Ao marido da mulher de César não basta ser…

17-04-2018
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Um deputado do Bloco de Esquerda demitiu-se, uma deputada do PSD prometeu devolver dinheiro e a subcomissão de Ética do Parlamento já foi chamada a dar um parecer urgente. O PS ainda não disse nada. Começando pelo seu presidente, Carlos César.

São as reações e a falta delas à manchete de sábado do Expresso, onde revelávamos que deputados dos Açores e da Madeira do PS, PSD e BE acumulam benefícios de viagens para as ilhas: recebem €500 por semana da Assembleia e pedem depois, como cidadão das ilhas, reembolso dos bilhetes aos balcões dos CTT. Ou seja,acumulam benefícios.

O Expresso confirmou a acumulação de benefícios por sete deputados: Carlos César, Lara Martinho, João Azevedo Castro, Luís Vilhena e Carlos Pereira do PS, Paulo Neves do PSD e José Paulino de Ascensão do Bloco de Esquerda; quatro deputados do PSD fugiram à seringa e não confirmaram nem responderam se os acumulam: Berta Cabral, Sara Madruga, Carlos Costa Neves e António Ventura; e uma deputada do PSD, Rubina Berardo respondeu não pedir reembolso dos bilhetes “por opção pessoal”.

Foi Sara Madruga da Costa que assumiu em comunicado que foi buscar algumas vezes o reembolso de viagens, anunciando que irá devolver as verbas recebidas. Já a demissão de Paulino Ascenção, do Bloco de Esquerda, “'entala' objetivamente outros partidos, com o PS em realce, que não conseguiram responder da mesma forma”, escreve o Martim Silva no Expresso Diário: “Pode legal+legal ser ilegal (e imoral)? Pode.”

Falta ouvir deputados do PSD e do PS que ainda não se pronunciaram. Carlos César é, entre todos, o que ocupa uma posição institucional mais relevante, como presidente do partido e líder da bancada parlamentar. Vai continuar a achar que é uma questão do foro pessoal, como começou por responder ao Expresso? Não é foro pessoal, é parlamentar. Ao marido da mulher de César não basta ser, tem de aparecer.

Um deputado do Bloco de Esquerda demitiu-se, uma deputada do PSD prometeu devolver dinheiro e a subcomissão de Ética do Parlamento já foi chamada a dar um parecer urgente. O PS ainda não disse nada. Começando pelo seu presidente, Carlos César.

São as reações e a falta delas à manchete de sábado do Expresso, onde revelávamos que deputados dos Açores e da Madeira do PS, PSD e BE acumulam benefícios de viagens para as ilhas: recebem €500 por semana da Assembleia e pedem depois, como cidadão das ilhas, reembolso dos bilhetes aos balcões dos CTT. Ou seja,acumulam benefícios.

O Expresso confirmou a acumulação de benefícios por sete deputados: Carlos César, Lara Martinho, João Azevedo Castro, Luís Vilhena e Carlos Pereira do PS, Paulo Neves do PSD e José Paulino de Ascensão do Bloco de Esquerda; quatro deputados do PSD fugiram à seringa e não confirmaram nem responderam se os acumulam: Berta Cabral, Sara Madruga, Carlos Costa Neves e António Ventura; e uma deputada do PSD, Rubina Berardo respondeu não pedir reembolso dos bilhetes “por opção pessoal”.

Foi Sara Madruga da Costa que assumiu em comunicado que foi buscar algumas vezes o reembolso de viagens, anunciando que irá devolver as verbas recebidas. Já a demissão de Paulino Ascenção, do Bloco de Esquerda, “'entala' objetivamente outros partidos, com o PS em realce, que não conseguiram responder da mesma forma”, escreve o Martim Silva no Expresso Diário: “Pode legal+legal ser ilegal (e imoral)? Pode.”

Falta ouvir deputados do PSD e do PS que ainda não se pronunciaram. Carlos César é, entre todos, o que ocupa uma posição institucional mais relevante, como presidente do partido e líder da bancada parlamentar. Vai continuar a achar que é uma questão do foro pessoal, como começou por responder ao Expresso? Não é foro pessoal, é parlamentar. Ao marido da mulher de César não basta ser, tem de aparecer.

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