“Nós levamos a sério a política. Nós levamos a sério o país.”

07-11-2016
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Rui Naldinho

O BE, o PCP e os Verdes andaram anos a zurzir nos partidos do chamado arco da governação sobre o denominado “tráfico de Influências”, ou na, “porta giratória entre interesses do Estado e os interesses económicos e financeiros”, ou em “ facilitadores e lobistas que saem da política e plantam-se no grandes grupos económicos muitos deles monopolistas”, criando “parcerias público privadas com rendas excessivas”, …

O tempo urge, daí haver necessidade nesta legislatura de se mudar quase tudo aquilo que eles próprios afirmaram como uma das chagas que levaram ao atraso o país. Nessa matéria estou de acordo convosco, “camaradas”!

Já se fez alguma coisa? Talvez, mas ainda assim é pouco.

Na passada terça-feira assistimos a um despudorado comportamento no parlamento, dos muitos que têm ocorrido da parte do PSD. Com os votos da bancada socialista chumbou uma proposta do PCP que visava limitar os vencimentos dos gestores públicos a 90% do ordenado do Presidente da República. A iniciativa contou com os votos favoráveis de PCP, BE e CDS, mas os votos contra de PS e PSD puseram um ponto final na discussão.

Que o PS não queira nesta altura sensível da recapitalização da CGD estar a mexer neste assunto, eu, mesmo não concordando, até faço um esforça para entender. O que eu não consigo vislumbrar é alguma lógica no comportamento do PSD! O Este partido, no início desta legislatura fez uma ameaça velada ao PS e a António Costa sobre o seu sentido de voto, nomeadamente quando os socialistas precisassem deles para aprovar determinadas matérias sensíveis, as quais, porventura, não tivessem acolhimento dos partidos de esquerda.

Esta quarta feira, num exercício de hipocrisia política digno de um partido onde o cheiro do Poder se entranhou nas fossas nasais, o PSD demonstrou que quando cheira a “pelouros de poleiro”, de preferência bem pagos pelo contribuinte, não quer deixar os seus créditos por mãos alheias. Hoje estás tu, amanhã serei eu!

Foi por isso, Pedro, que no Pontal improvisaste aquele discurso inconsequente, para não dizeres nada:

“Nós levamos a sério a política. Nós levamos a sério o país. Nós levamos a sério as pessoas. E é porque nos preocupamos com elas e com o seu futuro que faremos o que é difícil, que faremos o que é preciso, e esperamos que o que seja preciso e o que é difícil seja menos do que aquilo que nós podemos fazer, porque podemos fazer mais do que aquilo que é difícil, podemos também fazer aquilo que é necessário para que Portugal possa ser, como a Espanha tem vindo a mostrar, como a Irlanda mostrou também, um país em que no futuro todos querem apostar.”

Pobres de nós, com gente desta!

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Rui Naldinho

O BE, o PCP e os Verdes andaram anos a zurzir nos partidos do chamado arco da governação sobre o denominado “tráfico de Influências”, ou na, “porta giratória entre interesses do Estado e os interesses económicos e financeiros”, ou em “ facilitadores e lobistas que saem da política e plantam-se no grandes grupos económicos muitos deles monopolistas”, criando “parcerias público privadas com rendas excessivas”, …

O tempo urge, daí haver necessidade nesta legislatura de se mudar quase tudo aquilo que eles próprios afirmaram como uma das chagas que levaram ao atraso o país. Nessa matéria estou de acordo convosco, “camaradas”!

Já se fez alguma coisa? Talvez, mas ainda assim é pouco.

Na passada terça-feira assistimos a um despudorado comportamento no parlamento, dos muitos que têm ocorrido da parte do PSD. Com os votos da bancada socialista chumbou uma proposta do PCP que visava limitar os vencimentos dos gestores públicos a 90% do ordenado do Presidente da República. A iniciativa contou com os votos favoráveis de PCP, BE e CDS, mas os votos contra de PS e PSD puseram um ponto final na discussão.

Que o PS não queira nesta altura sensível da recapitalização da CGD estar a mexer neste assunto, eu, mesmo não concordando, até faço um esforça para entender. O que eu não consigo vislumbrar é alguma lógica no comportamento do PSD! O Este partido, no início desta legislatura fez uma ameaça velada ao PS e a António Costa sobre o seu sentido de voto, nomeadamente quando os socialistas precisassem deles para aprovar determinadas matérias sensíveis, as quais, porventura, não tivessem acolhimento dos partidos de esquerda.

Esta quarta feira, num exercício de hipocrisia política digno de um partido onde o cheiro do Poder se entranhou nas fossas nasais, o PSD demonstrou que quando cheira a “pelouros de poleiro”, de preferência bem pagos pelo contribuinte, não quer deixar os seus créditos por mãos alheias. Hoje estás tu, amanhã serei eu!

Foi por isso, Pedro, que no Pontal improvisaste aquele discurso inconsequente, para não dizeres nada:

“Nós levamos a sério a política. Nós levamos a sério o país. Nós levamos a sério as pessoas. E é porque nos preocupamos com elas e com o seu futuro que faremos o que é difícil, que faremos o que é preciso, e esperamos que o que seja preciso e o que é difícil seja menos do que aquilo que nós podemos fazer, porque podemos fazer mais do que aquilo que é difícil, podemos também fazer aquilo que é necessário para que Portugal possa ser, como a Espanha tem vindo a mostrar, como a Irlanda mostrou também, um país em que no futuro todos querem apostar.”

Pobres de nós, com gente desta!

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