Críticos de Rio preparam disputa de liderança após as legislativas

10-06-2019
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Rui Rio acusou esta semana, numa reunião com os presidentes das distritais do PSD, os críticos internos de terem sido uma das razões para o resultado do partido nas europeias. Para o líder do PSD, a instabilidade em que o partido viveu no primeiro ano da sua liderança provocou demasiado ruído e impediu que a mensagem do PSD chegasse aos eleitores.

Com Rio a distribuir responsabilidades (além dos críticos, apontou o dedo ao Governo, aos jornalistas e ao discurso assumido por Paulo Rangel), os críticos não lhe querem dar desculpas para um eventual mau resultado nas legislativas, que todos consideram estar escrito nas estrelas. O tempo é de discrição. Até Jorge Moreira da Silva, que na semana passada publicou no Expresso um texto de opinião demolidor sobre o resultado das europeias e os erros de Rio, optou, esta semana, por resguardar-se.

O antigo número dois de Passos Coelho chegou a ter entrevistas planeadas, para insistir nas críticas a Rio e posicionar-se para a disputa de liderança que acontecerá depois das legislativas, mas acabou por mudar de planos. A notícia de que Rio havia responsabilizado os opositores pelos maus resultados do partido deixou claro que tudo o que os críticos façam até às legislativas será usado pelo presidente do PSD como desculpa para um novo desaire — Moreira da Silva decidiu que, para já, não dá mais para esse peditório. Mas continuará a preparar um programa para o país através da Plataforma para o Crescimento Sustentável, que fundou em 2011.

Outros dois opositores assumidos de Rio, Pedro Duarte e Miguel Morgado, estão igualmente a organizar ideias com think tanks que lançaram. Pedro Duarte vai apresentar no dia 17, em Lisboa, um documento estratégico com as primeiras medidas do Manifesto X, o grupo de pensamento que lidera. Miguel Morgado, depois de ter fundado o Movimento 5.7, está a preparar um livro sobre o estado da arte na direita portuguesa — trata-se de um trabalho de grande fôlego, que o antigo assessor político de Passos vai coeditar com o historiador Rui Ramos. Serão mais de 60 autores, alguns com mais do que um texto, a pensar no que é e no que deve ser a direita, num conceito plural que pretende preservar a heterogeneidade deste espaço político. Ainda não há data para a edição do livro, que Morgado apresenta como “um momento muito importante na vida cultural da direita”. Tanto Pedro Duarte como Miguel Morgado admitem vir a apresentar-se numa disputa de liderança do PSD, após as legislativas.

Luís Montenegro, que está na pole position dos candidatos à presidência do PSD, mantém-se em silêncio desde a noite eleitoral. Não está parado, mas não precisa de dar nas vistas. O ex-líder parlamentar e os seus apoiantes não querem ser acusados de prejudicar o partido em tempo pré-eleitoral. Montenegro considera que fez no devido tempo o que devia ter feito — avisou para os erros de Rio e suas consequências eleitorais, disponibilizando-se para uma disputa em janeiro — e acredita que o tempo lhe dará razão. Miguel Pinto Luz também será candidato à liderança do PSD depois das legislativas, e na semana passada deu uma entrevista ao “DN” e à TSF que serviu como prova de vida. Confessou não saber qual é a agenda de Rio e considerou que o PSD está num “limbo”. Não assumiu a candidatura contra Rio, mas colocou-lhe a fasquia num nível que considera dificil de cumprir: “Ganhar as próximas legislativas.”

Rui Rio acusou esta semana, numa reunião com os presidentes das distritais do PSD, os críticos internos de terem sido uma das razões para o resultado do partido nas europeias. Para o líder do PSD, a instabilidade em que o partido viveu no primeiro ano da sua liderança provocou demasiado ruído e impediu que a mensagem do PSD chegasse aos eleitores.

Com Rio a distribuir responsabilidades (além dos críticos, apontou o dedo ao Governo, aos jornalistas e ao discurso assumido por Paulo Rangel), os críticos não lhe querem dar desculpas para um eventual mau resultado nas legislativas, que todos consideram estar escrito nas estrelas. O tempo é de discrição. Até Jorge Moreira da Silva, que na semana passada publicou no Expresso um texto de opinião demolidor sobre o resultado das europeias e os erros de Rio, optou, esta semana, por resguardar-se.

O antigo número dois de Passos Coelho chegou a ter entrevistas planeadas, para insistir nas críticas a Rio e posicionar-se para a disputa de liderança que acontecerá depois das legislativas, mas acabou por mudar de planos. A notícia de que Rio havia responsabilizado os opositores pelos maus resultados do partido deixou claro que tudo o que os críticos façam até às legislativas será usado pelo presidente do PSD como desculpa para um novo desaire — Moreira da Silva decidiu que, para já, não dá mais para esse peditório. Mas continuará a preparar um programa para o país através da Plataforma para o Crescimento Sustentável, que fundou em 2011.

Outros dois opositores assumidos de Rio, Pedro Duarte e Miguel Morgado, estão igualmente a organizar ideias com think tanks que lançaram. Pedro Duarte vai apresentar no dia 17, em Lisboa, um documento estratégico com as primeiras medidas do Manifesto X, o grupo de pensamento que lidera. Miguel Morgado, depois de ter fundado o Movimento 5.7, está a preparar um livro sobre o estado da arte na direita portuguesa — trata-se de um trabalho de grande fôlego, que o antigo assessor político de Passos vai coeditar com o historiador Rui Ramos. Serão mais de 60 autores, alguns com mais do que um texto, a pensar no que é e no que deve ser a direita, num conceito plural que pretende preservar a heterogeneidade deste espaço político. Ainda não há data para a edição do livro, que Morgado apresenta como “um momento muito importante na vida cultural da direita”. Tanto Pedro Duarte como Miguel Morgado admitem vir a apresentar-se numa disputa de liderança do PSD, após as legislativas.

Luís Montenegro, que está na pole position dos candidatos à presidência do PSD, mantém-se em silêncio desde a noite eleitoral. Não está parado, mas não precisa de dar nas vistas. O ex-líder parlamentar e os seus apoiantes não querem ser acusados de prejudicar o partido em tempo pré-eleitoral. Montenegro considera que fez no devido tempo o que devia ter feito — avisou para os erros de Rio e suas consequências eleitorais, disponibilizando-se para uma disputa em janeiro — e acredita que o tempo lhe dará razão. Miguel Pinto Luz também será candidato à liderança do PSD depois das legislativas, e na semana passada deu uma entrevista ao “DN” e à TSF que serviu como prova de vida. Confessou não saber qual é a agenda de Rio e considerou que o PSD está num “limbo”. Não assumiu a candidatura contra Rio, mas colocou-lhe a fasquia num nível que considera dificil de cumprir: “Ganhar as próximas legislativas.”

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