BE admite que negociações para o OE estão mais tensas, Jerónimo recusa “pressões”

10-06-2018
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O Bloco de Esquerda admitiu este sábado que as negociações com o Governo para o próximo Orçamento do Estado serão mais tensas, lembrando o Partido Socialista de que não governa com maioria absoluta.

“Ninguém esconde que este é um ano mais tenso para negociações para o Orçamento do Estado, até porque tem sido precedido de algumas ações do Governo que mostram uma certa tendência para o PS pensar que governa em maioria absoluta, facto que não se verifica, de facto, matematicamente”, afirmou a dirigente do BE Mariana Mortágua.

A dirigente e deputada respondia aos jornalistas, em Lisboa, durante a sua participação na manifestação da CGTP, sobre a posição do Presidente da República, segundo a qual haverá “bom senso” entre os partidos na Assembleia da República para não criar uma crise política.

Referindo que as negociações com o Governo irão continuar (o Governo minoritário está em conversações sobre o próximo Orçamento do Estado com o BE e o PCP), a dirigente criticou o recente acordo do executivo em sede de concertação social em vez de o ter feito com “a maioria de esquerda”.

“Mas isso não demove o BE, estamos empenhados em fazer o melhor Orçamento do Estado possível e que respeite os direitos dos trabalhadores e aumente rendimentos”, explicou.

Em Ponta Delgada, nos Açores, o Presidente da República considerou que “ninguém quer juntar às complicações que vêm de fora [da Europa] complicações de dentro. Esse bom senso faz com que não haja a temer qualquer tipo de crise ou qualquer tipo de problema com o Orçamento de Estado” de 2019.

Jerónimo responde a "desabafos" de Marcelo

Também o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, veio responder a Marcelo, no mesmo dia em que disse ao Expresso que "o ambiente está toldado" para o OE. "Em relação a esses desabafos do senhor Presidente da República: que fique claro que o PCP nunca assinou nem assinará cheques em branco. Escusam de pressionar porque o PCP, de uma forma autónoma, com as suas propostas, com a sua opção política, naturalmente, decidirá com essa independência", defendeu Jerónimo de Sousa.

Relativamente ao OE para 2019, o secretário-geral do PCP disse não querer "fazer juízos de valor", porque "o processo encetou-se agora", nas negociações entre os comunistas e o Governo, estando ainda numa "fase muito inicial", sem que haja uma proposta de Orçamento.

"Continuamos a assumir o compromisso que temos, que é o exame comum da proposta de Orçamento, e, naturalmente, será perante o produto acabado que agiremos em conformidade e determinaremos o nosso sentido de voto", acrescentou.

Questionado sobre o reflexo do descongelamento de carreiras, como as dos professores, na forma como decorrerão as negociações para o OE de 2019, Jerónimo de Sousa disse que "é um elemento que pesa".

"A única questão é encontrar forma de disponibilidade financeira para assumir e concretizar um compromisso que o Governo minoritário do PS assumiu na discussão do Orçamento do Estado. Não se trata de reivindicar, trata-se de concretizar um compromisso que foi assumido pelo Governo minoritário do PS", sustentou.

O Bloco de Esquerda admitiu este sábado que as negociações com o Governo para o próximo Orçamento do Estado serão mais tensas, lembrando o Partido Socialista de que não governa com maioria absoluta.

“Ninguém esconde que este é um ano mais tenso para negociações para o Orçamento do Estado, até porque tem sido precedido de algumas ações do Governo que mostram uma certa tendência para o PS pensar que governa em maioria absoluta, facto que não se verifica, de facto, matematicamente”, afirmou a dirigente do BE Mariana Mortágua.

A dirigente e deputada respondia aos jornalistas, em Lisboa, durante a sua participação na manifestação da CGTP, sobre a posição do Presidente da República, segundo a qual haverá “bom senso” entre os partidos na Assembleia da República para não criar uma crise política.

Referindo que as negociações com o Governo irão continuar (o Governo minoritário está em conversações sobre o próximo Orçamento do Estado com o BE e o PCP), a dirigente criticou o recente acordo do executivo em sede de concertação social em vez de o ter feito com “a maioria de esquerda”.

“Mas isso não demove o BE, estamos empenhados em fazer o melhor Orçamento do Estado possível e que respeite os direitos dos trabalhadores e aumente rendimentos”, explicou.

Em Ponta Delgada, nos Açores, o Presidente da República considerou que “ninguém quer juntar às complicações que vêm de fora [da Europa] complicações de dentro. Esse bom senso faz com que não haja a temer qualquer tipo de crise ou qualquer tipo de problema com o Orçamento de Estado” de 2019.

Jerónimo responde a "desabafos" de Marcelo

Também o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, veio responder a Marcelo, no mesmo dia em que disse ao Expresso que "o ambiente está toldado" para o OE. "Em relação a esses desabafos do senhor Presidente da República: que fique claro que o PCP nunca assinou nem assinará cheques em branco. Escusam de pressionar porque o PCP, de uma forma autónoma, com as suas propostas, com a sua opção política, naturalmente, decidirá com essa independência", defendeu Jerónimo de Sousa.

Relativamente ao OE para 2019, o secretário-geral do PCP disse não querer "fazer juízos de valor", porque "o processo encetou-se agora", nas negociações entre os comunistas e o Governo, estando ainda numa "fase muito inicial", sem que haja uma proposta de Orçamento.

"Continuamos a assumir o compromisso que temos, que é o exame comum da proposta de Orçamento, e, naturalmente, será perante o produto acabado que agiremos em conformidade e determinaremos o nosso sentido de voto", acrescentou.

Questionado sobre o reflexo do descongelamento de carreiras, como as dos professores, na forma como decorrerão as negociações para o OE de 2019, Jerónimo de Sousa disse que "é um elemento que pesa".

"A única questão é encontrar forma de disponibilidade financeira para assumir e concretizar um compromisso que o Governo minoritário do PS assumiu na discussão do Orçamento do Estado. Não se trata de reivindicar, trata-se de concretizar um compromisso que foi assumido pelo Governo minoritário do PS", sustentou.

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