência considera que as previsões de crescimento do Governo são “optimistas”.

A dívida pública deverá, por isso, continua a aumentar rapidamente, fixando-se nos 95 por cento do PIB em 2013, face aos 66 por cento em 2008, prevê a S&P.

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