Rio diz que disponibilidade para consensos de regime é “acima de total”

27-04-2018
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O PSD tem uma disponibilidade "acima de total" para chegar a consensos sobre reformas estruturais para o país, assim como para medidas que ajudem a "revitalizar" o regime. A garantia foi dada pelo presidente do partido, Rui Rio, à saída da cerimónia por ocasião dos 44 anos do 25 de abril no Parlamento.

Depois de ter posado para a fotografia da assinatura dos acordos entre Governo e PSD, Rio frisou que o regime tem sofrido "um desgaste" e que impõe um "reforço da democracia, senão o que vai acontecer é a perda da democracia". Por isso, e em vez de entrar em discursos "demagógicos ou populistas" para "atacar conjunturalmente", o líder social-democrata entende que esta é a data adequada para falar de reformas estruturais - e que reúnam "o maior consenso possível".

E insiste na urgência dos acordos: É "para ontem", disse Rio, lembrando que "há anos" se bate pela necessidade de "revitalizar a democracia". Defendendo que se "ponham todas as ideias em cima da mesa", mostrou-se reticente quando questionado pelos jornalistas sobre a hipótese de serem admitidas candidaturas de grupos de cidadãos independentes à AR: "Careço de ser convencido, mas estou aberto a isso."

César diz que vai "muito além" nas propostas para a transparência

Carlos César, líder parlamentar e presidente do PS, considerou que o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa constituiu "uma chamada de atenção para a proximidade e necessidade de um diálogo útil e efetivo entre políticos e cidadãos, entre a cidadania e a política".

"Isso é muito importante num tempo em que existem tantas dúvidas sobre a solidez dos sistemas democráticos, sobre os modelos dos sistemas políticos e sobre os mecanismos que envolvem a transparência no exercício dos cargos públicos", acrescentou.

Já sobre a ideia deixada por Ferro Rodrigues para que se avalie "seriamente" o alargamento da limitação de mandatos de cargos políticos, assim como a hipótese de se "ponderar incentivos eficazes à dedicação exclusiva" dos deputados, o presidente da bancada do PS disse ter ouvido essas posições "com agrado".

"É importante que nos concentremos nessa dimensão de fragilidades do nosso sistema político. O PS, como se sabe, propôs a criação da Comissão Eventual para a Transparência, que já está em funcionamento no Parlamento, e apresentou um conjunto de diplomas que visam justamente reforçar essa transparência no exercício de altos cargos públicos", apontou o dirigente socialista, garantindo ainda que já foi pessoalmente alvo de críticas por parte de deputados da sua bancada por, alegadamente, "ter ido muito além" nas propostas a favor da transparência na vida política.

Jerónimo critica discurso vazio

Do lado do PCP, houve críticas a Marcelo e a perceção de um discurso vazio por parte do presidente da República. À saída da sessão, Jerónimo de Sousa falou aos jornalistas para defender que houve uma "omissão" nas palavras do chefe de Estado: "Não foi à causa dos problemas [como os avanços populistas apontados] e faltou resposta aos problemas nacionais e do povo", defendeu.

Quando à resposta do primeiro-ministro a esses mesmos problemas, deveria passar, para o PCP, por "continuar a linha de reposição de rendimentos e direitos", ao contrário da "aceitação do que nos querem impor sobretudo nos centros de decisão na Europa".

BE: distribuição da riqueza está como há 100 anos

Também a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, veio apontar as falhas nacionais que falta resolver. "A desigualdade da [distribuição da] riqueza só é comparável com a que existia há 100 anos, antes da Primeira Guerra Mundial", defendeu, recorrendo à mesma referência temporal do discurso do Presidente da República.

Para Catarina Martins, a "descrença na capacidade das instituições" explica-se por dois motivos: por um lado, a falta de respostas para os problemas da população, em áreas como o acesso à saúde ou à habitação; por outro, a transparência na política. A propósito desta última, a dirigente bloquista relembrou as propostas do BE para criar uma Entidade da Transparência que fiscalize as declarações de rendimentos e património dos políticos e para obrigar os deputados a assumirem a exclusividade de funções. Note-se que também Ferro Rodrigues, no seu discurso, frisou que devem ser ponderadas a limitação da acumulação dos cargos e os incentivos à exclusividade do cargo.

CDS quer alternativas claras e revisão de leis eleitorais

Também o CDS focou as suas declarações finais nos avisos deixados sobre os perigos do populismo. "O sistema político combate mais eficazmente os populismos, combate mais eficazmente as ameaças à democracia, se se conseguir atualizar e reformar. Essa é uma necessidade permanente para a qual o CDS está muito disponível", afirmou o porta-voz do partido, João Almeida.

Falando aos jornalistas, o dirigente e deputado centrista disse que a abertura do CDS também passa por uma eventual revisão das leis eleitorais, ressalvando que essa discussão não deve ser tida "em cima de eleições", como atualmente, numa referência às europeias, regionais da Madeira e legislativas de 2019.

O CDS voltou a frisar a posição que quer marcar como oposição mais dura à direita, garantindo que "existem alternativas". "É por isso que o CDS entende, enquanto oposição, como muito importante o papel que tem, propondo alternativas às políticas deste Governo e permitindo essa discussão", acrescentou.

O PSD tem uma disponibilidade "acima de total" para chegar a consensos sobre reformas estruturais para o país, assim como para medidas que ajudem a "revitalizar" o regime. A garantia foi dada pelo presidente do partido, Rui Rio, à saída da cerimónia por ocasião dos 44 anos do 25 de abril no Parlamento.

Depois de ter posado para a fotografia da assinatura dos acordos entre Governo e PSD, Rio frisou que o regime tem sofrido "um desgaste" e que impõe um "reforço da democracia, senão o que vai acontecer é a perda da democracia". Por isso, e em vez de entrar em discursos "demagógicos ou populistas" para "atacar conjunturalmente", o líder social-democrata entende que esta é a data adequada para falar de reformas estruturais - e que reúnam "o maior consenso possível".

E insiste na urgência dos acordos: É "para ontem", disse Rio, lembrando que "há anos" se bate pela necessidade de "revitalizar a democracia". Defendendo que se "ponham todas as ideias em cima da mesa", mostrou-se reticente quando questionado pelos jornalistas sobre a hipótese de serem admitidas candidaturas de grupos de cidadãos independentes à AR: "Careço de ser convencido, mas estou aberto a isso."

César diz que vai "muito além" nas propostas para a transparência

Carlos César, líder parlamentar e presidente do PS, considerou que o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa constituiu "uma chamada de atenção para a proximidade e necessidade de um diálogo útil e efetivo entre políticos e cidadãos, entre a cidadania e a política".

"Isso é muito importante num tempo em que existem tantas dúvidas sobre a solidez dos sistemas democráticos, sobre os modelos dos sistemas políticos e sobre os mecanismos que envolvem a transparência no exercício dos cargos públicos", acrescentou.

Já sobre a ideia deixada por Ferro Rodrigues para que se avalie "seriamente" o alargamento da limitação de mandatos de cargos políticos, assim como a hipótese de se "ponderar incentivos eficazes à dedicação exclusiva" dos deputados, o presidente da bancada do PS disse ter ouvido essas posições "com agrado".

"É importante que nos concentremos nessa dimensão de fragilidades do nosso sistema político. O PS, como se sabe, propôs a criação da Comissão Eventual para a Transparência, que já está em funcionamento no Parlamento, e apresentou um conjunto de diplomas que visam justamente reforçar essa transparência no exercício de altos cargos públicos", apontou o dirigente socialista, garantindo ainda que já foi pessoalmente alvo de críticas por parte de deputados da sua bancada por, alegadamente, "ter ido muito além" nas propostas a favor da transparência na vida política.

Jerónimo critica discurso vazio

Do lado do PCP, houve críticas a Marcelo e a perceção de um discurso vazio por parte do presidente da República. À saída da sessão, Jerónimo de Sousa falou aos jornalistas para defender que houve uma "omissão" nas palavras do chefe de Estado: "Não foi à causa dos problemas [como os avanços populistas apontados] e faltou resposta aos problemas nacionais e do povo", defendeu.

Quando à resposta do primeiro-ministro a esses mesmos problemas, deveria passar, para o PCP, por "continuar a linha de reposição de rendimentos e direitos", ao contrário da "aceitação do que nos querem impor sobretudo nos centros de decisão na Europa".

BE: distribuição da riqueza está como há 100 anos

Também a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, veio apontar as falhas nacionais que falta resolver. "A desigualdade da [distribuição da] riqueza só é comparável com a que existia há 100 anos, antes da Primeira Guerra Mundial", defendeu, recorrendo à mesma referência temporal do discurso do Presidente da República.

Para Catarina Martins, a "descrença na capacidade das instituições" explica-se por dois motivos: por um lado, a falta de respostas para os problemas da população, em áreas como o acesso à saúde ou à habitação; por outro, a transparência na política. A propósito desta última, a dirigente bloquista relembrou as propostas do BE para criar uma Entidade da Transparência que fiscalize as declarações de rendimentos e património dos políticos e para obrigar os deputados a assumirem a exclusividade de funções. Note-se que também Ferro Rodrigues, no seu discurso, frisou que devem ser ponderadas a limitação da acumulação dos cargos e os incentivos à exclusividade do cargo.

CDS quer alternativas claras e revisão de leis eleitorais

Também o CDS focou as suas declarações finais nos avisos deixados sobre os perigos do populismo. "O sistema político combate mais eficazmente os populismos, combate mais eficazmente as ameaças à democracia, se se conseguir atualizar e reformar. Essa é uma necessidade permanente para a qual o CDS está muito disponível", afirmou o porta-voz do partido, João Almeida.

Falando aos jornalistas, o dirigente e deputado centrista disse que a abertura do CDS também passa por uma eventual revisão das leis eleitorais, ressalvando que essa discussão não deve ser tida "em cima de eleições", como atualmente, numa referência às europeias, regionais da Madeira e legislativas de 2019.

O CDS voltou a frisar a posição que quer marcar como oposição mais dura à direita, garantindo que "existem alternativas". "É por isso que o CDS entende, enquanto oposição, como muito importante o papel que tem, propondo alternativas às políticas deste Governo e permitindo essa discussão", acrescentou.

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