O draft que aqui referi em Junho, vai a votos amanhã (via Atlântico).
Às razões absurdas já apresentadas no relatório, juntam-se agora mais algumas do deputado “liberal” Jorgo Chatzimarkakis (só pode estar muito mal o FDP, é pena):
“Os blogues não podem ser considerados automaticamente uma ameaça, mas imaginemos os grupos de pressão, os interesses profissionais ou quaisquer outros grupos que utilizem os blogues para veicular a sua mensagem.”
Já a autora, “Não considera[…] os blogues como uma ameaça. No entanto, sabe[…] que podem poluir, de forma considerável (sic!), o ciberespaço”
É quase enternecedora a tentativa de convencer que os blogues não são percepcionados como uma ameaça, quando evidentemente o são: são uma ameaça ao controlo governamental da opinião e do jornalismo publicados. Os blogues oferecem uma enorme variedade de escolha aos cidadãos, que podem ler quem bem quiserem e debater como bem entenderem.
Para tal é fundamental o acesso livre dos bloguers ao meio. Até porque o meio é ilimitado (na prática não é, mas o problema nunca se pôs e o facto de qualquer cidadão poder servir um blogue no seu próprio PC, se tal fosse necessário, torna o meio de facto infinito para a publicação de texto), ao contrário do que o ridículo argumento da intoxicação parece implicação. O ciberespaço não é poluível, porque um novo blogue não tira espaço aos que já existem.
Para os bruxelistas em particular e os fãs da vida regulamentadazinha em geral, é natural que faça confusão vir daí um meio (a internet no geral) oferecer concorrência aos média que os governos controlam, sem que para tal se dê que dar baixa aos burocratas. Cabe naturalmente aos cidadãos lutarem por manter o ciberespaço livre da censura, ainda que esta comece por uma “recomendação” do PE para que os estados-membros organizem um censo “voluntário” de bloguers. Por isso também é importante saber como votam os nossos representantes no PE. Se alguém souber como se chega a essa informação, agradeço.
Quanto ao registo de intenções voluntário, esse faço-o eu, voluntariamente, e assino com o meu nome:
É minha intenção que os senhores polícias da opinião vão todos à merda e me deixem sossegado.
Michael Seufert, 25 anos, Porto, Portugal
Categorias
Entidades
O draft que aqui referi em Junho, vai a votos amanhã (via Atlântico).
Às razões absurdas já apresentadas no relatório, juntam-se agora mais algumas do deputado “liberal” Jorgo Chatzimarkakis (só pode estar muito mal o FDP, é pena):
“Os blogues não podem ser considerados automaticamente uma ameaça, mas imaginemos os grupos de pressão, os interesses profissionais ou quaisquer outros grupos que utilizem os blogues para veicular a sua mensagem.”
Já a autora, “Não considera[…] os blogues como uma ameaça. No entanto, sabe[…] que podem poluir, de forma considerável (sic!), o ciberespaço”
É quase enternecedora a tentativa de convencer que os blogues não são percepcionados como uma ameaça, quando evidentemente o são: são uma ameaça ao controlo governamental da opinião e do jornalismo publicados. Os blogues oferecem uma enorme variedade de escolha aos cidadãos, que podem ler quem bem quiserem e debater como bem entenderem.
Para tal é fundamental o acesso livre dos bloguers ao meio. Até porque o meio é ilimitado (na prática não é, mas o problema nunca se pôs e o facto de qualquer cidadão poder servir um blogue no seu próprio PC, se tal fosse necessário, torna o meio de facto infinito para a publicação de texto), ao contrário do que o ridículo argumento da intoxicação parece implicação. O ciberespaço não é poluível, porque um novo blogue não tira espaço aos que já existem.
Para os bruxelistas em particular e os fãs da vida regulamentadazinha em geral, é natural que faça confusão vir daí um meio (a internet no geral) oferecer concorrência aos média que os governos controlam, sem que para tal se dê que dar baixa aos burocratas. Cabe naturalmente aos cidadãos lutarem por manter o ciberespaço livre da censura, ainda que esta comece por uma “recomendação” do PE para que os estados-membros organizem um censo “voluntário” de bloguers. Por isso também é importante saber como votam os nossos representantes no PE. Se alguém souber como se chega a essa informação, agradeço.
Quanto ao registo de intenções voluntário, esse faço-o eu, voluntariamente, e assino com o meu nome:
É minha intenção que os senhores polícias da opinião vão todos à merda e me deixem sossegado.
Michael Seufert, 25 anos, Porto, Portugal