Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico
A aprovação, pelo Conselho de Ministros desta quinta-feira, da construção do novo Hospital do Funchal constitui um momento digno de realce.É verdade que o processo demorou muito tempo. É um facto que esse atraso, e o que ele implicou, acarretou graves prejuízos para os madeirenses.Tive oportunidade, nas diretas do PSD, de ir ao local e de ouvir as explicações, sobre o projeto, de membros do Governo regional e sobre a evolução política do processo, uma excelente exposição da deputada Sara Madruga da Costa, que - além de outros - muito lutou por esta decisão.Os madeirenses estavam cada vez mais preocupados com a deterioração dos serviços de saúde, cada vez com menos recursos humanos e financeiros, e vi menos equipamentos. Foi-me referida, especialmente, a dificuldade da situação para doentes oncológicos.Os compatriotas dos madeirenses têm de compreender que essa falta de respostas na área da saúde se torna ainda mais pesada para quem vive numa ilha.Esperemos que, agora, não haja qualquer "batota" financeira, nomeadamente com os prazos de execução.Pela minha parte, desde que, nessa ocasião, me dei conta da justeza daquela causa, passei a falar dela na generalidade das minhas intervenções.Esta boa notícia faz, seguramente, outras regiões do país quererem ainda mais que os seus novos hospitais sejam objeto de decisão. Conheço essas reivindicações e também as tenho constantemente mencionado. Falo, mais especificamente, dos casos de Évora e de Faro.São muitas, na verdade, as exigências que se colocam ao Serviço Nacional de Saúde e, como tenho dito, vai ser cada vez maior o esforço financeiro com o Serviço Nacional de Saúde. Cada uma das novas Unidades custará sempre centenas de milhões de euros, nestes casos, entre 300 e 500 milhões, aproximadamente, nos que têm estimativa atualizada.Desculpem referir aqui, várias vezes, o que tenho defendido mas devo lembrar que nestes anos tenho apelado a que este tema do financiamento dos sistemas sociais seja assumido como prioridade na agenda política. E acrescento sempre que, mesmo que os responsáveis políticos não o façam e ignorem a realidade, ele impor-se-á por si, dado, principalmente, o envelhecimento da população.De qualquer modo, hoje, uma boa notícia. Começam agora as dificuldades em erguer a nova Unidade e de a pôr a funcionar. Mas antes essas, mil vezes, do que as decorrentes da ausência de decisão.
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Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico
A aprovação, pelo Conselho de Ministros desta quinta-feira, da construção do novo Hospital do Funchal constitui um momento digno de realce.É verdade que o processo demorou muito tempo. É um facto que esse atraso, e o que ele implicou, acarretou graves prejuízos para os madeirenses.Tive oportunidade, nas diretas do PSD, de ir ao local e de ouvir as explicações, sobre o projeto, de membros do Governo regional e sobre a evolução política do processo, uma excelente exposição da deputada Sara Madruga da Costa, que - além de outros - muito lutou por esta decisão.Os madeirenses estavam cada vez mais preocupados com a deterioração dos serviços de saúde, cada vez com menos recursos humanos e financeiros, e vi menos equipamentos. Foi-me referida, especialmente, a dificuldade da situação para doentes oncológicos.Os compatriotas dos madeirenses têm de compreender que essa falta de respostas na área da saúde se torna ainda mais pesada para quem vive numa ilha.Esperemos que, agora, não haja qualquer "batota" financeira, nomeadamente com os prazos de execução.Pela minha parte, desde que, nessa ocasião, me dei conta da justeza daquela causa, passei a falar dela na generalidade das minhas intervenções.Esta boa notícia faz, seguramente, outras regiões do país quererem ainda mais que os seus novos hospitais sejam objeto de decisão. Conheço essas reivindicações e também as tenho constantemente mencionado. Falo, mais especificamente, dos casos de Évora e de Faro.São muitas, na verdade, as exigências que se colocam ao Serviço Nacional de Saúde e, como tenho dito, vai ser cada vez maior o esforço financeiro com o Serviço Nacional de Saúde. Cada uma das novas Unidades custará sempre centenas de milhões de euros, nestes casos, entre 300 e 500 milhões, aproximadamente, nos que têm estimativa atualizada.Desculpem referir aqui, várias vezes, o que tenho defendido mas devo lembrar que nestes anos tenho apelado a que este tema do financiamento dos sistemas sociais seja assumido como prioridade na agenda política. E acrescento sempre que, mesmo que os responsáveis políticos não o façam e ignorem a realidade, ele impor-se-á por si, dado, principalmente, o envelhecimento da população.De qualquer modo, hoje, uma boa notícia. Começam agora as dificuldades em erguer a nova Unidade e de a pôr a funcionar. Mas antes essas, mil vezes, do que as decorrentes da ausência de decisão.