O orçamento para 2008 foi aprovado com os votos contra do PCP e movimento Cidadãos por Lisboa, com as abstenções do movimento Lisboa com Carmona e do PSD e com os votos favoráveis do PS e Bloco de Esquerda.
O vereador independente e ex-presidente de Câmara, Carmona Rodrigues, afirmou que, "pela primeira vez desde o 25 de Abril, há uma realidade virtual chamada orçamento para 2008".
"Nunca foi aprovado um orçamento em que não fossem transpostas as dívidas do ano anterior", disse Carmona Rodrigues aos jornalistas na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo municipal.
Segundo o vereador, "com rigor, este orçamento seria de 900 milhões de euros", ao acrescentar-se os 360 milhões de euros da dívida a fornecedores.
Carmona Rodrigues tem a certeza que "haverá uma alteração orçamental para passar o orçamento para os 900 milhões de euros", assim que o empréstimo para pagar as dívidas a fornecedores for contraído e autorizado pelo Tribunal de Contas.
O vereador do PSD Salter Cid também sublinhou que "não está referido nem o empréstimo nem as despesas a que ele está consignado".
"Se o Tribunal de Constas chumbar o empréstimo, os fornecedores não recebem", concluiu.
Salter Cid considerou igualmente que o orçamento para o próximo ano é "pouco ambicioso no que diz respeito às receitas".
O vereador congratulou-se pela manutenção do valor das transferências para as juntas de freguesia, por proposta do PSD, recusando que essa alteração ao orçamento tenha sido uma negociação com o PS para o viabilizar, já que na Assembleia Municipal os sociais-democratas estão em maioria absoluta.
A vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa Helena Roseta defendeu que "politicamente não houve vontade de se estar a discutir 900 milhões de euros de orçamento, o que seria superior ao do ano passado", de cerca de 700 milhões de euros.
"Os empréstimos não se podem pôr [no orçamento] enquanto não forem autorizados mas, do nosso ponto de vista, poderia ter sido colocado no plano financeiro", argumentou.
Helena Roseta também considerou que "daqui a uns tempos vai ter que ser aprovada uma revisão orçamental", para incluir o valor do empréstimo.
A vereadora afirmou ainda que "do lado da receita, a Câmara não é pró-activa", e não procura formas de financiar projectos fora do orçamento camarário.
Pelo PCP, o vereador Ruben de Carvalho, disse que é uma "falácia" apresentar o orçamento para o próximo ano como um instrumento de "rigor", salientando que não pode ser comparado com o do ano anterior porque não incluiu a dívida.
"Que não apareça o empréstimo é natural e está de acordo com a lei. Mas o facto de não poder lá estar o dinheiro que eventualmente virá não permite que se retire do orçamento a dívida que efectivamente se tem", sustentou.
Ruben de Carvalho afirmou que "se o orçamento é de 546 milhões, quando entrarem os 360 milháes de euros [do empréstimo para pagar dívidas a fornecedores], será de 900 milhões de euros".
A vereadora comunista Rita Magrinho realçou que ao nível da iluminação pública, saneamento básico ou higiene urbana, os valores inscritos são quase na totalidade para pagar os serviços, não deixando margem para melhorias.
ACL.
Lusa/Fim
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O orçamento para 2008 foi aprovado com os votos contra do PCP e movimento Cidadãos por Lisboa, com as abstenções do movimento Lisboa com Carmona e do PSD e com os votos favoráveis do PS e Bloco de Esquerda.
O vereador independente e ex-presidente de Câmara, Carmona Rodrigues, afirmou que, "pela primeira vez desde o 25 de Abril, há uma realidade virtual chamada orçamento para 2008".
"Nunca foi aprovado um orçamento em que não fossem transpostas as dívidas do ano anterior", disse Carmona Rodrigues aos jornalistas na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo municipal.
Segundo o vereador, "com rigor, este orçamento seria de 900 milhões de euros", ao acrescentar-se os 360 milhões de euros da dívida a fornecedores.
Carmona Rodrigues tem a certeza que "haverá uma alteração orçamental para passar o orçamento para os 900 milhões de euros", assim que o empréstimo para pagar as dívidas a fornecedores for contraído e autorizado pelo Tribunal de Contas.
O vereador do PSD Salter Cid também sublinhou que "não está referido nem o empréstimo nem as despesas a que ele está consignado".
"Se o Tribunal de Constas chumbar o empréstimo, os fornecedores não recebem", concluiu.
Salter Cid considerou igualmente que o orçamento para o próximo ano é "pouco ambicioso no que diz respeito às receitas".
O vereador congratulou-se pela manutenção do valor das transferências para as juntas de freguesia, por proposta do PSD, recusando que essa alteração ao orçamento tenha sido uma negociação com o PS para o viabilizar, já que na Assembleia Municipal os sociais-democratas estão em maioria absoluta.
A vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa Helena Roseta defendeu que "politicamente não houve vontade de se estar a discutir 900 milhões de euros de orçamento, o que seria superior ao do ano passado", de cerca de 700 milhões de euros.
"Os empréstimos não se podem pôr [no orçamento] enquanto não forem autorizados mas, do nosso ponto de vista, poderia ter sido colocado no plano financeiro", argumentou.
Helena Roseta também considerou que "daqui a uns tempos vai ter que ser aprovada uma revisão orçamental", para incluir o valor do empréstimo.
A vereadora afirmou ainda que "do lado da receita, a Câmara não é pró-activa", e não procura formas de financiar projectos fora do orçamento camarário.
Pelo PCP, o vereador Ruben de Carvalho, disse que é uma "falácia" apresentar o orçamento para o próximo ano como um instrumento de "rigor", salientando que não pode ser comparado com o do ano anterior porque não incluiu a dívida.
"Que não apareça o empréstimo é natural e está de acordo com a lei. Mas o facto de não poder lá estar o dinheiro que eventualmente virá não permite que se retire do orçamento a dívida que efectivamente se tem", sustentou.
Ruben de Carvalho afirmou que "se o orçamento é de 546 milhões, quando entrarem os 360 milháes de euros [do empréstimo para pagar dívidas a fornecedores], será de 900 milhões de euros".
A vereadora comunista Rita Magrinho realçou que ao nível da iluminação pública, saneamento básico ou higiene urbana, os valores inscritos são quase na totalidade para pagar os serviços, não deixando margem para melhorias.
ACL.
Lusa/Fim