Glória Fácil: 05/01/2006

26-07-2018
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...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

terça-feira, maio 30

grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr ! (II)

Faço eu, mas não é contigo, f., que tenho amor à vida. Agora é com os deputados. Por causa de um jogo de futebol (Portugal-México, 21 de Junho) anteciparam o plenário da tarde para a manhã desse dia. E pergunta a

É por isso que defendo as quotas. Enquanto o Parlamento (e o Governo) for dominado por pessoas que não fazem (nem querem fazer) a mínima ideia do que é a vida do cidadão comum então teremos uma governação lunática. Não é a única razão. Mas é a principal.

PS. Quanto ao Papa.

Bjs, Faço eu, mas não é contigo, f., que tenho amor à vida. Agora é com os deputados. Por causa de um jogo de futebol (Portugal-México, 21 de Junho) anteciparam o plenário da tarde para a manhã desse dia. E pergunta a Susana e pergunta muito bem: "Se o futebol consegue acordar a política mais cedo, por que não tudo o resto?" Pois, minha cara, o problema é que os senhores deputados têm lá em casa as respectivas e amantíssimas esposas (e as suas leais criadas) a tomar-lhes conta das crianças, a ir buscá-las às creches, a dar-lhes banho, a pôr-lhes o Noddy no DVD, a corrigir-lhes os trabalhos de casa, a fazer e a dar-lhes de jantar, a ajeitar-lhes os lençóis quando se deitam, a dar-lhes um beijinho de boa noite. Enquanto isto assim for, enquanto os senhores deputados não tiverem alguém que os obrigue a serem outros coisa que não apenas deputados - por exemplo, sei lá, pais - então vamos ver o Parlamento funcionar até ás tantas quase todos os dias - excepto, é claro, em dias de bola.É por isso que defendo as quotas. Enquanto o Parlamento (e o Governo) for dominado por pessoas que não fazem (nem querem fazer) a mínima ideia do que é a vida do cidadão comum então teremos uma governação lunática. Não é a única razão. Mas é a principal.PS. Quanto ao Papa. Querida f. , o post não era para ti - aliás não percebi bem a referência ao Alliens, é filme que não vejo, assusta-me. Nem sequer era para o Daniel , que foi por onde comecei esta conversa. Limito-me a dizer que o que o Papa fez anteontem e o que João Paulo II já tinha feito, quanto ao Holocausto, são passos no bom sentido que saúdo como tal. Não esqueço o passado das cúpulas da ICAR. Mas não sou cego ao presente. Quanto a Deus, enfim, não comento. É assunto que não me interessa, nunca me interessou. Vejo apenas o Papa como um chefe de Estado muito influente e é só isso que me importa.Bjs,

grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr

bom,

(e, já agora, reflecte nas palavras que um membro do movimento nós somos igreja, a maria joão sande lemos, me enviou hoje, por mail:

'Olá Fernanda! Bom Dia!

Estou estupefacta com a, nem sequer sei como qualificar, afirmação de Bento XVI sobre o "silêncio de Deus" em relação ao Holocausto!

Onde estavam o Papa, cardeais, bispos e padres que se consideram os representantes de Cristo na Terra!!!!Quando convém são representantes, quando não convém .....

Quantas vezes e quando, ele, Ratzinger, condenou o nazismo?

E agora o silêncio é de Deus?

E os Aliados, e os milhões de soldados que morreram para defender o mundo civilizado? E os católicos que morreram nos campos de concentração? Esses não são a voz de Deus?

As hierarquias católicas e o Vaticano é que se remeteram nessa época a um silêncio esse sim de questionar!!!!

Agora Bento XVI é o juiz de Deus???')

mordidelas bom, agora que já rosnei um bocadinho , explica-me lá onde está o osso. da questão. é que sou um bocado míope(e, já agora, reflecte nas palavras que um membro do movimento nós somos igreja, a maria joão sande lemos, me enviou hoje, por mail:'Olá Fernanda! Bom Dia!Estou estupefacta com a, nem sequer sei como qualificar, afirmação de Bento XVI sobre o "silêncio de Deus" em relação ao Holocausto!Onde estavam o Papa, cardeais, bispos e padres que se consideram os representantes de Cristo na Terra!!!!Quando convém são representantes, quando não convém .....Quantas vezes e quando, ele, Ratzinger, condenou o nazismo?E agora o silêncio é de Deus?E os Aliados, e os milhões de soldados que morreram para defender o mundo civilizado? E os católicos que morreram nos campos de concentração? Esses não são a voz de Deus?As hierarquias católicas e o Vaticano é que se remeteram nessa época a um silêncio esse sim de questionar!!!!Agora Bento XVI é o juiz de Deus???')mordidelas

Timor

1. Em Timor censura-se a ONU por ter actuado baseada em receitas universais de "chave na mão", ignorando as tradições locais. Não contesto. Mas se calhar também seria importante ponderar se a exportação para o território do ordenamento constitucional português não foi também um grave erro. Aparentemente, Timor não se está a dar bem com um modelo de poderes partilhados entre o Presidente e o primeiro-ministro. Pergunto-me se não seria melhor reforçar a componente presidencialista do sistema.

2. Não sei se Mari Alkatiri sobreviverá à crise. Se cair então será a prova da sua tese: houve um golpe de Estado.

3. Hoje de madrugada ouvi Freitas do Amaral na rádio anunciando a iminência de uma remodelação governamental em Timor-Leste (que, que eu saiba, ainda não se confirmou). Se isto não é interferência nas questões internas da governação timorense então vou ali e já venho. . Em Timor censura-se a ONU por ter actuado baseada em receitas universais de "chave na mão", ignorando as tradições locais. Não contesto. Mas se calhar também seria importante ponderar se a exportação para o território do ordenamento constitucional português não foi também um grave erro. Aparentemente, Timor não se está a dar bem com um modelo de poderes partilhados entre o Presidente e o primeiro-ministro. Pergunto-me se não seria melhor reforçar a componente presidencialista do sistema.. Não sei se Mari Alkatiri sobreviverá à crise. Se cair então será a prova da sua tese: houve um golpe de Estado.. Hoje de madrugada ouvi Freitas do Amaral na rádio anunciando a iminência de uma remodelação governamental em Timor-Leste (que, que eu saiba, ainda não se confirmou). Se isto não é interferência nas questões internas da governação timorense então vou ali e já venho.

Moltisanti

O sobrinho que nunca mais chega a "captain" e que sonhou ser argumentista e que teve um sério problema de drogas e cuja namorada (entretanto "sumida") andava a informar o FBI vem a Lisboa, vestido com o seu verdadeiro nome, Michael Imperioli. Vem com uma banda de punk-rock chamada

Estes três também andam na música. Do primeiro (Dominic Chianese, aka Oncle Junior) conheço um lindíssimo álbum de baladas italianas (num dos episódios ele canta uma dessas baladas. É de fazer chorar as pedrinhas da calçada). O segundo (John Ventimiglia, aka Artie Buco) é O sobrinho que nunca mais chega a "captain" e que sonhou ser argumentista e que teve um sério problema de drogas e cuja namorada (entretanto "sumida") andava a informar o FBI vem a Lisboa, vestido com o seu verdadeiro nome, Michael Imperioli. Vem com uma banda de punk-rock chamada La Dolce Vita e tocará dia 9 de Junho no maravilhoso e renovado Maxime, em Lisboa.Estes três também andam na música. Do primeiro (Dominic Chianese, aka Oncle Junior) conheço um lindíssimo álbum de baladas italianas (num dos episódios ele canta uma dessas baladas. É de fazer chorar as pedrinhas da calçada). O segundo (John Ventimiglia, aka Artie Buco) é crooner e esteve cá há pouco tempo. Quando regressou aos States foi preso por, se bem me lembro, posse de drogas. O terceiro (Steve Van Zandt, aka Silvio Dante) é guitarrista do Springsteen na E-Street Band.

Podemos não querer saber nada

e fingir que nada se passa. E pensar que tudo continua na mesma embora já não continue. Podemos querer ver isto sentados. Podemos viver tudo confortavelmente acolchoados no que desde sempre pensamos. Quanto à ICAR - e a tudo o resto - é o mais fácil: mais fácil é estar sentado a gritar indignações do que de pé no topo do mastro a gritar "terra à vista!". Mas na ICAR, mal ou bem, o caminho tem-se feito: este Papa disse ontem o que disse em Auschwiz e outro anterior disse o que disse no Muro das Lamentações.

Podemos não acreditar. Podemos achar que é tudo cinismo. Podemos ter a certeza que isto foi só o chefe a falar e nada passa para baixo dele. E até podemos, com a maior naturalidade carrilhista do momento, especular sobre se isto não será tudo uma enorme manobra de marketing arquitectada por dois mil anos de experiência em agenciamento de comunicação.

Podemos tudo. Até achar que a desconfiança sistemática é um acto da Inteligência. O Pavlov ensinou os seus cães a salivar em vendo um osso. Eu, com o mesmo osso e algum tempo, também os ensinaria a rosnar. e fingir que nada se passa. E pensar que tudo continua na mesma embora já não continue. Podemos querer ver isto sentados. Podemos viver tudo confortavelmente acolchoados no que desde sempre pensamos. Quanto à ICAR - e a tudo o resto - é o mais fácil: mais fácil é estar sentado a gritar indignações do que de pé no topo do mastro a gritar "terra à vista!". Mas na ICAR, mal ou bem, o caminho tem-se feito: este Papa disse ontem o que disse em Auschwiz e outro anterior disse o que disse no Muro das Lamentações.Podemos não acreditar. Podemos achar que é tudo cinismo. Podemos ter a certeza que isto foi só o chefe a falar e nada passa para baixo dele. E até podemos, com a maior naturalidade carrilhista do momento, especular sobre se isto não será tudo uma enorme manobra de marketing arquitectada por dois mil anos de experiência em agenciamento de comunicação.Podemos tudo. Até achar que a desconfiança sistemática é um acto da Inteligência. O Pavlov ensinou os seus cães a salivar em vendo um osso. Eu, com o mesmo osso e algum tempo, também os ensinaria a rosnar.

segunda-feira, maio 29

boa e velha pergunta

a da

claro que também fica bem ao ex-cardeal, agora pontífice. dá-lhe um je ne sais quoi de rebeldia, mesmo se é uma pergunta que abre uma porta que lembra aquela do aliens 4 (sim, tou doida, podem dizê-lo: os miolos esturraram-me a mioleira). pronto, passo a explicar: a porta da nave no espaço por onde, por via de um minúsculo buraco, se esvai aquela criatura horrível que se alimenta de cérebros humanos e é para aí sobrinha neta da personagem da sigourney weaver.

um buraquinho pequenino para o vazio. zuca, vai-se tudo por ali. a da susana claro que também fica bem ao ex-cardeal, agora pontífice. dá-lhe um je ne sais quoi de rebeldia, mesmo se é uma pergunta que abre uma porta que lembra aquela do aliens 4 (sim, tou doida, podem dizê-lo: os miolos esturraram-me a mioleira). pronto, passo a explicar: a porta da nave no espaço por onde, por via de um minúsculo buraco, se esvai aquela criatura horrível que se alimenta de cérebros humanos e é para aí sobrinha neta da personagem da sigourney weaver.um buraquinho pequenino para o vazio. zuca, vai-se tudo por ali.

ai que alívio

foram perguntar às agências de comunicação se é verdade que têm jornalistas, daqueles com carteira profissional e nome nas fichas técnicas, no pay roll. e elas: não, nunca, que ideia, nem pensar.

tou muito mais descansada. isto arruma a questão. foram perguntar às agências de comunicação se é verdade que têm jornalistas, daqueles com carteira profissional e nome nas fichas técnicas, no pay roll. e elas: não, nunca, que ideia, nem pensar.tou muito mais descansada. isto arruma a questão.

itch

é em dias como estes que se deve seguir o exemplo de marilyn em the seven year itch: toca a pôr a roupa interior no congelador uma ou duas horitas antes de a envergar.

ou isso ou a maré baixa na fábrica com aquelas ondinhas mansas em massagem panteísta (e aviso já que se não sabem o que é a fábrica também não vos explico). é em dias como estes que se deve seguir o exemplo de marilyn em the seven year itch: toca a pôr a roupa interior no congelador uma ou duas horitas antes de a envergar.ou isso ou a maré baixa na fábrica com aquelas ondinhas mansas em massagem panteísta (e aviso já que se não sabem o que é a fábrica também não vos explico).

prenúncio

se fosse um bocado mais supersticiosa, estava agora a interrogar-me sobre esta conjunção de calor inopinado com pragas de mosquitos e de borboletas (tou farta de convidar borboletas pardas - e parvas - a tomar o caminho da janela, mas insistem em voltar ao meu convívio). será terramoto? será tsunami? será a derrota no jogo contra angola (eheh, com esta é que me meti em sarilhos) se fosse um bocado mais supersticiosa, estava agora a interrogar-me sobre esta conjunção de calor inopinado com pragas de mosquitos e de borboletas (tou farta de convidar borboletas pardas - e parvas - a tomar o caminho da janela, mas insistem em voltar ao meu convívio). será terramoto? será tsunami? será a derrota no jogo contra angola (eheh, com esta é que me meti em sarilhos)

Aleluia!

Já estava a achar estranho. Há quase uma semana que o

Perante a pergunta de Bento XVI, ontem, em Auschwitz - verdadeiramente revolucionária, para um Papa - "onde estava Deus?", o Daniel pergunta: "E, já agora, onde estava o Vaticano?".

A pergunta é inteiramente legítima. Mas convém que quem a faça tenha um bocadinho de autoridade para a poder fazer. É certo que o Vaticano se comportou vergonhosamente perante o Holocausto (algo a que, evidentemente, não é alheio todo o milenar lastro anti-semita da organização). E daí que faça todo o sentido que essa mesma organização, revelando - no seu ritmo próprio - atenção ao seu próprio passado e aos erros que cometeu, peça desculpa pela sua colaboração no Holocausto, algo que, aliás, não aconteceu ontem pela primeira vez (em 26 de Março de 2000 o Papa João Paulo II visitou Jerusalém e, no Muro das Lamentações, depositou uma mensagem em que assumia a quota-parte da responsabilidade católica na perseguição dos judeus: "Deus dos nossos pais, que escolheste Abraão e os seus descendentes para trazer o Teu nome às nações: estamos profundamente tristes com o comportamento daqueles que, ao longo do curso da história, causaram sofrimento a estes teus filhos e, pedindo o teu perdão, manifestamos o desejo de nos comprometermos a uma irmandade genuína com o povo do convénio.")

Mas isto foi em 2000. Antes do 11 de Setembro (2001). Depois tem sido o que sabe, com a maldita questão do anti-semitismo a voltar ao topo da agenda. O gesto de Bento XVI, ontem, é assim particularmente importante pelo que transporta no subtexto: desta vez a Igreja está no lado correcto da História, não repetirá erros do passado. Vindo, ainda por cima, de um alemão - há ali um duplo problema de consciência -, o gesto tem ainda mais valor.

Meu caro Daniel,

Tu próprio militaste numa organização cuja assumidissima filiação internacional nunca foi conhecida por ser propriamente jew friendly, bem pelo contrário. Presumo que na altura em que te fizeste sócio dessa organização soubesses da sua história.

É certo que tu próprio podes dizer que, pessoalmente, nunca tiveste nada a ver com isso. Sim, eu sei. Mas quando se milita numa organização política - ou, a bem dizer, noutra qualquer - o nosso corpo doutrinário e patrimonial não é só o nosso, é também o da própria organização, no seu todo, querendo o seu todo dizer a sua história e, portanto, as suas solidariedades internacional.

Quero também garantir-te que nada há de fulanizado nesta conversa (embora pareça, admito). O que quero dizer é, afinal, muito simples: todos - pessoas, organizações - temos o nosso passado. Todos. E o que importa, sempre, é não esquecer isso, fazendo do presente (também) uma leitura do passado. Aprender alguma coisa. Evoluir. Foi o que tu fizeste (e eu também e toda a gente minimamente saudável). Não leves a mal a Santa Madre Igreja por fazer o mesmo. Já estava a achar estranho. Há quase uma semana que o Arrastão nasceu. Bem que lhe fui lendo as linhas e entrelinhas e nada, verdadeiramente nada, com que discordasse profundamente. Mau, mau Maria! Mas enfim, quem espera sempre alcança e hoje o Daniel lá me disponibilizou matéria - obrigado, muito obrigado.Perante a pergunta de Bento XVI, ontem, em Auschwitz - verdadeiramente revolucionária, para um Papa - "onde estava Deus?", o Daniel pergunta: "E, já agora, onde estava o Vaticano?".A pergunta é inteiramente legítima. Mas convém que quem a faça tenha um bocadinho de autoridade para a poder fazer. É certo que o Vaticano se comportou vergonhosamente perante o Holocausto (algo a que, evidentemente, não é alheio todo o milenar lastro anti-semita da organização). E daí que faça todo o sentido que essa mesma organização, revelando - no seu ritmo próprio - atenção ao seu próprio passado e aos erros que cometeu, peça desculpa pela sua colaboração no Holocausto, algo que, aliás, não aconteceu ontem pela primeira vez (em 26 de Março de 2000 o Papa João Paulo II visitou Jerusalém e, no Muro das Lamentações, depositou uma mensagem em que assumia a quota-parte da responsabilidade católica na perseguição dos judeus: "Deus dos nossos pais, que escolheste Abraão e os seus descendentes para trazer o Teu nome às nações: estamos profundamente tristes com o comportamento daqueles que, ao longo do curso da história, causaram sofrimento a estes teus filhos e, pedindo o teu perdão, manifestamos o desejo de nos comprometermos a uma irmandade genuína com o povo do convénio.")Mas isto foi em 2000. Antes do 11 de Setembro (2001). Depois tem sido o que sabe, com a maldita questão do anti-semitismo a voltar ao topo da agenda. O gesto de Bento XVI, ontem, é assim particularmente importante pelo que transporta no subtexto: desta vez a Igreja está no lado correcto da História, não repetirá erros do passado. Vindo, ainda por cima, de um alemão - há ali um duplo problema de consciência -, o gesto tem ainda mais valor.Meu caro Daniel,Tu próprio militaste numa organização cuja assumidissima filiação internacional nunca foi conhecida por ser propriamente jew friendly, bem pelo contrário. Presumo que na altura em que te fizeste sócio dessa organização soubesses da sua história.É certo que tu próprio podes dizer que, pessoalmente, nunca tiveste nada a ver com isso. Sim, eu sei. Mas quando se milita numa organização política - ou, a bem dizer, noutra qualquer - o nosso corpo doutrinário e patrimonial não é só o nosso, é também o da própria organização, no seu todo, querendo o seu todo dizer a sua história e, portanto, as suas solidariedades internacional.Quero também garantir-te que nada há de fulanizado nesta conversa (embora pareça, admito). O que quero dizer é, afinal, muito simples: todos - pessoas, organizações - temos o nosso passado. Todos. E o que importa, sempre, é não esquecer isso, fazendo do presente (também) uma leitura do passado. Aprender alguma coisa. Evoluir. Foi o que tu fizeste (e eu também e toda a gente minimamente saudável). Não leves a mal a Santa Madre Igreja por fazer o mesmo.

domingo, maio 28

cats and dogs, 3

devo ter mudado. devo ter mudado.

cats and dogs, 2

quando era miúda, os cães seguiam-me até casa. ficavam ali, à porta da rua, a olhar, enquanto eu me despedia deles, torcida de remorsos. hoje são mais os gatos. quando era miúda, os cães seguiam-me até casa. ficavam ali, à porta da rua, a olhar, enquanto eu me despedia deles, torcida de remorsos. hoje são mais os gatos.

cats and dogs

ah,

os homens que lá trabalham explicaram-me tudo -- como se matavam os cães, como se matavam os gatos, mostraram-me o forno crematório para o after the fact.

os cães praticamente saltavam ao pescoço de toda a gente, num frenesim de doçura. queriam ser escolhidos. salvos. os gatos já não acreditavam.

quando te aproximavas dos gatos, olhavam-te como quem sabe e não perdoa (e como quem te arrancaria os olhos só por arrancar, pelo gozo da unhada). os cães não, estão sempre à espera de um milagre.

deve ser por isso que há quem só goste de uns ou de outros. eu gosto dos dois -- cães e gatos. it takes all kinds ah, pedrocas . não te sabia tão amigo dos animais. isso de dares comida ao cãozito fica-te muito bem. (a sério). mas já foste ao canil municipal? isso é que é uma viagem. com bolinha, como os filmes interditos a espíritos sensíveis. e com gatos, também. quando lá fui -- há uns anos, não sei se ainda é assim, creio que já mudaram de instalações -- os gatos estavam todos ao molho numa gaiola, na mesma divisão em que os matavam. devia ser para se irem habituando.os homens que lá trabalham explicaram-me tudo -- como se matavam os cães, como se matavam os gatos, mostraram-me o forno crematório para o after the fact.os cães praticamente saltavam ao pescoço de toda a gente, num frenesim de doçura. queriam ser escolhidos. salvos. os gatos já não acreditavam.quando te aproximavas dos gatos, olhavam-te como quem sabe e não perdoa (e como quem te arrancaria os olhos só por arrancar, pelo gozo da unhada). os cães não, estão sempre à espera de um milagre.deve ser por isso que há quem só goste de uns ou de outros. eu gosto dos dois -- cães e gatos. it takes all kinds

os pes da cate

na revista de imprensa deste fim de semana dei com uma página inteira dedicada aos pés da cate blanchett. mais exactamente ao estado dos pés da cate banchett. o estado dos pés da cate blanchett em cannes, na estreia de babel.

lá vem uma foto da blanchett, com um vestido a modos que folclórico (e muita giro, não façam confusão) e umas sandálias metálicas ou coisa que o valha, boa comó milho. estranha-se um bocado a unha do pé não estar pintada, mas pronto. o pior é que os malandros resolveram ampliar um pormenor do calcanhar da rapariga e mostrar ao mundo que está a modos que ressequido, gretado, enfim, uma lástima.

ora eu, que adoro a cate blanchett, começo por achar que raio de ideia, ampliar-lhe o pé para mostrar que a desgraçada não foi à pedicure (adoro este nome, pedicure. a minha avó chamava-lhe calista, mas no tempo da minha mãe já era pedicure. so french). depois fico enternecida. a cate, a estrela cate, que tem aquela cara e aquele corpo e aquela voz, tem os pés gretados. a cate, que recebe não sei quantas centenas de milhar de euros por filme, não conseguiu tempo para ir arranjar os pés antes da estreia.

'ao menos para a próxima não use um calçado tão sofisticado', diz uma legenda. sempre gostava de saber quem são as pessoas que escrevem estes dislates moralisto-convencionalões (e que censuram, por exemplo, a mulher de narana coissoró por ter ido não sei onde -- acho que aos globos de ouro -- de calça e casaco em vez de enfiar um vestido de noite, comentando que ela 'não sabe as regras da etiqueta'. regras da etiqueta começam pela boa educação e pelo respeito, que é coisa de que quem escreve estas coisas, e estabelece a impossibilidade de, por exemplo, não se poder usar ganga 'numa gala' -- pleeeeeaaaase! --, claramente nunca ouviu falar). quer dizer, não, não quero saber quem são estas pessoas. aliás, essas pessoas não interessam nada. o que interessa é a cate. e os pés da cate. e de como os pés dela a tornam comovedoramente próxima. one of us -- das gajas que de vez em quando não têm tempo para ir à depilação, nem para cortar a franja, nem para ir à ginástica, nem para fazer massagens, nem sequer para comprar iogurtes. na revista de imprensa deste fim de semana dei com uma página inteira dedicada aos pés da cate blanchett. mais exactamente ao estado dos pés da cate banchett. o estado dos pés da cate blanchett em cannes, na estreia de babel.lá vem uma foto da blanchett, com um vestido a modos que folclórico (e muita giro, não façam confusão) e umas sandálias metálicas ou coisa que o valha, boa comó milho. estranha-se um bocado a unha do pé não estar pintada, mas pronto. o pior é que os malandros resolveram ampliar um pormenor do calcanhar da rapariga e mostrar ao mundo que está a modos que ressequido, gretado, enfim, uma lástima.ora eu, que adoro a cate blanchett, começo por achar que raio de ideia, ampliar-lhe o pé para mostrar que a desgraçada não foi à pedicure (adoro este nome, pedicure. a minha avó chamava-lhe calista, mas no tempo da minha mãe já era pedicure. so french). depois fico enternecida. a cate, a estrela cate, que tem aquela cara e aquele corpo e aquela voz, tem os pés gretados. a cate, que recebe não sei quantas centenas de milhar de euros por filme, não conseguiu tempo para ir arranjar os pés antes da estreia.'ao menos para a próxima não use um calçado tão sofisticado', diz uma legenda. sempre gostava de saber quem são as pessoas que escrevem estes dislates moralisto-convencionalões (e que censuram, por exemplo, a mulher de narana coissoró por ter ido não sei onde -- acho que aos globos de ouro -- de calça e casaco em vez de enfiar um vestido de noite, comentando que ela 'não sabe as regras da etiqueta'. regras da etiqueta começam pela boa educação e pelo respeito, que é coisa de que quem escreve estas coisas, e estabelece a impossibilidade de, por exemplo, não se poder usar ganga 'numa gala' -- pleeeeeaaaase! --, claramente nunca ouviu falar). quer dizer, não, não quero saber quem são estas pessoas. aliás, essas pessoas não interessam nada. o que interessa é a cate. e os pés da cate. e de como os pés dela a tornam comovedoramente próxima. one of us -- das gajas que de vez em quando não têm tempo para ir à depilação, nem para cortar a franja, nem para ir à ginástica, nem para fazer massagens, nem sequer para comprar iogurtes.

Dúvida

Há alguém do Ministério Público que dê a cara (e o nome) pelo que escreve na blogosfera? Respostas para o mail. Há alguém do Ministério Público que dê a cara (e o nome) pelo que escreve na blogosfera? Respostas para o mail.

Estavam todos mais magros

Esta foto foi tirada em 1974, no aeroporto de Luanda. Diz Esta foto foi tirada em 1974, no aeroporto de Luanda. Diz quem a colocou em linha que, depois da revolução, Jorge Sampaio foi o primeiro enviado civil à colónia. Acredito. O primeiro jornalista à direita de Sampaio com o microfone estendido chama-se Fernando Alves. Escreveu, comentando a foto, que isto foi num "passado que ainda estava cheio de futuros". Eu nesta altura ainda morava naquela cidade. Tinha oito anos. O único futuro que me preocupava era o do fim de semana seguinte ("vamos ao Mussulo ou não?"). Mas depois vi muita gente definhar de saudades. Uns do passado, outros do futuro.

sábado, maio 27

Uma vez sem exemplo

Concordei com quase tudo o que Helena Matos escreveu hoje no PÚBLICO (não há link, ide à banca e comprai pois que assim me pagais o ordenadito). Concordei com quase tudo o que Helena Matos escreveu hoje no PÚBLICO (não há link, ide à banca e comprai pois que assim me pagais o ordenadito).

Assim uma espécie de Prós & Contras...

...na Só se fuzilássemos todos os que andam a fazer os currículos.". E logo de seguida grande agitação na sala, pessoas gritando "nem no Estado Novo!", ao que parece ligadas a uma Associação de Professores de Português.

Sem ironia: bom trabalho, ...na Casa Fernando Pessoa , quinta-feira passada (26 de Maio), segundo se conta aqui . Debatia-se o ensino dos clássicos nas escolas portuguesas. A certa altura Filomena Mónica sugeriu, candidamente: "". E logo de seguida grande agitação na sala, pessoas gritando "nem no Estado Novo!", ao que parece ligadas a uma Associação de Professores de Português.Sem ironia: bom trabalho, sr.director ! Mas calma: não tarda nada começam as televisões a entrar-te pela Casa. Não sei se é bom sinal.

Arrastão

O verdadeiro arrastão não foi o de Carcavelos (parece provado). Nem é sequer O verdadeiro arrastão não foi o de Carcavelos (parece provado). Nem é sequer aquele onde o Daniel nos tenta fazer acreditar que tem mais de 1.80m de altura (brincalhão!). O verdadeiro Arrastão é em Alcochete, junto à "praia", quase paredes meias com o novo "centro cultural" (saída para o Samouco). Recomendo loucamente os salmonetes grelhados e, em geral, todos os grelhados de peixe, que nunca vi tão perfeitamente cozinhados (falo muito a sério). É caro. É muito bom. O atendimento é muito competente: familiar sem ser melga. Podem (e devem) levar as crianças que quiserem. Aceita cartões. Se encontrarem o Paulo Branco dos filmes refeiçoando com a Catherine Deneuve não se admirem. Para almoços aos fins de semana é aconselhável reservar (telf. 21.234.21.51).

A LER (act.)

sexta-feira, maio 26

Apelo

Peço daqui humildemente aos senhores pilotos da Força Aérea da Base do Montijo que não andem a testar o seu novo brinquedo em cima de minha casa. Obrigado. Peço daqui humildemente aos senhores pilotos da Força Aérea da Base do Montijo que não andem a testar o seu novo brinquedo em cima de minha casa. Obrigado.

Drama jornalístico

O meu. Nunca faças hoje o que podes fazer amanhã. O meu. Nunca faças hoje o que podes fazer amanhã.

RECTIFICAÇÃO

O post "Vergonha" foi rectificado. O jantar de campanha do PS em Cascais onde participou o procurador Varela Martins foi em 2001 e não em 2005, como por erro escrevi. Quem me alertou para o erro disse-me que ele fazia "alguma diferença, até para o conteúdo da revelação". Respondi-lhe, na volta do correio, que no meu entender não. Passo a citar-me (e desculpem-me o tom coloquial): "Não é suposto tipos do MP andarem em jantares de campanha; não é suposto tipos do MP aceitarem processos que envolvem pessoas com quem conviveram em acções de campanha."

Imprensa cor de rosa

Pelo "A Assessoria de Imprensa da Selecção Nacional – Clube Portugal, como responsável pela emissão das acreditações para o estágio a realizar em Évora, reserva-se o direito de retirar a acreditação a qualquer membro da Comunicação Social que não respeite o espírito de cooperação e saudável relacionamento de trabalho que presidiu à elaboração desta regulamentação." Isto não é assunto nem para a ERC nem para o Sindicato nem para o Conselho Deontológico. É só para os próprios jornalistas e para quem neles directamente manda. Ou são imprensa cor de rosa ou não são. Decidam-se.

PS. Já agora, recomendo o acompanhamento das conferências de imprensa diárias da selecção. Tenho-as ouvido, em directo, por volta das 16h00, na TSF. Ouvem-se as respostas. Mas, sobretudo, ouvem-se as perguntas (e quem as faz). Pelo Contrafactos chego ao Plano de Trabalho para o Relacionamento com a Imprensa estabelecido pela Federação Portuguesa de Futebol para a cobertura do Mundial. A certo ponto lê-se isto (bolds meus):Isto não é assunto nem para a ERC nem para o Sindicato nem para o Conselho Deontológico. É só para os próprios jornalistas e para quem neles directamente manda. Ou são imprensa cor de rosa ou não são. Decidam-se.

da manipulação, do jornalismo e da baralhação

toda esta discussão sobre a manipulação no jornalismo, sobre o jornalismo que manipula e é mau e o que não manipula e é bom, deixa-me um pouco baralhada. é que, por definição -- e já estou a ouvir o tropel da indignação néscia -- jornalismo é manipulação.

manipulação, claro, tem um duplo sentido: o de tratamento, de trabalho manual, de intervenção humana, e o de intervenção perversa, viciosa, de orientação desonesta, de distorção.

e claro que o jornalismo pode ser manipulador na dupla acepção do termo. aliás é sempre, também, distorção. porque fazer jornalismo é construir uma visão a partir de parcelas. parcelas de observação, directa ou não, parcelas de discurso de outros (e a parcela que se escolhe implica sempre o silenciamento das outras), parcelas de informação pré-existente. é na honestidade colocada na construção dessa visão que reside a distinção entre a distorção 'benigna' e a outra.

todos os jornalistas têm opiniões sobre o assunto/pessoa sobre o qual reportam. mesmo que nunca tivessem ouvido falar do dito, no espaço de tempo em que reúnem elementos para a construção da peça criam uma perspectiva. é desejável que o façam, e que o façam conscientemente. o jornalismo implica uma interpretação da realidade -- é-o sempre, mesmo que o suposto jornalista não se dê conta disso e que a sua interpretação seja a da ignorância.

ser honesto é ter consciência dessa interpretação e fazer um esforço para que ela seja, por um lado, visível, e por outro, não impeditiva da expressão dos 'vários lados da questão'. isto partindo do princípio de que todas as questões têm 'vários lados'.

todo o jornalismo é um olhar -- como o olhar televisivo, cuja falsa inocência e cuja falsa naturalidade joão lopes há anos desmonta -- e a honestidade implica que esse olhar se dê a ver, em vez de, como tantas vezes parece defender-se, se esconder.

a verdade reportada é sempre a verdade de que o jornalista pode (e quer?) aperceber-se. pureza nenhuma, senhoras e senhores. só a do olhar, que é sempre puramente individual. toda esta discussão sobre a manipulação no jornalismo, sobre o jornalismo que manipula e é mau e o que não manipula e é bom, deixa-me um pouco baralhada. é que, por definição -- e já estou a ouvir o tropel da indignação néscia -- jornalismo é manipulação.manipulação, claro, tem um duplo sentido: o de tratamento, de trabalho manual, de intervenção humana, e o de intervenção perversa, viciosa, de orientação desonesta, de distorção.e claro que o jornalismo pode ser manipulador na dupla acepção do termo. aliás é sempre, também, distorção. porque fazer jornalismo é construir uma visão a partir de parcelas. parcelas de observação, directa ou não, parcelas de discurso de outros (e a parcela que se escolhe implica sempre o silenciamento das outras), parcelas de informação pré-existente. é na honestidade colocada na construção dessa visão que reside a distinção entre a distorção 'benigna' e a outra.todos os jornalistas têm opiniões sobre o assunto/pessoa sobre o qual reportam. mesmo que nunca tivessem ouvido falar do dito, no espaço de tempo em que reúnem elementos para a construção da peça criam uma perspectiva. é desejável que o façam, e que o façam conscientemente. o jornalismo implica uma interpretação da realidade -- é-o sempre, mesmo que o suposto jornalista não se dê conta disso e que a sua interpretação seja a da ignorância.ser honesto é ter consciência dessa interpretação e fazer um esforço para que ela seja, por um lado, visível, e por outro, não impeditiva da expressão dos 'vários lados da questão'. isto partindo do princípio de que todas as questões têm 'vários lados'.todo o jornalismo é um olhar -- como o olhar televisivo, cuja falsa inocência e cuja falsa naturalidade joão lopes há anos desmonta -- e a honestidade implica que esse olhar se dê a ver, em vez de, como tantas vezes parece defender-se, se esconder.a verdade reportada é sempre a verdade de que o jornalista pode (e quer?) aperceber-se. pureza nenhuma, senhoras e senhores. só a do olhar, que é sempre puramente individual.

O detector de spin....

...anda a dormir. Se estivesse acordado já tinha escrito sobre a notícia que hoje sai em vários jornais sobre o "Roteiro da Inclusão" do Presidente Cavaco. Reparou? Saiu assinada só por directores em cinco jornais diferentes (PÚBLICO, DN, DE, Correio da Manhã e O Independente). É spin de altíssimo calibre. O detector dirá, na eventual resposta a este post, que só não disse nada porque anda preocupado com outras coisas (Timor, e muito bem). Se eu fosse dado a processos de intenção como ele tem sido na sua detecção de spin diria que já não é a primeira fez que falha na detecção do spin presidencial. Factos são factos. E processos de intenção também. ...anda a dormir. Se estivesse acordado já tinha escrito sobre a notícia que hoje sai em vários jornais sobre o "Roteiro da Inclusão" do Presidente Cavaco. Reparou? Saiu assinada só por directores em cinco jornais diferentes (). É spin de altíssimo calibre. O detector dirá, na eventual resposta a este post, que só não disse nada porque anda preocupado com outras coisas (Timor, e muito bem). Se eu fosse dado a processos de intenção como ele tem sido na sua detecção de spin diria que já não é a primeira fez que falha na detecção do spin presidencial. Factos são factos. E processos de intenção também.

tenham medo, tenham muito medo

cheguei lá pelo cheguei lá pelo francisco

Carrilhismos

Há quem não cumprimente os adversários no fim de um debate televisivo. E há quem, dirigindo-se a um deputado da oposição no Parlamento, dispare: "Esteja caladinho e oiça". Foi o que fez hoje José Sócrates no Parlamento. A diferença não é nenhuma. Há quem não cumprimente os adversários no fim de um debate televisivo. E há quem, dirigindo-se a um deputado da oposição no Parlamento, dispare: "Esteja caladinho e oiça". Foi o que fez hoje José Sócrates no Parlamento. A diferença não é nenhuma.

Vergonha

Os leitores do Glória Fácil sabem que este blogue não se caracteriza por, a propósito de tudo e de nada, se indignar desalmaldamente, passar o tempo a "exigir" - que geralmente é o verbo de quem não tem poder para "exigir" o que quer seja - demissões e esclarecimentos urgentes e o diabo a quatro. A indignação não é um bem escasso; mas é um bem que, mal usado, se gasta e vulgariza, deixando, portanto, de ser verdadeiramente indignação.

Digo isto só para deixar bem claro que não é qualquer coisa que me indigna. É preciso que seja algo de verdadeiramente grave, pelo menos para mim, na forma como a sinto. E hoje isso aconteceu. Deu-me a volta ao estômago saber, pel'O Independente, que o procurador que liderou a investigação a José Luís Judas participou num jantar de campanha do PS, nas autárquicas de 2001, em alegre e distendido convívio com personagens como o próprio Judas, Joaquim Raposo (penso que ainda sob investigação na Amadora), José Lamego e Jorge Coelho.

Para mim é assim evidente:

1. O procurador deve ser penalizado por isto, sob pena de todo o Ministério Público se deixar manchar por esta vergonha;

2. O processo deve ser reaberto. Os leitores do Glória Fácil sabem que este blogue não se caracteriza por, a propósito de tudo e de nada, se indignar desalmaldamente, passar o tempo a "exigir" - que geralmente é o verbo de quem não tem poder para "exigir" o que quer seja - demissões e esclarecimentos urgentes e o diabo a quatro. A indignação não é um bem escasso; mas é um bem que, mal usado, se gasta e vulgariza, deixando, portanto, de ser verdadeiramente indignação.Digo isto só para deixar bem claro que não é qualquer coisa que me indigna. É preciso que seja algo de verdadeiramente grave, pelo menos para mim, na forma como a sinto. E hoje isso aconteceu. Deu-me a volta ao estômago saber, pel', que o procurador que liderou a investigação a José Luís Judas participou num jantar de campanha do PS, nas autárquicas de 2001, em alegre e distendido convívio com personagens como o próprio Judas, Joaquim Raposo (penso que ainda sob investigação na Amadora), José Lamego e Jorge Coelho.Para mim é assim evidente:. O procurador deve ser penalizado por isto, sob pena de todo o Ministério Público se deixar manchar por esta vergonha;. O processo deve ser reaberto.

quinta-feira, maio 25

Na mouche

A propósito da conversa sobre a infantilidade dos homens que a

A propósito da conversa sobre a infantilidade dos homens que a Ana iniciou e eu continuei, o José Bandeira - um dos dois melhores cartoonistas do país, não sei se já disse - recordou-nos algo que tinha guardado no baú. Na mouche, como sempre.

Mau Clube

"Mau jornalismo" foi o tema de ontem do Clube dos Jornalistas, na RTP-2. Participantes: dois provedores dos leitores (PÚBLICO e DN), uma académica (Felisbela Lopes) e o moderador, Ribeiro Cardoso, que na verdade não modera coisa nenhuma, limita-se a usar o programa para partilhar com o universo as suas opiniões. No programa foram referidos vários exemplos de mau jornalismo: uma capa do 24 Horas, outra do Expresso, a leitura do direito de resposta de Carlos Cruz na TVI, o caso do "arrastão" de Carcavelos.

No final foram ouvidos alguns responsáveis editoriais sobre estes casos. Mentira, estou a brincar, não foram nada (juro). Aquele velho princípio de "ouvir a outra parte" não passou ontem pelo programa. Falemos, então, de mau jornalismo. "Mau jornalismo" foi o tema de ontem do Clube dos Jornalistas, na RTP-2. Participantes: dois provedores dos leitores (PÚBLICO e DN), uma académica (Felisbela Lopes) e o moderador, Ribeiro Cardoso, que na verdade não modera coisa nenhuma, limita-se a usar o programa para partilhar com o universo as suas opiniões. No programa foram referidos vários exemplos de mau jornalismo: uma capa do 24 Horas, outra do Expresso, a leitura do direito de resposta de Carlos Cruz na TVI, o caso do "arrastão" de Carcavelos.No final foram ouvidos alguns responsáveis editoriais sobre estes casos. Mentira, estou a brincar, não foram nada (juro). Aquele velho princípio de "ouvir a outra parte" não passou ontem pelo programa. Falemos, então, de mau jornalismo.

quarta-feira, maio 24

tápápará tápápará

dedicado à joão (por causa dos princípios) e ao

I've nothing much to offer

There's nothing much to take

I'm an absolute beginner

And I'm absolutely sane

As long as we're together

The rest can go to hell

I absolutely love you

But we're absolute beginners

With eyes completely open

But nervous all the same

If our love song

Could fly over mountains

Could laugh at the ocean

Just like the films

There's no reason

To feel all the hard times

To lay down the hard lines

It's absolutely

Nothing much could happen

Nothing we can't shake

Oh we're absolute beginners

With nothing much at stake

As long as you're still smiling

There's nothing more I need

I absolutely love you

But we're absolute beginners

But if my love is your love

We're certain to succeed

If our love song

Could fly over mountains

Sail over heartaches

Just like the films

There's no reason

To feel all the hard times´

To lay down the hard lines

It's absolutely true

(absolute beginners, david bowie) dedicado à joão (por causa dos princípios) e ao lomba (por causa da onomatopeia)I've nothing much to offerThere's nothing much to takeI'm an absolute beginnerAnd I'm absolutely saneAs long as we're togetherThe rest can go to hellI absolutely love youBut we're absolute beginnersWith eyes completely openBut nervous all the sameIf our love songCould fly over mountainsCould laugh at the oceanJust like the filmsThere's no reasonTo feel all the hard timesTo lay down the hard linesIt's absolutelyNothing much could happenNothing we can't shakeOh we're absolute beginnersWith nothing much at stakeAs long as you're still smilingThere's nothing more I needI absolutely love youBut we're absolute beginnersBut if my love is your loveWe're certain to succeedIf our love songCould fly over mountainsSail over heartachesJust like the filmsThere's no reasonTo feel all the hard times´To lay down the hard linesIt's absolutely true(absolute beginners, david bowie)

Explicação dos homens

Cara Ana,

Tens, à tua frente,

Muito bem, eis a explicação. Na nossa civilização (ocidental, judaico-cristã, mas parece-me que também noutras, nomeadamente no Oriente) os homens são todos infantis. Todos. Sem uma única excepção, posso-te garantir. E todos desde que nascem até que morrem. Só há uma diferença entre eles: uns conseguem ganhar dinheiro com isso (o Bill Gates, o Cristiano Ronaldo, o Ricardo Araújo Pereira); outros não (eu).

O que se passa, actualmente, é que o pós-modernismo nos fez sair do armário (por assim dizer). Agora os homens já se importam cada vez menos de assumir a sua infantilidade. Acham até - e disso as mulheres têm culpa - que há um certo charme nessa infantilidade. Tentam converter os defeitos em qualidades e pô-los ao serviço da sedução.

As crianças procedem da mesma maneira. Fazem birras por uma única razão: apetece-lhes. Depois, ao perceberem o pânico adulto, instrumentalizam a coisa. Rentabilizam-na. Compram aos pais carinho, rebuçados, brinquedos e idas ao McDonalds. Com sucesso.

Ficam assim os homens a achar que a receita pode durar para sempre. Devo-te dizer que, nos casos que conheço, com algum sucesso. O pós-modernismo é uma mulher comovendo-se com o choro contido de um homem (forma adulta da infantil birra). Sei (contaram-me) de belas noites sexuais assim conquistadas.

A infantililidade é portanto, acima de tudo, uma manha. Conquanto os homens não mantenham na idade adulta o hábito infantil de não gostar de tomar banho, parece-me que as mulheres (em geral) toleram isto. Venha limpinho e lavadinho, é o que interessa. O resto logo se vê.

Outras das estratégias da infantilização é o humor. Como sabes, hoje em dia as mulheres estão obrigadas a dizer que, no amor com um homem, dão muita importância ao "humor". O mainstream mediático feminino (vulgo: revistas de gajas) espalharam esta imposição. Uma mulher que diga que o "humor" é secundário ou mesmo irrelevante num homem é vista quase como uma grande chatarrona em potência. Quiçá, lésbica.

Homem que é homem, hoje em dia, tem assim que ter muita laracha; e mulher que é mulher, hoje em dia, tem de se rir imenso das suas graçolas. Gostar disso. Achar mesmo, depois de uma piada bem esgalhada, algo como "ora aqui está um tipo com quem não me importava de coisa e tal".

Ora nós, os homens, estamos muito atentos (mais do que se pensa) à evolução do pensamento feminino. Se o que está a dar é rir, então fazemos rir; se o que está a dar é colecionar cromos, então colecionamos cromos; se o que está a dar é ir jogar playstation com os amigos, então jogamos playstation com os amigos. Junta-se o útil ao agradável.

É por nós que o fazemos; quero dizer: é por vocês, mulheres. Encara portanto o "fenómeno"que se passa aí à tua frente como uma homenagem. E desconfia dos homens que não sejam infantis. Algo de terrível lhes deverá assombrar a vida. À cautela, denuncia-o às autoridades. Cara Ana,Tens, à tua frente, dois homens maiores de 30 anos a trocar cromos . E pedes socorro: "Alguém que apareça e me explique o fenómeno."Muito bem, eis a explicação. Na nossa civilização (ocidental, judaico-cristã, mas parece-me que também noutras, nomeadamente no Oriente) os homens são todos infantis. Todos. Sem uma única excepção, posso-te garantir. E todos desde que nascem até que morrem. Só há uma diferença entre eles: uns conseguem ganhar dinheiro com isso (o Bill Gates, o Cristiano Ronaldo, o Ricardo Araújo Pereira); outros não (eu).O que se passa, actualmente, é que o pós-modernismo nos fez sair do armário (por assim dizer). Agora os homens já se importam cada vez menos de assumir a sua infantilidade. Acham até - e disso as mulheres têm culpa - que há um certo charme nessa infantilidade. Tentam converter os defeitos em qualidades e pô-los ao serviço da sedução.As crianças procedem da mesma maneira. Fazem birras por uma única razão: apetece-lhes. Depois, ao perceberem o pânico adulto, instrumentalizam a coisa. Rentabilizam-na. Compram aos pais carinho, rebuçados, brinquedos e idas ao McDonalds. Com sucesso.Ficam assim os homens a achar que a receita pode durar para sempre. Devo-te dizer que, nos casos que conheço, com algum sucesso. O pós-modernismo é uma mulher comovendo-se com o choro contido de um homem (forma adulta da infantil birra). Sei (contaram-me) de belas noites sexuais assim conquistadas.A infantililidade é portanto, acima de tudo, uma manha. Conquanto os homens não mantenham na idade adulta o hábito infantil de não gostar de tomar banho, parece-me que as mulheres (em geral) toleram isto. Venha limpinho e lavadinho, é o que interessa. O resto logo se vê.Outras das estratégias da infantilização é o humor. Como sabes, hoje em dia as mulheres estão obrigadas a dizer que, no amor com um homem, dão muita importância ao "humor". O mainstream mediático feminino (vulgo: revistas de gajas) espalharam esta imposição. Uma mulher que diga que o "humor" é secundário ou mesmo irrelevante num homem é vista quase como uma grande chatarrona em potência. Quiçá, lésbica.Homem que é homem, hoje em dia, tem assim que ter muita laracha; e mulher que é mulher, hoje em dia, tem de se rir imenso das suas graçolas. Gostar disso. Achar mesmo, depois de uma piada bem esgalhada, algo como "ora aqui está um tipo com quem não me importava de coisa e tal".Ora nós, os homens, estamos muito atentos (mais do que se pensa) à evolução do pensamento feminino. Se o que está a dar é rir, então fazemos rir; se o que está a dar é colecionar cromos, então colecionamos cromos; se o que está a dar é ir jogar playstation com os amigos, então jogamos playstation com os amigos. Junta-se o útil ao agradável.É por nós que o fazemos; quero dizer: é por vocês, mulheres. Encara portanto o "fenómeno"que se passa aí à tua frente como uma homenagem. E desconfia dos homens que não sejam infantis. Algo de terrível lhes deverá assombrar a vida. À cautela, denuncia-o às autoridades.

I beg your pardon?

Azeredo Lopes, presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), afirma hoje no DN o seguinte:

1. A ERCS irá analisar o "caso Carrilho".

2. Sublinha, contudo, que a ERC não funciona "a reboque de casos conjunturais".

Ah não? Então a ERC, que "regula" a Comunicação Social, recusa

funcionar a reboque de "casos conjunturais", que são o território por excelência do jornalismo (aqui e em qualquer parte do mundo)? Só uma perguntinha: a ERC admite emitir então uma qualquer douta opinião sobre o assunto antes das próximas eleições autárquicas (2009)? Ui, ui, isto promete.

PS1. Azeredo Lopes diz que a ERC vai pedir à RTP uma cópia do Prós & Contras para analisar o programa. Como? Será que não têm lá uma merda de uma televisão com uma porra de um gravador (vídeo, DVD, o que seja)? Coisinhas destas, pequeninas e ridículas , descredibilizam a "regulação" do jornalismo. Logo, o próprio jornalismo. Logo, eu próprio, que juro não ter culpa absoluta nenhuma nem das pomposidades formais da ERC nem do seu pindériquismo.

PS2. O "caso Carrilho" nasceu no dia 11 de Maio, dia em que foi lançado o seu Sob o signo da verdade. Para esta semana - duas semanas depois - o Sindicato dos Jornalistas promete, em conjunto com o Conselho Deontológico, uma tomada de posição. A mim ninguém me ouviu. Se calhar é normal. Se calhar só precisam de conhecer o livro. Se calhar não acham importante conhecer a campanha propriamente dita por alguém que não o próprio Carrilho. Se calhar é-lhes irrelevante o que no livro é verdadeiro e o que no livro é falso. Aguardemos . Azeredo Lopes, presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), afirma hoje no DN o seguinte:. A ERCS irá analisar o "caso Carrilho".. Sublinha, contudo, que a ERC não funciona "a reboque de casos conjunturais".Ah não? Então a ERC, que "regula" a Comunicação Social, recusafuncionar a reboque de "casos conjunturais", que são o território por excelência do jornalismo (aqui e em qualquer parte do mundo)? Só uma perguntinha: a ERC admite emitir então uma qualquer douta opinião sobre o assuntodas próximas eleições autárquicas (2009)? Ui, ui, isto promete.

Confirma-se...

...as audiências subiram. Não sei se é do prof. Carrilho se de ter

...as audiências subiram. Não sei se é do prof. Carrilho se de ter tirado a música . À cautela, obrigado a ambos.

terça-feira, maio 23

Desonestidade bárbara (II)

Ao contrário de Maria Cavaco Silva, Bárbara acrescenta notoriedade ao seu marido e, sobretudo, afectividade nos contactos populares de campanha, (essenciais não por si mas pela imagem televisiva que geram). Bárbara é, por assim dizer, um trunfo eleitoral - pelo menos pode ser considerada como tal. Quem viu, pode confirmar: na campanha, acções de rua de Carrilho com Bárbara eram uma coisa (gerava-se empatia); acções de rua sem Bárbara eram outra (frieza, muita frieza). E mil vezes o candidato ouviu o muito cruel "olha lá vai o marido da Bárbara Guimarães".

Por outras palavras: Maria Cavaco Silva é "só" família; Bárbara Guimarães não é "só" família (por mais que o Dinis Maria seja exibido como forma de legitimar essa imagem). É isso e muito mais. É algo que pode - muito legitimamente - ser considerado um trunfo eleitoral. Nessa medida, a sua participação na campanha do marido não pode deixar de ser eleitoralmente medida (e na campanha de Carrilho foi-o) e politicamente avaliada. Logo, pode muito legitimamente ser vista como uma instrumentalização eleitoral do casamento, um uso político do domínio privado - interpretação que o próprio casal legitimou com aparições controladas em

Carrilho ainda hoje não quer compreender isto. Na altura também não compreendeu outra coisa: que a "matilha" lhe desmontou a esperteza saloia; que, a partir daí, Bárbara foi mais ruído do que trunfo; e que, finalmente, o eleitorado não pode ser tomado por parvo. Quando vota é em quem se candidata; não no seu cônjuge. Ao contrário de Maria Cavaco Silva, Bárbaranotoriedade ao seu marido e, sobretudo, afectividade nos contactos populares de campanha, (essenciais não por si mas pela imagem televisiva que geram). Bárbara é, por assim dizer, um trunfo eleitoral - pelo menos pode ser considerada como tal. Quem viu, pode confirmar: na campanha, acções de rua de Carrilho com Bárbara eram uma coisa (gerava-se empatia); acções de rua sem Bárbara eram outra (frieza, muita frieza). E mil vezes o candidato ouviu o muito cruel "olha lá vai o marido da Bárbara Guimarães".Por outras palavras: Maria Cavaco Silva é "só" família; Bárbara Guimarães não é "só" família (por mais que o Dinis Maria seja exibido como forma de legitimar essa imagem). É isso e muito mais. É algo que pode - muito legitimamente - ser considerado um trunfo eleitoral. Nessa medida, a sua participação na campanha do marido não pode deixar de ser eleitoralmente medida (e na campanha de Carrilho foi-o) e politicamente avaliada. Logo, pode muito legitimamente ser vista como uma instrumentalização eleitoral do casamento, um uso político do domínio privado - interpretação que o próprio casal legitimou com aparições controladas em capas de revistas do socialite.Carrilho ainda hoje não quer compreender isto. Na altura também não compreendeu outra coisa: que a "matilha" lhe desmontou a esperteza saloia; que, a partir daí, Bárbara foi mais ruído do que trunfo; e que, finalmente, o eleitorado não pode ser tomado por parvo. Quando vota é em quem se candidata; não no seu cônjuge.

Desonestidade bárbara (I)

É desonesto fazer comparações entre as participações de Bárbara Guimarães e Maria Cavaco Silva (o exemplo mais referido por Carrilho) nas campanhas dos respectivos maridos.

Entendamo-nos: uma e outra têm notoriedades completamente diferentes. Uma (Bárbara) tem uma elevadíssima notoriedade própria, aliás superior à do marido em alguns sectores (no "povão", por exemplo), por via da sua profissão televisiva; a outra, Maria Cavaco Silva, só a conhecemos porque é mulher de Cavaco Silva. Está aí a diferença e a diferença é importante.

Porque Cavaco Silva não precisa, em rigor, da mulher a seu lado para suscitar adesão às suas acções de campanha. Ele tem um valor próprio suficiente nesse capítulo e o facto de ter usado a família na campanha destinou-se apenas a consolidar/confirmar a sua imagem pública de homem com uma carreira fortemente respaldada na família. Mais do que os nomes dos membros da sua família o que ali interessava era a imagem de harmonia e tranquilidade.

Com Carrilho e Bárbara isto não é bem assim. Ele tem um valor próprio (como personalidade pública) mas ela também. Ela, aliás, tanto nas elites (por via do seu programinha cultural da SIC-Notícias) como no "povão" (por via do que fez antes deste programinha), algo de que Carrilho não se pode orgulhar. É desonesto fazer comparações entre as participações de Bárbara Guimarães e Maria Cavaco Silva (o exemplo mais referido por Carrilho) nas campanhas dos respectivos maridos.Entendamo-nos: uma e outra têm notoriedades completamente diferentes. Uma (Bárbara) tem uma elevadíssima notoriedade própria, aliás superior à do marido em alguns sectores (no "povão", por exemplo), por via da sua profissão televisiva; a outra, Maria Cavaco Silva, só a conhecemos porque é mulher de Cavaco Silva. Está aí a diferença e a diferença é importante.Porque Cavaco Silva não precisa, em rigor, da mulher a seu lado para suscitar adesão às suas acções de campanha. Ele tem um valor próprio suficiente nesse capítulo e o facto de ter usado a família na campanha destinou-se apenas aa sua imagem pública de homem com uma carreira fortemente respaldada na família. Mais do que os nomes dos membros da sua família o que ali interessava era a imagem de harmonia e tranquilidade.Com Carrilho e Bárbara isto não é bem assim. Ele tem um valor próprio (como personalidade pública) mas ela também. Ela, aliás, tanto nas elites (por via do seu programinha cultural da SIC-Notícias) como no "povão" (por via do que fez antes deste programinha), algo de que Carrilho não se pode orgulhar.

"Problemas com o blog"

O

Isto prova:

a) que Daniel Oliveira não é o único que faz implodir blogs

b) que a nossa geração passou a ter, a juntar aos outros, "problemas com o blog" Lugar Comum implodiu ao fim de meia-dúzia de dias.Isto prova:a) que Daniel Oliveira não é o único que faz implodir blogsb) que a nossa geração passou a ter, a juntar aos outros, "problemas com o blog"

Carrilhada

O

O meu olhar era… fresh look: deitei-me a contar quantas vezes Carrilho disse "eu".

Perdi a paciência por volta dos 35 "eus", apenas na primeira parte.

(Desconfio que o senhor saiu do programa como o ego aconhegado!) jph já escreveu sobre o debate da carrilhada. O Rui também vai muito bem.O meu olhar era… fresh look: deitei-me a contar quantas vezes Carrilho disse "eu".Perdi a paciência por volta dos 35 "eus", apenas na primeira parte.(Desconfio que o senhor saiu do programa como o ego aconhegado!)

Mais cromos

Aqui à minha frente estão dois cidadãos maiores de 30 anos a trocar cromos do Mundial. Socorro. Alguém que apareça e me explique o fenómeno Aqui à minha frente estão dois cidadãos maiores de 30 anos a trocar cromos do Mundial. Socorro. Alguém que apareça e me explique o fenómeno

Descarrilhou

Vi ontem o Prós & Contras (RTP-1). Pela primeira vez de fio a pavio. Dei a noite por ganha, devo dizer. E assim, pela enésima vez, vou voltar ao "caso Carrilho" e ao seu Sob o signo da verdade. O assunto interessa-me por várias razões: discute-se jornalismo; discute-se um livro (que li); discute-se um livro sobre uma campanha que cobri. Eis como vi o debate, interveniente a interveniente. Dizendo, desde já, que, apesar de às vezes ter sido demasiado vivo, me pareceu uma "conversa" importante e relativamente clarificadora.

Emídio Rangel: Esta sua condição recente de Grande Guardião da Moral Jornalística Nacional pura e simplesmente não pega, conhecendo-se o seu percurso. Tendo detido o poder que deteve, evidentemente não pode agora encenar um discurso virginal sobre o poder maléfico das agências de comunicação. E o mesmo se passa quanto à sua indignação face à exploração pela SIC do episódio do aperto de mão - logo ele, que foi quem por cá inaugurou a espectacularização dos debates televisivos. Ricardo Costa e Pacheco Pereira conseguiram colocá-lo perantes estas contradições. Em Rangel - como em Carrilho - o problema é o mesmo: não tem credibilidade para lançar este debate. O que é pena.

Ricardo Costa. Preparou-se bem. Não hesitou em protagonizar com Rangel uma espécie de parricídio público. Penso que ficou claro que no episódio do aperto de mão, Carrilho só mentindo é que argumenta que não sabia que estava a ser filmado. Fez bem em recordar que escassos dias depois do episódio Carrilho já sorria e cumprimentava Carmona. A indignação, pelos vistos, foi de curta duração. Para mim Ricardo Costa só se esticou nas suas longas explicações sobre agências de comunicação. Eles nesse mundo são maiores e vacinados, não precisam de ninguém que os explique. Fez muito bem em recordar a colectânea de entrevistas manipuladas (sem autorização dos co-autores) por Carrilho e o artigo deste sobre Morais Sarmento. São dois belos retratos do personagem.

José Pacheco Pereira. Esteve muito bem ao tentar sistematicamente puxar o debate para o livro e para a sua tese central: movidos pela inveja e comprados pelo imobiliário (através de uma agência de comunicação), vários jornalistas e comentadores destruiram a campanha de Carrilho. Este fugiu sempre a esta leitura do livro, fuga que só prova que o livro não passa da justificação de uma humilhante derrota através da colagem de uma série de "factos" através da invenção, adivinhação e processos de intenção. Parece-me que se conseguiu explicar bem ao acusar Carrilho de ter usado no livro todos os truques de que se queixa.

Manuel Maria Carrilho. Acabou o debate aos berros, completamente fora de si - enfim, Carrilho no seu "melhor", o "melhor" que o derrotou nas autárquicas e o voltou a derrotar ontem. Cobardemente, evitou sempre o tema da corrupção no jornalismo (repito: tema central do livro, basta lê-lo) porque, evidentemente, não tem sombra de provas para escrever o que escreveu. A esta hora já está a pensar numa vingança qualquer.

E pronto, é tudo. Vou fazer só mais um postinho sobre a "questão" Bárbara. Haja paciência. Vi ontem o Prós & Contras (RTP-1). Pela primeira vez de fio a pavio. Dei a noite por ganha, devo dizer. E assim, pela enésima vez, vou voltar ao "caso Carrilho" e ao seu. O assunto interessa-me por várias razões: discute-se jornalismo; discute-se um livro (que li); discute-se um livro sobre uma campanha que cobri. Eis como vi o debate, interveniente a interveniente. Dizendo, desde já, que, apesar de às vezes ter sido demasiado vivo, me pareceu uma "conversa" importante e relativamente clarificadora.: Esta sua condição recente de Grande Guardião da Moral Jornalística Nacional pura e simplesmente não pega, conhecendo-se o seu percurso. Tendo detido o poder que deteve, evidentemente não pode agora encenar um discurso virginal sobre o poder maléfico das agências de comunicação. E o mesmo se passa quanto à sua indignação face à exploração pela SIC do episódio do aperto de mão - logo ele, que foi quem por cá inaugurou a espectacularização dos debates televisivos. Ricardo Costa e Pacheco Pereira conseguiram colocá-lo perantes estas contradições. Em Rangel - como em Carrilho - o problema é o mesmo: não tem credibilidade para lançar este debate. O que é pena.. Preparou-se bem. Não hesitou em protagonizar com Rangel uma espécie de parricídio público. Penso que ficou claro que no episódio do aperto de mão, Carrilho só mentindo é que argumenta que não sabia que estava a ser filmado. Fez bem em recordar que escassos dias depois do episódio Carrilho já sorria e cumprimentava Carmona. A indignação, pelos vistos, foi de curta duração. Para mim Ricardo Costa só se esticou nas suas longas explicações sobre agências de comunicação. Eles nesse mundo são maiores e vacinados, não precisam de ninguém que os explique. Fez muito bem em recordar a colectânea de entrevistas manipuladas (sem autorização dos co-autores) por Carrilho e o artigo deste sobre Morais Sarmento. São dois belos retratos do personagem.. Esteve muito bem ao tentar sistematicamente puxar o debate para o livro e para a sua tese central: movidos pela inveja e comprados pelo imobiliário (através de uma agência de comunicação), vários jornalistas e comentadores destruiram a campanha de Carrilho. Este fugiu sempre a esta leitura do livro, fuga que só prova que o livro não passa da justificação de uma humilhante derrota através da colagem de uma série de "factos" através da invenção, adivinhação e processos de intenção. Parece-me que se conseguiu explicar bem ao acusar Carrilho de ter usado no livro todos os truques de que se queixa.. Acabou o debate aos berros, completamente fora de si - enfim, Carrilho no seu "melhor", o "melhor" que o derrotou nas autárquicas e o voltou a derrotar ontem. Cobardemente, evitou sempre o tema da corrupção no jornalismo (repito: tema central do livro, basta lê-lo) porque, evidentemente, não tem sombra de provas para escrever o que escreveu. A esta hora já está a pensar numa vingança qualquer.E pronto, é tudo. Vou fazer só mais um postinho sobre a "questão" Bárbara. Haja paciência.

segunda-feira, maio 22

Chico é Deus

Eu nunca diria isto, sob pena de alguém me tomar por uma espécie de Santa Teresa de Ávila. A frase é de João Miguel Tavares, um "chicólogo" da praça que está ali à frente na redacção. O JMT já tem o "Carioca", a mi pesar.

Mas fiquei tão contente com a

Mas, ontem, por exemplo, encontrei o

Não se afobe não que nada é pra já

O amor não tem pressa

ele pode esperar

no fundo do armário

na posta restante

milénios

milénios no ar

A minha vida é uma esplêndida monotonia Eu nunca diria isto, sob pena de alguém me tomar por uma espécie de Santa Teresa de Ávila. A frase é de João Miguel Tavares, um "chicólogo" da praça que está ali à frente na redacção. O JMT já tem o "Carioca", a mi pesar.Mas fiquei tão contente com a prenda do Chico da Origem das Espécies ! (só hoje vi)Mas, ontem, por exemplo, encontrei o Ivan nos Armazéns do Chiado, e fomos parar ao Chico Buarque (ele gosta menos do que eu). Depois, fui para casa fazer o jantar. E, eu que já não ouvia Chico há praí 15 dias, acabei a temperar o frango eNão se afobe não que nada é pra jáO amor não tem pressaele pode esperarno fundo do armáriona posta restantemiléniosmilénios no arA minha vida é uma esplêndida monotonia

E ninguém fala da bola, men?

Um especialista espanhol em toxicodependência alertou hoje para o crescente aparecimento de vícios sem drogas, como a Internet ou o sexo, e lamentou que a comunidade científica não faça o diagnóstico destas dependências.Durante o XIX Encontro das Taipas, que decorre hoje e terça- feira em Lisboa, Carlos Alvarez Vara, da Agencia Antidroga de la Comunidade de Madrid, falou sobre "Dependências Patológicas sem Substâncias Psicoactivas". Salientando que "ser dependente é não controlar a relação com a substância", Carlos Alvarez Vara afirmou que nos últimos anos têm surgido cada vez mais casos de relações deste tipo com objectos em vez de drogas.

(da Lusa) Um especialista espanhol em toxicodependência alertou hoje para o crescente aparecimento de vícios sem drogas, como a Internet ou o sexo, e lamentou que a comunidade científica não faça o diagnóstico destas dependências.Durante o XIX Encontro das Taipas, que decorre hoje e terça- feira em Lisboa, Carlos Alvarez Vara, da Agencia Antidroga de la Comunidade de Madrid, falou sobre "Dependências Patológicas sem Substâncias Psicoactivas". Salientando que "ser dependente é não controlar a relação com a substância", Carlos Alvarez Vara afirmou que nos últimos anos têm surgido cada vez mais casos de relações deste tipo com objectos em vez de drogas.(da Lusa)

Prós & Contras

Hoje Manuel Maria Carrilho irá ao Prós & Contras debater o seu livro. Segundo leio nos jornais terá do seu lado Emídio Rangel. Os outros debatentes serão Ricardo Costa e Pacheco Pereira. Por outras palavras: quatro pessoas que conhecem o livro de Carrilho; mas uma única que viveu a campanha dia-a-dia (o próprio Carrilho).

Se bem conheço o prof. Carrilho, aproveitará sobretudo para atacar quem não estiver no programa para se defender. Se bem conheço Rangel, nunca explicará porque razão nunca se queixou a ninguém de direito sobre casos concretos de corrupção no jornalismo.

Se bem o conheço, voltará a jurar que nunca ninguém na sua candidatura mediu politicamente os prós e contras da participação da sua mulher na campanha.

Se bem o conheço também, irá insistir na ideia de que Bárbara Guimarães só apareceu três vezes até à campanha começar (como diz no livro). Esquecer-se-à convenientemente de dizer que, depois, no período oficial, apareceu todos os dias - ou seja, não apareceu três vezes mas pelo menos 15, para já não falar em várias iniciativas fora da agenda pública da candidatura.

Se bem o conheço, esquecer-se-á de recordar, também, que, depois da polémica do "vídeo familiar" - em Junho - quem ressuscitou a "questão Bárbara" não foi nenhum jornalista mas sim um seu camarada de partido, Jorge Coelho, num jantar-comício na FIL, em Julho, através de um apelo à mulher do candidato para que não se deixasse condicionar e continuasse a aparecer, porque o "povo" e o PS assim o queriam. Ou seja: esquercer-se-à de dizer que a politização da "questão Bárbara" passou, ao mais alto nível, pelo seu próprio partido.

Se bem o conheço, nunca admitirá que, de todos os candidatos a Lisboa (Carmona, ele próprio, Ruben de Carvalho, Maria José Nogueira Pinto e José Sá Fernandes) era ele o que pior conhecia Lisboa.

Se bem o conheço, nunca admitirá as hesitações que existiram na sua candidatura face à exploração do chamado "mensalito" de Carmona, esquecendo-se também de referir que se ele próprio só tomou conhecimento do caso porque a "matilha" a revelou.

O que eu gostaria que ficasse bem claro no Prós & Contras de hoje à noite é o seguinte:

1. Há, evidentemente, problemas nas coberturas mediáticas nas campanhas, o mais grave dos quais será uma excessiva atenção aos fait-divers (mas o caso Bárbara/Diniz Maria não é um fait-divers).

2. Haverá, por outro lado, problemas de corrupção no jornalismo - admito-o perfeitamente, pela simples razão de que há sempre corrupção onde há poder - que urgem ser averiguados por quem tem autoridade para isso.

3. Só que, de todas as pessoas possíveis, Manuel Maria Carrilho é a última a ter o mínimo de autoridade para invocar isso em sua defesa porque toda a sua campanha foi, do princípio ao fim, uma alucinante sucessão de erros dos quais ele foi, na maior parte dos casos, o principal protagonista. O personagem desacredita a própria discussão que tenta desencadear.

Por último: Sou referido no livro de Carrilho. Criticamente, claro. O conteúdo das críticas é, no essencial, canalhote. Há níveis a que não baixo, no que pessoalmente me toca. Hoje Manuel Maria Carrilho irá ao Prós & Contras debater o seu livro. Segundo leio nos jornais terá do seu lado Emídio Rangel. Os outros debatentes serão Ricardo Costa e Pacheco Pereira. Por outras palavras: quatro pessoas que conhecem o livro de Carrilho; mas uma única que viveu a campanha dia-a-dia (o próprio Carrilho).Se bem conheço o prof. Carrilho, aproveitará sobretudo para atacar quem não estiver no programa para se defender. Se bem conheço Rangel, nunca explicará porque razão nunca se queixou a ninguém de direito sobre casos concretos de corrupção no jornalismo.Se bem o conheço, voltará a jurar que nunca ninguém na sua candidatura mediu politicamente os prós e contras da participação da sua mulher na campanha.Se bem o conheço também, irá insistir na ideia de que Bárbara Guimarães só apareceu três vezes até à campanha começar (como diz no livro). Esquecer-se-à convenientemente de dizer que, depois, no período oficial, apareceu todos os dias - ou seja, não apareceu três vezes mas pelo menos 15, para já não falar em várias iniciativas fora da agenda pública da candidatura.Se bem o conheço, esquecer-se-á de recordar, também, que, depois da polémica do "vídeo familiar" - em Junho - quem ressuscitou a "questão Bárbara" não foi nenhum jornalista mas sim um seu camarada de partido, Jorge Coelho, num jantar-comício na FIL, em Julho, através de um apelo à mulher do candidato para que não se deixasse condicionar e continuasse a aparecer, porque o "povo" e o PS assim o queriam. Ou seja: esquercer-se-à de dizer queSe bem o conheço, nunca admitirá que, de todos os candidatos a Lisboa (Carmona, ele próprio, Ruben de Carvalho, Maria José Nogueira Pinto e José Sá Fernandes) era ele o queconhecia Lisboa.Se bem o conheço, nunca admitirá as hesitações que existiram na sua candidatura face à exploração do chamado "mensalito" de Carmona, esquecendo-se também de referir que se ele próprio só tomou conhecimento do caso porque a "matilha" a revelou.O que eu gostaria que ficasse bem claro no Prós & Contras de hoje à noite é o seguinte:. Há, evidentemente, problemas nas coberturas mediáticas nas campanhas, o mais grave dos quais será uma excessiva atenção aos fait-divers (mas o caso Bárbara/Diniz Maria não é um fait-divers).. Haverá, por outro lado, problemas de corrupção no jornalismo - admito-o perfeitamente, pela simples razão de que há sempre corrupção onde há poder - que urgem ser averiguados por quem tem autoridade para isso.. Só que, de todas as pessoas possíveis, Manuel Maria Carrilho é a última a ter o mínimo de autoridade para invocar isso em sua defesa porque toda a sua campanha foi, do princípio ao fim, uma alucinante sucessão de erros dos quais ele foi, na maior parte dos casos, o principal protagonista. O personagem desacredita a própria discussão que tenta desencadear.Por último: Sou referido no livro de Carrilho. Criticamente, claro. O conteúdo das críticas é, no essencial, canalhote. Há níveis a que não baixo, no que pessoalmente me toca.

Nota aos leitores

Pronto, levem lá a taça! A pedido de muitas famílias acabei com a grafonola do Glória. Agora, para ouvir qualquer coisa só se for a TSF ou a Radar. Mas fica o aviso: ou as audiências aumentam ou a grafonola volta!

sexta-feira, maio 19

Nada melhor do que um automóvel para exercer a crueldade. É toca e foge. E faz-se bem todo o ano. No inverno, por exemplo, nada mais divertido do que passar propositadamente sobre as poças encharcando quem vai no passeio. É de morrer a rir. Já quando faz sol, a minha preferida é a dos ciganitos romenos que nos querem vender Bordas d´Água quando estamos parados nos semáforos. Eu pego-lhes no almanaque e pouso-o no tablier. Depois faço tempo a procurar trocos. E quando o semáforo abre piro-me, sem lhes dar nada! Pelo retrovisor topo os olhares desconsolados dos miúdos, eh, eh, eh. Nada melhor do que um automóvel para exercer a crueldade. É toca e foge. E faz-se bem todo o ano. No inverno, por exemplo, nada mais divertido do que passar propositadamente sobre as poças encharcando quem vai no passeio. É de morrer a rir. Já quando faz sol, a minha preferida é a dos ciganitos romenos que nos querem vender Bordas d´Água quando estamos parados nos semáforos. Eu pego-lhes no almanaque e pouso-o no tablier. Depois faço tempo a procurar trocos. E quando o semáforo abre piro-me, sem lhes dar nada! Pelo retrovisor topo os olhares desconsolados dos miúdos, eh, eh, eh.

MSGT (III)

Ser sócio da MSGT implica uma boa acção por dia. Boa, no sentido de competente. Hoje, por exemplo, esmigalhei uma pombinha com pneu dianteiro direito do meu carro. Toda a gente que conduz sabe como é difícil. Posso folgar no fim de semana? Ser sócio da MSGT implica uma boa acção por dia. Boa, no sentido de competente. Hoje, por exemplo, esmigalhei uma pombinha com pneu dianteiro direito do meu carro. Toda a gente que conduz sabe como é difícil. Posso folgar no fim de semana?

Parece-me bem, esse Movimento das/dos Sem um grama de Ternura no Coração (MSGT). Quero o departamento do agit-prop (relações com agências de comunicação e tal, estão a ver). Já Parece-me bem, esse Movimento das/dos Sem um grama de Ternura no Coração (MSGT). Quero o departamento do agit-prop (relações com agências de comunicação e tal, estão a ver). Já aqui me tinham feito sócio fundador de outra agremiação. E dizem-me que está prestes a nascer a ANVMN (Associação do Não Vás ao Médico, Não). Não há salário que pague tanta cota. Quota, quero dizer. Ou cota? Olhem, sei lá, isso.

MSGT

eu e a asl (ainda não le disse nada, é surpresa) e talvez o jph (se ele pedir muito e demonstrar que é genuinamente empedernido) vamos fundar o movimento sem um grama de ternura. o nome completo é: movimento das/dos sem um grama de ternura no coração. também pensámos que podia ser o msppp -- movimento sem paciência para parvalhões, mas depois achámos que corríamos o risco de ficar sós contra o mundo.

só para mim, fundei a agremiação das que não sabem escrever elucubração.

a comissão instaladora, eu e a asl (ainda não le disse nada, é surpresa) e talvez o jph (se ele pedir muito e demonstrar que é genuinamente empedernido) vamos fundar o movimento sem um grama de ternura. o nome completo é: movimento das/dos sem um grama de ternura no coração. também pensámos que podia ser o msppp -- movimento sem paciência para parvalhões, mas depois achámos que corríamos o risco de ficar sós contra o mundo.só para mim, fundei a agremiação das que não sabem escrever elucubração.a comissão instaladora,

caro jph, da tua sapatóloga

esses sapatos, sejam como forem e do que forem, já devem estar podres. e isso, para além de só se admitir em sem abrigo, não pode ser bom sinal. tsss tssss.

(mas, já agora, são aqueles que me mostrasteS no outro dia nos bichos? já te disse na altura o que pensava. não queres que o repita aqui, à frente desta gente toda, pois não?) esses sapatos, sejam como forem e do que forem, já devem estar podres. e isso, para além de só se admitir em sem abrigo, não pode ser bom sinal. tsss tssss.(mas, já agora, são aqueles que me mostrasteS no outro dia nos bichos? já te disse na altura o que pensava. não queres que o repita aqui, à frente desta gente toda, pois não?)

À nossa sapatóloga

Dear f.,

E o que dizer de um gajo que só tem um par de sapatos - muito caro, por sinal - e que o usa durante seis anos a dez anos seguidos até que da sola quase já só resta a memória? Dear f.,E o que dizer de um gajo que só tem um par de sapatos - muito caro, por sinal - e que o usa durante seis anos a dez anos seguidos até que da sola quase já só resta a memória?

Declaração de rendimentos

O Rui defende que os jornalistas deveriam ser obrigados a preencher uma declaração de rendimentos, como os políticos já são. Plenamente de acordo (a sério). Por mim, mandem-me o formulário do modelo NTOCM (Não Tem Onde Cair Morto).

sapatologia

nunca falha. olhamos para o que uma pessoa calça (ou sonha calçar) e zás, vislumbramos-lhe a alma. há poucas coisas tão eloquentes sobre o que alguém é, pode e quer ser como o sapatinho. o príncipe da cinderela lá tinha as suas razões.

devia haver tratados (e se calhar há) sobre isto. nunca falha. olhamos para o que uma pessoa calça (ou sonha calçar) e zás, vislumbramos-lhe a alma. há poucas coisas tão eloquentes sobre o que alguém é, pode e quer ser como o sapatinho. o príncipe da cinderela lá tinha as suas razões.devia haver tratados (e se calhar há) sobre isto.

vá lá

é bom saber que não se erra sempre (sou capaz de ser melhor em intuição que em ortografia). bem me parecia que um certo canídeo era fêmea -- há coisas que não se disfarçam assim tão bem. só falta, agora, assumir a autoria. coragem, vá. é bom saber que não se erra sempre (sou capaz de ser melhor em intuição que em ortografia). bem me parecia que um certo canídeo era fêmea -- há coisas que não se disfarçam assim tão bem. só falta, agora, assumir a autoria. coragem, vá.

private códigos

não, não, pedro . estamos à espera do filme.

elu de...

elucidada elucidada

opróbrio e vergonha, sim, ó, e a 26ª lei da blogosfera

não tendo aqui à mão um verso do dante que se adeque à celebração desta profunda desgraça, resta-me o uso que doravante todos me reconhecem limitado da língua portuguesa. e-lu-cu-bra-ções é mesmo com dois uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!

elucubrações

elucubrações

elucubrações

elucubrações

e

elucubrações

eu sou mas é uma ganda burra. quis fazer uma gracinha com o pacheco pereira e zás. tungas. levei a adequada e mui justa reguada.

por quem me tomo eu, hum? com tanto dicionário à minha volta, que prodígios de arrogância me impediram de neles certificar a justeza do meu ímpeto?

e se eu fosse mas é fazer a quarta classe outra vez?

salva-se daqui a 26ª lei da blogosfera: nunca fazer reparos sobre a ortografia alheia sem ter a certeza a-b-so-lu-ta mas mesmo ab-so-lu-ta de que se está do lado da razão (e logo eu, que detesto erros de ortografia. outro como este e passo à clandestinidade).

sim, continuem a mandar emails paternalistas. eu mereço tudo. não tendo aqui à mão um verso do dante que se adeque à celebração desta profunda desgraça, resta-me o uso que doravante todos me reconhecem limitado da língua portuguesa. e-lu-cu-bra-ções é mesmo com dois uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!elucubraçõeselucubraçõeselucubraçõeselucubraçõeselucubraçõeseu sou mas é uma ganda burra. quis fazer uma gracinha com o pacheco pereira e zás. tungas. levei a adequada e mui justa reguada.por quem me tomo eu, hum? com tanto dicionário à minha volta, que prodígios de arrogância me impediram de neles certificar a justeza do meu ímpeto?e se eu fosse mas é fazer a quarta classe outra vez?salva-se daqui a 26ª lei da blogosfera: nunca fazer reparos sobre a ortografia alheia sem ter a certeza a-b-so-lu-ta mas mesmo ab-so-lu-ta de que se está do lado da razão (e logo eu, que detesto erros de ortografia. outro como este e passo à clandestinidade).sim, continuem a mandar emails paternalistas. eu mereço tudo.

quinta-feira, maio 18

eluquê?

a crónica de pacheco pereira, hoje no público, é como (quase) sempre obrigatória (e o link está como sempre indisponível).

a comparação entre o menino guerreiro e o sagaz maquiavel que afinal só queria um grama de ternura é uma delícia.

como o é a descrição da reinauguração do campo pequeno, com a sua 'recriação do portugal tradicional' -- 'como eu sou do porto', diz jpp, 'onde não há touros, o único fadista conhecido era o neca rafael e o único fado popular era o 'já estás com os copos', não me lembro dessa 'tradição' assim tão portuguesa, mas percebo muito bem o que nos querem dizer'.

mas 'elucubrações', do menino guerreiro ou de outro qualquer? ai ai. isto em quem cita dante e tem aqueles triliões de bibliotecas não se admite

(já eu, por exemplo, posso escrever bróculos com u que ninguém se admira -- é com coisas destas que o manuel maria carrilho se indigna, não é?) a crónica de pacheco pereira, hoje no público, é como (quase) sempre obrigatória (e o link está como sempre indisponível).a comparação entre o menino guerreiro e o sagaz maquiavel que afinal só queria um grama de ternura é uma delícia.como o é a descrição da reinauguração do campo pequeno, com a sua 'recriação do portugal tradicional' -- 'como eu sou do porto', diz jpp, 'onde não há touros, o único fadista conhecido era o neca rafael e o único fado popular era o 'já estás com os copos', não me lembro dessa 'tradição' assim tão portuguesa, mas percebo muito bem o que nos querem dizer'.mas 'elucubrações', do menino guerreiro ou de outro qualquer? ai ai. isto em quem cita dante e tem aqueles triliões de bibliotecas não se admite(já eu, por exemplo, posso escrever bróculos com u que ninguém se admira -- é com coisas destas que o manuel maria carrilho se indigna, não é?)

Sob o signo de qualquer coisa

Manuel Maria Carrilho fez hoje a sua primeira intervenção deste ano no Parlamento. Nos corredores anunciou à "matilha" que vai pedir à Entidade Reguladora da Comunicação Social que analise o seu livro.

PS1. A total ausência, este ano, de qualquer intervenção do deputado Carrilho no plenário parlamentar é verificável no site do Parlamento .

PS2. Certamente por lapso, Carrilho esqueceu-se de pedir à PGR que investigue o alegado financiamento ilegal de candidaturas políticas por "agências de comunicação", assunto bastante referido na sua obra. Manuel Maria Carrilho fez hoje a sua primeira intervenção deste ano no Parlamento. Nos corredores anunciou à "matilha" que vai pedir à Entidade Reguladora da Comunicação Social que analise o seu livro.. A

clap-clap

quarta-feira, maio 17

impulse

e se de repente uma desconhecida nos pedir uma reportagem?

devemos perguntar-lhe ao que vem, donde e para quê (nunca se sabe se não tem mão de agências de comunicação, cunhas, do vaz ou doutro qualquer) ou concluir, puramente e muito mas muito simplesmente, que isto é só um elogio profissional um bocadito arrevezado, tipo viu uma coisa bem feita no el pais e achou que eu era a única grande repórter deste país capaz de fazer uma remake?

é que as outras hipóteses são um nadinha desagradáveis, e eu não gosto de pensar coisas chatas de pessoas que não conheço de lado nenhum. de lado mesmo nenhum.

(ajudava, claro, um apelidozito junto ao nome próprio -- sempre tornava o caso definitivamente pessoal) e se de repente uma desconhecida nos pedir uma reportagem?devemos perguntar-lhe ao que vem, donde e para quê (nunca se sabe se não tem mão de agências de comunicação, cunhas, do vaz ou doutro qualquer) ou concluir, puramente e muito mas muito simplesmente, que isto é só um elogio profissional um bocadito arrevezado, tipo viu uma coisa bem feita no el pais e achou que eu era a única grande repórter deste país capaz de fazer uma remake?é que as outras hipóteses são um nadinha desagradáveis, e eu não gosto de pensar coisas chatas de pessoas que não conheço de lado nenhum. de lado mesmo nenhum.(ajudava, claro, um apelidozito junto ao nome próprio -- sempre tornava o caso definitivamente pessoal)

e continua

vai ter de me explicar isso como se eu fosse muito estúpida, sôdona luísa vai ter de me explicar isso como se eu fosse muito estúpida, sôdona luísa

continuação

isto hoje anda isto hoje anda muito animado . qual é exactamente a questão, dona luísa?

tanããããããã..... (rufar de tambores, etc)

e a e a opinião é... (já agora, com a transcrição correcta, if you please: "Excluir do tratamento as mulheres infertéis que não estão 'em casal' foi uma decisão tomada pelos deputados do PS, desfazendo as ilusões do PCP e BE sobre um consenso de esquerda. Decreta-se, assim, o ideal da família biparental e heterossexual, relegando as mães solteiras para os acasos da vida. O medo do veto de Cavaco é uma das justificações" -- entrada de artigo de dn, 16 de Maio).

terça-feira, maio 16

Parabéns a você

Para o Francisco (atrasados) e, pronto, para o Brosnan também Para o Francisco (atrasados) e, pronto, para o Brosnan também

Tá a ficar velho, é o que é

O Xico fez anos ontem e não disse nada a ninguém.

Deve ser gralha

O Público diz que este senhor faz hoje 54 anos O Público diz que este senhor faz hoje 54 anos

Radar, here I go

Ouvindo de manhã a TSF confirma-se o pesadelo: já estamos a ser encharcados de Mundial até à náusea. Isto para já não falar do número tristemente habitual dos jornalismo patriótico, "estamos cá é para apoiar a selecção" and so on, and so on...Até gosto de futebol, juro. Não percebo nada mas gosto. Mas há coisas que me fazem detestá-lo e raramente se passam no campo. Uma delas é esta enxurrada "mediática" à volta da selecção. O Governo, esse, agradece: não há pão mas há circo. Do mal o menos. Ouvindo de manhã a TSF confirma-se o pesadelo: já estamos a ser encharcados de Mundial até à náusea. Isto para já não falar do número tristemente habitual dos jornalismo patriótico, "estamos cá é para apoiar a selecção" and so on, and so on...Até gosto de futebol, juro. Não percebo nada mas gosto. Mas há coisas que me fazem detestá-lo e raramente se passam no campo. Uma delas é esta enxurrada "mediática" à volta da selecção. O Governo, esse, agradece: não há pão mas há circo. Do mal o menos.

segunda-feira, maio 15

Proposta indecente

Dado o seu evidente domínio da matéria, sugiro ao Miguel que lance uma Dado o seu evidente domínio da matéria, sugiro ao Miguel que lance uma Afinsa dos cromos . A sua assumida formação cristã garante-lhe, à partida, dois mil anos de saber acumulado em gestão empresarial.

Carrilho - agora a sério

1. Ler blogues é importante. É mesmo muito importante. Fica-se com uma ideia de como pensam os não-jornalistas. No caso de Carrilho, é notório que o

2. Nessa medida - o descrédito do personagem - considero que a resposta a Carrilho pelos visados, entre os quais me encontro, deve ser apenas no campo da opinião, mesmo que o personagem tenha ido nas suas criticas ao jornalismo muito para além de meros comentários (insinuou crimes). Mas dar crédito a Carrilho ao ponto de o processar seria tão rídiculo como ver um árbitro processar o Emplastro [na foto] por este falar em corrupção no futebol.

3. Isto não quer dizer que quem de direito (o Ministério Público) não abra inquérito, tendo em conta o que Carrilho escreveu (e o que disse Emídio Rangel na apresentação do livro). Por duas questões diferentes: a corrupção no jornalismo; e o alegado financiamento ilegal de campanhas políticas através de agências de comunicação. Quem tem meios e autoridade que investigue. Já agora, convinha que o

4. A importância destes dois assuntos só me faz lamentar ainda mais que quem os tenha levantado sejam pessoas desacreditadas e movidas pelo ódio (Carrilho por causa da sua derrota, Rangel por causa da SIC). Mas enfim: suponho que a quem investiga interessa mais o que é dito do que quem o diz.

5. O Paulo Gorjão . Ler blogues é importante. É mesmo muito importante. Fica-se com uma ideia de como pensam os não-jornalistas. No caso de Carrilho, é notório que o sentido geral das opiniões manifestadas na blogosfera salienta o descrédito do personagem.. Nessa medida - o descrédito do personagem - considero que a resposta a Carrilho pelos visados, entre os quais me encontro, deve ser apenas no campo da opinião, mesmo que o personagem tenha ido nas suas criticas ao jornalismo muito para além de meros comentários (insinuou crimes). Mas dar crédito a Carrilho ao ponto de o processar seria tão rídiculo como ver um árbitro processar o Emplastro [na foto] por este falar em corrupção no futebol.. Isto não quer dizer que quem de direito (o Ministério Público) não abra inquérito, tendo em conta o que Carrilho escreveu (e o que disse Emídio Rangel na apresentação do livro). Por duas questões diferentes: a corrupção no jornalismo; e o alegado financiamento ilegal de campanhas políticas através de agências de comunicação. Quem tem meios e autoridade que investigue. Já agora, convinha que o Sindicato dos Jornalistas dissesse qualquer coisinha.. A importância destes dois assuntos só me faz lamentar ainda mais que quem os tenha levantado sejam pessoas desacreditadas e movidas pelo ódio (Carrilho por causa da sua derrota, Rangel por causa da SIC). Mas enfim: suponho que a quem investiga interessa mais oé dito do queo diz.. O Paulo Gorjão criticou "a forma exagerada como os jornalistas estão a reagir ao livro de Manuel Maria Carrilho". Garanto-lhe, caro Paulo, que se ninguém tivesse dito nada certamente seria criticado à mesma, sob a acusação de "quem cala, consente", "omertá corporativa", etc, etc, etc. Por outras palavras: preso por ter cão, preso por não ter. Uma coisa parece clara: "os jornalistas" é uma entidade que, neste assunto, não tem existido. Alguns dos visados responderam; outros não. O comportamento tem sido, portanto, tudo menos "corporativo" e/ou auto-organizado. Não censuro quem não tenha respondido. Por mim falo, antes que alguém o faça por mim.

sábado, maio 13

sob o signo da verdade 5

as sandálias marc jacobs também era muito giras. gosto daquela coisa das cerejas no topo. as sandálias marc jacobs também era muito giras. gosto daquela coisa das cerejas no topo.

sob o signo da verdade 4

e não é que os malandros dos lobbies e do betão e mais não sei quê continuam a largar a pasta para a malta dizer mal, seis mesesdepois das eleições? aquilo é que é gente de rancores. e não é que os malandros dos lobbies e do betão e mais não sei quê continuam a largar a pasta para a malta dizer mal, seis mesesdepois das eleições? aquilo é que é gente de rancores.

sexta-feira, maio 12

pela causa do costume

No âmbito da realização de um Doutoramento sobre o tema "Novas Famílias Emergentes e o Individualismo Ocidental", da área de Sociologia da Familia, orientado pelo Professor João Teixeira Lopes, o doutorando Adalberto Ribeiro solicita a colaboração de casais de lésbicas, que vivam em união de facto, para a realização de uma entrevista, em total anonimato.

A contactar directamente com o próprio, através de:

email: No âmbito da realização de um Doutoramento sobre o tema "Novas Famílias Emergentes e o Individualismo Ocidental", da área de Sociologia da Familia, orientado pelo Professor João Teixeira Lopes, o doutorando Adalberto Ribeiro solicita a colaboração de casais de lésbicas, que vivam em união de facto, para a realização de uma entrevista, em total anonimato.A contactar directamente com o próprio, através de:email: dalby.acuarium@sapo.pt telemóvel: 918980382

sob o signo da verdade, 3

para o caso de alguém querer comprar-me a peso de ouro, são 55 quilos. para o caso de alguém querer comprar-me a peso de ouro, são 55 quilos.

sob o signo da verdade, 2

acho que se pode dizer que estou cheia de inveja da bárbara por ter um vestido tão giro. acho que se pode dizer que estou cheia de inveja da bárbara por ter um vestido tão giro.

sob o signo da verdade

a jornalista bárbara guimarães estava com um vestido muito giro, ontem. aliás, estava muito gira. a bárbara guimarães é muito gira. e jornalista. gostava de saber onde comprou aquele vestido, para ir lá ver se compro um para mim. não interessa o preço: nós, os jornalistas, temos meios de fortuna variados (variegados, até), mesmo se alguns de nós, azougadamente, de vez em quando gostamos tanto de dizer mal de certas pessoas que nem precisamos de ser comprados.

(espero é que não vá a matilha toda comprar aquele vestido) a jornalista bárbara guimarães estava com um vestido muito giro, ontem. aliás, estava muito gira. a bárbara guimarães é muito gira. e jornalista. gostava de saber onde comprou aquele vestido, para ir lá ver se compro um para mim. não interessa o preço: nós, os jornalistas, temos meios de fortuna variados (variegados, até), mesmo se alguns de nós, azougadamente, de vez em quando gostamos tanto de dizer mal de certas pessoas que nem precisamos de ser comprados.(espero é que não vá a matilha toda comprar aquele vestido)

Nota aos leitores

Vingança bárbara (IV)

1. Uma das acusações de que sou alvo no livro de Carrilho é a de ser...casado. Citando: "curiosamente casado com..." Desta não estava à espera. Como é que um tipo se defende disto?

2. Assim como reconheço autoridade ao Professor Carrilho para perorar sobre a instrumentalização profissional de casamentos, também reconheço autoridade a Emídio Rangel para falar sobre agências de comunicação: basta lembrarmo-nos de como ele teorizou sobre modos de "vender" candidatos assim como quem vende sabonetes.

3. Numa parte homenageio o Professor. Ele não aproveitou o livro para me desmentir a notícia - que escrevi citando-o - em que ele prometia "terraplanar" o Parque Eduardo VII. Fica para o volume II.

4. Na foto: Carrilho, Bárbara e o respectivo filho numa reportagem da Caras em Junho de 2005 (período de pré-campanha eleitoral autárquica). É deste "jornalismo" que o Professor gosta: dócil, autorizado e a pedido. . Uma das acusações de que sou alvo no livro de Carrilho é a de ser...casado. Citando: "curiosamente casado com..." Desta não estava à espera. Como é que um tipo se defende disto?. Assim como reconheço autoridade ao Professor Carrilho para perorar sobre a instrumentalização profissional de casamentos, também reconheço autoridade a Emídio Rangel para falar sobre agências de comunicação: basta lembrarmo-nos de como ele teorizou sobre modos de "vender" candidatos assim como quem vende sabonetes.. Numa parte homenageio o Professor. Ele não aproveitou o livro para me desmentir a notícia - que escrevi citando-o - em que ele prometia "terraplanar" o Parque Eduardo VII. Fica para o volume II.. Na foto: Carrilho, Bárbara e o respectivo filho numa reportagem daem Junho de 2005 (período de pré-campanha eleitoral autárquica). É deste "jornalismo" que o Professor gosta: dócil, autorizado e a pedido.

quinta-feira, maio 11

Os meninos à volta da fogueira (act.)

[Foto [Foto oficial da Presidência da República de um encontro entre o Presidente e os jornalistas que seguem Belém. O encontro foi convocado como sendo para uma conversa off dos jornalistas com o chefe da Casa Civil, Nunes Liberato, e com o assessor de imprensa, Fernando Lima. A certa altura - surprise, surprise! - aparece-lhes o próprio Presidente Cavaco, com quem trocam umas palavrinhas de ocasião. O que tinha sido inicialmente apresentado como um encontro off passou então a merecer fotografias no próprio site da Presidência. Uma história exemplar - penso eu - para a patrulha das "fontes".]

Vingança bárbara (III)

Calma, dr. Ferro Rodrigues. Ainda não está absolutamente garantido que o Professor Carrilho lhe vá fazer companhia em Paris. Escusa de pedir já transferência.

PS. Sim, mas a pergunta impõe-se: com que dourado exílio o Governo premiará o Professor pela coragem de enfrentar a canzoada jornalística? Calma, dr. Ferro Rodrigues. Ainda não está absolutamente garantido que o Professor Carrilho lhe vá fazer companhia em Paris. Escusa de pedir já transferência.

Vingança bárbara (II)

Manuel Maria Carrilho revela no seu livro um interesse extraordinário pelos casamentos inter-jornalistas. Muito naturalmente, digo eu. No que toca à instrumentalização profissional dos casamentos, o Professor tem tido um percurso que fala por si. Por ele, quero dizer. Manuel Maria Carrilho revela no seu livro um interesse extraordinário pelos casamentos inter-jornalistas. Muito naturalmente, digo eu. No que toca à instrumentalização profissional dos casamentos, o Professor tem tido um percurso que fala por si. Por ele, quero dizer.

Vingança bárbara

Nunca fui, no jornalismo, alvo de um processo judicial; o meu nome não aparece, que eu saiba, nas escutas do processo Casa Pia. Pior mesmo para a minha carreira só se perceber que não sou alvo de nenhuma referência negativa do professor Carrilho. Por isso, caro Professor, fica daqui o aviso: se não me insultar, eu processo-o! Nunca fui, no jornalismo, alvo de um processo judicial; o meu nome não aparece, que eu saiba, nas escutas do processo Casa Pia. Pior mesmo para a minha carreira só se perceber que não sou alvo de nenhuma referência negativa do professor Carrilho. Por isso, caro Professor, fica daqui o aviso: se não me insultar, eu processo-o!

Cromos

Suspeito que Suspeito que aqui também alguém esteja a fazer a colecção. Suspeito que eu próprio não a fizer nada terei para dizer nos próximos meses. Vou pedir ao meu filho que me ajude. É melhor que ele se habitue: nos dias de hoje os pais não dão prendas aos filhos; só as emprestam.

quarta-feira, maio 10

Miguel Marujo conta tudo

O grande segredo do momento, a maior das confidências nos patamares dos empregos, aquilo que se sussurra pelas esquinas, acabou de ser revelado sem pudores pelo Miguel na

(oh, até gostava de gostar) O grande segredo do momento, a maior das confidências nos patamares dos empregos, aquilo que se sussurra pelas esquinas, acabou de ser revelado sem pudores pelo Miguel na Cibertúlia . Mais uma vez, a blogosfera adianta-se à imprensa tradicional na divulgação de uma ganda notícia: eles andam (mesmo!) a coleccionar cromos!(oh, até gostava de gostar)

Banda sonora

Pronto, já chega de Bruce Springsteen e os seus 17 malucos (alguns da banda do Conan O'Brien) a divertirem-se que nem uns cabindas cantando coisas do Pete Seeger. Já rodou o tempo suficiente para nos chegarem ecos de leitores de foram a correr comprar o disco (estão a ver como a divulgação das músicas na net não é necessariamente contra-producente para a "indústria"). Agora rodam as The de Castro Sisters, conjunto vocal feminino norte-americano (mas nascido em Cuba) que vendeu muito nos States nos anos 50. E perguntam-me V.Exas, queridos leitores:

- Ouve lá ó Jótapê, mas tu voltaste a não tomar as gotas? Afinal o que é tem a ver essas de castro sister ó lá que é com a mãe do Tony Soprano [na foto]?

Calma leitores, calma. Já me explico. Segundo a irmã do Tony Soprano, as De Castro Sister eram a banda favorita da srª dª Livia Soprano (fabulosamente representada pela actriz Nancy Marchand). Paradoxalmente, nada faz mais sentido. Sempre que me lembro da dª Livia só penso em bandas de heavy satânico e coisas assim. Mas isso seria demasiado óbvio e nada nos Sopranos é óbvio (excepto o fac

...para Ana Sá Lopes (asl), Nuno Simas (ns) e João Pedro Henriques (JPH). Sobre tudo.[Correio para gfacil@gmail.com]

terça-feira, maio 30

grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr ! (II)

Faço eu, mas não é contigo, f., que tenho amor à vida. Agora é com os deputados. Por causa de um jogo de futebol (Portugal-México, 21 de Junho) anteciparam o plenário da tarde para a manhã desse dia. E pergunta a

É por isso que defendo as quotas. Enquanto o Parlamento (e o Governo) for dominado por pessoas que não fazem (nem querem fazer) a mínima ideia do que é a vida do cidadão comum então teremos uma governação lunática. Não é a única razão. Mas é a principal.

PS. Quanto ao Papa.

Bjs, Faço eu, mas não é contigo, f., que tenho amor à vida. Agora é com os deputados. Por causa de um jogo de futebol (Portugal-México, 21 de Junho) anteciparam o plenário da tarde para a manhã desse dia. E pergunta a Susana e pergunta muito bem: "Se o futebol consegue acordar a política mais cedo, por que não tudo o resto?" Pois, minha cara, o problema é que os senhores deputados têm lá em casa as respectivas e amantíssimas esposas (e as suas leais criadas) a tomar-lhes conta das crianças, a ir buscá-las às creches, a dar-lhes banho, a pôr-lhes o Noddy no DVD, a corrigir-lhes os trabalhos de casa, a fazer e a dar-lhes de jantar, a ajeitar-lhes os lençóis quando se deitam, a dar-lhes um beijinho de boa noite. Enquanto isto assim for, enquanto os senhores deputados não tiverem alguém que os obrigue a serem outros coisa que não apenas deputados - por exemplo, sei lá, pais - então vamos ver o Parlamento funcionar até ás tantas quase todos os dias - excepto, é claro, em dias de bola.É por isso que defendo as quotas. Enquanto o Parlamento (e o Governo) for dominado por pessoas que não fazem (nem querem fazer) a mínima ideia do que é a vida do cidadão comum então teremos uma governação lunática. Não é a única razão. Mas é a principal.PS. Quanto ao Papa. Querida f. , o post não era para ti - aliás não percebi bem a referência ao Alliens, é filme que não vejo, assusta-me. Nem sequer era para o Daniel , que foi por onde comecei esta conversa. Limito-me a dizer que o que o Papa fez anteontem e o que João Paulo II já tinha feito, quanto ao Holocausto, são passos no bom sentido que saúdo como tal. Não esqueço o passado das cúpulas da ICAR. Mas não sou cego ao presente. Quanto a Deus, enfim, não comento. É assunto que não me interessa, nunca me interessou. Vejo apenas o Papa como um chefe de Estado muito influente e é só isso que me importa.Bjs,

grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr

bom,

(e, já agora, reflecte nas palavras que um membro do movimento nós somos igreja, a maria joão sande lemos, me enviou hoje, por mail:

'Olá Fernanda! Bom Dia!

Estou estupefacta com a, nem sequer sei como qualificar, afirmação de Bento XVI sobre o "silêncio de Deus" em relação ao Holocausto!

Onde estavam o Papa, cardeais, bispos e padres que se consideram os representantes de Cristo na Terra!!!!Quando convém são representantes, quando não convém .....

Quantas vezes e quando, ele, Ratzinger, condenou o nazismo?

E agora o silêncio é de Deus?

E os Aliados, e os milhões de soldados que morreram para defender o mundo civilizado? E os católicos que morreram nos campos de concentração? Esses não são a voz de Deus?

As hierarquias católicas e o Vaticano é que se remeteram nessa época a um silêncio esse sim de questionar!!!!

Agora Bento XVI é o juiz de Deus???')

mordidelas bom, agora que já rosnei um bocadinho , explica-me lá onde está o osso. da questão. é que sou um bocado míope(e, já agora, reflecte nas palavras que um membro do movimento nós somos igreja, a maria joão sande lemos, me enviou hoje, por mail:'Olá Fernanda! Bom Dia!Estou estupefacta com a, nem sequer sei como qualificar, afirmação de Bento XVI sobre o "silêncio de Deus" em relação ao Holocausto!Onde estavam o Papa, cardeais, bispos e padres que se consideram os representantes de Cristo na Terra!!!!Quando convém são representantes, quando não convém .....Quantas vezes e quando, ele, Ratzinger, condenou o nazismo?E agora o silêncio é de Deus?E os Aliados, e os milhões de soldados que morreram para defender o mundo civilizado? E os católicos que morreram nos campos de concentração? Esses não são a voz de Deus?As hierarquias católicas e o Vaticano é que se remeteram nessa época a um silêncio esse sim de questionar!!!!Agora Bento XVI é o juiz de Deus???')mordidelas

Timor

1. Em Timor censura-se a ONU por ter actuado baseada em receitas universais de "chave na mão", ignorando as tradições locais. Não contesto. Mas se calhar também seria importante ponderar se a exportação para o território do ordenamento constitucional português não foi também um grave erro. Aparentemente, Timor não se está a dar bem com um modelo de poderes partilhados entre o Presidente e o primeiro-ministro. Pergunto-me se não seria melhor reforçar a componente presidencialista do sistema.

2. Não sei se Mari Alkatiri sobreviverá à crise. Se cair então será a prova da sua tese: houve um golpe de Estado.

3. Hoje de madrugada ouvi Freitas do Amaral na rádio anunciando a iminência de uma remodelação governamental em Timor-Leste (que, que eu saiba, ainda não se confirmou). Se isto não é interferência nas questões internas da governação timorense então vou ali e já venho. . Em Timor censura-se a ONU por ter actuado baseada em receitas universais de "chave na mão", ignorando as tradições locais. Não contesto. Mas se calhar também seria importante ponderar se a exportação para o território do ordenamento constitucional português não foi também um grave erro. Aparentemente, Timor não se está a dar bem com um modelo de poderes partilhados entre o Presidente e o primeiro-ministro. Pergunto-me se não seria melhor reforçar a componente presidencialista do sistema.. Não sei se Mari Alkatiri sobreviverá à crise. Se cair então será a prova da sua tese: houve um golpe de Estado.. Hoje de madrugada ouvi Freitas do Amaral na rádio anunciando a iminência de uma remodelação governamental em Timor-Leste (que, que eu saiba, ainda não se confirmou). Se isto não é interferência nas questões internas da governação timorense então vou ali e já venho.

Moltisanti

O sobrinho que nunca mais chega a "captain" e que sonhou ser argumentista e que teve um sério problema de drogas e cuja namorada (entretanto "sumida") andava a informar o FBI vem a Lisboa, vestido com o seu verdadeiro nome, Michael Imperioli. Vem com uma banda de punk-rock chamada

Estes três também andam na música. Do primeiro (Dominic Chianese, aka Oncle Junior) conheço um lindíssimo álbum de baladas italianas (num dos episódios ele canta uma dessas baladas. É de fazer chorar as pedrinhas da calçada). O segundo (John Ventimiglia, aka Artie Buco) é O sobrinho que nunca mais chega a "captain" e que sonhou ser argumentista e que teve um sério problema de drogas e cuja namorada (entretanto "sumida") andava a informar o FBI vem a Lisboa, vestido com o seu verdadeiro nome, Michael Imperioli. Vem com uma banda de punk-rock chamada La Dolce Vita e tocará dia 9 de Junho no maravilhoso e renovado Maxime, em Lisboa.Estes três também andam na música. Do primeiro (Dominic Chianese, aka Oncle Junior) conheço um lindíssimo álbum de baladas italianas (num dos episódios ele canta uma dessas baladas. É de fazer chorar as pedrinhas da calçada). O segundo (John Ventimiglia, aka Artie Buco) é crooner e esteve cá há pouco tempo. Quando regressou aos States foi preso por, se bem me lembro, posse de drogas. O terceiro (Steve Van Zandt, aka Silvio Dante) é guitarrista do Springsteen na E-Street Band.

Podemos não querer saber nada

e fingir que nada se passa. E pensar que tudo continua na mesma embora já não continue. Podemos querer ver isto sentados. Podemos viver tudo confortavelmente acolchoados no que desde sempre pensamos. Quanto à ICAR - e a tudo o resto - é o mais fácil: mais fácil é estar sentado a gritar indignações do que de pé no topo do mastro a gritar "terra à vista!". Mas na ICAR, mal ou bem, o caminho tem-se feito: este Papa disse ontem o que disse em Auschwiz e outro anterior disse o que disse no Muro das Lamentações.

Podemos não acreditar. Podemos achar que é tudo cinismo. Podemos ter a certeza que isto foi só o chefe a falar e nada passa para baixo dele. E até podemos, com a maior naturalidade carrilhista do momento, especular sobre se isto não será tudo uma enorme manobra de marketing arquitectada por dois mil anos de experiência em agenciamento de comunicação.

Podemos tudo. Até achar que a desconfiança sistemática é um acto da Inteligência. O Pavlov ensinou os seus cães a salivar em vendo um osso. Eu, com o mesmo osso e algum tempo, também os ensinaria a rosnar. e fingir que nada se passa. E pensar que tudo continua na mesma embora já não continue. Podemos querer ver isto sentados. Podemos viver tudo confortavelmente acolchoados no que desde sempre pensamos. Quanto à ICAR - e a tudo o resto - é o mais fácil: mais fácil é estar sentado a gritar indignações do que de pé no topo do mastro a gritar "terra à vista!". Mas na ICAR, mal ou bem, o caminho tem-se feito: este Papa disse ontem o que disse em Auschwiz e outro anterior disse o que disse no Muro das Lamentações.Podemos não acreditar. Podemos achar que é tudo cinismo. Podemos ter a certeza que isto foi só o chefe a falar e nada passa para baixo dele. E até podemos, com a maior naturalidade carrilhista do momento, especular sobre se isto não será tudo uma enorme manobra de marketing arquitectada por dois mil anos de experiência em agenciamento de comunicação.Podemos tudo. Até achar que a desconfiança sistemática é um acto da Inteligência. O Pavlov ensinou os seus cães a salivar em vendo um osso. Eu, com o mesmo osso e algum tempo, também os ensinaria a rosnar.

segunda-feira, maio 29

boa e velha pergunta

a da

claro que também fica bem ao ex-cardeal, agora pontífice. dá-lhe um je ne sais quoi de rebeldia, mesmo se é uma pergunta que abre uma porta que lembra aquela do aliens 4 (sim, tou doida, podem dizê-lo: os miolos esturraram-me a mioleira). pronto, passo a explicar: a porta da nave no espaço por onde, por via de um minúsculo buraco, se esvai aquela criatura horrível que se alimenta de cérebros humanos e é para aí sobrinha neta da personagem da sigourney weaver.

um buraquinho pequenino para o vazio. zuca, vai-se tudo por ali. a da susana claro que também fica bem ao ex-cardeal, agora pontífice. dá-lhe um je ne sais quoi de rebeldia, mesmo se é uma pergunta que abre uma porta que lembra aquela do aliens 4 (sim, tou doida, podem dizê-lo: os miolos esturraram-me a mioleira). pronto, passo a explicar: a porta da nave no espaço por onde, por via de um minúsculo buraco, se esvai aquela criatura horrível que se alimenta de cérebros humanos e é para aí sobrinha neta da personagem da sigourney weaver.um buraquinho pequenino para o vazio. zuca, vai-se tudo por ali.

ai que alívio

foram perguntar às agências de comunicação se é verdade que têm jornalistas, daqueles com carteira profissional e nome nas fichas técnicas, no pay roll. e elas: não, nunca, que ideia, nem pensar.

tou muito mais descansada. isto arruma a questão. foram perguntar às agências de comunicação se é verdade que têm jornalistas, daqueles com carteira profissional e nome nas fichas técnicas, no pay roll. e elas: não, nunca, que ideia, nem pensar.tou muito mais descansada. isto arruma a questão.

itch

é em dias como estes que se deve seguir o exemplo de marilyn em the seven year itch: toca a pôr a roupa interior no congelador uma ou duas horitas antes de a envergar.

ou isso ou a maré baixa na fábrica com aquelas ondinhas mansas em massagem panteísta (e aviso já que se não sabem o que é a fábrica também não vos explico). é em dias como estes que se deve seguir o exemplo de marilyn em the seven year itch: toca a pôr a roupa interior no congelador uma ou duas horitas antes de a envergar.ou isso ou a maré baixa na fábrica com aquelas ondinhas mansas em massagem panteísta (e aviso já que se não sabem o que é a fábrica também não vos explico).

prenúncio

se fosse um bocado mais supersticiosa, estava agora a interrogar-me sobre esta conjunção de calor inopinado com pragas de mosquitos e de borboletas (tou farta de convidar borboletas pardas - e parvas - a tomar o caminho da janela, mas insistem em voltar ao meu convívio). será terramoto? será tsunami? será a derrota no jogo contra angola (eheh, com esta é que me meti em sarilhos) se fosse um bocado mais supersticiosa, estava agora a interrogar-me sobre esta conjunção de calor inopinado com pragas de mosquitos e de borboletas (tou farta de convidar borboletas pardas - e parvas - a tomar o caminho da janela, mas insistem em voltar ao meu convívio). será terramoto? será tsunami? será a derrota no jogo contra angola (eheh, com esta é que me meti em sarilhos)

Aleluia!

Já estava a achar estranho. Há quase uma semana que o

Perante a pergunta de Bento XVI, ontem, em Auschwitz - verdadeiramente revolucionária, para um Papa - "onde estava Deus?", o Daniel pergunta: "E, já agora, onde estava o Vaticano?".

A pergunta é inteiramente legítima. Mas convém que quem a faça tenha um bocadinho de autoridade para a poder fazer. É certo que o Vaticano se comportou vergonhosamente perante o Holocausto (algo a que, evidentemente, não é alheio todo o milenar lastro anti-semita da organização). E daí que faça todo o sentido que essa mesma organização, revelando - no seu ritmo próprio - atenção ao seu próprio passado e aos erros que cometeu, peça desculpa pela sua colaboração no Holocausto, algo que, aliás, não aconteceu ontem pela primeira vez (em 26 de Março de 2000 o Papa João Paulo II visitou Jerusalém e, no Muro das Lamentações, depositou uma mensagem em que assumia a quota-parte da responsabilidade católica na perseguição dos judeus: "Deus dos nossos pais, que escolheste Abraão e os seus descendentes para trazer o Teu nome às nações: estamos profundamente tristes com o comportamento daqueles que, ao longo do curso da história, causaram sofrimento a estes teus filhos e, pedindo o teu perdão, manifestamos o desejo de nos comprometermos a uma irmandade genuína com o povo do convénio.")

Mas isto foi em 2000. Antes do 11 de Setembro (2001). Depois tem sido o que sabe, com a maldita questão do anti-semitismo a voltar ao topo da agenda. O gesto de Bento XVI, ontem, é assim particularmente importante pelo que transporta no subtexto: desta vez a Igreja está no lado correcto da História, não repetirá erros do passado. Vindo, ainda por cima, de um alemão - há ali um duplo problema de consciência -, o gesto tem ainda mais valor.

Meu caro Daniel,

Tu próprio militaste numa organização cuja assumidissima filiação internacional nunca foi conhecida por ser propriamente jew friendly, bem pelo contrário. Presumo que na altura em que te fizeste sócio dessa organização soubesses da sua história.

É certo que tu próprio podes dizer que, pessoalmente, nunca tiveste nada a ver com isso. Sim, eu sei. Mas quando se milita numa organização política - ou, a bem dizer, noutra qualquer - o nosso corpo doutrinário e patrimonial não é só o nosso, é também o da própria organização, no seu todo, querendo o seu todo dizer a sua história e, portanto, as suas solidariedades internacional.

Quero também garantir-te que nada há de fulanizado nesta conversa (embora pareça, admito). O que quero dizer é, afinal, muito simples: todos - pessoas, organizações - temos o nosso passado. Todos. E o que importa, sempre, é não esquecer isso, fazendo do presente (também) uma leitura do passado. Aprender alguma coisa. Evoluir. Foi o que tu fizeste (e eu também e toda a gente minimamente saudável). Não leves a mal a Santa Madre Igreja por fazer o mesmo. Já estava a achar estranho. Há quase uma semana que o Arrastão nasceu. Bem que lhe fui lendo as linhas e entrelinhas e nada, verdadeiramente nada, com que discordasse profundamente. Mau, mau Maria! Mas enfim, quem espera sempre alcança e hoje o Daniel lá me disponibilizou matéria - obrigado, muito obrigado.Perante a pergunta de Bento XVI, ontem, em Auschwitz - verdadeiramente revolucionária, para um Papa - "onde estava Deus?", o Daniel pergunta: "E, já agora, onde estava o Vaticano?".A pergunta é inteiramente legítima. Mas convém que quem a faça tenha um bocadinho de autoridade para a poder fazer. É certo que o Vaticano se comportou vergonhosamente perante o Holocausto (algo a que, evidentemente, não é alheio todo o milenar lastro anti-semita da organização). E daí que faça todo o sentido que essa mesma organização, revelando - no seu ritmo próprio - atenção ao seu próprio passado e aos erros que cometeu, peça desculpa pela sua colaboração no Holocausto, algo que, aliás, não aconteceu ontem pela primeira vez (em 26 de Março de 2000 o Papa João Paulo II visitou Jerusalém e, no Muro das Lamentações, depositou uma mensagem em que assumia a quota-parte da responsabilidade católica na perseguição dos judeus: "Deus dos nossos pais, que escolheste Abraão e os seus descendentes para trazer o Teu nome às nações: estamos profundamente tristes com o comportamento daqueles que, ao longo do curso da história, causaram sofrimento a estes teus filhos e, pedindo o teu perdão, manifestamos o desejo de nos comprometermos a uma irmandade genuína com o povo do convénio.")Mas isto foi em 2000. Antes do 11 de Setembro (2001). Depois tem sido o que sabe, com a maldita questão do anti-semitismo a voltar ao topo da agenda. O gesto de Bento XVI, ontem, é assim particularmente importante pelo que transporta no subtexto: desta vez a Igreja está no lado correcto da História, não repetirá erros do passado. Vindo, ainda por cima, de um alemão - há ali um duplo problema de consciência -, o gesto tem ainda mais valor.Meu caro Daniel,Tu próprio militaste numa organização cuja assumidissima filiação internacional nunca foi conhecida por ser propriamente jew friendly, bem pelo contrário. Presumo que na altura em que te fizeste sócio dessa organização soubesses da sua história.É certo que tu próprio podes dizer que, pessoalmente, nunca tiveste nada a ver com isso. Sim, eu sei. Mas quando se milita numa organização política - ou, a bem dizer, noutra qualquer - o nosso corpo doutrinário e patrimonial não é só o nosso, é também o da própria organização, no seu todo, querendo o seu todo dizer a sua história e, portanto, as suas solidariedades internacional.Quero também garantir-te que nada há de fulanizado nesta conversa (embora pareça, admito). O que quero dizer é, afinal, muito simples: todos - pessoas, organizações - temos o nosso passado. Todos. E o que importa, sempre, é não esquecer isso, fazendo do presente (também) uma leitura do passado. Aprender alguma coisa. Evoluir. Foi o que tu fizeste (e eu também e toda a gente minimamente saudável). Não leves a mal a Santa Madre Igreja por fazer o mesmo.

domingo, maio 28

cats and dogs, 3

devo ter mudado. devo ter mudado.

cats and dogs, 2

quando era miúda, os cães seguiam-me até casa. ficavam ali, à porta da rua, a olhar, enquanto eu me despedia deles, torcida de remorsos. hoje são mais os gatos. quando era miúda, os cães seguiam-me até casa. ficavam ali, à porta da rua, a olhar, enquanto eu me despedia deles, torcida de remorsos. hoje são mais os gatos.

cats and dogs

ah,

os homens que lá trabalham explicaram-me tudo -- como se matavam os cães, como se matavam os gatos, mostraram-me o forno crematório para o after the fact.

os cães praticamente saltavam ao pescoço de toda a gente, num frenesim de doçura. queriam ser escolhidos. salvos. os gatos já não acreditavam.

quando te aproximavas dos gatos, olhavam-te como quem sabe e não perdoa (e como quem te arrancaria os olhos só por arrancar, pelo gozo da unhada). os cães não, estão sempre à espera de um milagre.

deve ser por isso que há quem só goste de uns ou de outros. eu gosto dos dois -- cães e gatos. it takes all kinds ah, pedrocas . não te sabia tão amigo dos animais. isso de dares comida ao cãozito fica-te muito bem. (a sério). mas já foste ao canil municipal? isso é que é uma viagem. com bolinha, como os filmes interditos a espíritos sensíveis. e com gatos, também. quando lá fui -- há uns anos, não sei se ainda é assim, creio que já mudaram de instalações -- os gatos estavam todos ao molho numa gaiola, na mesma divisão em que os matavam. devia ser para se irem habituando.os homens que lá trabalham explicaram-me tudo -- como se matavam os cães, como se matavam os gatos, mostraram-me o forno crematório para o after the fact.os cães praticamente saltavam ao pescoço de toda a gente, num frenesim de doçura. queriam ser escolhidos. salvos. os gatos já não acreditavam.quando te aproximavas dos gatos, olhavam-te como quem sabe e não perdoa (e como quem te arrancaria os olhos só por arrancar, pelo gozo da unhada). os cães não, estão sempre à espera de um milagre.deve ser por isso que há quem só goste de uns ou de outros. eu gosto dos dois -- cães e gatos. it takes all kinds

os pes da cate

na revista de imprensa deste fim de semana dei com uma página inteira dedicada aos pés da cate blanchett. mais exactamente ao estado dos pés da cate banchett. o estado dos pés da cate blanchett em cannes, na estreia de babel.

lá vem uma foto da blanchett, com um vestido a modos que folclórico (e muita giro, não façam confusão) e umas sandálias metálicas ou coisa que o valha, boa comó milho. estranha-se um bocado a unha do pé não estar pintada, mas pronto. o pior é que os malandros resolveram ampliar um pormenor do calcanhar da rapariga e mostrar ao mundo que está a modos que ressequido, gretado, enfim, uma lástima.

ora eu, que adoro a cate blanchett, começo por achar que raio de ideia, ampliar-lhe o pé para mostrar que a desgraçada não foi à pedicure (adoro este nome, pedicure. a minha avó chamava-lhe calista, mas no tempo da minha mãe já era pedicure. so french). depois fico enternecida. a cate, a estrela cate, que tem aquela cara e aquele corpo e aquela voz, tem os pés gretados. a cate, que recebe não sei quantas centenas de milhar de euros por filme, não conseguiu tempo para ir arranjar os pés antes da estreia.

'ao menos para a próxima não use um calçado tão sofisticado', diz uma legenda. sempre gostava de saber quem são as pessoas que escrevem estes dislates moralisto-convencionalões (e que censuram, por exemplo, a mulher de narana coissoró por ter ido não sei onde -- acho que aos globos de ouro -- de calça e casaco em vez de enfiar um vestido de noite, comentando que ela 'não sabe as regras da etiqueta'. regras da etiqueta começam pela boa educação e pelo respeito, que é coisa de que quem escreve estas coisas, e estabelece a impossibilidade de, por exemplo, não se poder usar ganga 'numa gala' -- pleeeeeaaaase! --, claramente nunca ouviu falar). quer dizer, não, não quero saber quem são estas pessoas. aliás, essas pessoas não interessam nada. o que interessa é a cate. e os pés da cate. e de como os pés dela a tornam comovedoramente próxima. one of us -- das gajas que de vez em quando não têm tempo para ir à depilação, nem para cortar a franja, nem para ir à ginástica, nem para fazer massagens, nem sequer para comprar iogurtes. na revista de imprensa deste fim de semana dei com uma página inteira dedicada aos pés da cate blanchett. mais exactamente ao estado dos pés da cate banchett. o estado dos pés da cate blanchett em cannes, na estreia de babel.lá vem uma foto da blanchett, com um vestido a modos que folclórico (e muita giro, não façam confusão) e umas sandálias metálicas ou coisa que o valha, boa comó milho. estranha-se um bocado a unha do pé não estar pintada, mas pronto. o pior é que os malandros resolveram ampliar um pormenor do calcanhar da rapariga e mostrar ao mundo que está a modos que ressequido, gretado, enfim, uma lástima.ora eu, que adoro a cate blanchett, começo por achar que raio de ideia, ampliar-lhe o pé para mostrar que a desgraçada não foi à pedicure (adoro este nome, pedicure. a minha avó chamava-lhe calista, mas no tempo da minha mãe já era pedicure. so french). depois fico enternecida. a cate, a estrela cate, que tem aquela cara e aquele corpo e aquela voz, tem os pés gretados. a cate, que recebe não sei quantas centenas de milhar de euros por filme, não conseguiu tempo para ir arranjar os pés antes da estreia.'ao menos para a próxima não use um calçado tão sofisticado', diz uma legenda. sempre gostava de saber quem são as pessoas que escrevem estes dislates moralisto-convencionalões (e que censuram, por exemplo, a mulher de narana coissoró por ter ido não sei onde -- acho que aos globos de ouro -- de calça e casaco em vez de enfiar um vestido de noite, comentando que ela 'não sabe as regras da etiqueta'. regras da etiqueta começam pela boa educação e pelo respeito, que é coisa de que quem escreve estas coisas, e estabelece a impossibilidade de, por exemplo, não se poder usar ganga 'numa gala' -- pleeeeeaaaase! --, claramente nunca ouviu falar). quer dizer, não, não quero saber quem são estas pessoas. aliás, essas pessoas não interessam nada. o que interessa é a cate. e os pés da cate. e de como os pés dela a tornam comovedoramente próxima. one of us -- das gajas que de vez em quando não têm tempo para ir à depilação, nem para cortar a franja, nem para ir à ginástica, nem para fazer massagens, nem sequer para comprar iogurtes.

Dúvida

Há alguém do Ministério Público que dê a cara (e o nome) pelo que escreve na blogosfera? Respostas para o mail. Há alguém do Ministério Público que dê a cara (e o nome) pelo que escreve na blogosfera? Respostas para o mail.

Estavam todos mais magros

Esta foto foi tirada em 1974, no aeroporto de Luanda. Diz Esta foto foi tirada em 1974, no aeroporto de Luanda. Diz quem a colocou em linha que, depois da revolução, Jorge Sampaio foi o primeiro enviado civil à colónia. Acredito. O primeiro jornalista à direita de Sampaio com o microfone estendido chama-se Fernando Alves. Escreveu, comentando a foto, que isto foi num "passado que ainda estava cheio de futuros". Eu nesta altura ainda morava naquela cidade. Tinha oito anos. O único futuro que me preocupava era o do fim de semana seguinte ("vamos ao Mussulo ou não?"). Mas depois vi muita gente definhar de saudades. Uns do passado, outros do futuro.

sábado, maio 27

Uma vez sem exemplo

Concordei com quase tudo o que Helena Matos escreveu hoje no PÚBLICO (não há link, ide à banca e comprai pois que assim me pagais o ordenadito). Concordei com quase tudo o que Helena Matos escreveu hoje no PÚBLICO (não há link, ide à banca e comprai pois que assim me pagais o ordenadito).

Assim uma espécie de Prós & Contras...

...na Só se fuzilássemos todos os que andam a fazer os currículos.". E logo de seguida grande agitação na sala, pessoas gritando "nem no Estado Novo!", ao que parece ligadas a uma Associação de Professores de Português.

Sem ironia: bom trabalho, ...na Casa Fernando Pessoa , quinta-feira passada (26 de Maio), segundo se conta aqui . Debatia-se o ensino dos clássicos nas escolas portuguesas. A certa altura Filomena Mónica sugeriu, candidamente: "". E logo de seguida grande agitação na sala, pessoas gritando "nem no Estado Novo!", ao que parece ligadas a uma Associação de Professores de Português.Sem ironia: bom trabalho, sr.director ! Mas calma: não tarda nada começam as televisões a entrar-te pela Casa. Não sei se é bom sinal.

Arrastão

O verdadeiro arrastão não foi o de Carcavelos (parece provado). Nem é sequer O verdadeiro arrastão não foi o de Carcavelos (parece provado). Nem é sequer aquele onde o Daniel nos tenta fazer acreditar que tem mais de 1.80m de altura (brincalhão!). O verdadeiro Arrastão é em Alcochete, junto à "praia", quase paredes meias com o novo "centro cultural" (saída para o Samouco). Recomendo loucamente os salmonetes grelhados e, em geral, todos os grelhados de peixe, que nunca vi tão perfeitamente cozinhados (falo muito a sério). É caro. É muito bom. O atendimento é muito competente: familiar sem ser melga. Podem (e devem) levar as crianças que quiserem. Aceita cartões. Se encontrarem o Paulo Branco dos filmes refeiçoando com a Catherine Deneuve não se admirem. Para almoços aos fins de semana é aconselhável reservar (telf. 21.234.21.51).

A LER (act.)

sexta-feira, maio 26

Apelo

Peço daqui humildemente aos senhores pilotos da Força Aérea da Base do Montijo que não andem a testar o seu novo brinquedo em cima de minha casa. Obrigado. Peço daqui humildemente aos senhores pilotos da Força Aérea da Base do Montijo que não andem a testar o seu novo brinquedo em cima de minha casa. Obrigado.

Drama jornalístico

O meu. Nunca faças hoje o que podes fazer amanhã. O meu. Nunca faças hoje o que podes fazer amanhã.

RECTIFICAÇÃO

O post "Vergonha" foi rectificado. O jantar de campanha do PS em Cascais onde participou o procurador Varela Martins foi em 2001 e não em 2005, como por erro escrevi. Quem me alertou para o erro disse-me que ele fazia "alguma diferença, até para o conteúdo da revelação". Respondi-lhe, na volta do correio, que no meu entender não. Passo a citar-me (e desculpem-me o tom coloquial): "Não é suposto tipos do MP andarem em jantares de campanha; não é suposto tipos do MP aceitarem processos que envolvem pessoas com quem conviveram em acções de campanha."

Imprensa cor de rosa

Pelo "A Assessoria de Imprensa da Selecção Nacional – Clube Portugal, como responsável pela emissão das acreditações para o estágio a realizar em Évora, reserva-se o direito de retirar a acreditação a qualquer membro da Comunicação Social que não respeite o espírito de cooperação e saudável relacionamento de trabalho que presidiu à elaboração desta regulamentação." Isto não é assunto nem para a ERC nem para o Sindicato nem para o Conselho Deontológico. É só para os próprios jornalistas e para quem neles directamente manda. Ou são imprensa cor de rosa ou não são. Decidam-se.

PS. Já agora, recomendo o acompanhamento das conferências de imprensa diárias da selecção. Tenho-as ouvido, em directo, por volta das 16h00, na TSF. Ouvem-se as respostas. Mas, sobretudo, ouvem-se as perguntas (e quem as faz). Pelo Contrafactos chego ao Plano de Trabalho para o Relacionamento com a Imprensa estabelecido pela Federação Portuguesa de Futebol para a cobertura do Mundial. A certo ponto lê-se isto (bolds meus):Isto não é assunto nem para a ERC nem para o Sindicato nem para o Conselho Deontológico. É só para os próprios jornalistas e para quem neles directamente manda. Ou são imprensa cor de rosa ou não são. Decidam-se.

da manipulação, do jornalismo e da baralhação

toda esta discussão sobre a manipulação no jornalismo, sobre o jornalismo que manipula e é mau e o que não manipula e é bom, deixa-me um pouco baralhada. é que, por definição -- e já estou a ouvir o tropel da indignação néscia -- jornalismo é manipulação.

manipulação, claro, tem um duplo sentido: o de tratamento, de trabalho manual, de intervenção humana, e o de intervenção perversa, viciosa, de orientação desonesta, de distorção.

e claro que o jornalismo pode ser manipulador na dupla acepção do termo. aliás é sempre, também, distorção. porque fazer jornalismo é construir uma visão a partir de parcelas. parcelas de observação, directa ou não, parcelas de discurso de outros (e a parcela que se escolhe implica sempre o silenciamento das outras), parcelas de informação pré-existente. é na honestidade colocada na construção dessa visão que reside a distinção entre a distorção 'benigna' e a outra.

todos os jornalistas têm opiniões sobre o assunto/pessoa sobre o qual reportam. mesmo que nunca tivessem ouvido falar do dito, no espaço de tempo em que reúnem elementos para a construção da peça criam uma perspectiva. é desejável que o façam, e que o façam conscientemente. o jornalismo implica uma interpretação da realidade -- é-o sempre, mesmo que o suposto jornalista não se dê conta disso e que a sua interpretação seja a da ignorância.

ser honesto é ter consciência dessa interpretação e fazer um esforço para que ela seja, por um lado, visível, e por outro, não impeditiva da expressão dos 'vários lados da questão'. isto partindo do princípio de que todas as questões têm 'vários lados'.

todo o jornalismo é um olhar -- como o olhar televisivo, cuja falsa inocência e cuja falsa naturalidade joão lopes há anos desmonta -- e a honestidade implica que esse olhar se dê a ver, em vez de, como tantas vezes parece defender-se, se esconder.

a verdade reportada é sempre a verdade de que o jornalista pode (e quer?) aperceber-se. pureza nenhuma, senhoras e senhores. só a do olhar, que é sempre puramente individual. toda esta discussão sobre a manipulação no jornalismo, sobre o jornalismo que manipula e é mau e o que não manipula e é bom, deixa-me um pouco baralhada. é que, por definição -- e já estou a ouvir o tropel da indignação néscia -- jornalismo é manipulação.manipulação, claro, tem um duplo sentido: o de tratamento, de trabalho manual, de intervenção humana, e o de intervenção perversa, viciosa, de orientação desonesta, de distorção.e claro que o jornalismo pode ser manipulador na dupla acepção do termo. aliás é sempre, também, distorção. porque fazer jornalismo é construir uma visão a partir de parcelas. parcelas de observação, directa ou não, parcelas de discurso de outros (e a parcela que se escolhe implica sempre o silenciamento das outras), parcelas de informação pré-existente. é na honestidade colocada na construção dessa visão que reside a distinção entre a distorção 'benigna' e a outra.todos os jornalistas têm opiniões sobre o assunto/pessoa sobre o qual reportam. mesmo que nunca tivessem ouvido falar do dito, no espaço de tempo em que reúnem elementos para a construção da peça criam uma perspectiva. é desejável que o façam, e que o façam conscientemente. o jornalismo implica uma interpretação da realidade -- é-o sempre, mesmo que o suposto jornalista não se dê conta disso e que a sua interpretação seja a da ignorância.ser honesto é ter consciência dessa interpretação e fazer um esforço para que ela seja, por um lado, visível, e por outro, não impeditiva da expressão dos 'vários lados da questão'. isto partindo do princípio de que todas as questões têm 'vários lados'.todo o jornalismo é um olhar -- como o olhar televisivo, cuja falsa inocência e cuja falsa naturalidade joão lopes há anos desmonta -- e a honestidade implica que esse olhar se dê a ver, em vez de, como tantas vezes parece defender-se, se esconder.a verdade reportada é sempre a verdade de que o jornalista pode (e quer?) aperceber-se. pureza nenhuma, senhoras e senhores. só a do olhar, que é sempre puramente individual.

O detector de spin....

...anda a dormir. Se estivesse acordado já tinha escrito sobre a notícia que hoje sai em vários jornais sobre o "Roteiro da Inclusão" do Presidente Cavaco. Reparou? Saiu assinada só por directores em cinco jornais diferentes (PÚBLICO, DN, DE, Correio da Manhã e O Independente). É spin de altíssimo calibre. O detector dirá, na eventual resposta a este post, que só não disse nada porque anda preocupado com outras coisas (Timor, e muito bem). Se eu fosse dado a processos de intenção como ele tem sido na sua detecção de spin diria que já não é a primeira fez que falha na detecção do spin presidencial. Factos são factos. E processos de intenção também. ...anda a dormir. Se estivesse acordado já tinha escrito sobre a notícia que hoje sai em vários jornais sobre o "Roteiro da Inclusão" do Presidente Cavaco. Reparou? Saiu assinada só por directores em cinco jornais diferentes (). É spin de altíssimo calibre. O detector dirá, na eventual resposta a este post, que só não disse nada porque anda preocupado com outras coisas (Timor, e muito bem). Se eu fosse dado a processos de intenção como ele tem sido na sua detecção de spin diria que já não é a primeira fez que falha na detecção do spin presidencial. Factos são factos. E processos de intenção também.

tenham medo, tenham muito medo

cheguei lá pelo cheguei lá pelo francisco

Carrilhismos

Há quem não cumprimente os adversários no fim de um debate televisivo. E há quem, dirigindo-se a um deputado da oposição no Parlamento, dispare: "Esteja caladinho e oiça". Foi o que fez hoje José Sócrates no Parlamento. A diferença não é nenhuma. Há quem não cumprimente os adversários no fim de um debate televisivo. E há quem, dirigindo-se a um deputado da oposição no Parlamento, dispare: "Esteja caladinho e oiça". Foi o que fez hoje José Sócrates no Parlamento. A diferença não é nenhuma.

Vergonha

Os leitores do Glória Fácil sabem que este blogue não se caracteriza por, a propósito de tudo e de nada, se indignar desalmaldamente, passar o tempo a "exigir" - que geralmente é o verbo de quem não tem poder para "exigir" o que quer seja - demissões e esclarecimentos urgentes e o diabo a quatro. A indignação não é um bem escasso; mas é um bem que, mal usado, se gasta e vulgariza, deixando, portanto, de ser verdadeiramente indignação.

Digo isto só para deixar bem claro que não é qualquer coisa que me indigna. É preciso que seja algo de verdadeiramente grave, pelo menos para mim, na forma como a sinto. E hoje isso aconteceu. Deu-me a volta ao estômago saber, pel'O Independente, que o procurador que liderou a investigação a José Luís Judas participou num jantar de campanha do PS, nas autárquicas de 2001, em alegre e distendido convívio com personagens como o próprio Judas, Joaquim Raposo (penso que ainda sob investigação na Amadora), José Lamego e Jorge Coelho.

Para mim é assim evidente:

1. O procurador deve ser penalizado por isto, sob pena de todo o Ministério Público se deixar manchar por esta vergonha;

2. O processo deve ser reaberto. Os leitores do Glória Fácil sabem que este blogue não se caracteriza por, a propósito de tudo e de nada, se indignar desalmaldamente, passar o tempo a "exigir" - que geralmente é o verbo de quem não tem poder para "exigir" o que quer seja - demissões e esclarecimentos urgentes e o diabo a quatro. A indignação não é um bem escasso; mas é um bem que, mal usado, se gasta e vulgariza, deixando, portanto, de ser verdadeiramente indignação.Digo isto só para deixar bem claro que não é qualquer coisa que me indigna. É preciso que seja algo de verdadeiramente grave, pelo menos para mim, na forma como a sinto. E hoje isso aconteceu. Deu-me a volta ao estômago saber, pel', que o procurador que liderou a investigação a José Luís Judas participou num jantar de campanha do PS, nas autárquicas de 2001, em alegre e distendido convívio com personagens como o próprio Judas, Joaquim Raposo (penso que ainda sob investigação na Amadora), José Lamego e Jorge Coelho.Para mim é assim evidente:. O procurador deve ser penalizado por isto, sob pena de todo o Ministério Público se deixar manchar por esta vergonha;. O processo deve ser reaberto.

quinta-feira, maio 25

Na mouche

A propósito da conversa sobre a infantilidade dos homens que a

A propósito da conversa sobre a infantilidade dos homens que a Ana iniciou e eu continuei, o José Bandeira - um dos dois melhores cartoonistas do país, não sei se já disse - recordou-nos algo que tinha guardado no baú. Na mouche, como sempre.

Mau Clube

"Mau jornalismo" foi o tema de ontem do Clube dos Jornalistas, na RTP-2. Participantes: dois provedores dos leitores (PÚBLICO e DN), uma académica (Felisbela Lopes) e o moderador, Ribeiro Cardoso, que na verdade não modera coisa nenhuma, limita-se a usar o programa para partilhar com o universo as suas opiniões. No programa foram referidos vários exemplos de mau jornalismo: uma capa do 24 Horas, outra do Expresso, a leitura do direito de resposta de Carlos Cruz na TVI, o caso do "arrastão" de Carcavelos.

No final foram ouvidos alguns responsáveis editoriais sobre estes casos. Mentira, estou a brincar, não foram nada (juro). Aquele velho princípio de "ouvir a outra parte" não passou ontem pelo programa. Falemos, então, de mau jornalismo. "Mau jornalismo" foi o tema de ontem do Clube dos Jornalistas, na RTP-2. Participantes: dois provedores dos leitores (PÚBLICO e DN), uma académica (Felisbela Lopes) e o moderador, Ribeiro Cardoso, que na verdade não modera coisa nenhuma, limita-se a usar o programa para partilhar com o universo as suas opiniões. No programa foram referidos vários exemplos de mau jornalismo: uma capa do 24 Horas, outra do Expresso, a leitura do direito de resposta de Carlos Cruz na TVI, o caso do "arrastão" de Carcavelos.No final foram ouvidos alguns responsáveis editoriais sobre estes casos. Mentira, estou a brincar, não foram nada (juro). Aquele velho princípio de "ouvir a outra parte" não passou ontem pelo programa. Falemos, então, de mau jornalismo.

quarta-feira, maio 24

tápápará tápápará

dedicado à joão (por causa dos princípios) e ao

I've nothing much to offer

There's nothing much to take

I'm an absolute beginner

And I'm absolutely sane

As long as we're together

The rest can go to hell

I absolutely love you

But we're absolute beginners

With eyes completely open

But nervous all the same

If our love song

Could fly over mountains

Could laugh at the ocean

Just like the films

There's no reason

To feel all the hard times

To lay down the hard lines

It's absolutely

Nothing much could happen

Nothing we can't shake

Oh we're absolute beginners

With nothing much at stake

As long as you're still smiling

There's nothing more I need

I absolutely love you

But we're absolute beginners

But if my love is your love

We're certain to succeed

If our love song

Could fly over mountains

Sail over heartaches

Just like the films

There's no reason

To feel all the hard times´

To lay down the hard lines

It's absolutely true

(absolute beginners, david bowie) dedicado à joão (por causa dos princípios) e ao lomba (por causa da onomatopeia)I've nothing much to offerThere's nothing much to takeI'm an absolute beginnerAnd I'm absolutely saneAs long as we're togetherThe rest can go to hellI absolutely love youBut we're absolute beginnersWith eyes completely openBut nervous all the sameIf our love songCould fly over mountainsCould laugh at the oceanJust like the filmsThere's no reasonTo feel all the hard timesTo lay down the hard linesIt's absolutelyNothing much could happenNothing we can't shakeOh we're absolute beginnersWith nothing much at stakeAs long as you're still smilingThere's nothing more I needI absolutely love youBut we're absolute beginnersBut if my love is your loveWe're certain to succeedIf our love songCould fly over mountainsSail over heartachesJust like the filmsThere's no reasonTo feel all the hard times´To lay down the hard linesIt's absolutely true(absolute beginners, david bowie)

Explicação dos homens

Cara Ana,

Tens, à tua frente,

Muito bem, eis a explicação. Na nossa civilização (ocidental, judaico-cristã, mas parece-me que também noutras, nomeadamente no Oriente) os homens são todos infantis. Todos. Sem uma única excepção, posso-te garantir. E todos desde que nascem até que morrem. Só há uma diferença entre eles: uns conseguem ganhar dinheiro com isso (o Bill Gates, o Cristiano Ronaldo, o Ricardo Araújo Pereira); outros não (eu).

O que se passa, actualmente, é que o pós-modernismo nos fez sair do armário (por assim dizer). Agora os homens já se importam cada vez menos de assumir a sua infantilidade. Acham até - e disso as mulheres têm culpa - que há um certo charme nessa infantilidade. Tentam converter os defeitos em qualidades e pô-los ao serviço da sedução.

As crianças procedem da mesma maneira. Fazem birras por uma única razão: apetece-lhes. Depois, ao perceberem o pânico adulto, instrumentalizam a coisa. Rentabilizam-na. Compram aos pais carinho, rebuçados, brinquedos e idas ao McDonalds. Com sucesso.

Ficam assim os homens a achar que a receita pode durar para sempre. Devo-te dizer que, nos casos que conheço, com algum sucesso. O pós-modernismo é uma mulher comovendo-se com o choro contido de um homem (forma adulta da infantil birra). Sei (contaram-me) de belas noites sexuais assim conquistadas.

A infantililidade é portanto, acima de tudo, uma manha. Conquanto os homens não mantenham na idade adulta o hábito infantil de não gostar de tomar banho, parece-me que as mulheres (em geral) toleram isto. Venha limpinho e lavadinho, é o que interessa. O resto logo se vê.

Outras das estratégias da infantilização é o humor. Como sabes, hoje em dia as mulheres estão obrigadas a dizer que, no amor com um homem, dão muita importância ao "humor". O mainstream mediático feminino (vulgo: revistas de gajas) espalharam esta imposição. Uma mulher que diga que o "humor" é secundário ou mesmo irrelevante num homem é vista quase como uma grande chatarrona em potência. Quiçá, lésbica.

Homem que é homem, hoje em dia, tem assim que ter muita laracha; e mulher que é mulher, hoje em dia, tem de se rir imenso das suas graçolas. Gostar disso. Achar mesmo, depois de uma piada bem esgalhada, algo como "ora aqui está um tipo com quem não me importava de coisa e tal".

Ora nós, os homens, estamos muito atentos (mais do que se pensa) à evolução do pensamento feminino. Se o que está a dar é rir, então fazemos rir; se o que está a dar é colecionar cromos, então colecionamos cromos; se o que está a dar é ir jogar playstation com os amigos, então jogamos playstation com os amigos. Junta-se o útil ao agradável.

É por nós que o fazemos; quero dizer: é por vocês, mulheres. Encara portanto o "fenómeno"que se passa aí à tua frente como uma homenagem. E desconfia dos homens que não sejam infantis. Algo de terrível lhes deverá assombrar a vida. À cautela, denuncia-o às autoridades. Cara Ana,Tens, à tua frente, dois homens maiores de 30 anos a trocar cromos . E pedes socorro: "Alguém que apareça e me explique o fenómeno."Muito bem, eis a explicação. Na nossa civilização (ocidental, judaico-cristã, mas parece-me que também noutras, nomeadamente no Oriente) os homens são todos infantis. Todos. Sem uma única excepção, posso-te garantir. E todos desde que nascem até que morrem. Só há uma diferença entre eles: uns conseguem ganhar dinheiro com isso (o Bill Gates, o Cristiano Ronaldo, o Ricardo Araújo Pereira); outros não (eu).O que se passa, actualmente, é que o pós-modernismo nos fez sair do armário (por assim dizer). Agora os homens já se importam cada vez menos de assumir a sua infantilidade. Acham até - e disso as mulheres têm culpa - que há um certo charme nessa infantilidade. Tentam converter os defeitos em qualidades e pô-los ao serviço da sedução.As crianças procedem da mesma maneira. Fazem birras por uma única razão: apetece-lhes. Depois, ao perceberem o pânico adulto, instrumentalizam a coisa. Rentabilizam-na. Compram aos pais carinho, rebuçados, brinquedos e idas ao McDonalds. Com sucesso.Ficam assim os homens a achar que a receita pode durar para sempre. Devo-te dizer que, nos casos que conheço, com algum sucesso. O pós-modernismo é uma mulher comovendo-se com o choro contido de um homem (forma adulta da infantil birra). Sei (contaram-me) de belas noites sexuais assim conquistadas.A infantililidade é portanto, acima de tudo, uma manha. Conquanto os homens não mantenham na idade adulta o hábito infantil de não gostar de tomar banho, parece-me que as mulheres (em geral) toleram isto. Venha limpinho e lavadinho, é o que interessa. O resto logo se vê.Outras das estratégias da infantilização é o humor. Como sabes, hoje em dia as mulheres estão obrigadas a dizer que, no amor com um homem, dão muita importância ao "humor". O mainstream mediático feminino (vulgo: revistas de gajas) espalharam esta imposição. Uma mulher que diga que o "humor" é secundário ou mesmo irrelevante num homem é vista quase como uma grande chatarrona em potência. Quiçá, lésbica.Homem que é homem, hoje em dia, tem assim que ter muita laracha; e mulher que é mulher, hoje em dia, tem de se rir imenso das suas graçolas. Gostar disso. Achar mesmo, depois de uma piada bem esgalhada, algo como "ora aqui está um tipo com quem não me importava de coisa e tal".Ora nós, os homens, estamos muito atentos (mais do que se pensa) à evolução do pensamento feminino. Se o que está a dar é rir, então fazemos rir; se o que está a dar é colecionar cromos, então colecionamos cromos; se o que está a dar é ir jogar playstation com os amigos, então jogamos playstation com os amigos. Junta-se o útil ao agradável.É por nós que o fazemos; quero dizer: é por vocês, mulheres. Encara portanto o "fenómeno"que se passa aí à tua frente como uma homenagem. E desconfia dos homens que não sejam infantis. Algo de terrível lhes deverá assombrar a vida. À cautela, denuncia-o às autoridades.

I beg your pardon?

Azeredo Lopes, presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), afirma hoje no DN o seguinte:

1. A ERCS irá analisar o "caso Carrilho".

2. Sublinha, contudo, que a ERC não funciona "a reboque de casos conjunturais".

Ah não? Então a ERC, que "regula" a Comunicação Social, recusa

funcionar a reboque de "casos conjunturais", que são o território por excelência do jornalismo (aqui e em qualquer parte do mundo)? Só uma perguntinha: a ERC admite emitir então uma qualquer douta opinião sobre o assunto antes das próximas eleições autárquicas (2009)? Ui, ui, isto promete.

PS1. Azeredo Lopes diz que a ERC vai pedir à RTP uma cópia do Prós & Contras para analisar o programa. Como? Será que não têm lá uma merda de uma televisão com uma porra de um gravador (vídeo, DVD, o que seja)? Coisinhas destas, pequeninas e ridículas , descredibilizam a "regulação" do jornalismo. Logo, o próprio jornalismo. Logo, eu próprio, que juro não ter culpa absoluta nenhuma nem das pomposidades formais da ERC nem do seu pindériquismo.

PS2. O "caso Carrilho" nasceu no dia 11 de Maio, dia em que foi lançado o seu Sob o signo da verdade. Para esta semana - duas semanas depois - o Sindicato dos Jornalistas promete, em conjunto com o Conselho Deontológico, uma tomada de posição. A mim ninguém me ouviu. Se calhar é normal. Se calhar só precisam de conhecer o livro. Se calhar não acham importante conhecer a campanha propriamente dita por alguém que não o próprio Carrilho. Se calhar é-lhes irrelevante o que no livro é verdadeiro e o que no livro é falso. Aguardemos . Azeredo Lopes, presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), afirma hoje no DN o seguinte:. A ERCS irá analisar o "caso Carrilho".. Sublinha, contudo, que a ERC não funciona "a reboque de casos conjunturais".Ah não? Então a ERC, que "regula" a Comunicação Social, recusafuncionar a reboque de "casos conjunturais", que são o território por excelência do jornalismo (aqui e em qualquer parte do mundo)? Só uma perguntinha: a ERC admite emitir então uma qualquer douta opinião sobre o assuntodas próximas eleições autárquicas (2009)? Ui, ui, isto promete.

Confirma-se...

...as audiências subiram. Não sei se é do prof. Carrilho se de ter

...as audiências subiram. Não sei se é do prof. Carrilho se de ter tirado a música . À cautela, obrigado a ambos.

terça-feira, maio 23

Desonestidade bárbara (II)

Ao contrário de Maria Cavaco Silva, Bárbara acrescenta notoriedade ao seu marido e, sobretudo, afectividade nos contactos populares de campanha, (essenciais não por si mas pela imagem televisiva que geram). Bárbara é, por assim dizer, um trunfo eleitoral - pelo menos pode ser considerada como tal. Quem viu, pode confirmar: na campanha, acções de rua de Carrilho com Bárbara eram uma coisa (gerava-se empatia); acções de rua sem Bárbara eram outra (frieza, muita frieza). E mil vezes o candidato ouviu o muito cruel "olha lá vai o marido da Bárbara Guimarães".

Por outras palavras: Maria Cavaco Silva é "só" família; Bárbara Guimarães não é "só" família (por mais que o Dinis Maria seja exibido como forma de legitimar essa imagem). É isso e muito mais. É algo que pode - muito legitimamente - ser considerado um trunfo eleitoral. Nessa medida, a sua participação na campanha do marido não pode deixar de ser eleitoralmente medida (e na campanha de Carrilho foi-o) e politicamente avaliada. Logo, pode muito legitimamente ser vista como uma instrumentalização eleitoral do casamento, um uso político do domínio privado - interpretação que o próprio casal legitimou com aparições controladas em

Carrilho ainda hoje não quer compreender isto. Na altura também não compreendeu outra coisa: que a "matilha" lhe desmontou a esperteza saloia; que, a partir daí, Bárbara foi mais ruído do que trunfo; e que, finalmente, o eleitorado não pode ser tomado por parvo. Quando vota é em quem se candidata; não no seu cônjuge. Ao contrário de Maria Cavaco Silva, Bárbaranotoriedade ao seu marido e, sobretudo, afectividade nos contactos populares de campanha, (essenciais não por si mas pela imagem televisiva que geram). Bárbara é, por assim dizer, um trunfo eleitoral - pelo menos pode ser considerada como tal. Quem viu, pode confirmar: na campanha, acções de rua de Carrilho com Bárbara eram uma coisa (gerava-se empatia); acções de rua sem Bárbara eram outra (frieza, muita frieza). E mil vezes o candidato ouviu o muito cruel "olha lá vai o marido da Bárbara Guimarães".Por outras palavras: Maria Cavaco Silva é "só" família; Bárbara Guimarães não é "só" família (por mais que o Dinis Maria seja exibido como forma de legitimar essa imagem). É isso e muito mais. É algo que pode - muito legitimamente - ser considerado um trunfo eleitoral. Nessa medida, a sua participação na campanha do marido não pode deixar de ser eleitoralmente medida (e na campanha de Carrilho foi-o) e politicamente avaliada. Logo, pode muito legitimamente ser vista como uma instrumentalização eleitoral do casamento, um uso político do domínio privado - interpretação que o próprio casal legitimou com aparições controladas em capas de revistas do socialite.Carrilho ainda hoje não quer compreender isto. Na altura também não compreendeu outra coisa: que a "matilha" lhe desmontou a esperteza saloia; que, a partir daí, Bárbara foi mais ruído do que trunfo; e que, finalmente, o eleitorado não pode ser tomado por parvo. Quando vota é em quem se candidata; não no seu cônjuge.

Desonestidade bárbara (I)

É desonesto fazer comparações entre as participações de Bárbara Guimarães e Maria Cavaco Silva (o exemplo mais referido por Carrilho) nas campanhas dos respectivos maridos.

Entendamo-nos: uma e outra têm notoriedades completamente diferentes. Uma (Bárbara) tem uma elevadíssima notoriedade própria, aliás superior à do marido em alguns sectores (no "povão", por exemplo), por via da sua profissão televisiva; a outra, Maria Cavaco Silva, só a conhecemos porque é mulher de Cavaco Silva. Está aí a diferença e a diferença é importante.

Porque Cavaco Silva não precisa, em rigor, da mulher a seu lado para suscitar adesão às suas acções de campanha. Ele tem um valor próprio suficiente nesse capítulo e o facto de ter usado a família na campanha destinou-se apenas a consolidar/confirmar a sua imagem pública de homem com uma carreira fortemente respaldada na família. Mais do que os nomes dos membros da sua família o que ali interessava era a imagem de harmonia e tranquilidade.

Com Carrilho e Bárbara isto não é bem assim. Ele tem um valor próprio (como personalidade pública) mas ela também. Ela, aliás, tanto nas elites (por via do seu programinha cultural da SIC-Notícias) como no "povão" (por via do que fez antes deste programinha), algo de que Carrilho não se pode orgulhar. É desonesto fazer comparações entre as participações de Bárbara Guimarães e Maria Cavaco Silva (o exemplo mais referido por Carrilho) nas campanhas dos respectivos maridos.Entendamo-nos: uma e outra têm notoriedades completamente diferentes. Uma (Bárbara) tem uma elevadíssima notoriedade própria, aliás superior à do marido em alguns sectores (no "povão", por exemplo), por via da sua profissão televisiva; a outra, Maria Cavaco Silva, só a conhecemos porque é mulher de Cavaco Silva. Está aí a diferença e a diferença é importante.Porque Cavaco Silva não precisa, em rigor, da mulher a seu lado para suscitar adesão às suas acções de campanha. Ele tem um valor próprio suficiente nesse capítulo e o facto de ter usado a família na campanha destinou-se apenas aa sua imagem pública de homem com uma carreira fortemente respaldada na família. Mais do que os nomes dos membros da sua família o que ali interessava era a imagem de harmonia e tranquilidade.Com Carrilho e Bárbara isto não é bem assim. Ele tem um valor próprio (como personalidade pública) mas ela também. Ela, aliás, tanto nas elites (por via do seu programinha cultural da SIC-Notícias) como no "povão" (por via do que fez antes deste programinha), algo de que Carrilho não se pode orgulhar.

"Problemas com o blog"

O

Isto prova:

a) que Daniel Oliveira não é o único que faz implodir blogs

b) que a nossa geração passou a ter, a juntar aos outros, "problemas com o blog" Lugar Comum implodiu ao fim de meia-dúzia de dias.Isto prova:a) que Daniel Oliveira não é o único que faz implodir blogsb) que a nossa geração passou a ter, a juntar aos outros, "problemas com o blog"

Carrilhada

O

O meu olhar era… fresh look: deitei-me a contar quantas vezes Carrilho disse "eu".

Perdi a paciência por volta dos 35 "eus", apenas na primeira parte.

(Desconfio que o senhor saiu do programa como o ego aconhegado!) jph já escreveu sobre o debate da carrilhada. O Rui também vai muito bem.O meu olhar era… fresh look: deitei-me a contar quantas vezes Carrilho disse "eu".Perdi a paciência por volta dos 35 "eus", apenas na primeira parte.(Desconfio que o senhor saiu do programa como o ego aconhegado!)

Mais cromos

Aqui à minha frente estão dois cidadãos maiores de 30 anos a trocar cromos do Mundial. Socorro. Alguém que apareça e me explique o fenómeno Aqui à minha frente estão dois cidadãos maiores de 30 anos a trocar cromos do Mundial. Socorro. Alguém que apareça e me explique o fenómeno

Descarrilhou

Vi ontem o Prós & Contras (RTP-1). Pela primeira vez de fio a pavio. Dei a noite por ganha, devo dizer. E assim, pela enésima vez, vou voltar ao "caso Carrilho" e ao seu Sob o signo da verdade. O assunto interessa-me por várias razões: discute-se jornalismo; discute-se um livro (que li); discute-se um livro sobre uma campanha que cobri. Eis como vi o debate, interveniente a interveniente. Dizendo, desde já, que, apesar de às vezes ter sido demasiado vivo, me pareceu uma "conversa" importante e relativamente clarificadora.

Emídio Rangel: Esta sua condição recente de Grande Guardião da Moral Jornalística Nacional pura e simplesmente não pega, conhecendo-se o seu percurso. Tendo detido o poder que deteve, evidentemente não pode agora encenar um discurso virginal sobre o poder maléfico das agências de comunicação. E o mesmo se passa quanto à sua indignação face à exploração pela SIC do episódio do aperto de mão - logo ele, que foi quem por cá inaugurou a espectacularização dos debates televisivos. Ricardo Costa e Pacheco Pereira conseguiram colocá-lo perantes estas contradições. Em Rangel - como em Carrilho - o problema é o mesmo: não tem credibilidade para lançar este debate. O que é pena.

Ricardo Costa. Preparou-se bem. Não hesitou em protagonizar com Rangel uma espécie de parricídio público. Penso que ficou claro que no episódio do aperto de mão, Carrilho só mentindo é que argumenta que não sabia que estava a ser filmado. Fez bem em recordar que escassos dias depois do episódio Carrilho já sorria e cumprimentava Carmona. A indignação, pelos vistos, foi de curta duração. Para mim Ricardo Costa só se esticou nas suas longas explicações sobre agências de comunicação. Eles nesse mundo são maiores e vacinados, não precisam de ninguém que os explique. Fez muito bem em recordar a colectânea de entrevistas manipuladas (sem autorização dos co-autores) por Carrilho e o artigo deste sobre Morais Sarmento. São dois belos retratos do personagem.

José Pacheco Pereira. Esteve muito bem ao tentar sistematicamente puxar o debate para o livro e para a sua tese central: movidos pela inveja e comprados pelo imobiliário (através de uma agência de comunicação), vários jornalistas e comentadores destruiram a campanha de Carrilho. Este fugiu sempre a esta leitura do livro, fuga que só prova que o livro não passa da justificação de uma humilhante derrota através da colagem de uma série de "factos" através da invenção, adivinhação e processos de intenção. Parece-me que se conseguiu explicar bem ao acusar Carrilho de ter usado no livro todos os truques de que se queixa.

Manuel Maria Carrilho. Acabou o debate aos berros, completamente fora de si - enfim, Carrilho no seu "melhor", o "melhor" que o derrotou nas autárquicas e o voltou a derrotar ontem. Cobardemente, evitou sempre o tema da corrupção no jornalismo (repito: tema central do livro, basta lê-lo) porque, evidentemente, não tem sombra de provas para escrever o que escreveu. A esta hora já está a pensar numa vingança qualquer.

E pronto, é tudo. Vou fazer só mais um postinho sobre a "questão" Bárbara. Haja paciência. Vi ontem o Prós & Contras (RTP-1). Pela primeira vez de fio a pavio. Dei a noite por ganha, devo dizer. E assim, pela enésima vez, vou voltar ao "caso Carrilho" e ao seu. O assunto interessa-me por várias razões: discute-se jornalismo; discute-se um livro (que li); discute-se um livro sobre uma campanha que cobri. Eis como vi o debate, interveniente a interveniente. Dizendo, desde já, que, apesar de às vezes ter sido demasiado vivo, me pareceu uma "conversa" importante e relativamente clarificadora.: Esta sua condição recente de Grande Guardião da Moral Jornalística Nacional pura e simplesmente não pega, conhecendo-se o seu percurso. Tendo detido o poder que deteve, evidentemente não pode agora encenar um discurso virginal sobre o poder maléfico das agências de comunicação. E o mesmo se passa quanto à sua indignação face à exploração pela SIC do episódio do aperto de mão - logo ele, que foi quem por cá inaugurou a espectacularização dos debates televisivos. Ricardo Costa e Pacheco Pereira conseguiram colocá-lo perantes estas contradições. Em Rangel - como em Carrilho - o problema é o mesmo: não tem credibilidade para lançar este debate. O que é pena.. Preparou-se bem. Não hesitou em protagonizar com Rangel uma espécie de parricídio público. Penso que ficou claro que no episódio do aperto de mão, Carrilho só mentindo é que argumenta que não sabia que estava a ser filmado. Fez bem em recordar que escassos dias depois do episódio Carrilho já sorria e cumprimentava Carmona. A indignação, pelos vistos, foi de curta duração. Para mim Ricardo Costa só se esticou nas suas longas explicações sobre agências de comunicação. Eles nesse mundo são maiores e vacinados, não precisam de ninguém que os explique. Fez muito bem em recordar a colectânea de entrevistas manipuladas (sem autorização dos co-autores) por Carrilho e o artigo deste sobre Morais Sarmento. São dois belos retratos do personagem.. Esteve muito bem ao tentar sistematicamente puxar o debate para o livro e para a sua tese central: movidos pela inveja e comprados pelo imobiliário (através de uma agência de comunicação), vários jornalistas e comentadores destruiram a campanha de Carrilho. Este fugiu sempre a esta leitura do livro, fuga que só prova que o livro não passa da justificação de uma humilhante derrota através da colagem de uma série de "factos" através da invenção, adivinhação e processos de intenção. Parece-me que se conseguiu explicar bem ao acusar Carrilho de ter usado no livro todos os truques de que se queixa.. Acabou o debate aos berros, completamente fora de si - enfim, Carrilho no seu "melhor", o "melhor" que o derrotou nas autárquicas e o voltou a derrotar ontem. Cobardemente, evitou sempre o tema da corrupção no jornalismo (repito: tema central do livro, basta lê-lo) porque, evidentemente, não tem sombra de provas para escrever o que escreveu. A esta hora já está a pensar numa vingança qualquer.E pronto, é tudo. Vou fazer só mais um postinho sobre a "questão" Bárbara. Haja paciência.

segunda-feira, maio 22

Chico é Deus

Eu nunca diria isto, sob pena de alguém me tomar por uma espécie de Santa Teresa de Ávila. A frase é de João Miguel Tavares, um "chicólogo" da praça que está ali à frente na redacção. O JMT já tem o "Carioca", a mi pesar.

Mas fiquei tão contente com a

Mas, ontem, por exemplo, encontrei o

Não se afobe não que nada é pra já

O amor não tem pressa

ele pode esperar

no fundo do armário

na posta restante

milénios

milénios no ar

A minha vida é uma esplêndida monotonia Eu nunca diria isto, sob pena de alguém me tomar por uma espécie de Santa Teresa de Ávila. A frase é de João Miguel Tavares, um "chicólogo" da praça que está ali à frente na redacção. O JMT já tem o "Carioca", a mi pesar.Mas fiquei tão contente com a prenda do Chico da Origem das Espécies ! (só hoje vi)Mas, ontem, por exemplo, encontrei o Ivan nos Armazéns do Chiado, e fomos parar ao Chico Buarque (ele gosta menos do que eu). Depois, fui para casa fazer o jantar. E, eu que já não ouvia Chico há praí 15 dias, acabei a temperar o frango eNão se afobe não que nada é pra jáO amor não tem pressaele pode esperarno fundo do armáriona posta restantemiléniosmilénios no arA minha vida é uma esplêndida monotonia

E ninguém fala da bola, men?

Um especialista espanhol em toxicodependência alertou hoje para o crescente aparecimento de vícios sem drogas, como a Internet ou o sexo, e lamentou que a comunidade científica não faça o diagnóstico destas dependências.Durante o XIX Encontro das Taipas, que decorre hoje e terça- feira em Lisboa, Carlos Alvarez Vara, da Agencia Antidroga de la Comunidade de Madrid, falou sobre "Dependências Patológicas sem Substâncias Psicoactivas". Salientando que "ser dependente é não controlar a relação com a substância", Carlos Alvarez Vara afirmou que nos últimos anos têm surgido cada vez mais casos de relações deste tipo com objectos em vez de drogas.

(da Lusa) Um especialista espanhol em toxicodependência alertou hoje para o crescente aparecimento de vícios sem drogas, como a Internet ou o sexo, e lamentou que a comunidade científica não faça o diagnóstico destas dependências.Durante o XIX Encontro das Taipas, que decorre hoje e terça- feira em Lisboa, Carlos Alvarez Vara, da Agencia Antidroga de la Comunidade de Madrid, falou sobre "Dependências Patológicas sem Substâncias Psicoactivas". Salientando que "ser dependente é não controlar a relação com a substância", Carlos Alvarez Vara afirmou que nos últimos anos têm surgido cada vez mais casos de relações deste tipo com objectos em vez de drogas.(da Lusa)

Prós & Contras

Hoje Manuel Maria Carrilho irá ao Prós & Contras debater o seu livro. Segundo leio nos jornais terá do seu lado Emídio Rangel. Os outros debatentes serão Ricardo Costa e Pacheco Pereira. Por outras palavras: quatro pessoas que conhecem o livro de Carrilho; mas uma única que viveu a campanha dia-a-dia (o próprio Carrilho).

Se bem conheço o prof. Carrilho, aproveitará sobretudo para atacar quem não estiver no programa para se defender. Se bem conheço Rangel, nunca explicará porque razão nunca se queixou a ninguém de direito sobre casos concretos de corrupção no jornalismo.

Se bem o conheço, voltará a jurar que nunca ninguém na sua candidatura mediu politicamente os prós e contras da participação da sua mulher na campanha.

Se bem o conheço também, irá insistir na ideia de que Bárbara Guimarães só apareceu três vezes até à campanha começar (como diz no livro). Esquecer-se-à convenientemente de dizer que, depois, no período oficial, apareceu todos os dias - ou seja, não apareceu três vezes mas pelo menos 15, para já não falar em várias iniciativas fora da agenda pública da candidatura.

Se bem o conheço, esquecer-se-á de recordar, também, que, depois da polémica do "vídeo familiar" - em Junho - quem ressuscitou a "questão Bárbara" não foi nenhum jornalista mas sim um seu camarada de partido, Jorge Coelho, num jantar-comício na FIL, em Julho, através de um apelo à mulher do candidato para que não se deixasse condicionar e continuasse a aparecer, porque o "povo" e o PS assim o queriam. Ou seja: esquercer-se-à de dizer que a politização da "questão Bárbara" passou, ao mais alto nível, pelo seu próprio partido.

Se bem o conheço, nunca admitirá que, de todos os candidatos a Lisboa (Carmona, ele próprio, Ruben de Carvalho, Maria José Nogueira Pinto e José Sá Fernandes) era ele o que pior conhecia Lisboa.

Se bem o conheço, nunca admitirá as hesitações que existiram na sua candidatura face à exploração do chamado "mensalito" de Carmona, esquecendo-se também de referir que se ele próprio só tomou conhecimento do caso porque a "matilha" a revelou.

O que eu gostaria que ficasse bem claro no Prós & Contras de hoje à noite é o seguinte:

1. Há, evidentemente, problemas nas coberturas mediáticas nas campanhas, o mais grave dos quais será uma excessiva atenção aos fait-divers (mas o caso Bárbara/Diniz Maria não é um fait-divers).

2. Haverá, por outro lado, problemas de corrupção no jornalismo - admito-o perfeitamente, pela simples razão de que há sempre corrupção onde há poder - que urgem ser averiguados por quem tem autoridade para isso.

3. Só que, de todas as pessoas possíveis, Manuel Maria Carrilho é a última a ter o mínimo de autoridade para invocar isso em sua defesa porque toda a sua campanha foi, do princípio ao fim, uma alucinante sucessão de erros dos quais ele foi, na maior parte dos casos, o principal protagonista. O personagem desacredita a própria discussão que tenta desencadear.

Por último: Sou referido no livro de Carrilho. Criticamente, claro. O conteúdo das críticas é, no essencial, canalhote. Há níveis a que não baixo, no que pessoalmente me toca. Hoje Manuel Maria Carrilho irá ao Prós & Contras debater o seu livro. Segundo leio nos jornais terá do seu lado Emídio Rangel. Os outros debatentes serão Ricardo Costa e Pacheco Pereira. Por outras palavras: quatro pessoas que conhecem o livro de Carrilho; mas uma única que viveu a campanha dia-a-dia (o próprio Carrilho).Se bem conheço o prof. Carrilho, aproveitará sobretudo para atacar quem não estiver no programa para se defender. Se bem conheço Rangel, nunca explicará porque razão nunca se queixou a ninguém de direito sobre casos concretos de corrupção no jornalismo.Se bem o conheço, voltará a jurar que nunca ninguém na sua candidatura mediu politicamente os prós e contras da participação da sua mulher na campanha.Se bem o conheço também, irá insistir na ideia de que Bárbara Guimarães só apareceu três vezes até à campanha começar (como diz no livro). Esquecer-se-à convenientemente de dizer que, depois, no período oficial, apareceu todos os dias - ou seja, não apareceu três vezes mas pelo menos 15, para já não falar em várias iniciativas fora da agenda pública da candidatura.Se bem o conheço, esquecer-se-á de recordar, também, que, depois da polémica do "vídeo familiar" - em Junho - quem ressuscitou a "questão Bárbara" não foi nenhum jornalista mas sim um seu camarada de partido, Jorge Coelho, num jantar-comício na FIL, em Julho, através de um apelo à mulher do candidato para que não se deixasse condicionar e continuasse a aparecer, porque o "povo" e o PS assim o queriam. Ou seja: esquercer-se-à de dizer queSe bem o conheço, nunca admitirá que, de todos os candidatos a Lisboa (Carmona, ele próprio, Ruben de Carvalho, Maria José Nogueira Pinto e José Sá Fernandes) era ele o queconhecia Lisboa.Se bem o conheço, nunca admitirá as hesitações que existiram na sua candidatura face à exploração do chamado "mensalito" de Carmona, esquecendo-se também de referir que se ele próprio só tomou conhecimento do caso porque a "matilha" a revelou.O que eu gostaria que ficasse bem claro no Prós & Contras de hoje à noite é o seguinte:. Há, evidentemente, problemas nas coberturas mediáticas nas campanhas, o mais grave dos quais será uma excessiva atenção aos fait-divers (mas o caso Bárbara/Diniz Maria não é um fait-divers).. Haverá, por outro lado, problemas de corrupção no jornalismo - admito-o perfeitamente, pela simples razão de que há sempre corrupção onde há poder - que urgem ser averiguados por quem tem autoridade para isso.. Só que, de todas as pessoas possíveis, Manuel Maria Carrilho é a última a ter o mínimo de autoridade para invocar isso em sua defesa porque toda a sua campanha foi, do princípio ao fim, uma alucinante sucessão de erros dos quais ele foi, na maior parte dos casos, o principal protagonista. O personagem desacredita a própria discussão que tenta desencadear.Por último: Sou referido no livro de Carrilho. Criticamente, claro. O conteúdo das críticas é, no essencial, canalhote. Há níveis a que não baixo, no que pessoalmente me toca.

Nota aos leitores

Pronto, levem lá a taça! A pedido de muitas famílias acabei com a grafonola do Glória. Agora, para ouvir qualquer coisa só se for a TSF ou a Radar. Mas fica o aviso: ou as audiências aumentam ou a grafonola volta!

sexta-feira, maio 19

Nada melhor do que um automóvel para exercer a crueldade. É toca e foge. E faz-se bem todo o ano. No inverno, por exemplo, nada mais divertido do que passar propositadamente sobre as poças encharcando quem vai no passeio. É de morrer a rir. Já quando faz sol, a minha preferida é a dos ciganitos romenos que nos querem vender Bordas d´Água quando estamos parados nos semáforos. Eu pego-lhes no almanaque e pouso-o no tablier. Depois faço tempo a procurar trocos. E quando o semáforo abre piro-me, sem lhes dar nada! Pelo retrovisor topo os olhares desconsolados dos miúdos, eh, eh, eh. Nada melhor do que um automóvel para exercer a crueldade. É toca e foge. E faz-se bem todo o ano. No inverno, por exemplo, nada mais divertido do que passar propositadamente sobre as poças encharcando quem vai no passeio. É de morrer a rir. Já quando faz sol, a minha preferida é a dos ciganitos romenos que nos querem vender Bordas d´Água quando estamos parados nos semáforos. Eu pego-lhes no almanaque e pouso-o no tablier. Depois faço tempo a procurar trocos. E quando o semáforo abre piro-me, sem lhes dar nada! Pelo retrovisor topo os olhares desconsolados dos miúdos, eh, eh, eh.

MSGT (III)

Ser sócio da MSGT implica uma boa acção por dia. Boa, no sentido de competente. Hoje, por exemplo, esmigalhei uma pombinha com pneu dianteiro direito do meu carro. Toda a gente que conduz sabe como é difícil. Posso folgar no fim de semana? Ser sócio da MSGT implica uma boa acção por dia. Boa, no sentido de competente. Hoje, por exemplo, esmigalhei uma pombinha com pneu dianteiro direito do meu carro. Toda a gente que conduz sabe como é difícil. Posso folgar no fim de semana?

Parece-me bem, esse Movimento das/dos Sem um grama de Ternura no Coração (MSGT). Quero o departamento do agit-prop (relações com agências de comunicação e tal, estão a ver). Já Parece-me bem, esse Movimento das/dos Sem um grama de Ternura no Coração (MSGT). Quero o departamento do agit-prop (relações com agências de comunicação e tal, estão a ver). Já aqui me tinham feito sócio fundador de outra agremiação. E dizem-me que está prestes a nascer a ANVMN (Associação do Não Vás ao Médico, Não). Não há salário que pague tanta cota. Quota, quero dizer. Ou cota? Olhem, sei lá, isso.

MSGT

eu e a asl (ainda não le disse nada, é surpresa) e talvez o jph (se ele pedir muito e demonstrar que é genuinamente empedernido) vamos fundar o movimento sem um grama de ternura. o nome completo é: movimento das/dos sem um grama de ternura no coração. também pensámos que podia ser o msppp -- movimento sem paciência para parvalhões, mas depois achámos que corríamos o risco de ficar sós contra o mundo.

só para mim, fundei a agremiação das que não sabem escrever elucubração.

a comissão instaladora, eu e a asl (ainda não le disse nada, é surpresa) e talvez o jph (se ele pedir muito e demonstrar que é genuinamente empedernido) vamos fundar o movimento sem um grama de ternura. o nome completo é: movimento das/dos sem um grama de ternura no coração. também pensámos que podia ser o msppp -- movimento sem paciência para parvalhões, mas depois achámos que corríamos o risco de ficar sós contra o mundo.só para mim, fundei a agremiação das que não sabem escrever elucubração.a comissão instaladora,

caro jph, da tua sapatóloga

esses sapatos, sejam como forem e do que forem, já devem estar podres. e isso, para além de só se admitir em sem abrigo, não pode ser bom sinal. tsss tssss.

(mas, já agora, são aqueles que me mostrasteS no outro dia nos bichos? já te disse na altura o que pensava. não queres que o repita aqui, à frente desta gente toda, pois não?) esses sapatos, sejam como forem e do que forem, já devem estar podres. e isso, para além de só se admitir em sem abrigo, não pode ser bom sinal. tsss tssss.(mas, já agora, são aqueles que me mostrasteS no outro dia nos bichos? já te disse na altura o que pensava. não queres que o repita aqui, à frente desta gente toda, pois não?)

À nossa sapatóloga

Dear f.,

E o que dizer de um gajo que só tem um par de sapatos - muito caro, por sinal - e que o usa durante seis anos a dez anos seguidos até que da sola quase já só resta a memória? Dear f.,E o que dizer de um gajo que só tem um par de sapatos - muito caro, por sinal - e que o usa durante seis anos a dez anos seguidos até que da sola quase já só resta a memória?

Declaração de rendimentos

O Rui defende que os jornalistas deveriam ser obrigados a preencher uma declaração de rendimentos, como os políticos já são. Plenamente de acordo (a sério). Por mim, mandem-me o formulário do modelo NTOCM (Não Tem Onde Cair Morto).

sapatologia

nunca falha. olhamos para o que uma pessoa calça (ou sonha calçar) e zás, vislumbramos-lhe a alma. há poucas coisas tão eloquentes sobre o que alguém é, pode e quer ser como o sapatinho. o príncipe da cinderela lá tinha as suas razões.

devia haver tratados (e se calhar há) sobre isto. nunca falha. olhamos para o que uma pessoa calça (ou sonha calçar) e zás, vislumbramos-lhe a alma. há poucas coisas tão eloquentes sobre o que alguém é, pode e quer ser como o sapatinho. o príncipe da cinderela lá tinha as suas razões.devia haver tratados (e se calhar há) sobre isto.

vá lá

é bom saber que não se erra sempre (sou capaz de ser melhor em intuição que em ortografia). bem me parecia que um certo canídeo era fêmea -- há coisas que não se disfarçam assim tão bem. só falta, agora, assumir a autoria. coragem, vá. é bom saber que não se erra sempre (sou capaz de ser melhor em intuição que em ortografia). bem me parecia que um certo canídeo era fêmea -- há coisas que não se disfarçam assim tão bem. só falta, agora, assumir a autoria. coragem, vá.

private códigos

não, não, pedro . estamos à espera do filme.

elu de...

elucidada elucidada

opróbrio e vergonha, sim, ó, e a 26ª lei da blogosfera

não tendo aqui à mão um verso do dante que se adeque à celebração desta profunda desgraça, resta-me o uso que doravante todos me reconhecem limitado da língua portuguesa. e-lu-cu-bra-ções é mesmo com dois uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!

elucubrações

elucubrações

elucubrações

elucubrações

e

elucubrações

eu sou mas é uma ganda burra. quis fazer uma gracinha com o pacheco pereira e zás. tungas. levei a adequada e mui justa reguada.

por quem me tomo eu, hum? com tanto dicionário à minha volta, que prodígios de arrogância me impediram de neles certificar a justeza do meu ímpeto?

e se eu fosse mas é fazer a quarta classe outra vez?

salva-se daqui a 26ª lei da blogosfera: nunca fazer reparos sobre a ortografia alheia sem ter a certeza a-b-so-lu-ta mas mesmo ab-so-lu-ta de que se está do lado da razão (e logo eu, que detesto erros de ortografia. outro como este e passo à clandestinidade).

sim, continuem a mandar emails paternalistas. eu mereço tudo. não tendo aqui à mão um verso do dante que se adeque à celebração desta profunda desgraça, resta-me o uso que doravante todos me reconhecem limitado da língua portuguesa. e-lu-cu-bra-ções é mesmo com dois uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!elucubraçõeselucubraçõeselucubraçõeselucubraçõeselucubraçõeseu sou mas é uma ganda burra. quis fazer uma gracinha com o pacheco pereira e zás. tungas. levei a adequada e mui justa reguada.por quem me tomo eu, hum? com tanto dicionário à minha volta, que prodígios de arrogância me impediram de neles certificar a justeza do meu ímpeto?e se eu fosse mas é fazer a quarta classe outra vez?salva-se daqui a 26ª lei da blogosfera: nunca fazer reparos sobre a ortografia alheia sem ter a certeza a-b-so-lu-ta mas mesmo ab-so-lu-ta de que se está do lado da razão (e logo eu, que detesto erros de ortografia. outro como este e passo à clandestinidade).sim, continuem a mandar emails paternalistas. eu mereço tudo.

quinta-feira, maio 18

eluquê?

a crónica de pacheco pereira, hoje no público, é como (quase) sempre obrigatória (e o link está como sempre indisponível).

a comparação entre o menino guerreiro e o sagaz maquiavel que afinal só queria um grama de ternura é uma delícia.

como o é a descrição da reinauguração do campo pequeno, com a sua 'recriação do portugal tradicional' -- 'como eu sou do porto', diz jpp, 'onde não há touros, o único fadista conhecido era o neca rafael e o único fado popular era o 'já estás com os copos', não me lembro dessa 'tradição' assim tão portuguesa, mas percebo muito bem o que nos querem dizer'.

mas 'elucubrações', do menino guerreiro ou de outro qualquer? ai ai. isto em quem cita dante e tem aqueles triliões de bibliotecas não se admite

(já eu, por exemplo, posso escrever bróculos com u que ninguém se admira -- é com coisas destas que o manuel maria carrilho se indigna, não é?) a crónica de pacheco pereira, hoje no público, é como (quase) sempre obrigatória (e o link está como sempre indisponível).a comparação entre o menino guerreiro e o sagaz maquiavel que afinal só queria um grama de ternura é uma delícia.como o é a descrição da reinauguração do campo pequeno, com a sua 'recriação do portugal tradicional' -- 'como eu sou do porto', diz jpp, 'onde não há touros, o único fadista conhecido era o neca rafael e o único fado popular era o 'já estás com os copos', não me lembro dessa 'tradição' assim tão portuguesa, mas percebo muito bem o que nos querem dizer'.mas 'elucubrações', do menino guerreiro ou de outro qualquer? ai ai. isto em quem cita dante e tem aqueles triliões de bibliotecas não se admite(já eu, por exemplo, posso escrever bróculos com u que ninguém se admira -- é com coisas destas que o manuel maria carrilho se indigna, não é?)

Sob o signo de qualquer coisa

Manuel Maria Carrilho fez hoje a sua primeira intervenção deste ano no Parlamento. Nos corredores anunciou à "matilha" que vai pedir à Entidade Reguladora da Comunicação Social que analise o seu livro.

PS1. A total ausência, este ano, de qualquer intervenção do deputado Carrilho no plenário parlamentar é verificável no site do Parlamento .

PS2. Certamente por lapso, Carrilho esqueceu-se de pedir à PGR que investigue o alegado financiamento ilegal de candidaturas políticas por "agências de comunicação", assunto bastante referido na sua obra. Manuel Maria Carrilho fez hoje a sua primeira intervenção deste ano no Parlamento. Nos corredores anunciou à "matilha" que vai pedir à Entidade Reguladora da Comunicação Social que analise o seu livro.. A

clap-clap

quarta-feira, maio 17

impulse

e se de repente uma desconhecida nos pedir uma reportagem?

devemos perguntar-lhe ao que vem, donde e para quê (nunca se sabe se não tem mão de agências de comunicação, cunhas, do vaz ou doutro qualquer) ou concluir, puramente e muito mas muito simplesmente, que isto é só um elogio profissional um bocadito arrevezado, tipo viu uma coisa bem feita no el pais e achou que eu era a única grande repórter deste país capaz de fazer uma remake?

é que as outras hipóteses são um nadinha desagradáveis, e eu não gosto de pensar coisas chatas de pessoas que não conheço de lado nenhum. de lado mesmo nenhum.

(ajudava, claro, um apelidozito junto ao nome próprio -- sempre tornava o caso definitivamente pessoal) e se de repente uma desconhecida nos pedir uma reportagem?devemos perguntar-lhe ao que vem, donde e para quê (nunca se sabe se não tem mão de agências de comunicação, cunhas, do vaz ou doutro qualquer) ou concluir, puramente e muito mas muito simplesmente, que isto é só um elogio profissional um bocadito arrevezado, tipo viu uma coisa bem feita no el pais e achou que eu era a única grande repórter deste país capaz de fazer uma remake?é que as outras hipóteses são um nadinha desagradáveis, e eu não gosto de pensar coisas chatas de pessoas que não conheço de lado nenhum. de lado mesmo nenhum.(ajudava, claro, um apelidozito junto ao nome próprio -- sempre tornava o caso definitivamente pessoal)

e continua

vai ter de me explicar isso como se eu fosse muito estúpida, sôdona luísa vai ter de me explicar isso como se eu fosse muito estúpida, sôdona luísa

continuação

isto hoje anda isto hoje anda muito animado . qual é exactamente a questão, dona luísa?

tanããããããã..... (rufar de tambores, etc)

e a e a opinião é... (já agora, com a transcrição correcta, if you please: "Excluir do tratamento as mulheres infertéis que não estão 'em casal' foi uma decisão tomada pelos deputados do PS, desfazendo as ilusões do PCP e BE sobre um consenso de esquerda. Decreta-se, assim, o ideal da família biparental e heterossexual, relegando as mães solteiras para os acasos da vida. O medo do veto de Cavaco é uma das justificações" -- entrada de artigo de dn, 16 de Maio).

terça-feira, maio 16

Parabéns a você

Para o Francisco (atrasados) e, pronto, para o Brosnan também Para o Francisco (atrasados) e, pronto, para o Brosnan também

Tá a ficar velho, é o que é

O Xico fez anos ontem e não disse nada a ninguém.

Deve ser gralha

O Público diz que este senhor faz hoje 54 anos O Público diz que este senhor faz hoje 54 anos

Radar, here I go

Ouvindo de manhã a TSF confirma-se o pesadelo: já estamos a ser encharcados de Mundial até à náusea. Isto para já não falar do número tristemente habitual dos jornalismo patriótico, "estamos cá é para apoiar a selecção" and so on, and so on...Até gosto de futebol, juro. Não percebo nada mas gosto. Mas há coisas que me fazem detestá-lo e raramente se passam no campo. Uma delas é esta enxurrada "mediática" à volta da selecção. O Governo, esse, agradece: não há pão mas há circo. Do mal o menos. Ouvindo de manhã a TSF confirma-se o pesadelo: já estamos a ser encharcados de Mundial até à náusea. Isto para já não falar do número tristemente habitual dos jornalismo patriótico, "estamos cá é para apoiar a selecção" and so on, and so on...Até gosto de futebol, juro. Não percebo nada mas gosto. Mas há coisas que me fazem detestá-lo e raramente se passam no campo. Uma delas é esta enxurrada "mediática" à volta da selecção. O Governo, esse, agradece: não há pão mas há circo. Do mal o menos.

segunda-feira, maio 15

Proposta indecente

Dado o seu evidente domínio da matéria, sugiro ao Miguel que lance uma Dado o seu evidente domínio da matéria, sugiro ao Miguel que lance uma Afinsa dos cromos . A sua assumida formação cristã garante-lhe, à partida, dois mil anos de saber acumulado em gestão empresarial.

Carrilho - agora a sério

1. Ler blogues é importante. É mesmo muito importante. Fica-se com uma ideia de como pensam os não-jornalistas. No caso de Carrilho, é notório que o

2. Nessa medida - o descrédito do personagem - considero que a resposta a Carrilho pelos visados, entre os quais me encontro, deve ser apenas no campo da opinião, mesmo que o personagem tenha ido nas suas criticas ao jornalismo muito para além de meros comentários (insinuou crimes). Mas dar crédito a Carrilho ao ponto de o processar seria tão rídiculo como ver um árbitro processar o Emplastro [na foto] por este falar em corrupção no futebol.

3. Isto não quer dizer que quem de direito (o Ministério Público) não abra inquérito, tendo em conta o que Carrilho escreveu (e o que disse Emídio Rangel na apresentação do livro). Por duas questões diferentes: a corrupção no jornalismo; e o alegado financiamento ilegal de campanhas políticas através de agências de comunicação. Quem tem meios e autoridade que investigue. Já agora, convinha que o

4. A importância destes dois assuntos só me faz lamentar ainda mais que quem os tenha levantado sejam pessoas desacreditadas e movidas pelo ódio (Carrilho por causa da sua derrota, Rangel por causa da SIC). Mas enfim: suponho que a quem investiga interessa mais o que é dito do que quem o diz.

5. O Paulo Gorjão . Ler blogues é importante. É mesmo muito importante. Fica-se com uma ideia de como pensam os não-jornalistas. No caso de Carrilho, é notório que o sentido geral das opiniões manifestadas na blogosfera salienta o descrédito do personagem.. Nessa medida - o descrédito do personagem - considero que a resposta a Carrilho pelos visados, entre os quais me encontro, deve ser apenas no campo da opinião, mesmo que o personagem tenha ido nas suas criticas ao jornalismo muito para além de meros comentários (insinuou crimes). Mas dar crédito a Carrilho ao ponto de o processar seria tão rídiculo como ver um árbitro processar o Emplastro [na foto] por este falar em corrupção no futebol.. Isto não quer dizer que quem de direito (o Ministério Público) não abra inquérito, tendo em conta o que Carrilho escreveu (e o que disse Emídio Rangel na apresentação do livro). Por duas questões diferentes: a corrupção no jornalismo; e o alegado financiamento ilegal de campanhas políticas através de agências de comunicação. Quem tem meios e autoridade que investigue. Já agora, convinha que o Sindicato dos Jornalistas dissesse qualquer coisinha.. A importância destes dois assuntos só me faz lamentar ainda mais que quem os tenha levantado sejam pessoas desacreditadas e movidas pelo ódio (Carrilho por causa da sua derrota, Rangel por causa da SIC). Mas enfim: suponho que a quem investiga interessa mais oé dito do queo diz.. O Paulo Gorjão criticou "a forma exagerada como os jornalistas estão a reagir ao livro de Manuel Maria Carrilho". Garanto-lhe, caro Paulo, que se ninguém tivesse dito nada certamente seria criticado à mesma, sob a acusação de "quem cala, consente", "omertá corporativa", etc, etc, etc. Por outras palavras: preso por ter cão, preso por não ter. Uma coisa parece clara: "os jornalistas" é uma entidade que, neste assunto, não tem existido. Alguns dos visados responderam; outros não. O comportamento tem sido, portanto, tudo menos "corporativo" e/ou auto-organizado. Não censuro quem não tenha respondido. Por mim falo, antes que alguém o faça por mim.

sábado, maio 13

sob o signo da verdade 5

as sandálias marc jacobs também era muito giras. gosto daquela coisa das cerejas no topo. as sandálias marc jacobs também era muito giras. gosto daquela coisa das cerejas no topo.

sob o signo da verdade 4

e não é que os malandros dos lobbies e do betão e mais não sei quê continuam a largar a pasta para a malta dizer mal, seis mesesdepois das eleições? aquilo é que é gente de rancores. e não é que os malandros dos lobbies e do betão e mais não sei quê continuam a largar a pasta para a malta dizer mal, seis mesesdepois das eleições? aquilo é que é gente de rancores.

sexta-feira, maio 12

pela causa do costume

No âmbito da realização de um Doutoramento sobre o tema "Novas Famílias Emergentes e o Individualismo Ocidental", da área de Sociologia da Familia, orientado pelo Professor João Teixeira Lopes, o doutorando Adalberto Ribeiro solicita a colaboração de casais de lésbicas, que vivam em união de facto, para a realização de uma entrevista, em total anonimato.

A contactar directamente com o próprio, através de:

email: No âmbito da realização de um Doutoramento sobre o tema "Novas Famílias Emergentes e o Individualismo Ocidental", da área de Sociologia da Familia, orientado pelo Professor João Teixeira Lopes, o doutorando Adalberto Ribeiro solicita a colaboração de casais de lésbicas, que vivam em união de facto, para a realização de uma entrevista, em total anonimato.A contactar directamente com o próprio, através de:email: dalby.acuarium@sapo.pt telemóvel: 918980382

sob o signo da verdade, 3

para o caso de alguém querer comprar-me a peso de ouro, são 55 quilos. para o caso de alguém querer comprar-me a peso de ouro, são 55 quilos.

sob o signo da verdade, 2

acho que se pode dizer que estou cheia de inveja da bárbara por ter um vestido tão giro. acho que se pode dizer que estou cheia de inveja da bárbara por ter um vestido tão giro.

sob o signo da verdade

a jornalista bárbara guimarães estava com um vestido muito giro, ontem. aliás, estava muito gira. a bárbara guimarães é muito gira. e jornalista. gostava de saber onde comprou aquele vestido, para ir lá ver se compro um para mim. não interessa o preço: nós, os jornalistas, temos meios de fortuna variados (variegados, até), mesmo se alguns de nós, azougadamente, de vez em quando gostamos tanto de dizer mal de certas pessoas que nem precisamos de ser comprados.

(espero é que não vá a matilha toda comprar aquele vestido) a jornalista bárbara guimarães estava com um vestido muito giro, ontem. aliás, estava muito gira. a bárbara guimarães é muito gira. e jornalista. gostava de saber onde comprou aquele vestido, para ir lá ver se compro um para mim. não interessa o preço: nós, os jornalistas, temos meios de fortuna variados (variegados, até), mesmo se alguns de nós, azougadamente, de vez em quando gostamos tanto de dizer mal de certas pessoas que nem precisamos de ser comprados.(espero é que não vá a matilha toda comprar aquele vestido)

Nota aos leitores

Vingança bárbara (IV)

1. Uma das acusações de que sou alvo no livro de Carrilho é a de ser...casado. Citando: "curiosamente casado com..." Desta não estava à espera. Como é que um tipo se defende disto?

2. Assim como reconheço autoridade ao Professor Carrilho para perorar sobre a instrumentalização profissional de casamentos, também reconheço autoridade a Emídio Rangel para falar sobre agências de comunicação: basta lembrarmo-nos de como ele teorizou sobre modos de "vender" candidatos assim como quem vende sabonetes.

3. Numa parte homenageio o Professor. Ele não aproveitou o livro para me desmentir a notícia - que escrevi citando-o - em que ele prometia "terraplanar" o Parque Eduardo VII. Fica para o volume II.

4. Na foto: Carrilho, Bárbara e o respectivo filho numa reportagem da Caras em Junho de 2005 (período de pré-campanha eleitoral autárquica). É deste "jornalismo" que o Professor gosta: dócil, autorizado e a pedido. . Uma das acusações de que sou alvo no livro de Carrilho é a de ser...casado. Citando: "curiosamente casado com..." Desta não estava à espera. Como é que um tipo se defende disto?. Assim como reconheço autoridade ao Professor Carrilho para perorar sobre a instrumentalização profissional de casamentos, também reconheço autoridade a Emídio Rangel para falar sobre agências de comunicação: basta lembrarmo-nos de como ele teorizou sobre modos de "vender" candidatos assim como quem vende sabonetes.. Numa parte homenageio o Professor. Ele não aproveitou o livro para me desmentir a notícia - que escrevi citando-o - em que ele prometia "terraplanar" o Parque Eduardo VII. Fica para o volume II.. Na foto: Carrilho, Bárbara e o respectivo filho numa reportagem daem Junho de 2005 (período de pré-campanha eleitoral autárquica). É deste "jornalismo" que o Professor gosta: dócil, autorizado e a pedido.

quinta-feira, maio 11

Os meninos à volta da fogueira (act.)

[Foto [Foto oficial da Presidência da República de um encontro entre o Presidente e os jornalistas que seguem Belém. O encontro foi convocado como sendo para uma conversa off dos jornalistas com o chefe da Casa Civil, Nunes Liberato, e com o assessor de imprensa, Fernando Lima. A certa altura - surprise, surprise! - aparece-lhes o próprio Presidente Cavaco, com quem trocam umas palavrinhas de ocasião. O que tinha sido inicialmente apresentado como um encontro off passou então a merecer fotografias no próprio site da Presidência. Uma história exemplar - penso eu - para a patrulha das "fontes".]

Vingança bárbara (III)

Calma, dr. Ferro Rodrigues. Ainda não está absolutamente garantido que o Professor Carrilho lhe vá fazer companhia em Paris. Escusa de pedir já transferência.

PS. Sim, mas a pergunta impõe-se: com que dourado exílio o Governo premiará o Professor pela coragem de enfrentar a canzoada jornalística? Calma, dr. Ferro Rodrigues. Ainda não está absolutamente garantido que o Professor Carrilho lhe vá fazer companhia em Paris. Escusa de pedir já transferência.

Vingança bárbara (II)

Manuel Maria Carrilho revela no seu livro um interesse extraordinário pelos casamentos inter-jornalistas. Muito naturalmente, digo eu. No que toca à instrumentalização profissional dos casamentos, o Professor tem tido um percurso que fala por si. Por ele, quero dizer. Manuel Maria Carrilho revela no seu livro um interesse extraordinário pelos casamentos inter-jornalistas. Muito naturalmente, digo eu. No que toca à instrumentalização profissional dos casamentos, o Professor tem tido um percurso que fala por si. Por ele, quero dizer.

Vingança bárbara

Nunca fui, no jornalismo, alvo de um processo judicial; o meu nome não aparece, que eu saiba, nas escutas do processo Casa Pia. Pior mesmo para a minha carreira só se perceber que não sou alvo de nenhuma referência negativa do professor Carrilho. Por isso, caro Professor, fica daqui o aviso: se não me insultar, eu processo-o! Nunca fui, no jornalismo, alvo de um processo judicial; o meu nome não aparece, que eu saiba, nas escutas do processo Casa Pia. Pior mesmo para a minha carreira só se perceber que não sou alvo de nenhuma referência negativa do professor Carrilho. Por isso, caro Professor, fica daqui o aviso: se não me insultar, eu processo-o!

Cromos

Suspeito que Suspeito que aqui também alguém esteja a fazer a colecção. Suspeito que eu próprio não a fizer nada terei para dizer nos próximos meses. Vou pedir ao meu filho que me ajude. É melhor que ele se habitue: nos dias de hoje os pais não dão prendas aos filhos; só as emprestam.

quarta-feira, maio 10

Miguel Marujo conta tudo

O grande segredo do momento, a maior das confidências nos patamares dos empregos, aquilo que se sussurra pelas esquinas, acabou de ser revelado sem pudores pelo Miguel na

(oh, até gostava de gostar) O grande segredo do momento, a maior das confidências nos patamares dos empregos, aquilo que se sussurra pelas esquinas, acabou de ser revelado sem pudores pelo Miguel na Cibertúlia . Mais uma vez, a blogosfera adianta-se à imprensa tradicional na divulgação de uma ganda notícia: eles andam (mesmo!) a coleccionar cromos!(oh, até gostava de gostar)

Banda sonora

Pronto, já chega de Bruce Springsteen e os seus 17 malucos (alguns da banda do Conan O'Brien) a divertirem-se que nem uns cabindas cantando coisas do Pete Seeger. Já rodou o tempo suficiente para nos chegarem ecos de leitores de foram a correr comprar o disco (estão a ver como a divulgação das músicas na net não é necessariamente contra-producente para a "indústria"). Agora rodam as The de Castro Sisters, conjunto vocal feminino norte-americano (mas nascido em Cuba) que vendeu muito nos States nos anos 50. E perguntam-me V.Exas, queridos leitores:

- Ouve lá ó Jótapê, mas tu voltaste a não tomar as gotas? Afinal o que é tem a ver essas de castro sister ó lá que é com a mãe do Tony Soprano [na foto]?

Calma leitores, calma. Já me explico. Segundo a irmã do Tony Soprano, as De Castro Sister eram a banda favorita da srª dª Livia Soprano (fabulosamente representada pela actriz Nancy Marchand). Paradoxalmente, nada faz mais sentido. Sempre que me lembro da dª Livia só penso em bandas de heavy satânico e coisas assim. Mas isso seria demasiado óbvio e nada nos Sopranos é óbvio (excepto o fac

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