João Galamba: “O mercado irá encarregar-se de forçar a disseminação do carro eléctrico e limitar fortemente a aposta no diesel”

06-02-2019
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“O Governo não decreta o fim do carro a diesel, mas constata que, olhando para as declarações de muitos fabricantes automóveis, o diesel tem de facto os dias contados”, diz João Galamba, secretário de Estado da Energia, em entrevista ao “Público” esta quarta-feira. Esta afirmação surge uma semana depois de José Matos Fernandes, ministro do Ambiente, ter afirmado que “quem comprar carros diesel não terá valor na troca daqui a 4 anos”.

“Como disse o senhor ministro, parece-me que a própria dinâmica de mercado irá encarregar-se de forçar a disseminação do carro elétrico e limitar fortemente a aposta no diesel. Ninguém vai querer investir numa tecnologia que terá pouco ou nenhum valor e dificuldade em circular em algumas cidades”, defende Galamba.

O Executivo de António Costa não tem nos seus planos “nenhuma medida de proibição”, mas há várias cidades que incluíram nos planos internos o fim da circulação dos carros a diesel nos centros das cidades e nas zonas históricas, nomeadamente a cidade de Lisboa, “com o voto entusiástico de Assunção Cristas [líder do CDS] e, segundo sei, não tenho a certeza, de Carlos Barbosa, do ACP”, atira o governante.

Questionado se conduz um carro elétrico, o secretário de Estado da Energia revelou que ainda tem um modelo a diesel. “Quando comprar outro pensarei seriamente em comprar um carro elétrico, como é evidente”, afirma.

Ainda na mesma entrevista, Galamba confessou-se “curioso” por saber se a Oferta Pública de Aquisição (OPA) da CTG sobre a EDP vai ou não acontecer, mas não quis comentar o tema. “Isso [curiosidade] tenho, temos todos”, concluiu.

“O Governo não decreta o fim do carro a diesel, mas constata que, olhando para as declarações de muitos fabricantes automóveis, o diesel tem de facto os dias contados”, diz João Galamba, secretário de Estado da Energia, em entrevista ao “Público” esta quarta-feira. Esta afirmação surge uma semana depois de José Matos Fernandes, ministro do Ambiente, ter afirmado que “quem comprar carros diesel não terá valor na troca daqui a 4 anos”.

“Como disse o senhor ministro, parece-me que a própria dinâmica de mercado irá encarregar-se de forçar a disseminação do carro elétrico e limitar fortemente a aposta no diesel. Ninguém vai querer investir numa tecnologia que terá pouco ou nenhum valor e dificuldade em circular em algumas cidades”, defende Galamba.

O Executivo de António Costa não tem nos seus planos “nenhuma medida de proibição”, mas há várias cidades que incluíram nos planos internos o fim da circulação dos carros a diesel nos centros das cidades e nas zonas históricas, nomeadamente a cidade de Lisboa, “com o voto entusiástico de Assunção Cristas [líder do CDS] e, segundo sei, não tenho a certeza, de Carlos Barbosa, do ACP”, atira o governante.

Questionado se conduz um carro elétrico, o secretário de Estado da Energia revelou que ainda tem um modelo a diesel. “Quando comprar outro pensarei seriamente em comprar um carro elétrico, como é evidente”, afirma.

Ainda na mesma entrevista, Galamba confessou-se “curioso” por saber se a Oferta Pública de Aquisição (OPA) da CTG sobre a EDP vai ou não acontecer, mas não quis comentar o tema. “Isso [curiosidade] tenho, temos todos”, concluiu.

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