Marcha contra os amigos fascistas do PSD e do CDS-PP

04-06-2017
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Andam por aí uns palermas – desculpem mas é o mínimo que se pode dizer de tais indivíduos, que, no limite, acumulam a parvoíce com desonestidade intelectual – que tentam convencer as massas de que partidos como o Bloco ou o Syriza estão no mesmo saco que as Le Pens desta vida. Palermas, desonestos e manipuladores, não raras vezes financiados pelos mesmos interesses que financiam PSD e CDS-PP. Palermas que se agarram a questões como a permanência no euro ou na União Europeia para tentar colar o racismo, a xenofobia, o isolacionismo ou o elogio da violência, palavras de ordem dos fascistas em ascensão, aos partidos da esquerda exterior ao centrão dos negócios. Percebe-se: com o PSD em queda livre e o CDS-PP cada vez mais perto de competir pelo lugar do PAN do que pelo do PCP, o sistema precisa destes arremessos de lama, face à manifesta falta de argumentos para torpedear os partidos fora do velho arco da governação.

No mundo real, porém, existe uma família política europeia, o Partido Popular Europeu, do qual fazem parte PSD e CDS-PP, bem como os fascistas do Fidesz. E esses fascistas, daqueles que restringem a liberdade de imprensa e que clamam por campos de concentração e pelo regresso da pena de morte ao espaço europeu, levantando muros e perseguindo refugiados, ignorando os princípios mais elementares sobre os quais se fundou a União, cultivam excelentes relações com o ditador russo, motivo que terá estado por trás de um protesto que juntou 10 mil pessoas contra a influência do Kremlin em Budapeste. Apenas uma entre as várias manifestações ocorridas nos últimos dias, às quais a imprensa portuguesa praticamente não deu atenção, e sobre as quais os paladinos da liberdade da direita não se sentem muito à vontade para falar, não vá o gajo do partido que faz as transferências para manter o blogue em funcionamento ficar chateado e cancelar os pagamentos.

Estamos cercados por gente perigosa. Trump em Washington, Putin em Moscovo, o comité central do PC chinês, os fanáticos do Médio Oriente e agora estes falsos democratas, convertidos em conservadores pela imprensa leal ao velho regime, que ameaçam acabar com a democracia na Europa e substituí-la pela lei do mais forte. Tipos como Viktor Orbán, líder dos fascistas húngaros e antigo vice do PPE, que, num discurso recente, defendeu o “Estado iliberal”:

Da próxima vez que ouvirem comparações idiotas entre Tsipras e Le Pen, entre Catarina Martins e Trump ou entre Jeremy Corbyn e outro facho qualquer, lembrem-se de dar uma espreitadela ao PPE do PSD e do CDS-PP. Os amigos fascistas da direita nacional existem mesmo, não são fruto de manipulações ou da imaginação de imbecis pagos para enganar as massas. Não é bem a mesma coisa, if you know what I mean.

Foto: Laszlo Balogh/Reuters@Expresso

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Andam por aí uns palermas – desculpem mas é o mínimo que se pode dizer de tais indivíduos, que, no limite, acumulam a parvoíce com desonestidade intelectual – que tentam convencer as massas de que partidos como o Bloco ou o Syriza estão no mesmo saco que as Le Pens desta vida. Palermas, desonestos e manipuladores, não raras vezes financiados pelos mesmos interesses que financiam PSD e CDS-PP. Palermas que se agarram a questões como a permanência no euro ou na União Europeia para tentar colar o racismo, a xenofobia, o isolacionismo ou o elogio da violência, palavras de ordem dos fascistas em ascensão, aos partidos da esquerda exterior ao centrão dos negócios. Percebe-se: com o PSD em queda livre e o CDS-PP cada vez mais perto de competir pelo lugar do PAN do que pelo do PCP, o sistema precisa destes arremessos de lama, face à manifesta falta de argumentos para torpedear os partidos fora do velho arco da governação.

No mundo real, porém, existe uma família política europeia, o Partido Popular Europeu, do qual fazem parte PSD e CDS-PP, bem como os fascistas do Fidesz. E esses fascistas, daqueles que restringem a liberdade de imprensa e que clamam por campos de concentração e pelo regresso da pena de morte ao espaço europeu, levantando muros e perseguindo refugiados, ignorando os princípios mais elementares sobre os quais se fundou a União, cultivam excelentes relações com o ditador russo, motivo que terá estado por trás de um protesto que juntou 10 mil pessoas contra a influência do Kremlin em Budapeste. Apenas uma entre as várias manifestações ocorridas nos últimos dias, às quais a imprensa portuguesa praticamente não deu atenção, e sobre as quais os paladinos da liberdade da direita não se sentem muito à vontade para falar, não vá o gajo do partido que faz as transferências para manter o blogue em funcionamento ficar chateado e cancelar os pagamentos.

Estamos cercados por gente perigosa. Trump em Washington, Putin em Moscovo, o comité central do PC chinês, os fanáticos do Médio Oriente e agora estes falsos democratas, convertidos em conservadores pela imprensa leal ao velho regime, que ameaçam acabar com a democracia na Europa e substituí-la pela lei do mais forte. Tipos como Viktor Orbán, líder dos fascistas húngaros e antigo vice do PPE, que, num discurso recente, defendeu o “Estado iliberal”:

Da próxima vez que ouvirem comparações idiotas entre Tsipras e Le Pen, entre Catarina Martins e Trump ou entre Jeremy Corbyn e outro facho qualquer, lembrem-se de dar uma espreitadela ao PPE do PSD e do CDS-PP. Os amigos fascistas da direita nacional existem mesmo, não são fruto de manipulações ou da imaginação de imbecis pagos para enganar as massas. Não é bem a mesma coisa, if you know what I mean.

Foto: Laszlo Balogh/Reuters@Expresso

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