Parlamento aprova audição do administrador demissionário da Empordef

30-05-2016
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A Comissão Parlamentar de Defesa aprovou hoje por unanimidade os requerimentos do PCP e do PS para ouvir respectivamente o administrador demissionário da Empordef Luís Miguel Novais e o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco.

as audições suscitadas pelos comunistas, que também incluem os presidentes dos conselhos de administração da empordef e dos estaleiros navais de viana do castelo, deverão realizar-se dia 14 ou dia 20 deste mês.

já a proposta socialista para ouvir o ministro da defesa sobre a situação dos estaleiros de viana do castelo e do arsenal do alfeite concretizar-se-á a 21 deste mês - dia em que josé pedro aguiar-branco estará obrigatoriamente no parlamento, na sequência de um agendamento potestativo do pcp para ouvir este membro do governo sobre a situação das forças armadas.

apesar de ter havido unanimidade nas votações dos requerimentos, registou-se uma intensa discussão (sobretudo entre deputados socialistas e comunistas) em torno da data e da fórmula regimental que deveria definir a vinda do ministro da defesa à comissão parlamentar.

o pcp (por intermédio dos deputados jorge machado e antónio filipe) mostrou-se disponível para alargar o âmbito do seu agendamento potestativo às matérias requeridas pelo ps, o que, a ser aceite, tornava desnecessária a votação do requerimento dos socialistas.

no entanto, os socialistas, pela voz dos deputados marcos perestrello e josé lello, recusaram a «disponibilidade» manifestada pelo pcp para alargar o âmbito do seu agendamento potestativo e exigiram uma votação e um agendamento em separado da sua iniciativa legislativa.

assim, no próximo dia 21, o ministro da defesa responde primeiro ao agendamento potestativo do pcp sobre a situação das forças armadas; depois, responde às questões suscitadas pelo ps sobre a situação dos estaleiros navais de viana do castelo e do arsenal do alfeite.

a reunião da comissão parlamentar de defesa também registou algumas picardias de ordem política, principalmente depois de o deputado do cds joão rebelo ter acusado o ps de dar «muitas voltas» em matérias de defesa nacional.

perante os requerimentos do pcp e do ps, joão rebelo usou o humor para dizer que socialistas e comunistas estavam numa corrida para ver quem agendava primeiro.

«lamento, mas o pcp foi mas rápido e o ps surge e reboque do pcp», concluiu o deputado democrata-cristão, num momento em que se dirigia à bancada socialista.

esta ironia levou o socialista josé lello a reagir, considerando que «o cds é o ventríloquo do psd», e marcos perestrello a responsabilizar o ministro da defesa nacional «pela introdução de um clima de agitação nas forças armadas».

pela parte do psd, hélder sousa e silva lamentou que os requerimentos de socialistas e comunistas surjam «a reboque de notícias contraditórias» da comunicação social.

lusa/sol

A Comissão Parlamentar de Defesa aprovou hoje por unanimidade os requerimentos do PCP e do PS para ouvir respectivamente o administrador demissionário da Empordef Luís Miguel Novais e o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco.

as audições suscitadas pelos comunistas, que também incluem os presidentes dos conselhos de administração da empordef e dos estaleiros navais de viana do castelo, deverão realizar-se dia 14 ou dia 20 deste mês.

já a proposta socialista para ouvir o ministro da defesa sobre a situação dos estaleiros de viana do castelo e do arsenal do alfeite concretizar-se-á a 21 deste mês - dia em que josé pedro aguiar-branco estará obrigatoriamente no parlamento, na sequência de um agendamento potestativo do pcp para ouvir este membro do governo sobre a situação das forças armadas.

apesar de ter havido unanimidade nas votações dos requerimentos, registou-se uma intensa discussão (sobretudo entre deputados socialistas e comunistas) em torno da data e da fórmula regimental que deveria definir a vinda do ministro da defesa à comissão parlamentar.

o pcp (por intermédio dos deputados jorge machado e antónio filipe) mostrou-se disponível para alargar o âmbito do seu agendamento potestativo às matérias requeridas pelo ps, o que, a ser aceite, tornava desnecessária a votação do requerimento dos socialistas.

no entanto, os socialistas, pela voz dos deputados marcos perestrello e josé lello, recusaram a «disponibilidade» manifestada pelo pcp para alargar o âmbito do seu agendamento potestativo e exigiram uma votação e um agendamento em separado da sua iniciativa legislativa.

assim, no próximo dia 21, o ministro da defesa responde primeiro ao agendamento potestativo do pcp sobre a situação das forças armadas; depois, responde às questões suscitadas pelo ps sobre a situação dos estaleiros navais de viana do castelo e do arsenal do alfeite.

a reunião da comissão parlamentar de defesa também registou algumas picardias de ordem política, principalmente depois de o deputado do cds joão rebelo ter acusado o ps de dar «muitas voltas» em matérias de defesa nacional.

perante os requerimentos do pcp e do ps, joão rebelo usou o humor para dizer que socialistas e comunistas estavam numa corrida para ver quem agendava primeiro.

«lamento, mas o pcp foi mas rápido e o ps surge e reboque do pcp», concluiu o deputado democrata-cristão, num momento em que se dirigia à bancada socialista.

esta ironia levou o socialista josé lello a reagir, considerando que «o cds é o ventríloquo do psd», e marcos perestrello a responsabilizar o ministro da defesa nacional «pela introdução de um clima de agitação nas forças armadas».

pela parte do psd, hélder sousa e silva lamentou que os requerimentos de socialistas e comunistas surjam «a reboque de notícias contraditórias» da comunicação social.

lusa/sol

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