Jerónimo de Sousa diz que não recusa o "diálogo", mas que o PCP não abdica dos seus valores e que o PS está comprometido com "direita".
O secretário-geral do PCP afirmou hoje que os comunistas não recusam o "diálogo" com outras forças mas disse que o partido não abdica dos seus valores e que o PS se mantém comprometido com "a política de direita".
"Nós dizemos que não renunciamos à convergência, ao diálogo com forças e sectores democráticas em tudo o que for bom para os trabalhadores, para o povo e para o país. Mas ninguém peça ou exija ao PCP que deixe de ser o que é, que deixe de falar verdade, que deixe de lutar por outra política, que rompa com estafada alternância",afirmou Jerónimo de Sousa.
O secretário-geral comunista falava no encerramento do XIX Congresso do PCP, em Almada, de onde sai com novo mandato para quatro anos, dado pelo Comité Central. Jerónimo de Sousa reiterou o objetivo da criação de uma "alternativa patriótica e de esquerda" no "plano institucional".
A este propósito, definiu como "questão primeira" e "incontornável" a "de se saber" se o PCP "deveria abdicar" dos valores que defende de forma "coerente e consequente" e se o PS, "comprometido com a política de direita", "se deveria manter como está".
"O PS não dá resposta à contradição fundamental que é a de saber se é possível uma alternativa verdadeiramente de esquerda, mantendo-se comprometido e identificado com a política de direita em questões estruturantes", acrescentou, sublinhando que será "pela vontade e apoio" "dos trabalhadores e do povo português", a quem serve, que o PCP estará "numa solução alternativa".
"E não por arranjos de poder que nos exijam deixar de ser o que somos, de defender o que defendemos", afirmou. Numa intervenção de pouco mais de vinte minutos, o secretário-geral do PCP, que na abertura do congresso, na sexta-feira, tinha pedido a demissão do Governo e a realização de eleições antecipadas, reiterou que "o combate mais imediato e urgente" é "contra a política de desastre nacional e o seu executor, o governo PSD/CDS".
"É necessária e urgente uma outra política e um outro governo. E esse é o primeiro apelo deste congresso (...) a todos os cidadãos inquietos e indignados com este rumo", acrescentou. Sublinhando que o Governo "terá legalidade mas já não tem legitimidade" e que "quanto mais depressa for demitido mais se reforça a esperança de que ainda há tempo de travar e de inverter o caminho", Jerónimo de Sousa apelou à intensificação da "luta".
"Quando os trabalhadores e as populações intensificaram e alargaram a luta, o Governo abanou. Se essa luta crescer, o Governo será derrotado", sublinhando, acrescentando: "Nada está perdido para todo o sempre".
Jerónimo de Sousa afirmou ainda que o partido sai deste congresso "em melhores condições para travar qualquer batalha eleitoral, particularmente as eleições autárquicas", dizendo-se convencido de que a CDU se afirmará como "grande força autárquica" em 2013.
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Jerónimo de Sousa diz que não recusa o "diálogo", mas que o PCP não abdica dos seus valores e que o PS está comprometido com "direita".
O secretário-geral do PCP afirmou hoje que os comunistas não recusam o "diálogo" com outras forças mas disse que o partido não abdica dos seus valores e que o PS se mantém comprometido com "a política de direita".
"Nós dizemos que não renunciamos à convergência, ao diálogo com forças e sectores democráticas em tudo o que for bom para os trabalhadores, para o povo e para o país. Mas ninguém peça ou exija ao PCP que deixe de ser o que é, que deixe de falar verdade, que deixe de lutar por outra política, que rompa com estafada alternância",afirmou Jerónimo de Sousa.
O secretário-geral comunista falava no encerramento do XIX Congresso do PCP, em Almada, de onde sai com novo mandato para quatro anos, dado pelo Comité Central. Jerónimo de Sousa reiterou o objetivo da criação de uma "alternativa patriótica e de esquerda" no "plano institucional".
A este propósito, definiu como "questão primeira" e "incontornável" a "de se saber" se o PCP "deveria abdicar" dos valores que defende de forma "coerente e consequente" e se o PS, "comprometido com a política de direita", "se deveria manter como está".
"O PS não dá resposta à contradição fundamental que é a de saber se é possível uma alternativa verdadeiramente de esquerda, mantendo-se comprometido e identificado com a política de direita em questões estruturantes", acrescentou, sublinhando que será "pela vontade e apoio" "dos trabalhadores e do povo português", a quem serve, que o PCP estará "numa solução alternativa".
"E não por arranjos de poder que nos exijam deixar de ser o que somos, de defender o que defendemos", afirmou. Numa intervenção de pouco mais de vinte minutos, o secretário-geral do PCP, que na abertura do congresso, na sexta-feira, tinha pedido a demissão do Governo e a realização de eleições antecipadas, reiterou que "o combate mais imediato e urgente" é "contra a política de desastre nacional e o seu executor, o governo PSD/CDS".
"É necessária e urgente uma outra política e um outro governo. E esse é o primeiro apelo deste congresso (...) a todos os cidadãos inquietos e indignados com este rumo", acrescentou. Sublinhando que o Governo "terá legalidade mas já não tem legitimidade" e que "quanto mais depressa for demitido mais se reforça a esperança de que ainda há tempo de travar e de inverter o caminho", Jerónimo de Sousa apelou à intensificação da "luta".
"Quando os trabalhadores e as populações intensificaram e alargaram a luta, o Governo abanou. Se essa luta crescer, o Governo será derrotado", sublinhando, acrescentando: "Nada está perdido para todo o sempre".
Jerónimo de Sousa afirmou ainda que o partido sai deste congresso "em melhores condições para travar qualquer batalha eleitoral, particularmente as eleições autárquicas", dizendo-se convencido de que a CDU se afirmará como "grande força autárquica" em 2013.