Isabel Galriça Neto chama a atenção para os 2605 doentes que morreram, em 2016, à espera de uma cirurgia. Números revelados terça-feira por um relatório do Tribunal de Contas que contém, segundo a deputada do CDS, outros dados “gravíssimos”
No contexto da tragédia dos incêndios, que provocou a morte de mais de 40 pessoas só este fim-de-semana e acelerou a demissão da ministra da Administração Interna, Isabel Galriça Neto compreende que o relatório do Tribunal de Contas sobre o acesso dos utentes ao Serviço Nacional de Saúde, divulgado esta terça-feira, tenha passado relativamente despercebido.
Mas precisamente porque entende que, também aqui, o Estado "mais uma vez falhou quando devia proteger os portugueses", a deputada do CDS deu esta manhã uma conferência de imprensa a chamar a atenção para um número “gravíssimo” que consta desse relatório: só em 2016, 2605 doentes inscritos para cirurgias no SNS morreram antes de serem operados; destes, 231 eram doentes oncológicos.
“As listas de espera são as maiores desde 2011”, sublinhou Isabel Galriça Neto, revelando que o CDS requereu a presença no Parlamento do Presidente do Tribunal de Contas, com urgência, e viabilizou o requerimento do PSD para que também o ministro da Saúde e a presidente da Administração Central do Sistema de Saúde compareçam na Assembleia da República para justificar estes e outros dados revelados pelo relatório do Tribunal de Contas.
“O TC revela que o acesso ao SNS não está melhor, como o CDS vem dizendo há mais de um ano", diz a deputada, sublinhando que revela ainda “outros dados gravíssimos como o falseamento de dados”. Factos que “têm de ser clarificados e esclarecidos”, tanto mais numa altura em que se discute o baixo investimento público num setor como a saúde. Sem querer pronunciar-se em concerto sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2018, que ainda não estudou em detalhe, Isabel Galriça Neto diz apenas esperar que “face à questão dos incêndios e das listas de espera na saúde, o Governo reflicta bem aonde vai alocar o dinheiro”.
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Isabel Galriça Neto chama a atenção para os 2605 doentes que morreram, em 2016, à espera de uma cirurgia. Números revelados terça-feira por um relatório do Tribunal de Contas que contém, segundo a deputada do CDS, outros dados “gravíssimos”
No contexto da tragédia dos incêndios, que provocou a morte de mais de 40 pessoas só este fim-de-semana e acelerou a demissão da ministra da Administração Interna, Isabel Galriça Neto compreende que o relatório do Tribunal de Contas sobre o acesso dos utentes ao Serviço Nacional de Saúde, divulgado esta terça-feira, tenha passado relativamente despercebido.
Mas precisamente porque entende que, também aqui, o Estado "mais uma vez falhou quando devia proteger os portugueses", a deputada do CDS deu esta manhã uma conferência de imprensa a chamar a atenção para um número “gravíssimo” que consta desse relatório: só em 2016, 2605 doentes inscritos para cirurgias no SNS morreram antes de serem operados; destes, 231 eram doentes oncológicos.
“As listas de espera são as maiores desde 2011”, sublinhou Isabel Galriça Neto, revelando que o CDS requereu a presença no Parlamento do Presidente do Tribunal de Contas, com urgência, e viabilizou o requerimento do PSD para que também o ministro da Saúde e a presidente da Administração Central do Sistema de Saúde compareçam na Assembleia da República para justificar estes e outros dados revelados pelo relatório do Tribunal de Contas.
“O TC revela que o acesso ao SNS não está melhor, como o CDS vem dizendo há mais de um ano", diz a deputada, sublinhando que revela ainda “outros dados gravíssimos como o falseamento de dados”. Factos que “têm de ser clarificados e esclarecidos”, tanto mais numa altura em que se discute o baixo investimento público num setor como a saúde. Sem querer pronunciar-se em concerto sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2018, que ainda não estudou em detalhe, Isabel Galriça Neto diz apenas esperar que “face à questão dos incêndios e das listas de espera na saúde, o Governo reflicta bem aonde vai alocar o dinheiro”.