Desassoreamento da Ria de Aveiro a concurso
18 DE MAIO DE 2018
19:13Lusa
A Sociedade Polis Litoral Ria de Aveiro vai lançar o concurso para o desassoreamento da Ria de Aveiro, uma empreitada, orçada em 17,6 milhões de euros, anunciou hoje o Ministério do Ambiente.
O "Concurso para a Empreitada de Transposição de Sedimentos para a Otimização do Equilíbrio Hidrodinâmico na Ria de Aveiro" é lançado sábado, em cerimónia que decorrerá no edifício da antiga Capitania do Porto de Aveiro e será presidida pelo ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.
A empreitada, financiada pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) "vai permitir o reforço das margens em zona baixas, ameaçadas pelo avanço das águas, a proteção de pessoas e bens, a alimentação de praias e a melhoria dos valores naturais e das condições de navegação dos canais".
"Sob o ponto de vista socioeconómico, a intervenção irá assegurar a criação de condições mais favoráveis ao usufruto da zona lagunar pela população, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da economia local, nomeadamente de atividades marítimo-turísticas em canais mais diversos", refere uma nota de imprensa do Ministério do Ambiente, que prevê o início dos trabalhos no último trimestre de 2018.
A demora no lançamento do concurso foi criticada há cerca de um mês pelo PSD, através da deputada Helga Correia (PSD)que referiu que, "pelas implicações ambientais, as dragagens deviam ser feitas entre março e junho".
Em dezembro de 2016 o Parlamento aprovou, por unanimidade, uma resolução que recomendava ao Governo "urgência no desassoreamento e regulação dos caudais da ria de Aveiro".
"O desassoreamento e regulação de caudais da ria de Aveiro é uma preocupação antiga das populações, das autarquias, dos agentes económicos e turísticos da região", frisou.
Helga Correia manifestou também, na altura, preocupação relativamente à regulação dos caudais da Ria, defendendo que "devem ser criadas soluções que permitam complementar as obras de desassoreamento, com caudais mais constantes e melhores condições de navegabilidade, para não degradar terrenos agrícolas".
Lusa / Fim
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Desassoreamento da Ria de Aveiro a concurso
18 DE MAIO DE 2018
19:13Lusa
A Sociedade Polis Litoral Ria de Aveiro vai lançar o concurso para o desassoreamento da Ria de Aveiro, uma empreitada, orçada em 17,6 milhões de euros, anunciou hoje o Ministério do Ambiente.
O "Concurso para a Empreitada de Transposição de Sedimentos para a Otimização do Equilíbrio Hidrodinâmico na Ria de Aveiro" é lançado sábado, em cerimónia que decorrerá no edifício da antiga Capitania do Porto de Aveiro e será presidida pelo ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.
A empreitada, financiada pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) "vai permitir o reforço das margens em zona baixas, ameaçadas pelo avanço das águas, a proteção de pessoas e bens, a alimentação de praias e a melhoria dos valores naturais e das condições de navegação dos canais".
"Sob o ponto de vista socioeconómico, a intervenção irá assegurar a criação de condições mais favoráveis ao usufruto da zona lagunar pela população, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da economia local, nomeadamente de atividades marítimo-turísticas em canais mais diversos", refere uma nota de imprensa do Ministério do Ambiente, que prevê o início dos trabalhos no último trimestre de 2018.
A demora no lançamento do concurso foi criticada há cerca de um mês pelo PSD, através da deputada Helga Correia (PSD)que referiu que, "pelas implicações ambientais, as dragagens deviam ser feitas entre março e junho".
Em dezembro de 2016 o Parlamento aprovou, por unanimidade, uma resolução que recomendava ao Governo "urgência no desassoreamento e regulação dos caudais da ria de Aveiro".
"O desassoreamento e regulação de caudais da ria de Aveiro é uma preocupação antiga das populações, das autarquias, dos agentes económicos e turísticos da região", frisou.
Helga Correia manifestou também, na altura, preocupação relativamente à regulação dos caudais da Ria, defendendo que "devem ser criadas soluções que permitam complementar as obras de desassoreamento, com caudais mais constantes e melhores condições de navegabilidade, para não degradar terrenos agrícolas".
Lusa / Fim