Pedro Marques afasta qualquer divergência com Pedro Nuno Santos

22-05-2019
marcar artigo

Divergências ideológicas internas sobre o papel do PS na Europa? Pedro Marques garante que não. O candidato socialista aproveitou uma ação de campanha no Montijo para afastar qualquer tipo de contradição entre o que defende a linha oficial do partido (uma aliança progressista com conservadores e liberais para travar o nacionalismo e antieureopísta) e o que Pedro Nuno Santos, principal rosto da ala mais à esquerda do partido, afirmara na véspera, num comício em Aveiro, quando alertou para os riscos da “indeferenciação” entre movimentos políticos.

“Já tenho dito que temos de construir uma coligação de europeístas contra a extrema direita, contra os nacionalistas, contra a xenofobia. Essa coligação pode incluir gente da minha família política, gente da família conservadora, gente da família liberal, desde que não se passe essa barreira da xenofobia da extrema direta, dos nacionalismos”, justificou o cabeça de lista do PS, garantido, por duas vezes, não existir qualquer “contradição” entre as duas visões.

Na terça-feira, em Aveiro, Pedro Nuno Santos apareceu na campanha socialista para defender um caminho de diferenciação entre a família socialista e os conservadores e liberais. “Temos de combater uma resposta uniforme, que não respeita a diferença entre os países, que esmaga as democracias nacionais. Precisamos de uma tensão construtiva e saudável nas instituições europeias, porque democracia é isso: É conflito, é dialética, é dicotomia, é diferença, com capacidade de dialogar e de compromisso. A democracia na Europa tem de ter essa tensão permanente", defendeu o agora ministro das Infraestruturas.

Como contava aqui o Expresso, as palavras de Pedro Nuno Santos ganham outra relevância à luz do que tem sido a cumplicidade entre António Costa e Emmanuel Macron, que tantas críticas já motivou de BE e PCP. Mas, na verdade, as palavras de Pedro Nuno Santos tinham outro alvo: o Largo do Rato e não o Parlamento Europeu. Entre os ziguezagues de António Costa (veja-se o que aconteceu na Lei de Bases da Saúde ou na lei laboral) e o desejo não escondido que muitos socialistas têm de se libertarem dos parceiros de esquerda (veja-se o que já disseram Augusto Santos Silva ou Carlos César), sobrará pouco mais do que a indefinição e a indiferenciação face ao que representa hoje a direita portuguesa e a direita europeia.

O que pareceu sugerir Pedro Nuno Santos nas entrelinhas é que não basta ao PS viver à custa daquilo que já fez à esquerda; é preciso continuar a ser de esquerda, avisou o ex-secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares. “Devemos enfrentar estas eleições com confiança, orgulho e de peito aberto porque conseguimos provar que era possível viver melhor em Portugal. Mas com humildade. Não basta reivindicar o voto no PS por aquilo que fizemos. Mas por aquilo que nos propomos fazer. Com humildade, honestidade e respeito pelos portugueses”, avisou o socialista.

Seja como for, Marisa Matias não perdeu tempo e tentou explorar o flanco: “Não posso falar do que é que se está a passar internamente no PS, não sei, mas concordo com o que disse Pedro Nuno Santos, que é preciso uma linha divisória muito clara entre liberais e socialistas. António Costa tem de clarificar o caminho que quer seguir”, afirmou a bloquista, esta quarta-feira. O debate está relançado.

Divergências ideológicas internas sobre o papel do PS na Europa? Pedro Marques garante que não. O candidato socialista aproveitou uma ação de campanha no Montijo para afastar qualquer tipo de contradição entre o que defende a linha oficial do partido (uma aliança progressista com conservadores e liberais para travar o nacionalismo e antieureopísta) e o que Pedro Nuno Santos, principal rosto da ala mais à esquerda do partido, afirmara na véspera, num comício em Aveiro, quando alertou para os riscos da “indeferenciação” entre movimentos políticos.

“Já tenho dito que temos de construir uma coligação de europeístas contra a extrema direita, contra os nacionalistas, contra a xenofobia. Essa coligação pode incluir gente da minha família política, gente da família conservadora, gente da família liberal, desde que não se passe essa barreira da xenofobia da extrema direta, dos nacionalismos”, justificou o cabeça de lista do PS, garantido, por duas vezes, não existir qualquer “contradição” entre as duas visões.

Na terça-feira, em Aveiro, Pedro Nuno Santos apareceu na campanha socialista para defender um caminho de diferenciação entre a família socialista e os conservadores e liberais. “Temos de combater uma resposta uniforme, que não respeita a diferença entre os países, que esmaga as democracias nacionais. Precisamos de uma tensão construtiva e saudável nas instituições europeias, porque democracia é isso: É conflito, é dialética, é dicotomia, é diferença, com capacidade de dialogar e de compromisso. A democracia na Europa tem de ter essa tensão permanente", defendeu o agora ministro das Infraestruturas.

Como contava aqui o Expresso, as palavras de Pedro Nuno Santos ganham outra relevância à luz do que tem sido a cumplicidade entre António Costa e Emmanuel Macron, que tantas críticas já motivou de BE e PCP. Mas, na verdade, as palavras de Pedro Nuno Santos tinham outro alvo: o Largo do Rato e não o Parlamento Europeu. Entre os ziguezagues de António Costa (veja-se o que aconteceu na Lei de Bases da Saúde ou na lei laboral) e o desejo não escondido que muitos socialistas têm de se libertarem dos parceiros de esquerda (veja-se o que já disseram Augusto Santos Silva ou Carlos César), sobrará pouco mais do que a indefinição e a indiferenciação face ao que representa hoje a direita portuguesa e a direita europeia.

O que pareceu sugerir Pedro Nuno Santos nas entrelinhas é que não basta ao PS viver à custa daquilo que já fez à esquerda; é preciso continuar a ser de esquerda, avisou o ex-secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares. “Devemos enfrentar estas eleições com confiança, orgulho e de peito aberto porque conseguimos provar que era possível viver melhor em Portugal. Mas com humildade. Não basta reivindicar o voto no PS por aquilo que fizemos. Mas por aquilo que nos propomos fazer. Com humildade, honestidade e respeito pelos portugueses”, avisou o socialista.

Seja como for, Marisa Matias não perdeu tempo e tentou explorar o flanco: “Não posso falar do que é que se está a passar internamente no PS, não sei, mas concordo com o que disse Pedro Nuno Santos, que é preciso uma linha divisória muito clara entre liberais e socialistas. António Costa tem de clarificar o caminho que quer seguir”, afirmou a bloquista, esta quarta-feira. O debate está relançado.

marcar artigo