O grupo parlamentar do CDS-PP vai receber amanhã a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) para debater o caso Marsans, agência de viagens que encerrou os balcões e deixou milhares de portugueses sem viagem, disponibilizando uma caução de apenas 25.000 euros para os compensar em caso de incumprimento.
O deputado Hélder Amaral avançou ao PÚBLICO que a audição, agendada para as 12h, tem como objectivo "perceber o contexto da situação da Marsans" e "o que é preciso fazer em termos de regulação para prevenir casos futuros", acrescentando que "há pouco cuidado no sector" para precaver estas situações.
"No Turismo, tanto no sector público, como no privado, as pessoas que estão à frente [das instituições] são sempre as mesmas e nunca se sofre as consequências dos problemas", afirmou, lamentando o facto de se "saber há meses que a Marsans está com problemas em Espanha" e de "as autoridades portuguesas nada terem feito".
O CDS não descarta a possibilidade de elaborar propostas de alteração à lei das agências de viagens, que se encontra em revisão. "Ponderamos tomar iniciativa sobre o assunto. É uma boa oportunidade para fazer mudanças", concluiu o deputado.
Já a APAVT, que abriu um inquérito à Marsans com o objectivo de a excluir da associação, confirmou que vai estar presente na audição, mas preferiu não fazer mais comentários sobre o tema.
A agência de viagens de origem espanhola encerrou os balcões durante um fim-de-semana, no início de Julho, lesando os seus clientes. A caução disponibilizada pela empresa junto do Turismo de Portugal para precaver este tipo de situações é apenas de 25.000, valor insuficiente para pagar todas as indemnizações e inferior ao previsto por lei.
O presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão, também foi chamado pela Comissão Parlamentar dos Assuntos Económicos, mas desconhece-se ainda a data da audição. No entanto, o responsável afirmou recentemente ao PÚBLICO estar "totalmente disponível" para ser ouvido sobre este caso.
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O grupo parlamentar do CDS-PP vai receber amanhã a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) para debater o caso Marsans, agência de viagens que encerrou os balcões e deixou milhares de portugueses sem viagem, disponibilizando uma caução de apenas 25.000 euros para os compensar em caso de incumprimento.
O deputado Hélder Amaral avançou ao PÚBLICO que a audição, agendada para as 12h, tem como objectivo "perceber o contexto da situação da Marsans" e "o que é preciso fazer em termos de regulação para prevenir casos futuros", acrescentando que "há pouco cuidado no sector" para precaver estas situações.
"No Turismo, tanto no sector público, como no privado, as pessoas que estão à frente [das instituições] são sempre as mesmas e nunca se sofre as consequências dos problemas", afirmou, lamentando o facto de se "saber há meses que a Marsans está com problemas em Espanha" e de "as autoridades portuguesas nada terem feito".
O CDS não descarta a possibilidade de elaborar propostas de alteração à lei das agências de viagens, que se encontra em revisão. "Ponderamos tomar iniciativa sobre o assunto. É uma boa oportunidade para fazer mudanças", concluiu o deputado.
Já a APAVT, que abriu um inquérito à Marsans com o objectivo de a excluir da associação, confirmou que vai estar presente na audição, mas preferiu não fazer mais comentários sobre o tema.
A agência de viagens de origem espanhola encerrou os balcões durante um fim-de-semana, no início de Julho, lesando os seus clientes. A caução disponibilizada pela empresa junto do Turismo de Portugal para precaver este tipo de situações é apenas de 25.000, valor insuficiente para pagar todas as indemnizações e inferior ao previsto por lei.
O presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão, também foi chamado pela Comissão Parlamentar dos Assuntos Económicos, mas desconhece-se ainda a data da audição. No entanto, o responsável afirmou recentemente ao PÚBLICO estar "totalmente disponível" para ser ouvido sobre este caso.