Regresso do serviço militar obrigatório “está fora de questão” para o Governo

15-03-2017
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O regresso do serviço militar obrigatório (SMO) “está fora de questão” neste momento em Portugal, afirma o Governo à Renascença, apesar da falta de voluntários, dos apelos vindos do interior das Forças Armadas e da reintrodução em países como a Suécia.

O secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, não deixa margem para dúvidas: a reintrodução do SMO não faz sentido nesta altura.

“Está fora de questão, não está em cima da mesa, é um debate que não está no programa do Governo, é um debate que não está de todo na ordem do dia em Portugal. Do ponto de vista politico e do ponto de vista do modelo de organização das nossas Forças Armadas, tal como estas estão estruturadas, hoje o modelo de serviço militar obrigatório não é adequado”, afirma Marcos Perestrello.

O Governo não quer nem ouvir falar no SMO, mas admite que o actual modelo de gestão das Forças Armadas pode e deve ser melhorado para tornar “a carreira militar mais atractiva” para quem está no quadro permanente e para quem está a contrato.

O Governo está empenhado em tornar mais aliciante a carreira militar, mas para já o modelo que Portugal tem serve muito bem, garante o secretário de Estado da Defesa.

“Julgo que o modelo que nós temos hoje de organização das Forças Armadas serve os interesses do país; é adequado ao cumprimento das missões que são exigidas às Forças Armadas, quer no plano interno, quer no plano externo. Portanto, eu entendo que o modelo que nós temos é o modelo adequado”, reforça Marcos Perestrello.

“O mundo não é estático”. Almirante e general defendem regresso do SMO

Em 2016, os três ramos das Forças Armadas conseguiram apenas metade do número de voluntários necessários e este até foi o melhor dos últimos anos em Portugal.

O assunto serviço militar obrigatório quase foi tabu, mas agora regressa de forma discreta e quase sempre entre militares.

O almirante Melo Gomes, ex-chefe de Estado Maior da Armada, é uma das vozes que se fazem ouvir. Foi apoiante do fim do serviço militar obrigatório, mas mudou de opinião.

“O mundo não é estático. O que era verdade em 1999, quando se iniciou este processo e quando se concretizou em 2004, já não é verdade hoje”, argumenta o almirante Melo Gomes em declarações à Renascença.

O ex-chefe de Estado Maior da Armada recorda que foi favorável ao fim do serviço militar, porque “não fazia sentido” naqueles moldes, com uma duração de apenas quatro meses, que “dava aos recrutas uma péssima impressão” do que eram das Forças Armadas, além de representar um “desperdício de recursos”.

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O secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, não deixa margem para dúvidas: a reintrodução do SMO não faz sentido nesta altura.

“Está fora de questão, não está em cima da mesa, é um debate que não está no programa do Governo, é um debate que não está de todo na ordem do dia em Portugal. Do ponto de vista politico e do ponto de vista do modelo de organização das nossas Forças Armadas, tal como estas estão estruturadas, hoje o modelo de serviço militar obrigatório não é adequado”, afirma Marcos Perestrello.

O Governo não quer nem ouvir falar no SMO, mas admite que o actual modelo de gestão das Forças Armadas pode e deve ser melhorado para tornar “a carreira militar mais atractiva” para quem está no quadro permanente e para quem está a contrato.

O Governo está empenhado em tornar mais aliciante a carreira militar, mas para já o modelo que Portugal tem serve muito bem, garante o secretário de Estado da Defesa.

“Julgo que o modelo que nós temos hoje de organização das Forças Armadas serve os interesses do país; é adequado ao cumprimento das missões que são exigidas às Forças Armadas, quer no plano interno, quer no plano externo. Portanto, eu entendo que o modelo que nós temos é o modelo adequado”, reforça Marcos Perestrello.

“O mundo não é estático”. Almirante e general defendem regresso do SMO

Em 2016, os três ramos das Forças Armadas conseguiram apenas metade do número de voluntários necessários e este até foi o melhor dos últimos anos em Portugal.

O assunto serviço militar obrigatório quase foi tabu, mas agora regressa de forma discreta e quase sempre entre militares.

O almirante Melo Gomes, ex-chefe de Estado Maior da Armada, é uma das vozes que se fazem ouvir. Foi apoiante do fim do serviço militar obrigatório, mas mudou de opinião.

“O mundo não é estático. O que era verdade em 1999, quando se iniciou este processo e quando se concretizou em 2004, já não é verdade hoje”, argumenta o almirante Melo Gomes em declarações à Renascença.

O ex-chefe de Estado Maior da Armada recorda que foi favorável ao fim do serviço militar, porque “não fazia sentido” naqueles moldes, com uma duração de apenas quatro meses, que “dava aos recrutas uma péssima impressão” do que eram das Forças Armadas, além de representar um “desperdício de recursos”.

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