“A ADSE também tem uma posição de uma grande arrogância relativamente à negociação [com os privados] e na forma como age. Obriga-nos frequentemente a fazer alterações informáticas de peso. Existe uma inflexibilidade da parte deles que não permite fazer grande coisa”, atira Rui Riso, presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI) e do SAMS (Serviços de Assistência Médico Social), em entrevista ao “Negócios” e à Antena 1.
Segundo Rui Riso, existe uma “inflexibilidade” da parte da ADSE que não permite fazer “grande coisa”. “Não discuto as outras questões daquelas divergências de preço que por aí há, existem algumas retificações que provavelmente são bem feitas”, admite.
Questionado se vai aproveitar este momento para renegociar os preços do SAMS, Riso afirma que “a questão não é renegociar”. A ADSE quer estabelecer uma tabela de preços e nós, em função dela, há coisas que vamos fazer e coisas que não vamos fazer. Há coisas em que aceitamos o preço e há coisas que não vamos fazer porque não aceitamos o preço”, diz.
De acordo com o presidente da SAMS, sistemas como a ADSE só “vivem e sobrevivem se forem solidários e transversais. Não podem ser sistemas voluntários”. “Quando transformaram a ADSE num sistema voluntário, essa decisão pôs em perigo a sustentabilidade da ADSE porque a tendência natural é de só ficarem as pessoas que têm uma ligação maior ao sistema ou as que necessitam. E isso põe em causa o sistema”, diz.
BES. “As mais altas instâncias disseram que estava tudo bem com o BES”
Na mesma entrevista, Rui Riso não avalia de forma positiva a atuação de Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, e da sua equipa, na gestão da queda do Banco Espírito Santo.
“As regras, provavelmente, não serão suficientes para evitar que estas coisas aconteçam. Estamos a falar de um período de 15 anos e de outros governadores, mas estamos a falar da supervisão do Banco de Portugal. Estamos a falar da Caixa e falaremos também com certeza do BES, na altura, que deu no que deu, e também por um período muito largo e também depois de uma certificação por parte das mais altas instâncias do Estado português dizendo que com o BES estava tudo bem, não havia problema nenhum”, diz.
“A ADSE também tem uma posição de uma grande arrogância relativamente à negociação [com os privados] e na forma como age. Obriga-nos frequentemente a fazer alterações informáticas de peso. Existe uma inflexibilidade da parte deles que não permite fazer grande coisa”, atira Rui Riso, presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI) e do SAMS (Serviços de Assistência Médico Social), em entrevista ao “Negócios” e à Antena 1.
Segundo Rui Riso, existe uma “inflexibilidade” da parte da ADSE que não permite fazer “grande coisa”. “Não discuto as outras questões daquelas divergências de preço que por aí há, existem algumas retificações que provavelmente são bem feitas”, admite.
Questionado se vai aproveitar este momento para renegociar os preços do SAMS, Riso afirma que “a questão não é renegociar”. A ADSE quer estabelecer uma tabela de preços e nós, em função dela, há coisas que vamos fazer e coisas que não vamos fazer. Há coisas em que aceitamos o preço e há coisas que não vamos fazer porque não aceitamos o preço”, diz.
De acordo com o presidente da SAMS, sistemas como a ADSE só “vivem e sobrevivem se forem solidários e transversais. Não podem ser sistemas voluntários”. “Quando transformaram a ADSE num sistema voluntário, essa decisão pôs em perigo a sustentabilidade da ADSE porque a tendência natural é de só ficarem as pessoas que têm uma ligação maior ao sistema ou as que necessitam. E isso põe em causa o sistema”, diz.
BES. “As mais altas instâncias disseram que estava tudo bem com o BES”
Na mesma entrevista, Rui Riso não avalia de forma positiva a atuação de Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, e da sua equipa, na gestão da queda do Banco Espírito Santo.
“As regras, provavelmente, não serão suficientes para evitar que estas coisas aconteçam. Estamos a falar de um período de 15 anos e de outros governadores, mas estamos a falar da supervisão do Banco de Portugal. Estamos a falar da Caixa e falaremos também com certeza do BES, na altura, que deu no que deu, e também por um período muito largo e também depois de uma certificação por parte das mais altas instâncias do Estado português dizendo que com o BES estava tudo bem, não havia problema nenhum”, diz.