Tensão entre Portugal e Grécia. Varoufakis invoca "boas maneiras" para não falar sobre Maria Luís

15-02-2016
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Houve um ambiente de tensão entre Portugal e a Grécia na reunião dos ministros das Finanças do euro. Durante a tarde desta sexta-feira, 20 de Fevereiro, foram vários os relatos a dar conta que Portugal, mas também a Espanha, discordaram de vários pontos no acordo que acabou por ser assinado entre a Grécia e o Eurogrupo.

A oposição de Lisboa e Madrid terá mesmo levado os governos ibéricos a tentar bloquear o acordo que prevê a extensão do empréstimo europeu para a Grécia em quatro meses, segundo avançaram vários meios de comunicação, como a grega Skai TV e britânico Guardian, que citou fontes próximas do Governo grego.

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Yanis Varoufakis abordou esta questão no final da reunião. Na conferência de imprensa, um jornalista português perguntou ao ministro das Finanças grego sobre qual tinha sido o problema e como é que o qualificaria.

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Começou por dizer que era uma "pergunta muito difícil" e que apesar de ter prometido "dizer a verdade" sobre o encontro, "ao mesmo tempo, há algo chamado boas maneiras".

E contou a estória do ocorrido na reunião com Maria Luís Albuquerque e Luis de Guindos. "A ministra portuguesa e o ministro espanhol são meus colegas no Eurogrupo. Reconheço que têm as suas próprias prioridades políticas e foi claro que estão motivados por estas prioridades. Eu respeito isto".

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A delicadeza da situação levou a que o assessor de imprensa grego, a dado momento da conferência, tentasse interromper a resposta de Yanis Varoufakis, mas o ministro não acatou o pedido: "Deixa-me acabar, deixa-me acabar".

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Depois reconheceu os empréstimos feitos pelos dois países ibéricos a Atenas nos últimos anos. "Também é verdade que a Grécia recebeu uma quantidade singificativa de dinheiro [em empréstimos] destes países. Cerca de 20 mil milhões de Espanha. Não de Portugal porque Portugal é muito mais pequeno. Mas se olharmos per capita, não é insignificante".

Explicou que sempre foi contra o resgate à Grécia, assim como o Syriza. E argumentou que a austeridade imposta pela troika colocou a Grécia "numa espiral que nos fizeram perder o rendimento com o qual podiamos pagar" [a dívida a Portugal].

Defende que o "essencial agora" é aprovar um "novo quadro" no Eurogrupo que "permita a países como Portugal e a Grécia crescer para pagarmos as nossas dívidas um ao outro e aos outros países".

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"E para fazer isto eu preciso de manter uma excelente relação de trabalho com os meus colegas de Portugal e Espanha. E por isso vão-me permitir descontinuar a resposta neste ponto", concluiu Yanis Varoufakis, deixando transparecer a tensão com os seus homólogos português e espanhol.

Também o líder do Eurogrupo rejeitou comentar a tensão entre Grécia e Portugal e Espanha. Questionado sobre este caso, Jeroen Dijsselbloem recusou responder e sublinhou apenas que o acordo foi assinado por unanimidade.

Houve um ambiente de tensão entre Portugal e a Grécia na reunião dos ministros das Finanças do euro. Durante a tarde desta sexta-feira, 20 de Fevereiro, foram vários os relatos a dar conta que Portugal, mas também a Espanha, discordaram de vários pontos no acordo que acabou por ser assinado entre a Grécia e o Eurogrupo.

A oposição de Lisboa e Madrid terá mesmo levado os governos ibéricos a tentar bloquear o acordo que prevê a extensão do empréstimo europeu para a Grécia em quatro meses, segundo avançaram vários meios de comunicação, como a grega Skai TV e britânico Guardian, que citou fontes próximas do Governo grego.

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Yanis Varoufakis abordou esta questão no final da reunião. Na conferência de imprensa, um jornalista português perguntou ao ministro das Finanças grego sobre qual tinha sido o problema e como é que o qualificaria.

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Começou por dizer que era uma "pergunta muito difícil" e que apesar de ter prometido "dizer a verdade" sobre o encontro, "ao mesmo tempo, há algo chamado boas maneiras".

E contou a estória do ocorrido na reunião com Maria Luís Albuquerque e Luis de Guindos. "A ministra portuguesa e o ministro espanhol são meus colegas no Eurogrupo. Reconheço que têm as suas próprias prioridades políticas e foi claro que estão motivados por estas prioridades. Eu respeito isto".

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A delicadeza da situação levou a que o assessor de imprensa grego, a dado momento da conferência, tentasse interromper a resposta de Yanis Varoufakis, mas o ministro não acatou o pedido: "Deixa-me acabar, deixa-me acabar".

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Depois reconheceu os empréstimos feitos pelos dois países ibéricos a Atenas nos últimos anos. "Também é verdade que a Grécia recebeu uma quantidade singificativa de dinheiro [em empréstimos] destes países. Cerca de 20 mil milhões de Espanha. Não de Portugal porque Portugal é muito mais pequeno. Mas se olharmos per capita, não é insignificante".

Explicou que sempre foi contra o resgate à Grécia, assim como o Syriza. E argumentou que a austeridade imposta pela troika colocou a Grécia "numa espiral que nos fizeram perder o rendimento com o qual podiamos pagar" [a dívida a Portugal].

Defende que o "essencial agora" é aprovar um "novo quadro" no Eurogrupo que "permita a países como Portugal e a Grécia crescer para pagarmos as nossas dívidas um ao outro e aos outros países".

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"E para fazer isto eu preciso de manter uma excelente relação de trabalho com os meus colegas de Portugal e Espanha. E por isso vão-me permitir descontinuar a resposta neste ponto", concluiu Yanis Varoufakis, deixando transparecer a tensão com os seus homólogos português e espanhol.

Também o líder do Eurogrupo rejeitou comentar a tensão entre Grécia e Portugal e Espanha. Questionado sobre este caso, Jeroen Dijsselbloem recusou responder e sublinhou apenas que o acordo foi assinado por unanimidade.

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