em condições normais
O ciclo político que o PSD provavelmente hoje iniciou com a vitória de Rui Rio, ainda que lhe falte ganhar a segunda volta e dos 9.000 abstencionistas (25% do colégio eleitoral) possa vir uma surpresa, será de dois anos, até às próximas autárquicas. Findo esse período de tempo, se Rio não constituir uma alternativa credível para substituir o governo das esquerdas, o que será pouco provável a avaliar pelo seu estilo ensimesmado de fazer política, dificilmente ganhará as autárquicas e dificilmente aguentará o partido até às legislativas. No entretanto, Montenegro deixará de ser alternativa e Pinto Luz – com franqueza – não tem perfil para o cargo. Aliás, nem Luz, nem Montenegro, nem Rio, que esta noite reuniram salas sorumbáticas, meias-vazias, sem entusiasmo em qualquer vestígio de futuro para o país a quem supostamente se deveriam dirigir e não dirigiram. Donde, do que se precisa não é de alguém que seja capaz de ser eleito líder do PSD ou do CDS, mas que consiga agregar os eleitores não-socialistas num projecto nacional alternativo ao de António Costa, do Bloco e do PCP. Em condições normais esse homem chamar-se-ia Pedro Passos Coelho.
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em condições normais
O ciclo político que o PSD provavelmente hoje iniciou com a vitória de Rui Rio, ainda que lhe falte ganhar a segunda volta e dos 9.000 abstencionistas (25% do colégio eleitoral) possa vir uma surpresa, será de dois anos, até às próximas autárquicas. Findo esse período de tempo, se Rio não constituir uma alternativa credível para substituir o governo das esquerdas, o que será pouco provável a avaliar pelo seu estilo ensimesmado de fazer política, dificilmente ganhará as autárquicas e dificilmente aguentará o partido até às legislativas. No entretanto, Montenegro deixará de ser alternativa e Pinto Luz – com franqueza – não tem perfil para o cargo. Aliás, nem Luz, nem Montenegro, nem Rio, que esta noite reuniram salas sorumbáticas, meias-vazias, sem entusiasmo em qualquer vestígio de futuro para o país a quem supostamente se deveriam dirigir e não dirigiram. Donde, do que se precisa não é de alguém que seja capaz de ser eleito líder do PSD ou do CDS, mas que consiga agregar os eleitores não-socialistas num projecto nacional alternativo ao de António Costa, do Bloco e do PCP. Em condições normais esse homem chamar-se-ia Pedro Passos Coelho.