“A Grande Vaga de Frio” agita o TNSJ e instala-se “O Mal-Entendido” de Camus

30-09-2017
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Depois da paragem durante os meses de verão, o Teatro Nacional São João, no Porto, apresentou esta quinta-feira a programação para aquecer o panorama teatral entre setembro e dezembro, mas com o anúncio d’“A Grande Vaga de Frio”, entre 10 e 19 de novembro, uma obra encenada por Carlos Pimenta, centrada na personagem camaleónica de Orlando, criada por Virginia Woolf e agora interpretada pela atriz Emília Silvestre.

A oferta cultural abarca aproximadamente 20 espetáculos, dos quais seis são estreias e dois constituem produções próprias: o concerto “Divine”, do clarinetista Carlos Piçarra Alves e a Arte Music Ensemble, a 1 de outubro (Dia Mundial da Música), e ainda “A Promessa”, de Bernardo Santareno e encenada por João Cardoso, constituindo uma revisitação da peça estreada em 1957, no Porto, pelas mãos de António Pedro, figura incontornável do teatro português do séc.XX.

As comemorações dos 120 anos do Teatro Carlos Alberto (TeCA) – espaço gerido, desde 2003, pelo TNSJ – são outros dos destaques do quadrimestre cultural. Já este sábado, pelas 15h, terá lugar uma visita guiada pelo TeCA, orientada pelo arquiteto e cenógrafo Nuno Lacerda Lopes, responsável pela reabilitação do espaço no início deste milénio.

Os visitantes – até um máximo de 20 – vão ter a oportunidade de conhecer todos os segredos e recantos da sala de espetáculos. Além desta iniciativa, até ao final de setembro estará patente no TeCA a exposição comemorativa “Teatro de Rua”, na qual pode ser visto um espólio de cartazes, representativos de 10 anos de criação gráfica para os espetáculos que ali foram levados à cena.

Uma programação arrojada, sem medo de Virginia Woolf

“Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” (1962), do dramaturgo norte-americano Edward Elbee, é o espetáculo que inaugura a temporada e estará no palco do Teatro Nacional São João, entre 14 e 24 setembro. A peça conta com a direção artística de Diogo Infante, que integra também o elenco de peso constituído por Alexandra Lencastre – de regresso ao TNSJ –, Lia Carvalho e José Pimentão.

A 13 de outubro, ecoa no Teatro Nacional São “Private Song”, de uma das mais reputadas coreógrafas europeias, Alexandra Bachzetsis, num trabalho que faz a intersecção entre a dança, a performance e as artes visuais. As transformações de género e as transições corporais são o ponto de partida para um trabalho artístico de exploração multidisciplinar, baseado nos escritos de Paul B. Preciado, interpretado em palco por Bachzetsis e dois bailarinos.

No Teatro Carlos Alberto, entre 12 e 29 de outubro, é mostrado o “Retrato de Família”, um projeto artístico de Manuel Tur, dividido em duas partes, a partir de duas peças que distam quase um século “Uma casa, duas famílias: um mesmo cenário acolhe, com dias de diferença, a família de “O Pelicano” (12-21 out), de Strindberg, e a família de “Tatuagem” (25-29 out), de Dea Loher”, lê-se no texto de apresentação do espetáculo.

Pelo Mosteiro de São Bento da Vitória tem passagem marcada o Festival Internacional de Marionetas do Porto, com “Marionetas Tradicionais de Um País Que Não Existe” (13-15 out / 26-29 out), de Igor Gandra, e ainda “Phobos” (18 out), um espetáculo concebido pela plataforma cultural Sonoscopia, no qual pequenos robôs e dispositivos de geração automática constituem uma improvável Orquestra Robótica Disfuncional.

Teatro São João acolhe “O Mal-Entendido” de Albert Camus

Entre 19 e 22 de outubro, instala-se “O Mal-Entendido”, com encenação do austríaco Nikolaus Habjan, a partir da peça homónima de Albert Camus. Trata-se de uma tragédia moderna, envolta numa atmosfera assombrosa, apenas com uma rampa e a maqueta de uma casa, na qual residem três atores que manipulam marionetas em tamanho real.

Destaque ainda para as seguintes peças: “Olhar de Milhões” (1 e 2 de dezembro, no TeCA), “O Aqui (27 e 28 de dezembro, no TNSJ), o regresso do musical “Fã” (13 a 22 de dezembro, no TNSJ), com música e interpretação dos Clã, numa parceria com o diretor artístico Nuno Carinhas, e ainda a estreia de “Ou Isto ou Aquilo” (14 a 17 de dezembro, no TeCA), um recital a partir dos versos de Cecília Meireles, em que José Caldas e Lena d’Água brincam com as palavras da poetisa brasileira, com a música de Luís Pedro Fonseca a acompanhar. A 31 de outubro é exibido, em antestreia, no Teatro Nacional São João, o filme “Peregrinação”, do realizador João Botelho.

Durante a conferência de apresentação da programação, Francisca Carneiro Fernandes, a presidente do Conselho de Administração do TNSJ, assegurou que tem havido um aumento de público bastante significativo, apontando a previsão de que o número final de espectadores a marcar presença nos espaços geridos pelo Teatro São João em 2017 pode duplicar face ao ano passado.

Depois da paragem durante os meses de verão, o Teatro Nacional São João, no Porto, apresentou esta quinta-feira a programação para aquecer o panorama teatral entre setembro e dezembro, mas com o anúncio d’“A Grande Vaga de Frio”, entre 10 e 19 de novembro, uma obra encenada por Carlos Pimenta, centrada na personagem camaleónica de Orlando, criada por Virginia Woolf e agora interpretada pela atriz Emília Silvestre.

A oferta cultural abarca aproximadamente 20 espetáculos, dos quais seis são estreias e dois constituem produções próprias: o concerto “Divine”, do clarinetista Carlos Piçarra Alves e a Arte Music Ensemble, a 1 de outubro (Dia Mundial da Música), e ainda “A Promessa”, de Bernardo Santareno e encenada por João Cardoso, constituindo uma revisitação da peça estreada em 1957, no Porto, pelas mãos de António Pedro, figura incontornável do teatro português do séc.XX.

As comemorações dos 120 anos do Teatro Carlos Alberto (TeCA) – espaço gerido, desde 2003, pelo TNSJ – são outros dos destaques do quadrimestre cultural. Já este sábado, pelas 15h, terá lugar uma visita guiada pelo TeCA, orientada pelo arquiteto e cenógrafo Nuno Lacerda Lopes, responsável pela reabilitação do espaço no início deste milénio.

Os visitantes – até um máximo de 20 – vão ter a oportunidade de conhecer todos os segredos e recantos da sala de espetáculos. Além desta iniciativa, até ao final de setembro estará patente no TeCA a exposição comemorativa “Teatro de Rua”, na qual pode ser visto um espólio de cartazes, representativos de 10 anos de criação gráfica para os espetáculos que ali foram levados à cena.

Uma programação arrojada, sem medo de Virginia Woolf

“Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” (1962), do dramaturgo norte-americano Edward Elbee, é o espetáculo que inaugura a temporada e estará no palco do Teatro Nacional São João, entre 14 e 24 setembro. A peça conta com a direção artística de Diogo Infante, que integra também o elenco de peso constituído por Alexandra Lencastre – de regresso ao TNSJ –, Lia Carvalho e José Pimentão.

A 13 de outubro, ecoa no Teatro Nacional São “Private Song”, de uma das mais reputadas coreógrafas europeias, Alexandra Bachzetsis, num trabalho que faz a intersecção entre a dança, a performance e as artes visuais. As transformações de género e as transições corporais são o ponto de partida para um trabalho artístico de exploração multidisciplinar, baseado nos escritos de Paul B. Preciado, interpretado em palco por Bachzetsis e dois bailarinos.

No Teatro Carlos Alberto, entre 12 e 29 de outubro, é mostrado o “Retrato de Família”, um projeto artístico de Manuel Tur, dividido em duas partes, a partir de duas peças que distam quase um século “Uma casa, duas famílias: um mesmo cenário acolhe, com dias de diferença, a família de “O Pelicano” (12-21 out), de Strindberg, e a família de “Tatuagem” (25-29 out), de Dea Loher”, lê-se no texto de apresentação do espetáculo.

Pelo Mosteiro de São Bento da Vitória tem passagem marcada o Festival Internacional de Marionetas do Porto, com “Marionetas Tradicionais de Um País Que Não Existe” (13-15 out / 26-29 out), de Igor Gandra, e ainda “Phobos” (18 out), um espetáculo concebido pela plataforma cultural Sonoscopia, no qual pequenos robôs e dispositivos de geração automática constituem uma improvável Orquestra Robótica Disfuncional.

Teatro São João acolhe “O Mal-Entendido” de Albert Camus

Entre 19 e 22 de outubro, instala-se “O Mal-Entendido”, com encenação do austríaco Nikolaus Habjan, a partir da peça homónima de Albert Camus. Trata-se de uma tragédia moderna, envolta numa atmosfera assombrosa, apenas com uma rampa e a maqueta de uma casa, na qual residem três atores que manipulam marionetas em tamanho real.

Destaque ainda para as seguintes peças: “Olhar de Milhões” (1 e 2 de dezembro, no TeCA), “O Aqui (27 e 28 de dezembro, no TNSJ), o regresso do musical “Fã” (13 a 22 de dezembro, no TNSJ), com música e interpretação dos Clã, numa parceria com o diretor artístico Nuno Carinhas, e ainda a estreia de “Ou Isto ou Aquilo” (14 a 17 de dezembro, no TeCA), um recital a partir dos versos de Cecília Meireles, em que José Caldas e Lena d’Água brincam com as palavras da poetisa brasileira, com a música de Luís Pedro Fonseca a acompanhar. A 31 de outubro é exibido, em antestreia, no Teatro Nacional São João, o filme “Peregrinação”, do realizador João Botelho.

Durante a conferência de apresentação da programação, Francisca Carneiro Fernandes, a presidente do Conselho de Administração do TNSJ, assegurou que tem havido um aumento de público bastante significativo, apontando a previsão de que o número final de espectadores a marcar presença nos espaços geridos pelo Teatro São João em 2017 pode duplicar face ao ano passado.

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