Marques Mendes: Europeias fizeram renascer hipótese de maioria absoluta do PS

03-06-2019
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As Europeias vieram relançar a hipótese do PS conseguir a maioria absoluta nas eleições Legislativas de outubro, admitiu este domingo Luís Marques Mendes, no seu habitual comentário semanal na SIC. E o cenário que o comentador político colocou em cima da mesa aponta, também, para "um apagão da oposição".

Se essa hipótese "antes estava enterrada", agora volta a estar em cima da mesa, mais pela diferença de votos entre PS e PSD nas Europeias do que por o PS ter tido um resultado extraordinário, disse o antigo líder social-democrata, "Se esse objetivo era difícil, agora é menos difícil", comentou.

A justificar esta convição, Marques Mendes apontou vários argumentos: o sistema eleitoral beneficia os ganhadores das eleições quando a diferença entre o primeiro e o segundo é grande; as pessoas gostam de estabilidade política e "depois das Europeias fica a ideia de que a oposição não tem pés para lá chegar"; e , temos em Portugal "uma espécie de bloco central institucional", com o Presidente da República, em Belém, de um lado (centro direita) e o PS em S. Bento, do outro (centro esquerda).

Mas sem maioria absoluta, o PS formará certamente um governo minoritário, Depois, irá negociando à direita, à esquerda, com o PAN, "num governo de geometria variável", antecipa

Na sua opinião, o país poderá ter, então, um governo de fim de ciclo "que se vai arrastar, sem alma, sem chama". "Serão quatro anos como a fase final do cavaquismo", disse.

"A oposição está a atravessar um dos piores momentos da sua história, senão mesmo o pior", disse Marques Mendes, considerando que o PSD se está a transformar "num partido quase rural", "a passar de um partido grande", com mais de 30% dos votos, para "um partido pequeno", com uma média de 20% dos votos.

Na sua leitura, mais do que um problema de comunicação, isto reflete falta de causas, falta de protagonistas de peso no PSD e no CDS e falta de coesão na área de centro direita. Numa refêrencia direta aos líderes da oposição de centro direita, comentou que "Assunção Cristas (CDS) tem talento, mas não tem o capital político de Paulo Portas. Rui Rio tem qualidades, mas não tem o capital político de Passos Coelho".

"Em vez de causas estão a tratar de mercearia política", acrescentou, adiantando que já há sinais de crise no terreno, desde logo com o artigo de Jorge Moreira da Silva publicado na edição do Expresso deste fim de semana.

Analisando o cenário passado e futuro, Marques Mendes salientou que o PSD corre o risco de só estar no poder para tomar medidas difíceis, em tempo de vacas magras e austeridade .

As Europeias vieram relançar a hipótese do PS conseguir a maioria absoluta nas eleições Legislativas de outubro, admitiu este domingo Luís Marques Mendes, no seu habitual comentário semanal na SIC. E o cenário que o comentador político colocou em cima da mesa aponta, também, para "um apagão da oposição".

Se essa hipótese "antes estava enterrada", agora volta a estar em cima da mesa, mais pela diferença de votos entre PS e PSD nas Europeias do que por o PS ter tido um resultado extraordinário, disse o antigo líder social-democrata, "Se esse objetivo era difícil, agora é menos difícil", comentou.

A justificar esta convição, Marques Mendes apontou vários argumentos: o sistema eleitoral beneficia os ganhadores das eleições quando a diferença entre o primeiro e o segundo é grande; as pessoas gostam de estabilidade política e "depois das Europeias fica a ideia de que a oposição não tem pés para lá chegar"; e , temos em Portugal "uma espécie de bloco central institucional", com o Presidente da República, em Belém, de um lado (centro direita) e o PS em S. Bento, do outro (centro esquerda).

Mas sem maioria absoluta, o PS formará certamente um governo minoritário, Depois, irá negociando à direita, à esquerda, com o PAN, "num governo de geometria variável", antecipa

Na sua opinião, o país poderá ter, então, um governo de fim de ciclo "que se vai arrastar, sem alma, sem chama". "Serão quatro anos como a fase final do cavaquismo", disse.

"A oposição está a atravessar um dos piores momentos da sua história, senão mesmo o pior", disse Marques Mendes, considerando que o PSD se está a transformar "num partido quase rural", "a passar de um partido grande", com mais de 30% dos votos, para "um partido pequeno", com uma média de 20% dos votos.

Na sua leitura, mais do que um problema de comunicação, isto reflete falta de causas, falta de protagonistas de peso no PSD e no CDS e falta de coesão na área de centro direita. Numa refêrencia direta aos líderes da oposição de centro direita, comentou que "Assunção Cristas (CDS) tem talento, mas não tem o capital político de Paulo Portas. Rui Rio tem qualidades, mas não tem o capital político de Passos Coelho".

"Em vez de causas estão a tratar de mercearia política", acrescentou, adiantando que já há sinais de crise no terreno, desde logo com o artigo de Jorge Moreira da Silva publicado na edição do Expresso deste fim de semana.

Analisando o cenário passado e futuro, Marques Mendes salientou que o PSD corre o risco de só estar no poder para tomar medidas difíceis, em tempo de vacas magras e austeridade .

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