Quem ande arredado das notícias e hoje pegue neste Expresso Curto vai pensar que somos um país fértil em casos com armas. Isso não é verdade, mas hoje não tenho outra hipótese, senão arrancar a reboque de mais uma operação policial com um nome sonante.
Ferro-Cianeto faz lembrar uma tentativa de fazer estragos no laboratório de química do liceu ou uma dupla de rappers mais agressiva. Mas não, nada disso, é mesmo o nome de uma mega-operação que a PSP está a levar a cabo para resolver o roubo das pistolas Glock em janeiro de 2017.
Até parece que as polícias portuguesas fizeram uma promessa de não chegarem a 2019 com um caso destes pendurado…
Às 7h15 a SIC Notícias noticiou que a PSP estava a realizar uma operação para deter responsáveis pelo roubo das 57 armas Glock, um caso menos fascinante do que Tancos mas que se arrastava sem fim à vista.
A notícia da Ana Moreira dizia que havia quatro detidos e que dois eram agentes da PSP. São dois homens que na altura eram responsáveis pelo armeiro da Direção Nacional, de onde as armas desapareceram.
Por volta dessa hora, o jornalista do Expresso Hugo Franco lançava um texto bastante detalhado sobre o caso em que 150 polícias estão a fazer buscas domiciliárias e não domiciliárias por todo o país.
E lembrava que “há dois dias, um dos elementos deste grupo, António Laranjinha, foi detido pela Polícia Judiciária no âmbito do furto das armas de guerra em Tancos. Agora, a PSP deverá deter os restantes suspeitos que pertencem à mesma organização criminosa”.
É assim que o caso Tancos e as Glock se ligam, via Laranjinha.
Segunda-feira, a Operação Húbris lançou alguma luz sobre Tancos. A PJ concluiu que o assalto foi planeado e montado por João Paulino, um ex-fuzileiro que seria informador da GNR de Loulé e da PJ militar e que terá recrutado os operacionais no submundo do tráfico de droga, onde tem várias ligações. Sobretudo no centro e sul do país.
Entre os operacionais estavam o Fechaduras e, claro, o Laranjinha. E assim está feita a ligação ao caso desta manhã, Ferro e Cianeto. Se o Mário Zambujal quiser atualizar a Crónica dos Bons Malandros, tem aqui nomes de sobra. Eu tenho que seguir para outras notícias.
OUTRAS NOTÍCIAS
O caso do grave acidente com o helicóptero do INEM continua a marcar a atualidade nacional. Depois do primeiro relatório ter apontado várias falhas a organismos do Estado, as reações sucedem-se. Marcelo foi muito duro, Rio idem, mas há quem defenda que o relatório é apressado.
A NAV, por exemplo, recusa qualquer responsabilidade. Não parece estar em causa a possibilidade de socorro a alguma das vítimas, que terão falecido de imediato, mas o incrível apagão temporal que decorreu entre a queda e a descoberta da aeronave.
Sabe o que é o Conselho Superior do Ministério Publico? E o da Magistratura? Pois bem, ou muito me engano ou vão andar por aí, como dizia o Pedro Santana Lopes, num braço de ferro entre justiça e política, com Rui Rio a recusar recuar num tema que sempre lhe foi caro, mas que agora lhe está a sair caro.
O PS saltou fora da fotografia, onde terá sido metido por um apressado Jorge Lacão, e o PSD ficou sozinho a pregar a necessidade de procuradores e juízes não controlarem em número os seus conselhos superiores, onde se decidem várias coisas profissionais e disciplinares.
Se eu fosse Rui Rio, mudava rapidamente de assunto, porque este é dos que queima. Qualquer equação que conjugue os fatores política+justiça+autonomia+controlo dá um resultado explosivo. Estas coisas estão todas na Bíblia e no Shakespeare, não vale a pena inventar.
As greves da função pública duplicaram no atual governo. São as contas do JN, que fazem a manchete do jornal.
A Liga dos Bombeiros Portugueses decidiu hoje suspender até 29 de dezembro o protesto que passava por não encaminhar a informação operacional aos comandos distritais de operações de socorro.
O Público noticia que o Banco de Portugal “vai buscar 100 milhões às caixas agrícolas”. O Supervisor pretende que o grupo Crédito Agrícola transfira o fundo que garante os depósitos das 80 caixas espalhadas pelo país para o Fundo de Garantia do sector bancário.
O Correio da Manhã conta que Manuel Nascimento, uma das vítimas de Pedrógão a quem Marcelo prometeu a reconstrução da casa num período rápido, morreu a 9 de dezembro sem ver a promessa cumprida.
“PS e PSD reclamam louros no pacote fiscal das rendas”. O Negócios puxa para o topo da página a disputa dos dois maiores partidos parlamentares sobre as medidas para a habitação. Isenções de IRS para rendas acessíveis e redução para contratos longos de arrendamento estão entre as medidas aprovadas.
O tempo passa e o Brexit embrulha-se. Agora é o secretário da Defesa que anuncia a decisão de ter mais 3500 militares de prevenção no caso de uma saída da UE sem acordo. Parece uma brincadeira, mas não é.
Além dos 5000 militares que estão sempre disponíveis para um caso de terrorismo em larga escala no Reino Unido, o governo acha que precisa mesmo de mais 3500 para o que der e vier. É que ninguém sabe mesmo o que é este der e vier. E o relógio não pára.
Numa altura em que se discute cada vez mais a possibilidade de um segundo referendo, o Expresso tem um pequeno artigo em que recorda o que aconteceu noutros países que levaram o mesmo tema a votos duas vezes. Irlanda, Dinamarca, Holanda e França já andaram à volta com temas europeus bem bicudos que só se resolveram ao segundo voto.
Bruxelas e Roma devem chegar hoje a acordo sobre o défice, evitando mais uma crise na zona Euro. Roma terá recuado para um défice mais perto dos 2%, o que permitirá que todos salvem a face. Por uns tempos…
Numa má notícia para as bolsas mundiais, a estreia da gigante unidade móvel da ainda mais gigante japonesa Softbank foi uma deceção. Na abertura do mercado em Tóquio caiu logo 10%. Estamos a falar de um dos maiores IPO’s do ano.
Ontem foi dia de Taça e o Porto seguiu em frente depois de um jogo muito difícil e animado. 4-3 frente ao Moreirense. O Jogo garante que foi a 14ª vitória consecutiva da equipa de Sérgio Conceição.
Hoje há Montalegre-Benfica e Sporting-Rio Ave, também para a Taça de Portugal.
A grande notícia nesta frente continua a ser o despedimento de José Mourinho do Manchester United. O Special One não se deu nada bem nesta passagem. Segundo as contas do JN, Mourinho já faturou 55 milhões de euros em indemnizações, mas prefiro de longe o Mourinho da era vitoriosa.
Apesar do muito que se escreveu depois do despedimento, prefiro recomendar esta crónica do Bruno Vieira do Amaral, publicada na Tribuna um dia antes, sobre como o treinador português entrou numa espiral negativa que, mais do que catastrófica ou apocalíptica, era “assustadoramente mediana”.
O título é muito bom, mas aconselho a leitura integral: Mourinho parece um homem a advogar as vantagens de fazer fogo batendo duas pedras quando os outros avançam para ele de lança-chamas. Estava lá tudo.
FRASES
“É muita falha e isso significa que o Estado falhou”. Marcelo Rebelo de Sousa sobre o relatório da Proteção Civil dedicado à queda do helicóptero do INEM
"Na navegação abaixo dos cinco mil pés (1700 m) [o caso do helicóptero do INEM que caiu este sábado], a NAV não tem qualquer responsabilidade. Não tem nada a ver com o assunto, nem pela lei nacional nem pela lei internacional". Luís Coimbra, presidente da NAV, em entrevista à RTP
“Querem instabilidade para dar força à extrema-direita”. Arménio Carlos, líder da CGTP, sobre os coletes amarelos
O QUE EU ANDO A LER (acerto de contas & promessas)
Quase no fim do ano, vou tentar aproveitar as horas mais calmas do Natal e do Fim de ano para acabar de ler o Era uma vez em Goa (Tinta da China), do Paulo Varela Gomes, um livro que comecei em tempos e estranhamente fui adiando. Como estamos em época de acerto de contas, ficará nas leituras de 2018.
Como este também é tempo de promessas, deixo aqui o que tenciono ler no arranque de 2019, na literatura em língua portuguesa:
- Eliete, da Dulce Maria Cardoso. O regresso ao romance sete anos depois do extraordinário O Retorno, um dos livros portugueses que mais me surpreendeu nos últimos anos. Foi aclamado pela crítica e um êxito de vendas, e ainda bem. Espero que Eliete tenha a mesma receção.
- Luanda, Lisboa, Paraíso, de Djaimilia Pereira de Almeida. Não conheço a autora, mas as sucessivas críticas muito positivas já a colocaram nas próximas prioridades. Está em destaque em quase todas as livrarias.
- Poemas Escolhidos, do Pedro Mexia. Crítico e cronista do Expresso (entre outros afazeres), Mexia coordena a coleção de poesia da Tinta da China. Esta é a antologia dos sete livros de poemas que já publicou.
Num Expresso Curto de janeiro ou fevereiro já poderei dizer se as promessas foram cumpridas, a par das idas ao ginásio, das dietas, de uma vida regrada e por aí fora. Enquanto este ano vai e outro vem, recomendo promessas mais fáceis de cumprir: leituras mais rápidas no Expresso online, coisas mais arrumadas no Expresso Diário e, claro, o hábito de sempre, aos sábados de manhã. Daí aos livros é só mais um passo.
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Quem ande arredado das notícias e hoje pegue neste Expresso Curto vai pensar que somos um país fértil em casos com armas. Isso não é verdade, mas hoje não tenho outra hipótese, senão arrancar a reboque de mais uma operação policial com um nome sonante.
Ferro-Cianeto faz lembrar uma tentativa de fazer estragos no laboratório de química do liceu ou uma dupla de rappers mais agressiva. Mas não, nada disso, é mesmo o nome de uma mega-operação que a PSP está a levar a cabo para resolver o roubo das pistolas Glock em janeiro de 2017.
Até parece que as polícias portuguesas fizeram uma promessa de não chegarem a 2019 com um caso destes pendurado…
Às 7h15 a SIC Notícias noticiou que a PSP estava a realizar uma operação para deter responsáveis pelo roubo das 57 armas Glock, um caso menos fascinante do que Tancos mas que se arrastava sem fim à vista.
A notícia da Ana Moreira dizia que havia quatro detidos e que dois eram agentes da PSP. São dois homens que na altura eram responsáveis pelo armeiro da Direção Nacional, de onde as armas desapareceram.
Por volta dessa hora, o jornalista do Expresso Hugo Franco lançava um texto bastante detalhado sobre o caso em que 150 polícias estão a fazer buscas domiciliárias e não domiciliárias por todo o país.
E lembrava que “há dois dias, um dos elementos deste grupo, António Laranjinha, foi detido pela Polícia Judiciária no âmbito do furto das armas de guerra em Tancos. Agora, a PSP deverá deter os restantes suspeitos que pertencem à mesma organização criminosa”.
É assim que o caso Tancos e as Glock se ligam, via Laranjinha.
Segunda-feira, a Operação Húbris lançou alguma luz sobre Tancos. A PJ concluiu que o assalto foi planeado e montado por João Paulino, um ex-fuzileiro que seria informador da GNR de Loulé e da PJ militar e que terá recrutado os operacionais no submundo do tráfico de droga, onde tem várias ligações. Sobretudo no centro e sul do país.
Entre os operacionais estavam o Fechaduras e, claro, o Laranjinha. E assim está feita a ligação ao caso desta manhã, Ferro e Cianeto. Se o Mário Zambujal quiser atualizar a Crónica dos Bons Malandros, tem aqui nomes de sobra. Eu tenho que seguir para outras notícias.
OUTRAS NOTÍCIAS
O caso do grave acidente com o helicóptero do INEM continua a marcar a atualidade nacional. Depois do primeiro relatório ter apontado várias falhas a organismos do Estado, as reações sucedem-se. Marcelo foi muito duro, Rio idem, mas há quem defenda que o relatório é apressado.
A NAV, por exemplo, recusa qualquer responsabilidade. Não parece estar em causa a possibilidade de socorro a alguma das vítimas, que terão falecido de imediato, mas o incrível apagão temporal que decorreu entre a queda e a descoberta da aeronave.
Sabe o que é o Conselho Superior do Ministério Publico? E o da Magistratura? Pois bem, ou muito me engano ou vão andar por aí, como dizia o Pedro Santana Lopes, num braço de ferro entre justiça e política, com Rui Rio a recusar recuar num tema que sempre lhe foi caro, mas que agora lhe está a sair caro.
O PS saltou fora da fotografia, onde terá sido metido por um apressado Jorge Lacão, e o PSD ficou sozinho a pregar a necessidade de procuradores e juízes não controlarem em número os seus conselhos superiores, onde se decidem várias coisas profissionais e disciplinares.
Se eu fosse Rui Rio, mudava rapidamente de assunto, porque este é dos que queima. Qualquer equação que conjugue os fatores política+justiça+autonomia+controlo dá um resultado explosivo. Estas coisas estão todas na Bíblia e no Shakespeare, não vale a pena inventar.
As greves da função pública duplicaram no atual governo. São as contas do JN, que fazem a manchete do jornal.
A Liga dos Bombeiros Portugueses decidiu hoje suspender até 29 de dezembro o protesto que passava por não encaminhar a informação operacional aos comandos distritais de operações de socorro.
O Público noticia que o Banco de Portugal “vai buscar 100 milhões às caixas agrícolas”. O Supervisor pretende que o grupo Crédito Agrícola transfira o fundo que garante os depósitos das 80 caixas espalhadas pelo país para o Fundo de Garantia do sector bancário.
O Correio da Manhã conta que Manuel Nascimento, uma das vítimas de Pedrógão a quem Marcelo prometeu a reconstrução da casa num período rápido, morreu a 9 de dezembro sem ver a promessa cumprida.
“PS e PSD reclamam louros no pacote fiscal das rendas”. O Negócios puxa para o topo da página a disputa dos dois maiores partidos parlamentares sobre as medidas para a habitação. Isenções de IRS para rendas acessíveis e redução para contratos longos de arrendamento estão entre as medidas aprovadas.
O tempo passa e o Brexit embrulha-se. Agora é o secretário da Defesa que anuncia a decisão de ter mais 3500 militares de prevenção no caso de uma saída da UE sem acordo. Parece uma brincadeira, mas não é.
Além dos 5000 militares que estão sempre disponíveis para um caso de terrorismo em larga escala no Reino Unido, o governo acha que precisa mesmo de mais 3500 para o que der e vier. É que ninguém sabe mesmo o que é este der e vier. E o relógio não pára.
Numa altura em que se discute cada vez mais a possibilidade de um segundo referendo, o Expresso tem um pequeno artigo em que recorda o que aconteceu noutros países que levaram o mesmo tema a votos duas vezes. Irlanda, Dinamarca, Holanda e França já andaram à volta com temas europeus bem bicudos que só se resolveram ao segundo voto.
Bruxelas e Roma devem chegar hoje a acordo sobre o défice, evitando mais uma crise na zona Euro. Roma terá recuado para um défice mais perto dos 2%, o que permitirá que todos salvem a face. Por uns tempos…
Numa má notícia para as bolsas mundiais, a estreia da gigante unidade móvel da ainda mais gigante japonesa Softbank foi uma deceção. Na abertura do mercado em Tóquio caiu logo 10%. Estamos a falar de um dos maiores IPO’s do ano.
Ontem foi dia de Taça e o Porto seguiu em frente depois de um jogo muito difícil e animado. 4-3 frente ao Moreirense. O Jogo garante que foi a 14ª vitória consecutiva da equipa de Sérgio Conceição.
Hoje há Montalegre-Benfica e Sporting-Rio Ave, também para a Taça de Portugal.
A grande notícia nesta frente continua a ser o despedimento de José Mourinho do Manchester United. O Special One não se deu nada bem nesta passagem. Segundo as contas do JN, Mourinho já faturou 55 milhões de euros em indemnizações, mas prefiro de longe o Mourinho da era vitoriosa.
Apesar do muito que se escreveu depois do despedimento, prefiro recomendar esta crónica do Bruno Vieira do Amaral, publicada na Tribuna um dia antes, sobre como o treinador português entrou numa espiral negativa que, mais do que catastrófica ou apocalíptica, era “assustadoramente mediana”.
O título é muito bom, mas aconselho a leitura integral: Mourinho parece um homem a advogar as vantagens de fazer fogo batendo duas pedras quando os outros avançam para ele de lança-chamas. Estava lá tudo.
FRASES
“É muita falha e isso significa que o Estado falhou”. Marcelo Rebelo de Sousa sobre o relatório da Proteção Civil dedicado à queda do helicóptero do INEM
"Na navegação abaixo dos cinco mil pés (1700 m) [o caso do helicóptero do INEM que caiu este sábado], a NAV não tem qualquer responsabilidade. Não tem nada a ver com o assunto, nem pela lei nacional nem pela lei internacional". Luís Coimbra, presidente da NAV, em entrevista à RTP
“Querem instabilidade para dar força à extrema-direita”. Arménio Carlos, líder da CGTP, sobre os coletes amarelos
O QUE EU ANDO A LER (acerto de contas & promessas)
Quase no fim do ano, vou tentar aproveitar as horas mais calmas do Natal e do Fim de ano para acabar de ler o Era uma vez em Goa (Tinta da China), do Paulo Varela Gomes, um livro que comecei em tempos e estranhamente fui adiando. Como estamos em época de acerto de contas, ficará nas leituras de 2018.
Como este também é tempo de promessas, deixo aqui o que tenciono ler no arranque de 2019, na literatura em língua portuguesa:
- Eliete, da Dulce Maria Cardoso. O regresso ao romance sete anos depois do extraordinário O Retorno, um dos livros portugueses que mais me surpreendeu nos últimos anos. Foi aclamado pela crítica e um êxito de vendas, e ainda bem. Espero que Eliete tenha a mesma receção.
- Luanda, Lisboa, Paraíso, de Djaimilia Pereira de Almeida. Não conheço a autora, mas as sucessivas críticas muito positivas já a colocaram nas próximas prioridades. Está em destaque em quase todas as livrarias.
- Poemas Escolhidos, do Pedro Mexia. Crítico e cronista do Expresso (entre outros afazeres), Mexia coordena a coleção de poesia da Tinta da China. Esta é a antologia dos sete livros de poemas que já publicou.
Num Expresso Curto de janeiro ou fevereiro já poderei dizer se as promessas foram cumpridas, a par das idas ao ginásio, das dietas, de uma vida regrada e por aí fora. Enquanto este ano vai e outro vem, recomendo promessas mais fáceis de cumprir: leituras mais rápidas no Expresso online, coisas mais arrumadas no Expresso Diário e, claro, o hábito de sempre, aos sábados de manhã. Daí aos livros é só mais um passo.