Teia de relações no Governo Costa e Parlamento junta 27 pessoas e 12 famílias no poder
Joana Almeida 26 Março 2019, 11:32
A
tendência para nomear familiares ou amigos no Executivo socialista de
António Costa trouxe algo inédito para a governação em Portugal, sem
comparação na Europa. Mérito ou nepotismo? Eis a questão.
A
nomeação de Catarina Gamboa, a mulher do ministro das Infraestruturas e
Habitação Pedro Nuno Santos, para chefe de gabinete de Duarte Cordeiro,
secretário de Estado adjunto e dos Assuntos Parlamentares, foi um dos
casos mais recentes de nepotismo no Governo. A tendência para nomear
familiares ou amigos no Executivo de António Costa trouxe algo inédito
para a governação em Portugal, sem comparação na Europa. Mérito ou
nepotismo? Eis a questão.
.
Entre entradas e saídas,
passaram ou ainda estão no Governo socialista 27 pessoas com relações
familiares entre si, ou com algum deputado do PS, ou com algum
parentesco de ex-deputados do PS ou dirigentes socialistas, ou que
tenham sido nomeadas para um organismo estatal nesta legislatura, num
total de 12 famílias. O fenómeno tornou-se particularmente notório com a
quarta remodelação do Governo, cujos novos ministros e secretários de
Estado tomaram posse em meados de fevereiro. Se até então era conhecida a
relação familiar que une o ministro da Administração Interna, Eduardo
Cabrita, e a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino (casados há vários
anos), com as novas mexidas no Governo voltaram a marcar a agenda mais
uma série de relações pessoais no poder central.
.
Mariana Vieira da
Silva, filha do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social,
António Vieira da Silva, transitou do cargo de secretária de Estado
Adjunta do primeiro-ministro para o Ministério da Presidência e
Modernização Administrativa. Com a mudança, passou para o seu lugar
Duarte Cordeiro, cuja mulher também foi nomeada para presidir a um fundo
público, em janeiro, quando o marido exercia ainda as funções
de vice-presidente da Câmara de Lisboa.
.
Esta terça-feira, o jornal
“Correio da Manhã” noticiou que Duarte Cordeiro nomeou Pedro Anastácio,
filho do deputado do PS Fernando Anastácio, para seu adjunto.
Segundo Duarte Cordeiro, nenhuma relação familiar pesou na escolha.
“Considerei as qualificações e a confiança pessoal das pessoas que
vieram trabalhar comigo”, explicou o socialista.
.
Conhecida é
também a relação de António Vieira da Silva com a deputada
socialista Sónia Fertuzinhos, cujo relacionamento foi posto à prova após
o escândalo em torno da Raríssimas – Associação Nacional de
Deficiências Mentais e Raras. Em causa está o facto de Sónia Fertuzinhos
ter viajado para a Suécia com despesas pagas pela associação e António
Vieira da Silva ter ignorado as denúncias de gestão danosa na
Raríssimas, depois de ter sido vice-presidente da assembleia geral da
associação.
.
A ministra da Justiça, Francisca van Dunem, é casada
com Eduardo Paz Ferreira, que foi nomeado pela ministra do Mar para a
presidência da Comissão de Renegociação da Concessão do Terminal de
Sines. Beneficiando também das suas relações familiares, a mulher do
ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos
Fernandes, foi escolhida para chefe de gabinete do secretário de Estado
do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, até pedir a
demissão há meio ano.
.
Patrícia Melo e Castro, assessora do
gabinete do primeiro-ministro, é cunhada da secretária-ajunta do PS, Ana
Catarina Mendes, que, por sua vez, é irmã do secretário de Estado
dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes. Também o secretário de
Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, é primo de António José Seguro,
ex-governante e ex-líder dos socialistas.
.
Outro caso de
relacionamento familiar socialista é Guilherme Waldemar d’Oliveira
Martins, secretário de Estado das Infraestruturas e filho de Guilherme
d’Oliveira Martins, ex-governante do PS, ex-presidente do Tribunal de
Contas e atual administrador da Fundação Calouste Gulbenkian. Pedro Siza
Vieira, que tem também boas relações com António Costa, foi
recentemente nomeado ministro Adjunto.
.
Um dos melhores amigos de
António Costa foi também nomeado pelo poder central. Diogo Lacerda
Machado, que até 2017 desempenhou funções de consultou do
primeiro-ministro, tem dois filhos a trabalhar para o Governo: Francisco
Lacerda Machado é técnico especialista desde 2015 no Ministério dos
Negócios Estrangeiros e João Maria Lacerda Machado é assessor da
Plataforma das Indústrias de Defesa, que é detida pelo Estado.
.
Pelo
Governo passou também Rosa Zorrinho, mulher do eurodeputado socialista
Carlos Zorrinho, que foi secretária de Estado da Saúde, em dezembro de
2017, tendo ficado à substituição do então ministro da Saúde, Adalberto
Campos Fernandes, em outubro de 2018.
.
À MARGEM: Portugal, foi por centenas de anos, um país onde funcionou o nepotismo, o compadrio e evidentemente o oportunismo. Tudo funcionava por "cunhas", por presentes e amizades.
.
O capitão da GNR, José Abrantes, há muitos anos, na minha terra, recebia presuntos, chouriços e bom queijo da serra, para livrar, nas sortes, os rapazes fortes como um pinheiro manso para não irem "malhar" com os ossos à tropa. porque eram precisos para trabalhar os campos.
.
Por exemplo, onde funcionou, em alta escala o nepotismo (creio que o vicio ainda vive por lá) foi no Ministério dos Negócios Estrangeiros, existem 10 gerações que ocuparam lugares que vão de embaixadores a outras ocupações. Bisavôs, avôs, pais e filhos destes entraram para o serviço diplomático e mantiveram-se por lá, até à reforma, sem nunca terem feito "porra" alguma ao país.
.
Entravam para um serviço, onde a competência não contava, mas sim a boa-vida, o ordenado, as regalias e os privilégios. Assim um jornalista, hoje reformado a alcunhou: "diplomacia de croquete", onde todos cabem desde a vocacionados (que encobrem os medíocres) aos que nem para varrer as chancelarias serviam.
.
Por isso e pela diplomacia que é parte responsável do desenvolvimento do país que representam. Portugal encontra-se na estaca zero depois de ser fundado há 879 anos que geograficamente é privilegiado com uma larga costa marítima e terras altas e baixas que o poderia tornar um país dos mais ricos da Europa.
.
O Portugal formado por um povo rijo e conquistador, voltou uma nação de gente oportunista, rica e outra farrapilha. Diz a imprensa que há 2 milhões de pobres que nos dá 20% da população.
.
Portugal cobiçado por países da Europa, colonizado pelos castelhanos durante 60 anos, pelos ingleses, racistas, que formavam uma comunidade elitistas no Porto, as tropas de Napoleão Bonaparte tomaram conta de Portugal por uns anos e agora, infelizmente, ao mando de Bruxelas, que desgraçaram o mar da nossa costa e destruíram o meio rural.
.
Umas dúzia de "pacotilhas/as", de governos, vão por lá passando bom tempo em viagens e boa estadia. Coloco um pensamento de Vergílio Ferreira meu comprovinciano:
José Martins
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Entidades
Teia de relações no Governo Costa e Parlamento junta 27 pessoas e 12 famílias no poder
Joana Almeida 26 Março 2019, 11:32
A
tendência para nomear familiares ou amigos no Executivo socialista de
António Costa trouxe algo inédito para a governação em Portugal, sem
comparação na Europa. Mérito ou nepotismo? Eis a questão.
A
nomeação de Catarina Gamboa, a mulher do ministro das Infraestruturas e
Habitação Pedro Nuno Santos, para chefe de gabinete de Duarte Cordeiro,
secretário de Estado adjunto e dos Assuntos Parlamentares, foi um dos
casos mais recentes de nepotismo no Governo. A tendência para nomear
familiares ou amigos no Executivo de António Costa trouxe algo inédito
para a governação em Portugal, sem comparação na Europa. Mérito ou
nepotismo? Eis a questão.
.
Entre entradas e saídas,
passaram ou ainda estão no Governo socialista 27 pessoas com relações
familiares entre si, ou com algum deputado do PS, ou com algum
parentesco de ex-deputados do PS ou dirigentes socialistas, ou que
tenham sido nomeadas para um organismo estatal nesta legislatura, num
total de 12 famílias. O fenómeno tornou-se particularmente notório com a
quarta remodelação do Governo, cujos novos ministros e secretários de
Estado tomaram posse em meados de fevereiro. Se até então era conhecida a
relação familiar que une o ministro da Administração Interna, Eduardo
Cabrita, e a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino (casados há vários
anos), com as novas mexidas no Governo voltaram a marcar a agenda mais
uma série de relações pessoais no poder central.
.
Mariana Vieira da
Silva, filha do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social,
António Vieira da Silva, transitou do cargo de secretária de Estado
Adjunta do primeiro-ministro para o Ministério da Presidência e
Modernização Administrativa. Com a mudança, passou para o seu lugar
Duarte Cordeiro, cuja mulher também foi nomeada para presidir a um fundo
público, em janeiro, quando o marido exercia ainda as funções
de vice-presidente da Câmara de Lisboa.
.
Esta terça-feira, o jornal
“Correio da Manhã” noticiou que Duarte Cordeiro nomeou Pedro Anastácio,
filho do deputado do PS Fernando Anastácio, para seu adjunto.
Segundo Duarte Cordeiro, nenhuma relação familiar pesou na escolha.
“Considerei as qualificações e a confiança pessoal das pessoas que
vieram trabalhar comigo”, explicou o socialista.
.
Conhecida é
também a relação de António Vieira da Silva com a deputada
socialista Sónia Fertuzinhos, cujo relacionamento foi posto à prova após
o escândalo em torno da Raríssimas – Associação Nacional de
Deficiências Mentais e Raras. Em causa está o facto de Sónia Fertuzinhos
ter viajado para a Suécia com despesas pagas pela associação e António
Vieira da Silva ter ignorado as denúncias de gestão danosa na
Raríssimas, depois de ter sido vice-presidente da assembleia geral da
associação.
.
A ministra da Justiça, Francisca van Dunem, é casada
com Eduardo Paz Ferreira, que foi nomeado pela ministra do Mar para a
presidência da Comissão de Renegociação da Concessão do Terminal de
Sines. Beneficiando também das suas relações familiares, a mulher do
ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos
Fernandes, foi escolhida para chefe de gabinete do secretário de Estado
do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, até pedir a
demissão há meio ano.
.
Patrícia Melo e Castro, assessora do
gabinete do primeiro-ministro, é cunhada da secretária-ajunta do PS, Ana
Catarina Mendes, que, por sua vez, é irmã do secretário de Estado
dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes. Também o secretário de
Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, é primo de António José Seguro,
ex-governante e ex-líder dos socialistas.
.
Outro caso de
relacionamento familiar socialista é Guilherme Waldemar d’Oliveira
Martins, secretário de Estado das Infraestruturas e filho de Guilherme
d’Oliveira Martins, ex-governante do PS, ex-presidente do Tribunal de
Contas e atual administrador da Fundação Calouste Gulbenkian. Pedro Siza
Vieira, que tem também boas relações com António Costa, foi
recentemente nomeado ministro Adjunto.
.
Um dos melhores amigos de
António Costa foi também nomeado pelo poder central. Diogo Lacerda
Machado, que até 2017 desempenhou funções de consultou do
primeiro-ministro, tem dois filhos a trabalhar para o Governo: Francisco
Lacerda Machado é técnico especialista desde 2015 no Ministério dos
Negócios Estrangeiros e João Maria Lacerda Machado é assessor da
Plataforma das Indústrias de Defesa, que é detida pelo Estado.
.
Pelo
Governo passou também Rosa Zorrinho, mulher do eurodeputado socialista
Carlos Zorrinho, que foi secretária de Estado da Saúde, em dezembro de
2017, tendo ficado à substituição do então ministro da Saúde, Adalberto
Campos Fernandes, em outubro de 2018.
.
À MARGEM: Portugal, foi por centenas de anos, um país onde funcionou o nepotismo, o compadrio e evidentemente o oportunismo. Tudo funcionava por "cunhas", por presentes e amizades.
.
O capitão da GNR, José Abrantes, há muitos anos, na minha terra, recebia presuntos, chouriços e bom queijo da serra, para livrar, nas sortes, os rapazes fortes como um pinheiro manso para não irem "malhar" com os ossos à tropa. porque eram precisos para trabalhar os campos.
.
Por exemplo, onde funcionou, em alta escala o nepotismo (creio que o vicio ainda vive por lá) foi no Ministério dos Negócios Estrangeiros, existem 10 gerações que ocuparam lugares que vão de embaixadores a outras ocupações. Bisavôs, avôs, pais e filhos destes entraram para o serviço diplomático e mantiveram-se por lá, até à reforma, sem nunca terem feito "porra" alguma ao país.
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Entravam para um serviço, onde a competência não contava, mas sim a boa-vida, o ordenado, as regalias e os privilégios. Assim um jornalista, hoje reformado a alcunhou: "diplomacia de croquete", onde todos cabem desde a vocacionados (que encobrem os medíocres) aos que nem para varrer as chancelarias serviam.
.
Por isso e pela diplomacia que é parte responsável do desenvolvimento do país que representam. Portugal encontra-se na estaca zero depois de ser fundado há 879 anos que geograficamente é privilegiado com uma larga costa marítima e terras altas e baixas que o poderia tornar um país dos mais ricos da Europa.
.
O Portugal formado por um povo rijo e conquistador, voltou uma nação de gente oportunista, rica e outra farrapilha. Diz a imprensa que há 2 milhões de pobres que nos dá 20% da população.
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Portugal cobiçado por países da Europa, colonizado pelos castelhanos durante 60 anos, pelos ingleses, racistas, que formavam uma comunidade elitistas no Porto, as tropas de Napoleão Bonaparte tomaram conta de Portugal por uns anos e agora, infelizmente, ao mando de Bruxelas, que desgraçaram o mar da nossa costa e destruíram o meio rural.
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Umas dúzia de "pacotilhas/as", de governos, vão por lá passando bom tempo em viagens e boa estadia. Coloco um pensamento de Vergílio Ferreira meu comprovinciano:
José Martins