"Há um limite". E Mauro Xavier, presidente da concelhia do PSD de Lisboa, atingiu o seu. Há um mês, desde que Teresa Leal Coelho foi formalizada como a candidata do PSD à Câmara Municipal de Lisboa, que tenta chegar à fala com ela. Em vão: "Foram mais de 20 ou 30 chamadas telefónicas e vários emails; nunca tive uma resposta", disse ao Expresso. Hoje considerou que bastava e tornou pública a sua demissão, que vai formalizar ainda hoje junto do presidente da mesa da concelhia, Fernando Seara. Este, entretanto, vai juntar-se ao gesto de protesto do ainda líder concelhio pela forma como está a decorrer o processo autárquico na capital, e também vai sair.
"Já havia uma divergência estratégica no tempo;agora também havia na ação", explica Mauro Xavier, contando que ao longo deste último mês foram várias as vezes que tentou combinar com Teresa Leal Coelho o teor das várias entrevistas a orgãos de comunicação social que a candidata já deu. "Mostrei-me totalmente disponível para trabalhar com ela. Nunca consegui falar com ela uma única vez", diz o social-democrata, argumentando que ter sido eleito pelos militantes da capital e portanto ser o seu representante legítimo. Perante este estado de coisas, entendeu que "não estava a acrescentar" valor à candidatura, pelo que decidiu demitir-se das funções.
O seu mandato terminaria oficialmente dentro de dois meses - embora haja uma deliberação do Conselho Nacional que prorroga os mandatos até depois das eleições autárquicas. Até novas eleições, e de acordo com os Estatutos, será substituído pelo primeiro vice-presidente, Rodrigo Gonçalves.
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"Há um limite". E Mauro Xavier, presidente da concelhia do PSD de Lisboa, atingiu o seu. Há um mês, desde que Teresa Leal Coelho foi formalizada como a candidata do PSD à Câmara Municipal de Lisboa, que tenta chegar à fala com ela. Em vão: "Foram mais de 20 ou 30 chamadas telefónicas e vários emails; nunca tive uma resposta", disse ao Expresso. Hoje considerou que bastava e tornou pública a sua demissão, que vai formalizar ainda hoje junto do presidente da mesa da concelhia, Fernando Seara. Este, entretanto, vai juntar-se ao gesto de protesto do ainda líder concelhio pela forma como está a decorrer o processo autárquico na capital, e também vai sair.
"Já havia uma divergência estratégica no tempo;agora também havia na ação", explica Mauro Xavier, contando que ao longo deste último mês foram várias as vezes que tentou combinar com Teresa Leal Coelho o teor das várias entrevistas a orgãos de comunicação social que a candidata já deu. "Mostrei-me totalmente disponível para trabalhar com ela. Nunca consegui falar com ela uma única vez", diz o social-democrata, argumentando que ter sido eleito pelos militantes da capital e portanto ser o seu representante legítimo. Perante este estado de coisas, entendeu que "não estava a acrescentar" valor à candidatura, pelo que decidiu demitir-se das funções.
O seu mandato terminaria oficialmente dentro de dois meses - embora haja uma deliberação do Conselho Nacional que prorroga os mandatos até depois das eleições autárquicas. Até novas eleições, e de acordo com os Estatutos, será substituído pelo primeiro vice-presidente, Rodrigo Gonçalves.